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preaching_to_lion

Por outro lado pode ser uma má idéia se você tiver concepções inapropriadas

Deu no África 21:

África é a região do mundo que recebeu menos turistas em 2008

A Europa é a região com mais entradas internacionais, com um registo de 488 milhões de turistas recebidos em 2008.

Luanda – O continente africano recebeu 47 milhões de turistas em 2008, o que corresponde a cinco por cento de um total de 922 milhões de entradas internacionais de turistas. Trata-se da menor percentagem, comparativamente com outras regiões do mundo.

A informação foi avançada segunda-feira, em Luanda, pelo representante da Organização Mundial do Turismo (OMT), Hélder Tomás, quando falava na sessão de abertura do curso de formação de formadores para o CAN 2010, nas áreas de serviços de Guias Turísticos, de Mesa, e para Recepção.

A Europa, segundo os dados fornecidos por Hélder Tomás, é a região com mais entradas internacionais, com um registo de 488 milhões de turistas recebidos em 2008, cifra correspondente a 53 por cento do total, seguida pela Ásia/Pacífico, com 184 milhões (20 por cento).

As Américas e a região do Médio Oriente seguem-se à Ásia e Pacífico, com um registo de 147 milhões (16 por cento) e 56 milhões (seis por cento), respectivamente.

De acordo com a fonte, essa movimentação de turistas gerou 994 biliões de dólares norte-americanos, o que corresponde a um aumento de 1,8 por cento em relação ao ano 2007.

***

Levando em conta que a Humanidade surgiu na África, e saiu de lá pra colonizar o mundo, a verdade é que somos mesmo uns filhos ingratos.

[Nota: este post ficará pendurado aqui em cima até eu colher suficientes subsídios.  Os novos posts estão entrando aí embaixo deste.]

O negócio é o seguinte: Tio Hermenauta vai viajar no fim do ano.  De carro.  Em uma longa estirada.  E ocorre que os pneus de seu calhambeque estão um tanto carecas.  Portanto, resolução de fim de ano: trocar pneus.

O diacho é que espantosamente não há (ou eu, ao menos, não achei) muita informação comparativa na internet sobre marcas de pneus.  Portanto vou apelar para o conceito “vox populi, vox dei” e perguntar aqui aos meus leitores qual pneu é o mais recomendável para um carro de passeio, motorização 1.4.

O Hermenauta agradece!

Estou em uma cidade litorânea do Nordeste brasileiro, em um evento.   Estranha cidade: um número de carrões desproporcional ao número total de carros.  A infraestrutura da cidade é detonada, mesmo nas áreas pretensamente nobres.   Me parece que não existe, ou é ínfima, a classe média por aqui:  ou você tem muita grana, ou é um zé-ninguém.

O quadrúpede canino estava ali na dele, sentadinho no meio do corredor do brechó perto dos Grand Magazins, como se fosse um direito natural de um cachorro estar em uma loja.  E o pior é que ninguém ali perto parecia ser o dono do bicho.  Ele era muito simpático e fez festa, mas não cabia na minha mala, e além disso acho que os meus pastores não iam lhe dar uma recepção calorosa _ afinal, eles são alemães.

Não deixe de ir à Praça da Bastilha.  Além do fato de que se você sair do Louvre e seguir pela Rue de Rivoli toda a vida terminará nela, à sua volta existem um monte de cafés bacaninhas, onde aparentemente meia Paris pára para tomar um café, uma cerveja, ou o que quer que seja que os franceses bebam, e bater papo.

Eu parei em um café aleatório e para minha surpresa o tal café era especializado em comidinhas mexicanas, o que não fica realmente evidente a partir do nome do lugar _ Indiana.  Em todo caso, comi uma quesadilla decente lá.  Mas o ó borogodó foi isso:

Em Paris você com certeza achará várias modelos negras.  Mas uma Negra Modelo??  Urrú!

Nature&Découverts no Carrousel du Louvre

Eu sei que se você, como eu, sempre sonhou ir ao Louvre, provavelmente em lá estando não irá querer perder nem um minuto fora das suas maravilhosas galerias, quando for lá pela primeira vez.

Mas eu recomendo fortemente que não apenas aqueles que já foram ao Louvre várias vezes como também mesmo os marinheiros de primeira viagem reservem uma meia hora de sua estada por ali para visitar o Carrousel du Louvre, um complexo subterrâneo de lojas que dá entrada ao museu.  Na galeria há algumas lojas incríveis, sendo que eu recomendo duas especialmente:

a) Nature&Découvertes

É uma loja cujo forte é o estilo de vida “amigável ao meio ambiente”.  Uma parte é meio new-age demais para mim, mas a outra parte tem coisas muito interessantes em matéria de “ir pro mato”, o que é algo que eu gosto muito.  Lá eles têm uma grande variedade de equipamentos, inclusive a minha linha predileta, que são os equipamentos movidos a energia solar ou humana.  Comprei lá uma fantástica lanterninha a LED’s, com uma bateria carregável por manivela, e que também é sirene e carregador de celular.  Duca.  E o que é mais legal, a loja mantém uma fundação que dedica 10% de suas vendas anuais para projetos

b) La Maison du Chocolat

Indo ao outro extremo, a Maison du Chocolat tem tudo o que você precisa para um estilo de vida sedentário e epicurista: dúzias de tipos de chocolates diferentes, cada um melhor do que o outro.  Infelizmente, eles só têm lojas em Paris, Cannes, Londres, New York e Tóquio, portanto, quando for lá, faça como eu e procure convencê-los de que se abrirem lojas no Brasil ficarão ainda mais ricos do que já são.

Hoje tive um pequeno acidente: a bainha de um dos meus ternos descosturou.

I´m a very resourceful man, até costuro quando a coisa aperta, só que não costumo(va) viajar levando agulha e linha. Daí, saí em busca destes apetrechos pelas lojas próximas ao hotel. Entrei em um supermercado e…descobri que não sabia pedir agulha e linha nem em francês, nem em inglês.

Felizmente um dos empregados era espanhol e consegui me entender com ele. Mas o curioso da história é que assim que ele descobriu que eu era brasileiro (o que foi rápido, aliás todo mundo na França sempre sabe que você é brasileiro _ em compensação nos EUA já me tomaram por russo (sic) mais de uma vez), começou a despejar sem parar palavras desconexas como:

_ Ipanema, Copacabana, Ronaldinho, café….

Como se isso fosse um sinal imediato de reconhecimento e uma tentativa de demonstração de que eu estava diante de um homem do mundo, um cosmopolita. E lá foi ele:

_ Flamengo, Botafogo, Coríntians, Cafu, Pelé…

Eis aí o futebol guindado à condição de linguagem universal. Procurando estabelecer um canal de comunicação com o alienígena, eu disse:

_ Barcelona!

Mas aí ele fez cara feia e apontou para a própria camisa:

_ Real Madrid!

***

Jo no hablo su lengua.

Ainda no Marais, nao deixe de visitar a Rua dos judeus, antiquissima, que concentra uma parte da populacao judaica de Paris.

La’ e’ possivel encontrar rabinos de rua, judeus tradicionais que ficam pelas esquinas conversando uns com os outros ou tentando te vender alguma coisa, uns caras que eu acho que devem ser contratados pela Mairie de Paris para dar cor local ao lugar.   🙂

Ha’ uns lugares interessantes para comer, inclusive uma loja de doces e outras iguarias comandada por uma legitima mama judaica.  Recomendo, principalmente a torta de maca tradicional polonesa!

Judia de mim, judia…

Nham!

Se voce estiver passeando pelo Marais e sua namorada for daquelas que adora um ursinho, ou quiser fazer uma ursada com algum amigo urso (lembrem-se que eu sou do tempo em que esta expressao tinha outra conotacao…) passe nessa loja.

So’ tem ursos e artigos com temas de urso, inclusive gravatas!

Mas o contrário nem sempre é verdade

Todo mundo sabe que os franceses adoram os cães, mas poucos sabem que muitas vezes essa adoração não sobrevive ao verão: muitos franceses abandonam seu cães (e outros animais de estimação) durante as férias.
A fundação 30 millionsdamis tenta remediar esse problema, com ações contra o abandono de animais:

Depuis 30 ans, la Fondation 30 millions d’amis se mobilise contre les abandons d’animaux. En 1976, on estimait à environ 400 000 le nombre d’abandons annuels en France de chats et de chiens. Aujourd’hui, il est d’environ 60 000, soit 6 fois moins. Mais c’est encore beaucoup trop ! Ensemble nous devons continuer à nous battre.

Grâce à vos dons, la Fondation peut venir en aide chaque année à plus de 200 refuges sur toute la France. Ces refuges sélectionnés pour leur sérieux, accueillent, nourrissent et soignent les chiens et les chats abandonnés sur la route des vacances.

Cet été la Fondation souhaite débloquer une aide de 840 000 € . Elle se répartira de la manière suivante :
• Nourriture : livraison de 150 tonnes de nourriture pour chiens et 100 tonnes de nourriture pour chats ;
• Soins vétérinaires (blessures – vaccinations – stérilisations…) ;
• Travaux (Création d’infirmeries, de boxes, réfection de bâtiments, de toitures…).

Durante o programa a que me referi no post abaixo, exibiu-se o grupo Xaile, formado por três bem apanhadas cachopinhas. Um som interessante, nunca tinha ouvido falar.

E viva o subsídio agrícola francês!

Vou me lembrar disso sempre que pedir uma quiche lorraine no Brasil, doravante.

É a primeira vez que viajo pela TAP. Não me deixou má impressão; pudera, os caras têm mais de cinco séculos de experiência em atravessar o Atlântico, ora pois.

Infelizmente de Lisboa só deu pra ver um punhado durante a chegada e a saída; me pareceu uma bonita cidade, quero voltar lá um dia.

O que me surpreendeu de fato foram os arredores de Lisboa; aparentemente Portugal está investindo bastante em geração eólica _ vi muitas e muitas pás como estas da foto encimando os morros da região.

***

Por coincidência, à noite no hotel, vi que passava a RTP Internacional na TV a cabo. Fiquei vendo um programa interminável patrocinado pelo Ministério de Negócios Exteriores de Portugal e pela própria RTP. Tratava-se de uma premiação, o Prêmio Talento, cujo objetivo é premiar pessoas de destaque na “diáspora portuguesa”. Eu não consigo ver programas portugueses sem ter duas reações: primeiro, pensar que são hobbits; segundo, achar que eles estão falando português daquele jeito esquisito só de sacanagem.

Há ainda uma certa ingenuidade que transparece nos programas portugueses. Não sei se isso se deve a um caráter nacional português ou se apenas se trata de um efeito da pequena população do país, que faz com que de fato eles ainda não conheçam o que é uma sociedade de massas pra valer. O programa parecia uma cruza do “almoço com as estrelas” com a premiação do Oscar; os vários nomeados nas muitas categorias do prêmio sentavam-se em mesas espalhadas por um amplo salão, enquanto em um palco um casal de apresentadores ia mostrando os feitos dos nomeados de cada categoria, para então chamar o que parecia ser uma sumidade portuguesa no campo afeito para ler o nome do felizardo premiado em um envelope (“e o vencedor é…” ), que subia então ao palco para fazer os agradecimentos de praxe.

Um detalhe curioso é que ficavam espalhadas entre as mesas seis “ estátuas vivas” representando personalidades históricas portuguesas (das quais só consegui reconhecer Camões e Fernando Pessoa, ignorante que sou), dando ao evento um certo ar de comédia involuntária.

Outro detalhe curioso é que durante o programa (embora eu não tenha conseguido ver tudo) foram premiados numerosos filhos da diáspora no Canadá, na Austrália, na África do Sul e até em Angola, mas apenas uma pessoa no Brasil, uma professora da USP que estuda literatura de Macau (e aliás fala português do Brasil). Não sei se atribuo isto a uma brasilofobia ou ao fato de que fica difícil premiar filhos da diáspora em um país que é todo ele, praticamente, um filho da diáspora. Talvez esta última hipótese seja a mais provável, visto que o programa encerrou-se com o músico Pedro Abrunhosa (acho que é famoso, não? Acho que já ouvi este nome…) cantando uma música que escreveu para um travesti brasileiro assassinado em Portugal, lembrando que os portugueses deveriam tratar melhor os imigrantes, tal como os outros países tratam os imigrantes portugueses. Muito digno, mas me lembrei de um grupo de turistas portugueses barbaramente assassinados no Ceará há alguns anos e fiquei com uma certa vergonha, até que me lembrei também que o crime foi planejado por um patrício que morava na cidade, o que diminuiu minha má consciência.

maio 2017
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