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Pagas pra ver?

Avatar já bombou mais de um bi de dólares.

E a imprensa especializada já diz que dificilmente a Fox se negará a produzir uma continuação.  Aliás,  Cameron pensa em um arco de 3 filmes.

Um fato curioso é que filmes 3D vêm se dando bem nas telonas, mas mal na venda de DVD´s.   Porque, naturalmente, as pessoas que viram o filme em 3D não acham a mesma graça em rever o filme em casa em 2D.  O problema é que isso desequilibra a equação financeira dos filmes, a ponto de executivos não terem muita certeza se vale a pena produzir mesmo em 3D dado que a renda total de um filme ainda é muito dependente da janela em DVD _ e é provável que o mesmo valha para as janelas ancilares da TV por assinatura e aberta.

De onde se depreende que a pressão por monitores de vídeo em 3D será intensa nos próximos anos.  Aos céticos, afirmo que já vi uma tela da Philips há dois anos, reproduzindo imagens em 3D sem necessidade de óculos especiais.  Elas virão, com certeza, portanto, se você já comprou sua TV de 40 ou 42 polegadas, não vale a pena partir para a de 50.

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Quanto às idéias para uma continuação de “Avatar”, muito se fala em explorar, talvez, o que os humanos andam fazendo nas outras luas de Polyphemus.  Eu diria que a idéia é idiota.  A Venture Star veio direto da Terra para Pandora, o que sugere que a colonização da lua é feita diretamente da Terra e não a partir de outros postos avançados no sistema de Alpha Centauri.  Se Cameron deseja manter a coerência da história, não vai dar pra explorar este veio.

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A expectativa é grande com o lançamento do iSlate ou como quer que venha a se chamar o tablet PC da Apple.  O mercado torce para que a empresa tenha produzido o e-reader que incendeiará o bolso dos consumidores.

Hoje atinei que um e-reader decente possibilitará que os editores de livros técnicos possam vir a vender livros como uma “assinatura”, dando direito às reedições, que poderão ser baixadas wirelessly para o aparelho.

Sujeitinho porreta, apesar do bigode

Tenho alguns livros de coletâneas de contos, gênero do qual gosto muito.  Leio-os às vezes vários de uma vez só, às vezes um ou outro, homeopaticamente.

Hoje, li um pequeno conto (“O Amigo dos Espelhos”) constante do volume “Contos de Horror do Séc. XIX“, de autoria de Georges Rodenbach _ o cavalheiro pimpão cuja hirsuta imagem encima este post.

[tem duas obras dele no Projeto Gutemberg]

Lá embaixo do folder, coloquei as linhas iniciais do conto (que encontrei neste blog).

Concordo com o autor do blog linkado em que o conto, de horror, não tem lá muita coisa (talvez para jovens damas por demais sensíveis do século XIX).  Mas o conto contém algumas pérolas que parecem ecoar preocupações da era moderna, em contexto completamente diferente.

A história é simples: um jovem, rico e ocioso, é tomado por desespero ao verificar que sua imagem, nos espelhos das vitrines parisienses, parece cada vez mais pálido e debilitado.  Raciocina ele que a então recente profusão de espelhos e superfícies reflexivas pela cidade afora estivessem roubando suas cores e sua saúde.

Um caridoso amigo lembra ao protagonista que estes espelhos de loja em geral são de má qualidade, e era por isso que refletiam sua imagem de modo imperfeito, doentio.

Apesar de concordar com isso, o protagonista embarca em outra viagem: começa a colecionar espelhos de boa qualidade, ricos espelhos que o refletem com total fidedignidade.

E é aqui que as coisas começam a ficar interessantes, IMHO.  O protagonista começa a agir estranhamente a partir do momento em que aparelha sua casa com espelhos; em particular, assume um comportamento ascético.  O supracitado amigo caridoso lembra ao protagonista que ele sempre foi um namorador, e que as mulheres estão do lado de fora de sua casa _ ao que o espelhófilo retruca:

Cada um é como uma rua…esses espelhos todos se comunicam feito ruas…É uma grande cidade luminosa.  E nela ainda corro atrás de mulheres, entende?, mulheres que se olharam nos espelhos, que permanecem neles para sempre…(…) Sigo as mulheres, sem dúvida…Mas elas andam rápido, não se deixam abordar, me despistam de espelho em espelho, como de rua em rua.  E eu as perco.  E de vez em quando as abordo.  E tenho encontros lá dentro...”

Narrando a progressão da perturbação mental que afligia o protagonista, o amigo caridoso descreve:

…E por causa de tantos espelhos, justapostos, uns em frente aos outros, a silhueta do solitário se multiplicou ao infinito, ricocheteou em toda parte, engendrou continuamente um novo sósia, cresceu na proporção de uma multidão incalculável, ainda mais perturbadora porque todos pareciam gêmeos copiados do primeiro, que permanecia isolado e seperado deles por um vazio desconhecido…

Em sua última conversa com o amigo, o protagonista despeja:

Veja! Não estou mais só.  Eu vivia muito só.  Os amigos são tão estranhos, tão diferentes de nós!  Agora, vivo com uma multidão…em que todos se parecem comigo.”

Resumindo a história, o protagonista é internado em um sanatório, onde permitem que ele leve apenas um espelho, ao qual ele fica cada vez mais apegado.  Até que um dia é encontrado morto, com o crânio partido, na tentativa de entrar no espelho.

Eu sei que muita gente boa diz que o arquétipo da internet no século XIX era o telégrafo.  E com certeza o telégrafo, tecnologicamente, foi A rede daquela quadra.

Mas esse cara aí captou como ninguém o futuro _ o mundo das redes sociais e do narcisismo eletrônico.  E o pior, apenas olhando no espelho.

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Deu no Correio Braziliense: Oprah Winfrey vai encerrar o seu programa e criar um canal…

Oprah Winfrey vai encerrar seu programa em 2011

A popular apresentadora norte-americana Oprah Winfrey planeja encerrar seu programa na televisão em setembro de 2011. A informação foi divulgada por ela nesta quinta-feira à equipe da atração, segundo uma fonte próxima do assunto.

Oprah pretende voltar suas atenções para uma nova emissora a cabo que ela planeja lançar em parceria com a Discovery Communications. O anúncio oficial deve ser feito por ela nesta sexta-feira durante seu talk show, segundo uma porta-voz.

(…)

A decisão também é um revés para a CBS, que distribui a atração a outras emissoras. Oprah deve se concentrar em sua própria emissora, a The Oprah Winfrey Network (OWN), que ela anunciou em parceria com a Discovery Communications em janeiro de 2008. O novo canal é uma joint venture dividida em partes iguais com a emissora a cabo, e inclui o site Oprah.com.

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Lembra a carreira de Sílvio Santos.

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E se você acha que Oprah não é importante, leia isso.  Com o sarcasmo incluído.  :)

Comentário de um leitor do Estadão sobre o final da novela “Caminho das Índias”, da Globo:

1. A mulher que traiu foi perdoada pelo marido e voltou à trair. 2. Um rapaz atropela uma mulher grávida e é condenado à contar contos para crianças carentes. 3. Uma mulher simula uma gravidez para enganar a família e o marido. 4. Uma vilã sai da prisão ao seduzir um carcereiro até então honesto. 5. O mocinho da novela não assume seu filho com a Maya. E o marido desta não fica sabendo que tem filho com a Duda. 6. Quantos pais e mães gostariam que seu filho deixasse de se graduar na Europa para vê-lo se casando com um esquizofrênico? 7. Um rapaz que simula a própria morte, esconde cadaver, troca de identidade, rouba a própria família, falsifica documentos, entre outros.Recebe a dura pena de morar no interior Paulista. ESTAMOS PERDIDOS!!!!”

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7. Um rapaz que simula a própria morte, esconde cadaver, troca de identidade, rouba a própria família, falsifica documentos, entre outros. Recebe a dura pena de morar no interior Paulista.” [grifo meu]

Sim.  Em Dois Córregos!  Precisa mais????????????  :)

Deu no Globo:

Mídia destaca caso de apresentador acusado de encomendar mortes

O caso do deputado estadual amazonense Wallace Souza, acusado de ser o mandante de assassinatos para aumentar a audiência de seu programa de TV e se livrar de criminosos rivais, é destaque na imprensa mundial nesta quinta-feira.

“Apresentador de TV brasileiro é acusado de comandar gangue criminosa mortífera”, diz a manchete do jornal britânico The Guardian, que destaca que a polícia de Manaus está reabrindo dezenas de crimes não solucionados depois que uma investigação de 12 meses ter sugerido que o deputado seria o chefe de uma gangue criminosa.

Na longa reportagem, o jornal destaca a imunidade parlamentar de Souza.

“Há histórias reais que podem superar o roteiro de cinema policial mais rocambolesco”, diz o diário espanhol El País, afirmando que este é o caso de Wallace Souza.

A polícia do Amazonas começou a investigar o deputado em outubro passado, e em buscas em sua casa, encontrou grande quantidade de dinheiro, munições e cartuchos de balas retirados de locais de crimes.

Audiência

A imprensa internacional destaca que os crimes foram cometidos para aumentar a audiência do programa apresentado pelo deputado – Canal Livre – em uma TV local de Manaus e diz que sua equipe de filmagem era sempre a primeira no local do crime, o que teria feito a polícia suspeitar.

(…)

Na Coreia do Sul, o site de notícias The Chosun Ilbo afirma que, segundo as autoridades brasileiras, “as investigações mostram que Souza ou seu filho ordenavam os assassinatos e depois entravam em contato com a equipe de filmagem para avisar onde estavam as vítimas”.” [grifo meu]

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Depois falam mal do Senado.

É porque não conhecem os “atos secretos” das Assembléias Legislativas…

Na Revista África 21, uma extensa matéria de Alfredo Prado sobre a penetração das emissoras brasileiras de televisão naquele continente.

Trechos interessantes:

TVs brasileiras à conquista das audiências africanas

Em África, os países de língua portuguesa e, em particular, Angola e Moçambique, são o cenário principal da disputa entre a Globo e a Record, beneficiando do desenvolvimento acelerado desses países.

Brasília – O Brasil já não é suficientemente grande para a disputa entre dois dos maiores grupos empresariais de comunicação da América Latina, a Globo e a Record. Nos últimos anos, a Globo, fundada pela família Roberto Marinho, e a Record, controlada por Édir Macedo, criador da Igreja Universal do Reino de Deus, atravessaram o Atlântico, instalaram-se na Europa, voaram para África e nesses novos palcos prosseguem a luta pela conquista de novas audiências.

Em África, os países de língua portuguesa e, em particular, Angola e Moçambique, são o cenário principal da disputa entre a Globo e a Record, beneficiando do desenvolvimento acelerado desses países.

(***)

Para os brasileiros, o interesse é, sobretudo, despertado pelo potencial crescimento de mercados consumidores, pela facilidade de penetração possibilitada pela língua comum e pela «simpatia» cultural dos países africanos de língua portuguesa pelo Brasil, desde a musicalidade do sotaque brasileiro do português à história de raízes comuns criadas pelo esclavagismo, mesmo que os equívocos, hoje, sejam grandes, sobretudo no Brasil.

O fim das guerras civis em Angola e em Moçambique abriu caminho à desestatização, em algumas áreas, e à abertura a investimentos privados na generalidade dos sectores produtivos e de serviços, incluindo o da comunicação.

Os novos conquistadores

É neste ambiente favorável, numa perspectiva política e económica, que a Globo e a Record decidiram avançar para África. Decisões tomadas também num quadro de conjuntura política interna favorável, criada a partir da primeira eleição, em 2000, de Luiz Inácio Lula de Silva para a presidência da República e o lançamento de uma política de aproximação ao continente africano, à procura de novos mercados e de alianças políticas para a sustentação de uma estratégia de potência internacional.

Ao longo de quase uma década, Globo e Record têm apostado forte nos países africanos lusófonos.

Em entrevista, por escrito, à África 21, o director da TV Globo Internacional, Marcelo Spínola, prefere não revelar o montante dos investimentos feitos pelo grupo em África. «É uma informação estratégica», diz. Mas, adianta, que os programas da Globo, transmitidos por TV paga, são vistos em Angola e Moçambique por mais de 200 mil pessoas.

«A história da TV Globo na África, em especial em Angola, começou quando as novelas ‘O Bem Amado’, ‘Roque Santeiro’ e ‘Rainha da Sucata’ passaram a ser exibidas no país pela TPA. Hoje, o continente é um mercado importante para a TV Globo Internacional, com destaque para Angola e Moçambique. Nestes dois países, somos assistidos por aproximadamente 200 mil assinantes», afirma.

(…)

Faltam «profissionais de qualidade»

Aparentemente, nada é muito difícil. «Não há dificuldades específicas ´deste´ou ´daquele` mercado. O nosso principal compromisso em todo o mundo é o de levar aos nossos assinantes uma programação de qualidade e com informações relevantes. Este é um dos diferenciais da TV Globo Internacional no mercado. E para que o canal possa também estar ao serviço do assinante, sempre com qualidade, realizamos uma criteriosa seleção de parceiros para a produção dos programas locais como o ‘Revista África’, responde o director da TV Globo Internacional. Já o director-presidente da Record Europa Internacional, Aroldo Martins, prefere admitir que sim, que há dificuldades, e diz: «faltam profissionais de qualidade».

Tal como a Globo, também a Record é distribuída por satélite para todos os países de África, sendo em Angola e Moçambique distribuída também por cabo. A Record não é por assinatura, faz parte de pacotes básicos nos países onde é distribuída pela DSTV e por cabo. No caso de Moçambique, além da distribuição por cabo, a Record chega a casa dos moçambicanos através da associada TV Miramar, enquanto em Cabo Verde é distribuída para todas as ilhas por emissora local, à semelhança do que acontece no Uganda, Madagáscar e na Zâmbia, neste último país em fase de montagem.

As audiências, esse campo minado das estações de televisão de todo o mundo, são a obsessão constante dos executivos. Em Angola, a liderança continua nas mãos da Globo, com cerca de 29% de share de audiência, e dois pontos de vantagem sobre a Record. Em qualquer dos casos audiências muito superiores às dos canais portugueses. Em Moçambique e em Cabo Verde, a vantagem pende para a Record, que chega através de emissora local.

(…)

Quais são os programas de maior sucesso? «As telenovelas produzidas pela TV Globo no Brasil sempre fizeram sucesso entre os assinantes angolanos», diz Marcelo Spínola e exemplifica: «os jovens angolanos são influenciados frequentemente pelas telenovelas exibidas pela TV Globo Internacional, seja na maneira de se vestir ou em expressões utilizadas por personagens das tramas».

(…)

Estratégias diferenciadas

A concorrência da Record parece não incomodar a Globo. «As emissoras atuam no mercado com modelos de negócio distintos. A TV Globo Internacional tem o posicionamento de ser um canal de TV por assinatura. (…) É desta forma que estamos presentes em 115 países dos cinco continentes e contamos com mais de 550 mil assinantes Premium», afirma Marcelo Spínola.

O presidente da Record admite a vantagem, mas destaca que «a liderança da concorrente é de apenas dois por cento, de acordo com pesquisa da Multichoice e da Marktest». Portanto, diz, «não é preciso grande estratégia. É continuar fazendo o que os angolanos já gostam. Estamos em plena ascensão».

E uma área em que a Record ainda não está mas na qual quer entrar é a das TV abertas. No caso de Angola, Aroldo Martins afirma que o objectivo é «tentar sempre, através de parceria local, uma concessão para emissão aberta».

Um negócio que parece não interessar à Globo. «O posicionamento adoptado pela TV Globo Internacional é o de ser um canal premium por assinatura, com uma programação diferenciada e qualidade técnica e artística. Este modelo de negócio torna viável ao canal estar presente nos cinco continentes com alto nível de qualidade», afirma Marcelo Spínola.

Os dois grupos são rivais, mas têm em comum a aposta na expansão internacional. Primeiro na Europa e depois em África. Outros, como a rede Bandeirantes, já olham com igual apetite para o mercado angolano. Novos episódios deverão ser anunciados em breve.”

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Interessante que a Globo só se interesse pela TV por assinatura, mas a Record esteja contente com a TV aberta.  A razão para isso é que provavelmente a Globo não confia na receita de publicidade possível de gerar por lá e, como sua produção já está amortizada pelo mercado brasileiro, vale mais a pena entrar como canal premium gerando receita de assinatura.  Já a Record é fiel ao seu modelo de negócios, onde a receita de publicidade da TV é mais que complementada pelo “negócio” representado pela IURD. A Igreja já mantém várias unidades no continente africano, tanto em Angola, quanto em Moçambique.  E pelo menos no caso de Angola, já com direito a um cisma

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Bem que a Globo podia fazer uma novelinha dedicada aos nossos amigos africanos, depois de ter esse trabalho todo com a Índia.

Aliás, felizmente eu não sou executivo de televisão.  “Caminho das Índias”, novela que eu achei que ia naufragar estrepitosamente, começou mal, mas recuperou-se _ e bateu em 46 no Ibope dia desses.  Jamais imaginei que a cultura indiana fosse atrair tamanho interesse no Brasil, mas subestimei os poderes da bollywoodização universal.

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Daqui:

David Carradine found dead in Thailand hotel

72-year-old ‘Kung Fu,’ ‘Kill Bill’ actor reportedly hanged himself

Actor made his mark as “Kung Fu” star on TV in the 1970s and again on the big screen in “Kill Bill.”

David Carradine, star of the 1970s TV series “Kung Fu” whose career roared back to life when he played the assassin-turned-victim in Quentin Tarantino’s “Kill Bill,” was found dead Thursday in Thailand. Police said he appeared to have hanged himself.

The officer responsible for investigating the death, Teerapop Luanseng, said the 72-year-old actor was staying at a suite at the luxury Swissotel Nai Lert Park Hotel.

“I can confirm that we found his body, naked, hanging in the closet,” Teerapop said. He said police suspected suicide.”

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Os leitores mais novos provavelmente se lembram de Carradine mais por sua participação em Kill Bill como o misterioso Bill.  Mas Carradine já foi muito famoso no Brasil por causa do seriado Kung Fu, onde ele representava um fugitivo chinês que migrou para o Oeste americano.

Em um episódio (“The Stone“), Caine (o personagem de Carradine) tem que enfrentar um ex-escravo fugido do Brasil que lutava capoeira.  Os entendidos da série dizem que esse foi um dos melhores episódios:

Episode 13: The Stone

Shaolin kung fu versus Brazilian capoeira on network television in 1972? Once again, this show displays its uniqueness and forward thinking. The eloquent Moses Gunn co-stars as a former Brazilian slave-turned-capoeira master and self-made man who has relocated to the U.S. and is putting his hopes on a monster diamond he has stolen. All’s well until he mistakenly kills the local sheriff while the diamond ends up in the hands of three kids who recruit Caine to help them bring their jittery stepfather-to-be back to their mother. A marshal and three minority-hating thugs hunt for the Brazilian while the Brazilian hunts for Caine who he accuses of stealing his rock. Moses is all charisma and steals the show away from Carradine for this episode. After Moses establishes his martial arts skill while knocking the thugs around early on, he tangles with Carradine towards the end. Unfortunately, the fight is shot too tightly with a lot of close-ups and cuts, but it’s one of the more interesting fights of the series thus far.

Não sei se o politicamente correto já era de rigueur naquela época, mas, pelo que me lembro (e alguém com mais memória me corrija se eu estiver errado), o escravo capoeirista foi um dos únicos adversários à altura de Caine no mano-a-mano _ acho até que eles se entendem no final e nenhum derrota o outro.  Não tenho a menor idéia de como seria um entrevero entre um lutador de kung fu e um capoeirista experiente na vida real, mas tenho a ligeira impressão que o kung-fungueiro levaria a melhor.

O blog do YouTube anuncia que o site chegou a uma nova marca: a cada minuto, são armazenadas 20 horas de vídeo em seus servidores.  

Apenas em janeiro, eram 15 horas, e em 2007, 6 horas.

Eis porque a gente acha ali coisas que até Deus duvida:

Eu logo vi que aquele papo do Hélio Costa ontem ocultava alguma surpresa para nosotros.  Deu na Teletime hoje:

Retirada da faixa de 700 MHz inviabiliza expansão da TV digital, diz Abert

quarta-feira, 20 de maio de 2009, 23h29

O setor de radiodifusão pretende brigar para manter a faixa de 700 MHz sob sua tutela e declarou guerra à Anatel nesta quarta-feira, 20, aproveitando o encontro das emissoras no 25º Congresso Brasileiro de Radiodifusão, organizado pela Abert. O vice-presidente de Relações Institucionais das Organizações Globo e consultor da Abert, Evandro Guimarães, criticou a possibilidade de a agência reguladora retirar a faixa usada hoje pelas radiodifusoras sem ao menos consultar outras instâncias, como o Legislativo. “Comenta-se todo dia que haverá uma supressão de faixas de radiofrequências ancilares porque isso seria favorável a serviços de telecomunicações pagos. Aqui no Brasil, a Anatel estuda retirar a faixa de 700 MHz”, afirmou Guimarães. “Essa retirada significaria deixar de expandir a TV digital para 3 mil municípios”, acrescentou.

Pelo decreto que estabeleceu a implantação da TV digital no país, a faixa de 700 MHz poderia ser recuperada pela agência a partir de 2016, prazo previsto para a conclusão da transição do sistema analógico para o digital. Acontece que, de fato, a Anatel vem estudando a possibilidade de antecipação da retirada desta faixa da radiodifusão antes desse prazo, segundo fontes da agência. De público, o órgão regulador já admitiu, em audiência recente na Câmara dos Deputados, que esta faixa é importante para a expansão do Serviço Móvel Pessoal (SMP). E que, junto com parte do 2,5 GHz, os 700 MHz deverão compor o bloco de radiofrequências que a Anatel deverá designar para a ampliação da capacidade da telefonia móvel, que correria o risco de entrar em saturação nos próximos anos.

Para Guimarães, a iniciativa, caso se confirme, fere os direitos dos cidadãos, na medida em que a Anatel estaria privilegiando um serviço privado e pago em detrimento de uma oferta aberta e gratuita como é a da televisão. Além disso, a oferta de TV digital em território nacional pode ser comprometida. “Aprovar isso seria criar um fosso entre os brasileiros que assistem hoje TV aberta em todo o país”, afirmou o consultor, alegando que a expansão do serviço para além das capitais pode deixar de acontecer. “(A Anatel aprovar isso) seria uma coisa simples, mas que deixaria todos nós muito irritados”, ameaçou Guimarães.

Não só a expansão da TV digital estaria em jogo. O Governo já cogita que os 700 MHz sejam usados como canal de retorno da TV digital, “pulando” as teles na prestação desta conexão necessária para a interatividade. Essa hipótese tem sido cogitada inclusive pela Casa Civil, que ainda não está segura de que esta faixa deve deixar de ser usada pela radiodifusão mesmo após 2016.”

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Isso exige uma pequena explicação.

Hoje, a radiodifusão dos canais abertos está sendo feita em simulcast, isto é, os canais analógicos e digitais coexistem e estão sendo emitidos pelas antenas das emissoras, só que cada um em uma faixa diferente do espectro eletromagnético.  A razão disso é que é preciso que as pessoas vão se adaptando aos poucos à nova transmissão digital, comprando os set-up boxes que permitem a recepção da TV digital em seus aparelhos velhos ou comprando logo novos televisores que já têm a eletrônica para a recepção digital embutida.  Esse, evidentemente, é um processo longo, que se espera termine em 2016 no Brasil, quando haverá o que se chama de switch-off _ os canais analógicos serão “apagados” e só haverá a transmissão digital.

Na grande maioria dos países que estão fazendo a transmissão para o digital, a faixa de espectro onde era transmitido o canal analógico, depois do switch-off, volta para o governo, que faz uma redistribuição desse espectro para outros usos com maior valor social.   Em vários países, inclusive os EUA, esse espectro foi leiloado, trazendo um bom dinheiro para os cofres públicos.

O que as radiodifusoras brasileiras estão dizendo é que querem continuar com seu latifúndio de espectro.  Não querem devolver a faixa onde hoje é transmitido o analógico.  Isso, é claro, “em nome do público”.

O problema é que eles sabem que a TV aberta está morrendo aos poucos.  Com a expansão da banda larga e da tv por assinatura, a TV aberta terá cada vez menos audiência.  Então é praticamente certo que eles jamais manterão o uso dessa faixa adicional do espectro para a TV aberta e gratuita, principalmente porque a transmissão digital é muito mais eficiente e permite, dentro da mesma faixa onde ontem transitava um canal apenas, a transmissão de vários canais simultâneos, o que se chama no jargão de “multiprogramação” _ uma possibilidade contra a qual os radiodifusores já se manifestaram contrariamente inúmeras vezes, pois sabem que não existe nem conteúdo nem público para isso.

E a idéia da Casa Civil de usar a faixa do analógico para fazer o “canal de retorno” para a TV digital é simplesmente algo de má fé.  O chamado canal de retorno será usado para possibilitar a interatividade na TV digital _ isto é, te permitir comprar alguma coisa pela TV, ou interagir com serviços públicos, etc.  Pela sua natureza, o canal de retorno precisa de muito menos capacidade do que o canal de “download” por onde está vindo o vídeo e eventualmente dados.  Então é conversa para o boi dormir dizer que a manutenção de toda a faixa hoje empregada para a transmissão do analógico será necessária para o canal de retorno.

Olho vivo, pessoal da comunicação, porque isso é uma armação.  Ilimitada.

Como sabem os 4,5 leitores deste blog, o atual Ministro das Comunicações, Hélio Costa, deve sua carreira política aos inúmeros anos em que foi repórter da “Rede Globo”, inicialmente no Fantástico, depois como apresentador do “Linha Direta”.  A despeito disso, porém, seus anos de Rede Globo primam por uma ausência ensurdecedora (e suspeita) em sua biografia oficial.

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Por essas e outras é que o Ministro talvez seja o mais dileto exemplo da teoria da captura que se tem notícia na política brasileira.  Enquanto nos países desenvolvidos e em desenvolvimento o Ministério das Comunicações ou seus equivalentes não falam em outra coisa que não expandir a banda larga, no Brasil o Ministro parece ter outras idéias.  Do noticiário especializado Teletime:

Juventude tem que “despendurar” da internet e voltar a ver TV, diz ministro

A abertura do 25º Congresso Brasileiro de Radiodifusão, promovido pela Abert, nesta terça-feira, 19, contou com um comentário inusitado do ministro das Comunicações, Hélio Costa. O ministro fez uma defesa arraigada do setor de rádio e televisão, e sugeriu que os jovens devem usar menos a internet e assistir mais programas de TV e de rádio.

“Essa juventude tem que parar de só ficar pendurada na internet. Tem que assistir mais rádio e televisão”, afirmou o ministro em seu discurso, após relembrar a distância entre o faturamento da radiodifusão e das telecomunicações. “O setor de comunicação fatura R$ 110 bilhões por ano. Desse total, somente R$ 1 bilhão é do rádio e R$ 12 bilhões das TVs. O resto vocês sabem muito bem onde está”, provocou o responsável pelas comunicações do país.”

Vejam que o Ministro não está dizendo que os jovens têm que largar a internet e ir namorar, ou estudar, ou praticar esportes.  Está dizendo que os jovens têm que despendurar da internet _ que é uma indústria de telecomunicações _ e se pendurar na televisão _ que é uma outra indústria de telecomunicações, mas é mais próxima ao Ministro.

Bollywood enfrenta reveses:  as receitas dos atores caíram 80%, e o número de filmes novos caiu entre 30 e 40%.  O motivo?  O sucesso…

The problems have come after Bollywood saw an influx of funds and the entry of large business houses, such as Reliance Big Entertainment, controlled by billionaire businessman Anil Ambani. 

The industry has also attracted the eye of Hollywood studios, with Viacom, NBC, Sony and Time Warner investing $1.5bn in India’s movie and pay TV sectors. 

But the increased interest has led to inflated costs. Some new entrants tried to build up movie libraries quickly by buying content, which led to a bubble in the cost of new movies that has been pricked by the economic crisis. 

“The model before this was: ‘I make the content and then sell it – somebody would have bought it.’ Now there’s nobody to buy it,” said Mr Screwvala.

Mas isso é só enquanto o “Caminho das Índias”, da Globo, não passa por lá.  Quando passar seguramente será recebida como a maior comédia de todos os tempos…

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Não é de hoje que elas curtem um dalit

No Genetic Expression, resenha de um novo trabalho sobre genética populacional humana, com foco nas populações do sul da Ásia:

(…)What is new to these data are the relationships of caste populations in Southern India. The non-Brahmin groups are Dalits, Untouchables, while the Irula are an ancient South Indian tribal population. Social historians often assert than the difference between Untouchables and tribals is a temporal one, insofar as the former are ex-tribals who have been integrated in a marginal manner into the mainstream Hindu South Asian culture, while the latter remain outside of it. The Brahmins in South India have historical memory of migration from the north of India. Physically Tamil Brahmins do seem to be different from the general population of Tamil Nadu, with a higher frequency of individuals who exhibit a phenotype more common in northern India. These data confirm previous results which show that caste stratification has a genetic reality. On the other hand they also support our intuition that there is a great deal of similarity between the South Asian groups. The Brahmins of South India have a much larger proportion of ancestry assigned to the “European”* cluster than Dalits. In fact, the Brahmin with the lowest proportion of that ancestral proportion has a higher fraction than the Dalit with the highest proportion. But the Dalits do have some of the European ancestry, while the tribals have very little. Going back to the previous model of assimilation of tribals into the Indian social structure as Dalits, after the point of integration small amounts of intermarriage would easily result in this sort of gene flow. Though the rough correlation between genetic and social structure exists, there’s obviously been gene flow (e.g., Namboodiri Sambandham being a relatively recent instantiation of formalized intercaste relations), and there is also record of communities going into “uplift” in terms of caste status in the recent past, while other groups have legends of decline. Most of the legends are no doubt myths whose role is to concoct an auspicious origin for a particular group, but certainly there were likely high status individuals and groups who fell from power and eminence.

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O mundo é dos Nets!

Cravo:

TV paga reprisa 55% dos filmes de sua programação em abril

Maria Elysia Moreira, 29, passou abril com sensação de “déjà vu”, aquela de já ter visto a mesma cena antes. Era assim, diz ela, sempre que ligava a TV num dos canais de filmes e séries de que tanto gosta –ela paga mais de R$ 300, entre TV e internet, para ter um dos pacotes mais completos da Net. 

Decidida a “entender” a sensação, iniciou uma lista da programação dos canais e descobriu: “Mudava da Fox para a TNT, e era o mesmo filme passando. Contei pelo menos oito vezes ‘Closer’, perdi as contas de ‘Mais Velozes Mais Furiosos’, e por aí vai”. 

De fato, seria fácil perder as contas em “Mais Velozes Mais Furiosos”. Foi o filme mais reprisado da TV paga em abril: passou 29 vezes, quase preenchendo o calendário mensal.

Ferradura:

Lucro da Net mais que dobra e atinge R$ 82 milhões no trimestre

Maior empresa de TV por assinatura do país, a Net registrou lucro de R$ 82 milhões no primeiro trimestre deste ano, resultado 140% superior ao ganho apurado em idêntico período de 2008.

A receita líquida totaliza R$ 1,082 bilhão, um incremento de 30% sobre o resultado apurado em 2008 no primeiro trimestre. O Ebitda (lucro antes juros, impostos, depreciação e amortização) atingiu R$ 284 milhões, o que representa um aumento de 26% sobre o início do ano passado.”

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Se a moda pega…

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Quem serão os assessores??

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Ignorância é esperteza

Deu na Folha:

Priscila vai analisar fotos supostamente suas na internet

Segunda colocada no “Big Brother Brasil 9″ e vencedora do prêmio de R$ 100 mil, a modelo e jornalista Priscila Pires disse que precisa analisar as fotos que circulam na internet com imagens dela nua. Ela não descartou, durante entrevista coletiva após sair da casa, a possibilidade de ter posado sem roupa para ensaios ousados.

“Eu vou querer ver isso também. Primeiro eu tenho que ver as fotos para responder para vocês”, disse a jornalista.” [grifo meu]

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A exemplo de outros personagens do dia a dia nacional, ela ainda acaba “cada vez mais convencida” de que não posou nua…

Segundo o Valor (reproduzindo matéria do Wall Street Journal), a crise chega a Hollywood:

Crise também atinge estrelas de Hollywood
Lauren A.E. Schuker, The Wall Street Journal

Estúdios acabam com acordos que previam remuneração antecipada – de até 20% – com base na bilheteria

Com a necessidade de cortar custos, Hollywood decidiu espremer seus astros. Durante quase dez anos, as maiores estrelas do cinema fechavam acordos pelos quais recebiam uma porcentagem – de até 20% – da receita de um filme mesmo que ele fracassasse e desse prejuízo ao estúdio. Essa era ficou para trás. Para dois novos projetos, a Paramount Pictures acabou com os acordos, embora tenha conseguido atores populares. Em “Dinner for Schmucks”, com Steve Carrell, e “Morning Glory”, com Harrison Ford, os atores aceitaram contrato no qual recebem parte da receita, mas só depois que o estúdio recuperar os custos.”

A matéria integral tem uma informação adicional interessante:

Há muito os estúdios consideram esses acordos de “primeiros dólares” uma extravagância do setor, capaz de dar altos prejuízos, mesmo concordando em segui-lo. Ao garantir uma generosa remuneração para as estrelas, seja qual for o lucro do filme, os estúdios acabavam assumindo a maior parte dos riscos.

Isso não apresentava grandes problemas durante os anos em que era fácil financiar filmes de grande orçamento e as vendas de DVDs cresciam a um ritmo acelerado de dois dígitos. Mas recentes mudanças na indústria cinematográfica colocaram os estúdios sob uma pressão que não sentiam há muitos anos. Embora a receita das bilheterias tenha subido nos últimos meses, as vendas de DVD estão começando a encolher, privando Hollywood de uma de suas fontes de renda mais lucrativas. Além disso, os bilhões de dólares que Wall Street despejou na indústria nos últimos anos também secaram, obrigando os estúdios a reduzir seus orçamentos de produção.

Agora, os estúdios não podem mais continuar aceitando essa aposta arriscada. “Duplicidade”, um policial com Julia Roberts, chegou aos cinemas no último dia 20 mas não teve bom desempenho até agora, faturando apenas US$ 27 milhões nas bilheterias americanas até o momento. A Universal Pictures está arriscada a perder dinheiro nesse filme, que custou US$ 60 milhões, ao passo que Julia Roberts tem a garantia de que vai receber vários milhões de dólares.

Abrir mão dos acordos de primeiros dólares não implica que os atores acabarão necessariamente com menos dinheiro, desde que os filmes tenham bom desempenho. No passado, Jim Carrey fez acordos para receber uma fatia inicial da bilheteria e comissões adiantadas de mais de US$ 20 milhões para filmes como “As Loucuras de Dick e Jane”.

Mas ele aceitou um contrato de risco em seu último filme, “Sim Senhor!”, lançado em dezembro. Ele abriu mão da parcela inicial da bilheteria e não recebeu nenhum dinheiro antecipado, em troca de um acordo considerável de “back end”, que incluiu uma participação de 33% sobre os direitos do filme.

Caso o filme tivesse sido um fracasso, Carrey teria recebido uma fração de seus honorários tradicionais. O filme acabou tendo boa bilheteria, embora não tão alta quanto o estúdio esperava. Mas Carrey faturou cerca de US$ 35 milhões com o acordo – uns US$ 5 milhões a mais do que conseguiria se não tivesse aberto mão de seu adiantamento, segundo Gold, um de seus empresários, que ajudou a elaborar o contrato com a agência Creative Artists Agency e o estúdio.”

O que faz todo sentido.

Vamos ver como se comporta a TV brasileira diante da crise.   Antes mesmo dela bater, já andava sendo comum ver caras globais em novelas de outras emissoras, o que provavelmente implica que a Globo abriu mão de sua estratégia de bancar o salário de estrelas sem fazê-las trabalhar, apenas para que elas não fossem para a concorrência.  Fábricas de talentos “instântaneos” como “Malhação” e “Big Brother” parecem estar funcionando como fontes permanentes de novos astros e estrelas populares, diluindo o “star quality”.   A ver…

Nevermore.

O Fantástico, no domingo à noite, fez uma reportagem interessante:

O planeta está ameaçado pela poluição
A sujeira se acumula 

Entre o litoral da Califórnia e o Havaí, uma área enorme ganhou um triste apelido: o Lixão do Pacífico. Levadas pela corrente marítima, toneladas e toneladas de sujeira, produzidas pelo homem, se acumulam num lugar que já foi um paraíso.

Um oceano de plástico, uma sopa intragável, de tamanho incerto e aproximadamente 1,6 mil quilômetros da costa entre a Califórnia e o Havaí e que, segundo estimativas, seria maior do que a soma de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Goiás.

Aqui.

Antes tarde do que nunca.  :)

kindle-2-hands-on

Do Valor:

Amazon lança nova versão do seu leitor eletrônico de livros

A Amazon.com, maior varejista mundial na internet, lançou uma versão mais rápida e delgada do Kindle, leitor de livros em formato eletrônico que ficou esgotado durante dois anos seguidos. 

O Kindle 2 tem sete vezes mais área de armazenagem do que o modelo anterior, uma bateria com duração de até duas semanas e um recurso que permite ao aparelho ler texto em voz alta. Ele será vendido por US$ 359, o mesmo preço do Kindle original, e as entregas começarão em 24 de fevereiro, informou ontem a companhia com sede em Seattle, nos Estados Unidos.
No ano ano que vem, o Kindle poderá responder por 4% das receitas da Amazon, segundo Mark Mahaney, analista do Citigroup. O Kindle, do tamanho de um livro de bolso permite aos usuários baixar a maioria dos best-sellers por US$ 9,99 para exibição em sua tela de alta definição que tem um fundo branco e texto preto – imitando um livro de verdade. O Kindle 2 pode armazenar mais de 1,5 mil livros, em comparação com 200 no modelo original.
A companhia deve faturar cerca de US$ 1,2 bilhão em vendas com o Kindle até o fim do ano que vem, segundo Mahaney. Sandeep Aggarwal, analista da Collins Stewart projeta que até 2010 a companhia terá gerado US$ 1,4 bilhão com as vendas do Kindle e o download de livros.
A Amazon vende mais de 230 mil livros para o Kindle. Os usuários também podem baixar importantes revistas e jornais americanos e internacionais, bem como mais de 1,2 mil blogs. O autor e roteirista Stephen King está lançando um romance, “Ur” para distribuição exclusiva no Kindle, segundo a companhia.
O novo Kindle é mais leve do que um livro de bolso típico, diz a Amazon.com. A tela pode exibir 16 tons de cinza em comparação com quatro no Kindle original, tornando mais nítidas as imagens e fotos. A carga da bateria dura 25% mais tempo do que no primeiro Kindle, permitindo aos usuários ler durante quatro ou cinco dias com uma só carga de bateria. Sem usar o recurso de download sem fio, a carga da bateria pode durar duas semanas, segundo a companhia.
O aparelho vem também com um dicionário para consulta instantânea que contém 250 definições. Os usuários podem escolher uma voz masculina ou feminina para que um texto seja lido em voz alta, e assim possam ouvir sem preocupar-se em virar as páginas.
A Sony também está oferecendo um leitor eletrônico, vendido por US$ 299. Ele não chegou a ameaçar seriamente as vendas do Kindle, da Amazon.com, disse Jim Friedland, um analista da Cowen & Co., em Nova York.
O Google também está emergindo como concorrente. A companhia informou na semana passada que mais de 1,5 milhão de livros acessíveis via Google Book Search estão disponíveis para telefones celulares. Após esse anúncio, a Amazon informou estar trabalhando para tornar os livros no formato Kindle disponíveis em diversos dispositivos móveis.
O número de Kindles nos estoques da Amazon foi zerado em menos de seis horas após ter sido originalmente lançado em 2007. A companhia teve dificuldades, no ano passado, para acompanhar a demanda dos consumidores interessados em comprar o aparelho.

Veredicto do Silicon Valley Insider:

(…) we still see the Kindle as an expensive toy for reading enthusiasts, frequent travelers, and gadget lovers — and not yet a mainstream device. Today’s improvements will make new Kindle buyers happier than they’d be with the old one. But they alone won’t do much to dramatically drive adoption.

Alguém aí tem?  Já viu funcionar?

¡Diviertete con las situaciones mas graciosas en BIENVENIDOS! Con las chicas mas lindas y las mejores anecdotas de Venezuela. Este programa es un clasico del humor. Disfrutalo en alta definicion en VENEVISION INTERNARTIONAL en YOUTUBE. ¡Suscribete Hoy!

Resta saber se isso é AC ou DC.  (*)

(*) Antes ou depois de Chávez. (**)

(**) o coronel golpista, não o personagem ridículo.  (***)

(***) Hãããã…….vocês entenderam.

No blog do Nassif, o anúncio:

Da TV Cultura

Ministro Gilmar Mendes, presidente do STF, participa do “Roda Viva”

A apresentadora do Roda Viva, Lillian Witte Fibe, comanda nesta segunda-feira (15/12), às 22h10, uma entrevista ao vivo com o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Gilmar Mendes.

O jurista brasileiro, que em 2008 passou a presidir a Suprema Corte brasileira, também foi ministro do STF por seis anos, nomeado pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso e advogado-geral da União. Assina a autoria de diversos livros e inúmeros artigos na área de Direito Constitucional. Sua nomeação e atuação como presidente do STF divide opiniões entre os profissionais da área jurídica, sobretudo por suas decisões quanto ao caso de Daniel Dantas, investigado por crimes financeiros na Operação Satiagraha, da Polícia Federal.

Na bancada de entrevistadores estarão presentes Márcio Chaer, editor do site Consultor Jurídico; Reinaldo Azevedo, articulista da revista Veja e do blog Reinaldo Azevedo; Eliane Cantanhêde, colunista do jornal Folha de S. Paulo; e Carlos Marchi, repórter e analista de política do jornal O Estado de S. Paulo.

***

Não sei se algum desses debatedores realmente levará o fogo até a toga de Gilmar Mendes (até onde entendo, me parece que montaram uma bancada “a favor”), mas de qualquer forma será uma boa maneira de avaliar se o ministro é capaz de manter o decôro do cargo.

(hat tip: Samurai)

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OK, parem as rotativas!

A moça da direita na foto acima é Carol Miranda, sobrinha da cantora Gretchen que, para quem não sabe, é um patrimônio da cultura nacional (a inventora do conga-conga-conga, entre outras estrofes inesquecíveis da música popular brasileira).   Gretchen a indicou meses atrás como “Rainha do Bumbum” _ título, sabe-se agora, hereditário _ pois a nobiliarquia vinha sendo ameaçada por impostoras de fora do, digamos, círculo familiar da família Gretchen (como por exemplo por Andressa Soares, a mulher melancia, Grace Kelly, a mulher maçã, Daiane Cristina, a mulher jaca, Ellen Cardoso, a mulher moranguinho, e outras mulheres do reino vegetal de cuja existência podemos apenas suspeitar).

[Depois disso Gretchen confessou que Caroline é na verdade sua "sobrinha de consideração", e não de sangue, o que causou certo escândalo na...bom, é difícil causar escândalo nesse meio]

A apresentação da herdeira à sociedade foi feito em grande estilo, com a moça de recém-feitos 19 anos cantando uma releitura de um antigo sucesso de Gretchen, agora intitulado, como pedem os novos tempos, de “Funk do Piripiri”.

Obviamente,  Carol não perdeu tempo e depois de fazer o ensaio “de rigueur” na Sexy Premium resolveu ir além e lançar-se no mundo da produção audiovisual ao aceitar estrelar um título da produtora “Sexxxy World” por um cachê de 500 mil reais _ quantia acima da média, pelo fato da musa declarar-se “virgem”.  Mas nesse caso, perguntará meu leitor mais afoito, como pode ela filmar um pornô?

Ah, a ingenuidade:

Carol Miranda topou. Mas em partes. Depois de receber uma proposta de R$ 500 mil da produtora “Sexxxy World” para ter sua primeira transa em frente às câmeras, a sobrinha de consideração de Gretchen aceitou fazer o pornô. Mas não vai perder a virgindade no longa-metragem, de 90 minutos.

A MC assinou a proposta para filmar “Fiz pornô e continuo virgem” na sexta-feira, 19, e já grava sua primeira participação no próximo fim de semana, em São Paulo. De acordo com sua assessoria de imprensa, Carol aparece em apenas uma cena e só fará sexo anal no filme, cujo tema são os anos 80.” [grifo meu]

Eu também fiquei me perguntando, leitor, porque motivo o filme tem como tema os anos 80, mas as arcanas razões para isso devem ser procuradas no próprio produto, para quem tiver essa curiosidade.  Mas vamos ao que interessa.

Declaração da cantora e atriz mostra a racionalidade por trás (ops) da decisão:

Estou sozinha, não estou namorando, e optei por fazer sexo anal. Vou fazer, continuar virgem e resolver minha vida. Depois, sei que vou encontrar uma pessoa bacana para ficar comigo e perder minha virgindade”, diz ela com ares de mocinha sonhadora. ” [grifo meu]

OK.  E depois tem quem reclame do “relativismo”.

[Mas sempre se pode recorrer, é claro, ao conceito de "virgindade técnica"]

É claro que não faltou quem observasse essa novidade: enquanto atrizes e outras celebridades veteranas começam a fazer pornô e só depois da estréia comecem “no anal”, como se diz no metiê, a jovem em questão inverteu a trajetória natural da carreira e começou pela heterodoxia, para só depois “entregar o ouro”.   São, talvez, os efeitos dos novos tempos.  Pensando bem, não deixa de ser um indício de uma possível revalorização daquela peça esquecida da anatomia feminina, o hímen.

Amiga minha de antigos carnavais gosta de contar que, quando na faculdade, uma das palavras de ordem da ala feminina do “movimento” era cantar a plenos pulmões o refrão “sexo anal derruba o capital“.   Sim, as moças rebeldes de antanho tinham o costume de preservar a “prataria” sem, no entanto, deixar de prestar tributo ao sexo livre.   Por algum motivo este comportamento, que no fundo (ôpa!) parece tão burguês, era entendido como profundamente (êpa!) revolucionário e contestador, talvez porque ao optar por uma forma de relação sexual desvinculada da reprodução humana seus praticantes imaginassem estar dando um tapa na cara de tudo isso que aí está.  Não podiam imaginar, é claro, que o Sistema seria capaz de criar Gretchen e o conga-conga-conga.

Não que Caroline Miranda esteja minimamente a par do caráter subversivo da sodomia:

Como a sua família reagiu?
Carol Miranda:
Todo mundo me apoiou. Foi uma proposta muito boa, e eu não sei se vou ter outra oportunidade como essa na vida.

Lavou, tá novo: eis a lógica a motivar todas as subprimes deste mundo.

(*)

Ô Chicó, você tem 30 dias pra parar de ver esse filme, rapá!

No mesmo lúbrico post do Sergio Leo referido abaixo, fiquei sabendo da história do manifesto antipornográfico do Pedro Cardoso.  Transcrevo parte de matéria da Ilustrada da Folha a respeito:

No elenco de “Todo Mundo Tem Problemas Sexuais”, de Domingos de Oliveira, o ator Pedro Cardoso aproveitou a primeira sessão do filme, anteontem, no Festival do Rio, para fazer um discurso antinudez no cinema e na TV.

Ator Pedro Cardoso não gostou da cena de nudez feita por sua namorada e fez manifesto
A pedido de Cardoso, o filme não contém cenas de nudez, embora tenha o sexo como tema. “Minha tese: a nudez impede a comédia e o próprio ato de representar. Quando estou nu, sou sempre eu a estar nu, e nunca o personagem.”

O ator disse que, nas mãos das “empresas que exploram a comunicação em massa”, a nudez, que fora “uma conquista contra excessos da repressão à vida sexual”, tornou-se “apenas um modo de atrair público”.

Apontou “conivência de escritores e diretores –alguns deles, em algum momento, verdadeiros artistas; outros, nunca!”.

Cardoso disse que “é sobre as atrizes que a opressão da pornografia é exercida com maior violência”. E afirmou que “é freqüente que cineastas de primeiro filme exibam a amigos, em sessões privê, cenas ousadas que conseguiram arrancar de determinada atriz” e indagou: “Até quando, nós, atores, atenderemos ao voyeurismo e a disfunção sexual de diretores e roteiristas, que nos impingem essas cenas macabras?”.

Mas a verdadeira explicação para a invectiva está nesta matéria do Cinemacafri:

Segundo o jornal Folha de São Paulo, o desabafo de Cardoso tinha como alvo principal Selton Mello, cuja estréia na direção, “Feliz Natal”, também foi exibida na Festival. De acordo com o jornal, Pedro Cardoso se irritou com a cena de nudez de sua namorada, a atriz Graziella Moretto, no filme de Mello. Depois de rodar as cenas, Selton teria reunido alguns amigos em sua casa para assistir a sessões prévias do filme. Em seu desabafo, Cardoso havia dito que “é frequente que cineastas de primeiro filme exibam para seus amigos em sessão privê as cenas privadas que conseguiu de uma determinada atriz”.

Na mesma oportunidade do discurso de Pedro Cardoso, porém, a atriz Cláudia Abreu entrou na dança:

A atriz Cláudia Abreu, que integra o elenco de “Todo Mundo Tem Problemas Sexuais”, endossou o manifesto antinudez do colega Pedro Cardoso.

Após o discurso do ator, no Cine Odeon, ela foi ao microfone e disse: “Queria dizer que sou atriz e endosso tudo o que ele falou. Passei por uma situação recentemente. Ele está completamente certo”.

Abreu é uma das protagonistas da atual novela das sete da Globo, “Três Irmãs”, e está em cartaz nos cinemas com “Os Desafinados”, de Walter Lima Jr., em que faz uma cena de nudez e outra de sexo com o personagem de Rodrigo Santoro.

Folha perguntou se a declaração era referência ao filme de Lima Jr., mas a atriz disse tratar-se de menção a “experiências recentes”, sem especificar quais.

“Acho desproposital ela se colocar como vítima, até porque ela não foi surpreendida por isso. Ela leu o roteiro e estabeleceu limites, que foram obedecidos”, disse Lima Jr.

***

Bom.

A meu ver, vivemos em um regime de liberdade onde ninguém é obrigado a nada.  Atores e atrizes não são obrigados a trabalharem em filmes com cenas de nu.  Se isso fosse um abuso per se, Almodóvar teria tido sua carreira encerrada há muito tempo.

A outra acusação é mais grave: se Selton Mello realmente ficava passando cenas com material adicional, que não foi utilizado na edição final, em sessões privê em sua casa, isso é voyerismo e baixaria, e possivelmente daria um processo na Justiça.  Selton soltou uma nota sobre o caso no site do seu filme, mas desconversou sobre essa acusação em particular.

[uma outra versão é de que as cenas de nudez foram gravadas mas não foram incorporadas ao filme na edição final; estas cenas é que Selton estaria passando em sessões privê em sua casa _ coisa que aparentemente, pela mesma matéria, Selton admitiu mas disse ser natural, já que as sessões são de trabalho]

O que sobra da história é que provavelmente Pedro Cardoso ficou muito irritado com a história (seja ela real ou não) e quis dar uma resposta.  O problema é que ele respondeu a uma questão diferente, que ninguém havia perguntado.  Diante do fato real, ele poderia ter escolhido várias outras alternativas, como: a) processar Selton Mello ou b) quebrar a cara de Selton Mello (minha opção preferida).

Do jeito que a coisa ficou _ fazendo um manifesto idiota, tangenciando o verdadeiro problema, ainda mais na sessão premiére de um filme intitulado “Todo mundo tem problemas sexuais” _ parece mais que Pedro Cardoso acabou vestindo a pele do Agostinho, da Grande Família…

Os únicos seriados que ando conseguindo ver na TV são “Painkiller Jane” e “The L Word“.

OK, eu devo ser lésbica.

“Shit, Piss, Fuck, Cunt, CockSucker, MotherFucker, Tits”

Estas são as “sete palavras que não podem ser ditas em um programa de TV” nos EUA e que, ao contrário do que muita gente parece pensar, subsidia a ação da regulação federal em cima da TV aberta norte-americana.

A coisa hoje é tão séria que veículos liberais como o Reason já começam a se insurgir contra a epidemia de decência na mídia norte-americana, que já fez surgir até mesmo um prêmio para filmecos bem-comportados, o CAMIE – Character and Morality in Entertainment, criado pelo Dr. Glen Griffin, um médico pediatra de Salt Lake City que era também um entusiasta da abstinência sexual (dá pra notar).  Deve ser por isso que a imagem plasmada na pequena estátua do prêmio tem um certo ar virginal, em contraste com o priápico Oscar.

Pois George Carlin, o sujeito que foi o pivô da ação judicial que culminou na regulamentação do palavreado indecente na TV dos EUA, morreu esses dias, de infarte, aos 71 anos. Pra quem não sabe, ele foi o primeiro apresentador do “Saturday Night Live”, em 1975.

Carlin era uma estrela da contracultura e entre suas várias cruzadas estava o combate aos eufemismos na mídia norte americana. Ele notou, aliás, que a cultura do eufemismo estava tão difundida no noticiário que ninguém mais podia simplesmente “morrer”. Deve ser por isso que a msnbc noticiou seu passamento simplesmente assim: “Comedian George Carlin dies at 71“. Vai com fé, Carlin.

***

Não deixa de ser um tributo ao diuturno trabalho das esquerdas gramscianas para solapar a fibra do mundo ocidental que ao buscar “CAMIE Awards” no modo imagem no Google acabamos recebendo a seguinte sugestão:

Você quis dizer: COMMIE Awards

Esse mundo tá perdido.

Em uma nova tentativa de dominar o mundo livre, o Foro de São Paulo ataca a liberdade de expressão na televisão britânica. O Financial Times informa que o Ministro da Cultura inglês, Andy Burnham, resolveu banir da TV inglesa o famigerado “product placement“, aquela técnica de publicidade televisiva que consegue, aqui no babanão, transformar bancos e produtos de limpeza em atores de novela. Diz o ministro inglês:

Here and now, I do want to signal that I think there are some lines that we should not cross – one of which is that you can buy the space between the programmes on commercial channels, but not the space within them.

Que absurdo, não? Tenho a impressão de que a The Economist ficará bem triste, já que a expectativa do business de TV era justamente o de que a nova legislação européia para a TV, que é mais liberalizante, levantasse restrições ao product placement (conhecido no Brasil como merchandising televisivo) em toda a Europa.

***

Não que o merchandising não possa ser bem feito, é claro. O caso clássico é o das cuecas Calvin Klein utilizadas pelo personagem principal da trama, Marthy Mac Fly, em “De Volta para o Futuro“:

Marty McFly: Calvin? Wh… Why do you keep calling me Calvin?
Lorraine Baines: Well, that is your name, isn’t it? Calvin Klein? It’s written all over your underwear.

O que é uma cena engraçada. Entretanto, as necessidades do mercado podem perverter um pouco as coisas. Uma das maiores críticas ao merchandising é o de que ele pode ser intrusivo demais e perverter a história. Bem, de fato, existe uma “hierarquia” estabelecida pelo mercado, atribuindo diferentes valores ao merchandising de acordo com o o tipo de participação do produto na trama. Segundo a Economist, a escala, em ordem crescente, é a seguinte:

a) O produto aparece na tela.

b) O ator toca o produto.

c) O ator comenta sobre as propriedades do produto.

d) O produto auxilia o ator a desempenhar um ato heróico.

Realmente, os resultados desta hierarquia são…dramáticos.

“Cognitive surplus”

Deu no blog do Daniel Pizza:

Novelas da Globo perdem mais jovens e mais pobres

O público das novelas da Globo encolheu, envelheceu e “enriqueceu” nos últimos anos. Dados do Ibope obtidos com exclusividade pela Folha permitem concluir que a queda de audiência das novelas da emissora está relacionada ao maior acesso de jovens a novas mídias, como a internet, e ao crescimento econômico.
Em 2004, a novela das oito da Globo, “Senhora do Destino”, tinha média de 50,4 pontos no Ibope da Grande São Paulo. O atual título do horário, “Duas Caras”, do mesmo autor, Aguinaldo Silva, terminará nesta semana com média de 41. Em 2004, a novela das seis, “Cabocla”, marcava 34,6 pontos. Em 2008, “Ciranda de Pedra” sofre com 22 pontos.
Em comum, as duas faixas registram a mesma mudança no perfil de audiência.
De cada cem telespectadores de “Senhora do Destino”, 11 tinham de 12 a 17 anos. Em “Duas Caras”, de cada cem telespectadores, só oito estão nessa faixa etária. Por outro lado, as pessoas com mais de 50 anos representavam 24% da audiência de “Senhora”. Hoje, elas são 32% de “Duas Caras”.
Isso quer dizer que as pessoas mais “idosas” permaneceram fiéis ao gênero, diferentemente dos mais jovens.
Mais surpreendente é a mudança no perfil econômico.
De cada cem telespectadores de “Senhora do Destino”, 30 eram das classes A e B, 43 da C e 28 das D e E. Hoje, de cada cem telespectadores de “Duas Caras”, 35 são A e B, 50, C e 15, D e E. Ou seja, aumentou o peso dos telespectadores A, B e C. Já a importância dos mais pobres (D e E) caiu quase à metade, de 28% para 15%.
Segundo a Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (Abep), o crescimento econômico fez parte da classe D migrar para a C, mas não em proporção tão grande quanto à registrada nas novelas. Em 2003, 28% da população da Grande SP eram D e E. Em 2008, os mais pobres são 21,4%.
Uma das explicações para o êxodo dos mais pobres na audiência da Globo pode ser a de Aguinaldo Silva. Ele acredita que parte do público trocou as novelas por DVDs piratas.”

***

E a gente fica sem saber o óbvio, isto é, se a queda de audiência da Globo foi acompanhada pelo aumento da audiência de outras emissoras.

***

Pode ser, por outro lado, que esse pessoal todo esteja escrevendo blogs ou colaborando para a Wikipedia. Ou pelo menos é a tese do professor Clay Shirky, que acha que durante o período pós-Segunda Guerra a televisão engolfou o “superavit cognitivo” da população, que agora estaria sendo liberado pela Web 2.0. A idéia é criticada pelo Nick Carr neste post, lembrando que antes da Internet as pessoas consumiam seu tempo livre em muitas outras coisas além de ver televisão, como hobbys, música, etc. Mas mesmo hipotecando certa compreensão à crítica do Carr, eu ainda acho que no tocante ao que vem acontecendo com a TV o Shirky está no caminho certo. Pelo menos é o que parece mostrar o fluxo da publicidade, que está indo cada vez mais para a internet.

(hat tip pelo discurso do Shirky: Marcos Messer)

Comercial espertinho da Samsung.

José Gregori, presidente da Comissão Municipal de Direitos Humanos de São Paulo, hoje na Folha:

Tenho acompanhado o caso do assassinato da menina Isabella de forma ansiosa, mas ao mesmo tempo tenho refletido sobre a cobertura dada ao caso pela imprensa e pela mídia de nossa sociedade do espetáculo.
Sim, porque embora os veículos de comunicação devam cumprir o seu dever/ dogma de reportar a notícia, verificamos que a violência inominável contra uma criança serve como desculpa para a montagem de um show em capítulos.
A verdade objetiva manda dizer que o fato das instituições, cujo caso está afeto, terem demorado em demasia na apuração dos fatos contribuiu para isso.
Conforme as investigações prosseguem, novos indícios apontam para esta ou aquela direção -negligência, barbarismo ou fatalidade-, mas uma coisa é certa: o inquérito não está concluído.
Até quando teremos que ouvir no Brasil -”o laudo técnico estará concluído em 15 dias”? E enquanto isso, muitos foram julgados em praça pública. Infelizmente, o sigilo na investigação nunca existiu, apesar da tentativa de um juiz em fazer respeitá-lo.
Não se trata de privar os cidadãos do direito à informação -repito, dogma da democracia-, mas de tratar um tema tão delicado da forma correta. Causa choque ler e ouvir nos meios eletrônicos supostos detalhes do estado do corpo da criança e de como foi a sua queda. A cada instante, uma nova especulação é noticiada por um veículo, seguida de um desmentido. Tem razão o cientista social Sergio Miceli, que afirma que o jornalismo televisivo está cada vez mais próximo das novelas, mas talvez possamos ampliar essa conceituação para os demais. A notícia é tratada como um enredo que o público ávido acompanha a cada instante, com diversos atores buscando o seu lugar ao sol: a suposta testemunha aqui, o promotor lá, a teatralidade de uma delegada acolá.(…)

Notícia na mesma Folha, por Daniel Castro:

Caso derruba comerciais por 3 h na Globo

O caso Isabella derrubou ontem um dos pilares da política de qualidade da Globo: o respeito aos intervalos comerciais.
Para transmitir o deslocamento de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta da menina, até uma delegacia, a Globo jogou fora na Grande SP toda a sua programação infantil e exibiu um “SP TV” “especial” com três horas e 16 minutos de duração.
A emissora derrubou todos os intervalos comerciais das 9h30 às 12h31. Na sexta anterior, a “TV Globinho” (programação infantil) teve três intervalos.
A Globo argumenta que o corte da “TV Globinho” se justifica porque foi “um dia jornalisticamente relevante”. A emissora avaliou que o caso Isabella seria esclarecido ontem.
A Globo informa que os anúncios da “TV Globinho”, por serem segmentados, não entraram no “SP TV”. Os anunciantes serão compensados.

Não é reação
A emissora nega que a transmissão de mais de três horas ininterruptas de um caso policial seja reação às recentes derrotas para a Record, no mesmo horário. A opção por Isabella deu certo: o longo “SP TV” marcou 13 pontos, contra 9 da Record, segundo dados preliminares.

Com a suspensão da “TV Globinho”, a Globo igualou o caso Isabella a coberturas de alta relevância, como o 11 de Setembro, os ataques do PCC (2006) e a visita do papa (2007).

A supremacia do Ocidente

O Science Blogs nos informa, hoje, de que a Chita (é, aquela do Tarzan) está fazendo 76 anos hoje.

É o mais velho primata não-humano ainda vivo conhecido atualmente.

Ela vive em uma espécie de “retiro dos artistas” para primatas, a C.H.E.E.T.A. (Creative Habitats and Enrichment for Endangered and Threatened Apes), e sua biografia, Me Cheeta, será publicada por estes dias.

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Prime time 

A perigosa ameaça petista aos meios de comunicação deu nisso:

Governo recua e libera concessões de TVs

O governo federal recuou da ameaça de dificultar a renovação das concessões de TV vencidas em 5 de outubro do ano passado, entre elas as cinco da Globo e as da Band, Record, Gazeta e Cultura em São Paulo.

No final de 2007, a Casa Civil exigiu do Ministério das Comunicações relatórios detalhados sobre o cumprimento, por parte das emissoras, nos últimos 15 anos, dos artigos 220, 221 e 222 da Constituição Federal.

Assim, para que os processos de renovação seguissem ao Congresso, o ministério teria que comprovar que as redes deram “preferência a finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas”, que estimularam as produções independente e regional, que respeitaram “os valores éticos e sociais da pessoa e da família” e que respeitaram o mínimo de 5% de programação jornalística e as restrições às propagandas (cigarros, por exemplo), entre outras exigências legais.

O Ministério das Comunicações argumentou que era impossível mensurar valores éticos e princípios ainda não regulamentados. A exigência gerou uma crise entre ministérios. Membros das Comunicações dizem que a iniciativa partiu de “técnicos stalinistas”.

Para não ficar desmoralizado, o governo resolveu o impasse pedindo às redes declarações em que elas afirmam terem cumprido os princípios constitucionais. Os processos ainda têm de passar pelo Congresso.

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Uma imagem vale por mil palavras

Deu no UOL:

MPF pede transmissão de concurso de miss em libras
Publicidade
O Ministério Público Federal em São Paulo recomendou que a Rede de Televisão Bandeirantes transmita todo o evento “Miss Brasil” com tradução simultânea em Libras, a Língua Brasileira de Sinais, usada na comunicação de e para pessoas que têm deficiência auditiva.O MPF atende representação da Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos. No entendimento da ONG, como uma participante representa a comunidade surda no Brasil -que corresponde a cerca de 5,7 milhões de pessoas-, a transmissão do evento em Libras permitiria o tratamento da candidata e dos espectadores surdos de todo o Brasil na perspectiva da inclusão social.”

(…)A procuradora da República Inês Virgínia Prado Soares acredita que a Rede de Televisão Bandeirantes cumprirá a recomendação porque a Constituição Federal prevê que um dos papéis das concessionárias de televisão é promover a inclusão social.”

Olha, acho que está mais do que na hora de pensarmos nos reais custos da regulação, no Brasil.

Por exemplo, eis algumas frases proferidas pela ex-miss Adalgisa Colombo, o Galvão Bueno das passarelas, na cobertura da Band para o concurso de Miss Universo em 2007:

“Essa beleza dela é muito bela”

“A abertura, quando é muito grande, mostra demais as pernas. E as pernas já foram mostradas no desfile de biquínis”

“Ela chega, ela causa impacto”

“Ela realmente está botando pra quebrar”

“ser Miss Universo é realmente um luxo”

“você prefere ter uma relação com um homem espontâneo, selvagem ou prefere algo mais seguro?”

Afinal, se nossa definição de “inclusão social” é elástica o suficiente para exigir o direito dos surdos de serem expostos aos diálogos travados em um concurso de Miss, este mundo está perdido. Além disso, como é que se fala “Saint-Exupéry” em linguagem de sinais??

Meus 4,5 leitores talvez se lembrem que há alguns meses movi guerra sem quartel contra o descaramento de Reinaldo Azevedo em afirmar, peremptoriamente e sem fundamento algum, que coisas como classificação indicativa eram redondas e pretinhas como a nossa jabuticaba pátria, e que países mais, muito mais desenvolvidos que o nosso adotavam, sem exceção, a auto-regulação.

Pois nesta segunda feira a Suprema Corte norte-americana resolveu aceitar o apelo da Federal Communications Comission (algo como se fosse uma mistura de Anatel com Ancine, só que com ainda mais poderes) e revisar o caso daquela agência contra uma emissora de TV que permitiu o uso da “F-word” em sua programação. Trata-se de um acontecimento de monta, pois é a primeira vez em 30 anos que aquela Corte se dignará a analisar um caso de “indecência” viajando no éter do grande irmão ao norte.

O apelo foi feito na tentativa de reverter o julgamento de uma corte inferior, que indeferiu o pedido da FCC. Como se sabe, a Suprema Corte norte-americana tem uma certa latitude a respeito de que casos ela pode dignar-se a julgar ou não; o mero fato dela aceitar o apelo da FCC já é uma grande vitória, porque a Corte poderia simplesmente virar as costas à agência, o que automaticamente transformaria a decisão da corte inferior em decisão final.

Mais surpreendente ainda é o fato de que a emissora em questão é a Fox. É mais ou menos como se, transpondo a coisa para Pindorama, um Supremo Tribunal Federal dos sonhos de Diogo Mainardi acabasse aceitando julgar uma acusação contra a Veja.

Pior: trata-se de jogada ensaiada. Foi sob Bush que a FCC começou a ficar mais assanhada para cima das emissoras, que tentam se defender apelando para a primeira emenda; foi sob Bush, também, que a Suprema Corte foi para a direita, após sucessivas indicações de “justices” conservadores.

Se bem que como vimos recentemente talvez a distinção entre regulação judicial e auto-regulação empresarial, nos EUA, esteja ficando bem tênue.

Leiam tudo porque esta é quente:

Renovação de concessões de TV centraliza disputa por comissão
26/02/2008, 20h55
Há uma batalha de bastidores no Congresso, sobretudo entre PT e PSDB, pela presidência da Comissão de Ciência, Tecnologia e Comunicação da Câmara. Mas o foco não é a entrada da teles no mercado de TV por assinatura, as cotas de programação regional obrigatória e a compra da Brasil Telecom pela Oi, temas que em breve devem aportar na comissão. O real motivo de impasse é bem mais simples: o poder de análise das renovações das concessões de radiodifusão das grandes TVs comerciais. Especialmente em 2008, quando a jóia da coroa nessa seara estará exposta aos deputados. Trata-se da renovação da concessão da TV Globo e outras concessões importantes da Record, SBT e Bandeirantes.
O processo de renovação das concessões já foi iniciado pelo Ministério das Comunicações e está na Casa Civil, para então ser enviado ao Congresso. O tema jamais esteve no topo da lista de prioridades dos partidos, mas agora tornou-se especialmente interessante, especialmente em um ano eleitoral, dada a envergadura dos grupos de comunicação interessados, revelam fontes ouvidas por este noticiário no Congresso.
Após mais uma reunião frustrada para tentar conciliar o PT e o PSDB, protagonistas nessa disputa, os deputados já não faziam mais tanto segredo sobre a verdadeira motivação para arrematar a cadeira. “Neste ano tem a renovação das concessões, tem a implantação da TV digital… Essas coisas despertaram um certo interesse dos partidos”, admitiu discretamente o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), a este noticiário.
Com a garantia de permanecerem anônimos, deputados de outros partidos são mais objetivos do Alves e garantem que o foco é a Globo. A leitura dos deputados é simples. À frente da comissão, o partido vencedor teria, na interpretação dos parlamentares, uma vantagem para negociar com a maior rede de televisão aberta do País, uma moeda que acreditam ser valiosa em ano de eleições. O mesmo valeria para as outras emissoras cujas renovações passam pelo escrutínio da Câmara, na visão dos deputados ouvidos. Vale lembrar que esta é a visão que a alguns membros da comissão têm sobre o processo, não significiando contudo, que a barganha seja exeqüível.

Impasse

A briga tomou tal volume que toda a negociação de líderes para a definição das presidências das comissões temáticas está em um impasse. A idéia original da Presidência da Câmara era manter as comissões com os mesmos partidos que exerceram as presidências no ano anterior. Seguindo esta regra, aparentemente a comissão de comunicação ficaria com o PSDB – o deputado Júlio Semeghini (PSDB/SP) foi o último presidente. Mas a negociação feita no ano passado atrapalha essa transição pacífica.
Em princípio, a Comissão de Ciência e Tecnologia e Comunicação era da cota do PT em 2007 e foi negociada por fora com o PSDB. A cadeirafoi uma das barganhas usadas pelo governo no acordo para a eleição do atual presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT/SP). Então, paira agora a dúvida de quem seria o “proprietário” da presidência. O PSDB entende que o acordo lhe dava a comissão também em 2008. O PT alega que a troca era válida apenas em 2007.

Bases

O jogo político envolve também grandes partidos aliados de ambas às partes. Do lado da oposição está o DEM, que teria entrado na disputa pela vaga com a intenção de repassá-la ao PSDB em caso de vitória ou colocar um nome de consenso entre os dois partidos. O nome que circulou nos últimos dias seria o de Paulo Bornhausen (DEM/SC).
Do lado do PT está o PMDB, que fez a solicitação da reunião realizada nesta terça-feira, 26. A negociação com o PMDB envolveu outras comissão, como a de Minas e Energia, em troca de o partido tomar a dianteira na briga com o PSDB. A idéia seria o PMDB pegar a Comissão de Ciência e Tecnologia e repassá-la para um indicado do PT. Nesta terça-feira, o nome mais cotado seria o do deputado Walter Pinheiro (PT/BA).

Nova rodada

O presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia, anunciou durante a Ordem do Dia no Plenário, nesta terça, 26, que irá retomar a reunião dos líderes nessa quarta-feira, 27, às 10h. “Se houver acordo, resolvemos em cinco minutos. Se não houver, a gente fica uma meia hora e define as presidências”, afirmou Chinaglia. Ao concordar com a agenda proposta pelo presidente, o líder do DEM na Câmara, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (BA), não deixou dúvidas sobre quais os partidos que estão realmente em conflito. “Faço um apelo para que os líderes do PT e do PSDB trabalhem para chegar a um acordo sobre as comissões.” Mariana Mazza – TELA VIVA News

***

Vamos combinar assim: PT e PMDB estão doidos para pôr a mão na comissão apenas para poder chantagear as emissoras e fazê-las apoiar seus candidatos na eleição de 2008.

Já o PSDB e o DEM estão doidos para pôr a mão na comissão apenas para poder livrar as emissoras desse enorme perigo.

O coelhinho da Páscoa também já está chegando.

***

Enquanto isso Tio Rei defende a Rede Globo, mas acha que distribuir camisinhas nas escolas e’ UM ESCANDALO!

***

Enquanto isso Tio Rei defende a Globo, mas acha que distribuir camisinha nas escolas e’ UM ESCANDALO.

Jamais pensei que leria esta frase no blog do Tio Rei:

Estamos falando aqui de uma concessão pública usada, sem disfarces, para defender interesses privados.”

Pena que ele não se lembrou deste detalhe na época em que vituperava contra a classificação indicativa, quando, em determinado momento, disse o seguinte:

É claro que as emissoras deveriam estar protestando de forma mais ativa — ao menos as que não dependem das prebendas de Lula e do PT para existir. Por que não o fazem? Isso é problema delas, não meu. O meu problema é outro: a liberdade de expressão também não é propriedade privada dessas emissoras. Se elas não comparecem para o jogo, comparecemos nós.”

Curiosa assimetria: Tio Rei suspeita das TV’s que precisam das “prebendas de Lula” para existir cumulam o Eneadáctilo com discursos laudatórios, mas parece pouco interessado em saber o que fazem da vida (e do seu noticiário, suas novelas, sua programação…) as TV’s que não dependem de Lula, mas sim de interesses empresariais privados _ um bicho que parece ter nascido com a Record, para Tio Rei.

Tolinho.  Se conhecesse a história da Globo, por exemplo, saberia perfeitamente que a mais exitosa das TV’s., justamente a que aufere fortunas com anúncios privados dependeu claramente do governo (militar) para existir, e fez a festa na Nova República, graças à compreensão de José Sarney e seu Ministro das Comunicações.

***

On second thoughts: vai ver ele não se preocuparia tanto com uma TV que defendesse interesses privados, com disfarces.

E o pior é que o João Pereira Coutinho nem precisava ir tão longe.

Se os brasileiros não aguentam um negro na TV, que dirá na Presidência…

Soylent Green passou hoje, no TCM, um canal na Sky. O nome em português é “No Mundo de 2020“. É o mesmo título com que o filme passou no cinema, no Brasil; na época _ o filme é de 73, deve ter estreado no Brasil em 73 ou74 _ eu ainda não tinha idade para ver (a Censura Federal não deixava) e portanto, embora eu conhecesse a história, realmente jamais havia visto o filme.

Eis a sinopse oferecida pela Sky:

No ano de 2022, a população da Terra vive em desespero. Alimentos naturais como frutas, vegetais e carne estão agora extintas. O planeta está superlotado e a cidade de Nova York está tomada por 40 milhões de pessoas famintas e miseráveis. A única forma de sobrevivência é a água, racionada, e uma comida misteriosa chamada Soylent.

Um detetive investiga o assassinato do presidente da companhia que fornece o Soylent. A verdade que ele descobre é perturbadora, e o caos na Terra aumenta quando vem à tona o ingrediente secreto do tal alimento.

***

Interessante como o filme, apesar de sua mensagem distópica, parece menos moderno em sua execução do que outras produções anteriores a ele, como por exemplo “Planeta dos Macacos”, que é de 1968 _ tanto em termos dos efeitos especiais como da própria condução da direção, os planos e tomadas, etc.

Em todo caso vale a pena ver. É uma relíquia da década de 70. Cacem-no no TCM, deve passar de novo.

No blog da Marina Forte no Estadão, post sobre a coletiva de imprensa para o lançamento do filme “Sexo com Amor?”, versão brasileira de uma produção chilena em que trabalham atores globais como Reynaldo Gianecchini, Carolina Dieckmann, Malu Mader, José Wilker, etc.  Este trecho me chamou a atenção:

Wilker estava engasgado com a empresa em que trabalha. Sim, a Rede Globo! E aproveitou a ocasião para fazer um tremendo desabafo: “Estou extremamente insatisfeito com a TV brasileira. Acho um desrespeito com a classe artística permitirem que pessoas sem o menor preparo deixem o ‘Big Brother’ e participem de novelas e outros programas. Por isso, prefiro me dedicar ao cinema, que leva a arte dramática mais a sério”, alfinetou o ator.

Muito cuidado nessa hora.  O Financial Times traz uma notícia sobre o que anda acontecendo na rede americana NBC, cuja audiência aumentou a despeito da greve dos roteiristas.  Como? Bem, a rede encheu sua grade de programação com…“reality shows“.   Mas a coisa não pára aí:

Jeff Zucker, chief executive of NBC Universal, is planning to seize on the writers’ strike to eliminate what he sees as extravagances in the way Hollywood makes and promotes television.

NBC and other companies have already used the strike to terminate millions of dollars of long-term production contracts. Mr Zucker is planning to go further by cutting back enduring features of the television business, including the pilot season, in which networks develop programmes, and the splashy “upfront” presentations in which they tout them to advertisers.

Sim senhor:

Network executives say the economic model that has sustained television is no longer tenable as production costs soar while audiences fragment among cable channels, websites and video games. One chief complaint concerns the pilot season, in which they fund dozens of samples of new programmes – typically at several million dollars apiece – hoping to unearth a hit.

Mr Zucker appears emboldened to make changes as NBC’s audience ratings have improved in the strike’s wake, mostly thanks to inexpensive reality shows.

“I think there were a tremendous number of inefficiencies in Hollywood and it often takes a seismic event to change them, and I think that’s what’s happened here,” he said of the strike, predicting that “the development process will change forever.”” (grifos meus)

***

Será interessante acompanhar as novidades nesse mercado.  Eu tenho a impressão de que o formato do “reality show” chegará à exaustão em algum momento (os resultados da atual versão do Big Brother Brasil na Globo parecem confirmar isso, pelo menos até agora), portanto resta saber que tipo de entrenimento _ e que tipo de desenvolvimento do produto _ as grandes redes inventarão para reduzir o poder dos roteiristas.

No Guardian, uma matéria sobre frases ou diálogos inesquecíveis dos filmes:

You can refer to the AFI’s 100 Greatest Movie Quotes of All Time if you want all the big lines, but, in honour of Day-Lewis and his ill-gotten shake, which, in your opinion, are the most memorably weird movie catchphrases in circulation? From the creepy banality of “All work and no play makes Jack a dull boy” (OK, I realise it’s not actual dialogue or even original to The Shining) to the splendidly OTT “That thing in the cellar is not my mother!”, what are the sick little puppies and the uncanny lines that crawl under your skin for some reason you can’t quite identify?

Por algum motivo, o articulista se encantou com isto aqui

Recebo com uma tristeza já nostálgica a notícia de que a Gloria Maria vai sair do Fantástico.

Não sei bem como ela é conhecida pela turba ensandecida hoje…

Mas no meu tempo ela se destacava pelas gafes e ratas que ela dava nas suas inúmeras reportagens, principalmente nas entrevistas e nas várias reportagens “de aventura”…

Mesmo aquelas onde ela reamente não tinha culpa, como no caso dessa entrevista.

Bom, eu não vejo mais o Fantástico, mas fico triste assim mesmo. Entre outros motivos, porque imagino que ela está saindo porque está ficando velha. Ela será substituída pela Patrícia Poeta, que é muito mais novinha. Não que a Gloria seja um ser de pura inocência, é claro, pois isso não existe na Globo _ afinal ninguém fica 10 anos apresentando o Fantástico se não tiver padrinhos muito bons na casa, e reza a lenda que ela foi “namorada” de um dos irmãos Marinho. Afinal, idade por idade, tenho certeza de que o Cid Moreira bate a Gloria:

mummy.gif

O meu problema é que eu me lembro muito bem de quando ela era uma cara nova na telinha _ não do Fantástico, não, mas da Globo…e olhe que a notícia diz que ela tinha 10 anos só de Fantástico. E a moça algum prestígio tem na Globo, já que tem até site próprio, contando sua história (lá ela confessa que tem mais de 25 anos de Globo). Aliás, lá dá pra constatar que a mulher fez mesmo o diabo:

gloriamariatributo.jpg

Aliás, um dos sinais de hipocrisia na saída dela é a declaração “face saving” de que ela está saindo, entre outros motivos, porque quer fazer viagens de lazer. Pô, essa mulher tem mais milhagem do que Santos Dumont.

A Globo, que não consegue deixar de ser escrota, tem um vídeo dos últimos momentos de Gloria Maria apresentando a atração, mas o vídeo fica atrás do paywal _ tornando-se assim, talvez, a primeira empresa na história a ganhar dinheiro mostrando a demissão de um funcionário.

***

UPDATE:

A coluna do Ricardo Feltrin no UOL atribui a saída de Glória ao fato dela estar sendo apontada, por colegas da Globo e telespectadores, como uma das principais responsáveis pela queda de audiência do Fantástico _ que no dia 9 deste mês alcançou um IBOPE de 21,8 pontos, um dos piores de sua história, já que a média histórica do programa era de 30 pontos de audiência.   Ou seja, tudo na vida passa, menos o cobrador e o motorneiro.

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