You are currently browsing the category archive for the ‘radar’ category.

Adote um parágrafo.

O Arthur, comentarista deste blog, abriu sua lojinha própria, o “Controvérsias Econômicas“.  Vale conferir.

Apresento-lhes o impagavel RRS –  Recordar, Repetir e Elaborar:

Vez ou outra ouço mulheres dizendo que o sexo foi ruim, mas pelo menos rolô, né? E eu fico matutando, mas qual é exatamente a vantagem de ter rolado se foi ruim? As pessoas não têm coisa mais interessante pra fazer do que sexo de baixa qualidade? Ou será que só eu já fiz sexo ruim de verdade na vida? Será que só eu já peguei um homem broxa, ninguém mais? Só eu sei o que é ejaculação precoce? Só eu já dei azar de ficar com homem que tem nojinho? Ninguém além de mim já se cansou com o infernal sexo atlético, em que o moço quer mostrar todo o seu domínio das posições sexuais em cinco minutos e a duzentos por hora? Ou as mulheres passam por tudo isso, e ainda assim acham bom?

Re8LABwxdqryjaljUvXdNcQbo1_500

eduärdo’s scrapbook

(via Hipopótamo Zeno)

Prezados 4,5 leitores deste blog, estou viajando, motivo pelo qual a producao por aqui anda raquitica (e a acentuacao idem).

Mas tentarei ir postando algumas coisinhas nos proximos dias.

***

O leitor Eneraldo Carneiro chamou minha atencao para a inauguracao do Science Blogs Brazil, que no momento e’ o destaque na capa do Science Blogs americano:

Brazil is a country of contrasts. Even though we are one of the largest economies of the world, we still struggle to reduce the huge gap between the richest and the poorest in our country. Even though urban areas in the coast are growing larger, like the swarming 20 million people in the São Paulo metropolitan area, the interior portion of Brazil still has low demographic density. Even though there is a growing number of universities in the country, functional illiteracy is still a big problem. Finally, even though Brazil has astounding natural ecosystems, we insist on destroying them in the name of development.

Science in Brazil is a reflection of our contrasts. Even though there are many important hubs of world-class research, they are mainly concentrated in São Paulo State. Moreover, most of our research is funded with public money, which explains the small number of patents registered by our country. Science education is also very poor in Brazil. This year, the Brazilian budget for science suffered a severe cut, an unacceptable decision for a country that aims to be a powerhouse in sustainable technologies, stem cell research, wildlife conservation and biofuel production.

ScienceBlogs Brazil has the challenge of bringing science to the Brazilian population. We aim to increase scientific awareness to the population and inspire new Brazilians to pursue a scientific career. We want to include scientific issues in the everyday talk. We want to make our local voice to be heard in the rest of the world. Finally, we believe Brazil should embrace science as a way to fulfill its potential and emerge as a sustainable country that brings development to its population.

Interessante, porque ate’ onde sei acho que e’ a primeira “franquia” internacional do Science Blogs _ e o fato da primeira delas ser brasileira e’ de deixar qualquer detrator de Santos Dumont babando na gravata.

So’ duas criticas:

a) cade a Lucia Malla?

b) o projeto grafico da pagina inicial tem que melhorar muito.

***

Diante do desastre de RP que e o caso da excomunhao dos envolvidos no aborto da menina pernambucana, a Igreja, seus vigarios e seus vigaristas andam se enrolando.

Mais sobre isto mais tarde.

Você conhece o Literary Preview?  Não?

A idéia é: críticos fictícios resenhando livros, músicas e filmes fictícios. Resenhas breves de livros que nunca foram escritos. Elogios a músicas que não foram compostas. Críticas a filmes que não foram filmados.”

Debaixo dos paralelepípedos, a imaginação em festa. Conheçam, conheçam.

Eurozine.

Estou devendo já a há algum tempo um agradecimento ao Pedro Dória por ter colocado este humilde bloguinho entre os blogs cobertos pelo agregador que ele criou, o As Últimas, inspirado no excelente Alltop. Valeu Pedrão!

***
Também estou devendo um pedido de desculpas à Tia Sílvia, minha professora de português no Ginásio. 🙂

O Monbiot, além do seu próprio site, agora também tem blog no Guardian.

De brinde, uma excelente amostra de um debate agnotológico.

No meu post sobre a Islândia, tive a honra de receber a visita do Pedro, que pelo que entendi é um brasileiro que mora na Islândia.  Brasileiro vai parar em cada lugar, não é mesmo?

E o melhor é que ele tem um blog intitulado “Vida na Islândia“.  Muito interessante, tem várias galerias de fotos e até uma FAQ sobre…vida na Islândia.  Vale a pena uma visita (ao blog, é claro.  À Islândia imagino que também, mas parece que é preciso muito tempo e dinheiro para ir lá).

Pra quem receava que o Apostos convocasse um melancia para substituir aquela frutinha, o Sergio Leo foi para o Verbeats.  🙂

Por acaso, descobri por aí um blog bem interessante e engraçado: Corporativismo Feminino.

Ele bem que é capaz de ensinar uma ou duas coisas a nós, cuecas.  Aliás, vocês que ainda estão “no mercado”, não deixem de ver o resultado da enquete que está em andamento (“O que é uma bola fora no primeiro encontro?” _ naturalmente, do ponto de vista DELAS).

Assim, e também para testar uma feature do WordPress que eu nunca havia usado, aí vai a enquete “o que é uma bola fora no primeiro encontro” do ponto de vista cueca:

Descobri no blogroll do Mark Thoma:

Arctic Economics

Um blog com uma visão curiosa sobre todas as coisas árticas, desde a provável extinção dos ursos polares até a probabilidade de se achar petróleo na plataforma submarina islandesa.

O piloto do blog é Ben Muse, um economista do Alasca.

E eis que o Edson voltou à labuta!  Welcome to the cyberjungle, again…

E já que andamos falando tanto de filmes, eis algumas páginas interessantes:

a) Memória da Censura no Cinema Brasileiro

Um verdadeiro tesouro.  Eis o texto do parecer 4.799/79, assinado pela Censora Federal Yêda Lúcia Netto Pelas (sim, existia uma carreira de Censor Federal na Polícia Federal) , liberando o filme “Histórias que Nossas Babás Não Contavam”, com Costinha e Adele Fátima:

Produção nacional desenvolvida segundo resumo em anexo.

Explora, de maneira picante e maliciosa, o tema da conhecida cara (sic) da literatura infantil conhecida como “Branca de Neve e os Sete Anãos .(sic)”.

Contém inúmeras e demoradas cenas de relacionamentos íntimos, entre diferentes casais em todo o decorrer da película além de várias tomadas de nudez masculina e feminina (parcial e total).

A linguagem coaduna-se com a natureza da película, apresentando palavras chulas e vulgares.

Trata-se de mais uma pornochanchada, com os elementos próprios do gênero, cujo objetivo é fornecer ao público um espetáculo erótico.  Entretanto, o clima de comicidade, criado, sobretudo, pelo exagêro e deformação da imagem original de cada personagem, torna viável a exibição do filme aos maiores de 18 (DEZOITO) anos.

Brasília, 09 de outubro de 1979.”

Como sabem, existia uma luta de gato e rato entre produtores e censores.  Pareceres da Censura criavam “jurisprudência”.  Não investiguei, mas é possível que a esta altura (1979) o texto desse parecer já fosse um “padrão” para filmes deste tipo, o que explicaria o porquê dos filmes eróticos terem um viés cômico _ e daí a enorme produção do que chamamos “pornochanchada”, uma forma de driblar a censura, ainda assim produzindo um produto de consumo garantido, o filme erótico.

b) Pornochancheiro

Um blog com vários fotografamas, pequenos vídeos e fotos raras da pornochanchada nacional (tem até umas raras fotos da supracitada Adele Fátima).

O dia de hoje, em outras eras:

585 B.C. — solar eclipse predicted by Thales of Miletus occurs during the battle of the Halys (another possible date)

20 A.D. — Drusus “Minor”, the son of the emperor Tiberius, celebrates an ovatio for his victories in Illyricum

ca 250 A.D. — martyrdom of Heliconis

Rogue Classicism.

O traço boteroso de Arthur de Pins.

***

UPDATE:

Prezados, retirei o link para a página do Arthur de Pins porque o AVG me disse que pegou um vírus que veio de lá.  A quem clicou no link, minhas desculpas, e recomendações para fazer um scan: o vírus identificado é o Dropper.Small.

Aham:

When it comes to risky behavior in the market, America has a double standard. We’re told that economic risk-taking as the key to entrepreneurial success, but when big entrepreneurs take big risks that fail it’s amazing how often they get bailed out. Indeed, the history of modern American business is littered with federal bailouts, loan guarantees, and no-questions-asked reorganizations. Some are well known, such as the Chrylser bailout of 1979, the savings and loan bailout of 1989, and the airline bailout of 2001. Most occur in the relative dark, such as the 1998 bailout of giant hedge fund Long-Term Capital Management (courtesy of former Fed chair Alan Greenspan), the not infrequent bailouts of under-funded corporate pension plans by the government’s Pension Benefit Guarantee Corporation, price supports for big agribusinesses facing market downturns, or the current bailout of Wall Street being engineered by Ben Bernanke’s Fed. Behind every one of these bailouts are CEOs or financial executives who were rescued from their bad bets.

CEOs get away with stupid mistakes all the time. Some, like Robert Nardelli, the former CEO of Home Depot, drive their company’s stock low that their boards eventually oust them. But they leave with eye-popping going-away presents nonetheless. (Nardelli got several hundrd million dollars on his departure.) If you’re an average American who gets canned from his job, even through no fault of your own, you probably won’t even get unemployment insurance (only 40 percent of job-losers qualify these days). Conservatives tell us that unemployment insurance reduces their incentive to find a new job quickly. In other words, moral hazard.

Some CEOs use bankruptcy as a means of getting out from under pesky labor contracts they might have “known they could not afford” when they agreed to them (Northwest Airlines most recently, for example). Others use it as a cushion against bad bets. Donald (“you’re fired!”) Trump’s casino empire has gone into bankruptcy twice — most recently, last November, when it listed $1.3 billion of liabilities and $1.5 million of assets — with no apparent diminution of the Donald’s passion for risky, if not foolish, endeavor. After all, his personal fortune is protected behind a wall of limited liability, and he collects a nice salary from his casinos regardless. But if you’re an ordinary person who has fallen on hard times, just try declaring bankruptcy to wipe the slate clean. A new law governing personal bankruptcy makes that route harder than ever. Its sponsors argued — you guessed it — moral hazard.

Bush’s “ownership society” has proven a cruel farce for poor people who tried to become home owners, and his minuscule response to their plight just another example of how conservatives use moral hazard to push their social-Darwinist morality. The little guys get tough love. The big guys get forgiveness.

No blog do Robert Reich.

Aham:

Well there I was minding my own business in the Cafe of the Natural History Museum…when I overheard that some American has had the nerve to make a film called Expelled traducing natural selection and championing something called ‘intelligent design’. I thought we had settled Mr Paley’s watchmaker nonsense in 1859.

I am used to bad reviews: I was much savaged in the press when I published The Origin of Species, but Expelled holds me responsible for a particularly vile chapter of genocide which occurred in the 1930s and 40s. I do not recall advocating genocide, indeed distinctly remember writing with anguish about the massacres of the Indians in South America during my voyage on HMS Beagle. Could it be that my critics have formed opinions about my work without actually reading it? Surely not.

Anyway, one evening I looked up to see a certain Mr Stein gawping at me. Executive Producer of Expelled, no less, and I am afraid it was more than even a marble statue could stand!

I urge you to click the link above. Others have noticed Mr Stein’s presence at my marble feet, and have commented in a most amusing fashion.

And so I am back. Nature has been so kind as to give me a blog and asked me to cast my eye over modern scientific developments. A little stiff in the joints, and with some catching up to do (if only I had known about genetics in 1858!) but if there is anything you wish me to consider, please leave a comment or contact chazdarwin(at)gmail.com

***

Chales Darwin’s Blog.

Enquanto procurava no Google uma imagem para ilustrar o outro post aí embaixo, deparei-me diversas vezes com o “Reflexões no Paranoá”, blog onde o assunto “barcos à vela” e “lago paranoá” surgem amiúde. Deparei-me com este melancólico post (já antiguinho):

Análise política

Política é um negócio interessante. Há dilemas que são insolúveis e, nessa condição, criam uma outra realidade, como uma transformação topológica. Tome-se o caso dos sanguessugas. Não há como apurar. O governo Lula simplesmente comprometeu-se com a liberação em massa de emendas fraudulentas e não há como apurar isso. Espera-se dos governos crimes magnos, satânicos, como foi o caso de Collor de Mello, que parecia disposto a extorquir toda a República. O governo Lula dedica-se ao roubo de galinhas e ao furto de objetos de uso pessoal. Instintivamente percebe-se que não se pode derrubar um governo por conta de crimes menores, mas são ainda assim crimes. Reduz-se a coisa à situação familiar dos tios bêbados que fazem saliências em festas. Há que se tolerar, mas o clima moral decai. Examinemos a situação do Congresso. Por baixo, são mais de 150 deputados envolvidos em roubo de dinheiro público por meio de emendas individuais. Não há como cassar todos esses mandatos. 95% deles são deputados governistas, que votam as MPs e os projetos do Executivo (et pour cause). O governo do Brasil pararia sem deputados corrompíveis. A publicação dessa realidade, porém, muda tudo. Nada é sério, na verdade, nem os sinais vermelhos do trânsito, as multas e, em breve, as campanhas de vacinação.

Houellebecq puro.

womansink.jpeg

Sociological Images Blog.

Alô aê.

Dois blogs de que gosto muito, o Milton Ribeiro e o Vidas e Imagens, estão agora no coletivo “O Pensador Selvagem”.  Aliás não custa mostrar logo toda a prata da casa:

Dona Dinha, do Dúvidas&Angústia, coletando um texto genial:

O cidadão norte-americano
 Ralph Linton, antropólogo 

“O cidadão norte-americano desperta num leito construído segundo padrão originário do Oriente Próximo, mas modificado na Europa Setentrional, antes de ser transmitido à América. Sai debaixo de cobertas feitas de algodão, cuja planta se tornou doméstica na Índia; ou de linho ou de lã de carneiro, um e outro domesticados no Oriente Próximo; ou de seda, cujo emprego foi descoberto na China. Todos esses materiais foram fiados e tecidos por processos inventados no Oriente Próximo. Ao levantar da cama faz uso dos “mocassins” que foram inventados pelos índios das florestas do Leste dos Estados Unidos e entra no quarto de banho cujos aparelhos são uma mistura de invenções européias e norte-americanas, umas e outras recentes. Tira o pijama, que é vestiário inventado na Índia e lava-se com sabão que foi inventado pelos antigos gauleses, faz a barba que é um rito masoquístico que parece provir dos sumerianos ou do antigo Egito.

Voltando ao quarto, o cidadão toma as roupas que estão sobre uma cadeira do tipo europeu meridional e veste-se. As peças de seu vestuário tem a forma das vestes de pele originais dos nômades das estepes asiáticas; seus sapatos são feitos de peles curtidas por um processo inventado no antigo Egito e cortadas segundo um padrão proveniente das civilizações clássicas do Mediterrâneo; a tira de pano de cores vivas que amarra ao pescoço é sobrevivência dos xales usados aos ombros pelos croatas do séc. XVII. Antes de ir tomar o seu breakfast, ele olha ele olha a rua através da vidraça feita de vidro inventado no Egito; e, se estiver chovendo, calça galochas de borracha descoberta pelos índios da América Central e toma um guarda-chuva inventado no sudoeste da Ásia. Seu chapéu é feito de feltro, material inventado nas estepes asiáticas.

De caminho para o breakfast, pára para comprar um jornal, pagando-o com moedas, invenção da Líbia antiga. No restaurante, toda uma série de elementos tomados de empréstimo o espera. O prato é feito de uma espécie de cerâmica inventada na China. A faca é de aço, liga feita pela primeira vez na Índia do Sul; o garfo é inventado na Itália medieval; a colher vem de um original romano. Começa o seu breakfast, com uma laranja vinda do Mediterrâneo Oriental, melão da Pérsia, ou talvez uma fatia de melancia africana. Toma café, planta abssínia, com nata e açúcar. A domesticação do gado bovino e a idéia de aproveitar o seu leite são originárias do Oriente Próximo, ao passo que o açúcar foi feito pela primeira vez na Índia. Depois das frutas e do café vêm waffles, os quais são bolinhos fabricados segundo uma técnica escandinava, empregando como matéria prima o trigo, que se tornou planta doméstica na Ásia Menor. Rega-se com xarope de maple inventado pelos índios das florestas do leste dos Estados Unidos. Como prato adicional talvez coma o ovo de alguma espécie de ave domesticada na Indochina ou delgadas fatias de carne de um animal domesticado na Ásia Oriental, salgada e defumada por um processo desenvolvido no norte da Europa.

Acabando de comer, nosso amigo se recosta para fumar, hábito implantado pelos índios americanos e que consome uma planta originária do Brasil; fuma cachimbo, que procede dos índios da Virgínia, ou cigarro, proveniente do México. Se for fumante valente, pode ser que fume mesmo um charuto, transmitido à América do Norte pelas Antilhas, por intermédio da Espanha. Enquanto fuma, lê notícias do dia, impressas em caracteres inventados pelos antigos semitas, em material inventado na China e por um processo inventado na Alemanha. Ao inteirar-se das narrativas dos problemas estrangeiros, se for bom cidadão conservador, agradecerá a uma divindade hebraica, numa língua indo-européia, o fato de ser cem por cento americano.”

[LINTON, Ralph. O homem: Uma introdução à antropologia. 3ed., São Paulo, Livraria Martins Editora, 1959. Citado em LARAIA, Roque de Barros. Cultura: um conceito antropológico. 16ed., Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editor, 2003, p.106-108]

Eu acho crianças uma gracinha: na creche, na TV, na revista, da propaganda da Parmalat, Chambinho ou Danoninho, no álbum da Annie Krammer, na foto. Agora, ao vivo, saudável, gritante e sem a supervisão de um adulto elas são demasiadamente barulhentas e chatas. E o que as torna ainda mais irritantes é que existe um acordo social que me obriga a achar todas as criancinhas lindinhas e divertidinhas e, que me obriga também, a achar lindo quando elas brincam, correm e gritam, saudáveis e enérgicas. Essa obrigação social de amar as crianças é uma ditadura que incentiva o comportamento sonoro-abusivo dessas pestes. Não dá. Tudo nessa vida tem limite (menos as crianças).

O mau humor comédia do Cemitério.

Ralações Internacionais.

Da grife Sergio Leo.  🙂

Abraçando a brisa com suas lágrimas,

límpida, junto ao mar, ela espera.

E o que espera ela? Que o grande céu líquido

se mova, constelações dispostas ao presságio,

ante suas retinas que inteiras se molham?

Que o doce hálito da miragem, desde

a fímbria do Ocidente, venha a sussurrar:

“Está vindo, está vindo…”, é o que ela espera?

Cerrando os olhos, talvez possa ler

os sinais salgados na própria face:

haverá, no sopro oceânico, mensagem?

Esse perfil se esfumando ao longe

é o fruto do trabalho dos seus dias.

Tudo que ela sabe está aqui, condensado

no instante: interrogar os deuses, o Deus,

perder-se. Para que se cumpra o milagre.

Na sua tapeçaria de algas, uma linha prateada

se desmancha no ponto exato

onde o céu se liquefaz:

os nautas lhe chamam “horizonte” .

***

A Dama Oculta.

2223143541_d082f3a39f.jpg

Sleevefaces.

Para os fãs de HQ´s: Photon Torpedoes.

Você já ouviu falar d’O Pensador Selvagem?  Nããão?  Pois bem, ei-lo.

Trata-se de um site que hospeda, entre outras coisas, um coletivo de blogs.  E tem ali uma coletânea de primeira, como o Biajoni, o Milton Ribeiro, o Vidas e Imagens (o outro blog do finado Homem-Baile), o P.Q.P. Bach, entre outros.

***

Só uma dúvida: coletivo de camelo é cáfila, de lobos, é alcatéia.  Agora, coletivo de blogs, é o quê?  🙂

io9, o blog de ficção científica do Gawker.

Chamou-me a atenção este post (entre outros, como o que diz que Benício Del Toro dirigirá um filme baseado em um romance de HP Lovecrat em 2010)  sobre os 10 livros que a autora do blog aguarda mais ansiosamente em 2008.  Interessante porque mostra o quanto eu já me afastei do geekismo da ficção científica (sim, eu já tive TODOS os livros de Isaac Asimov e Arthur C. Clark algum dia editados no Brasil).

Dos 10 livros citados, só 2 me atiçam alguma curiosidade:

Make Room! Make Room!, by Harry Harrison (Orb). This is a stately reissue of the 1966 classic about a New York destroyed by food and water shortages that inspired the movie Soylent Green. Now’s a good time to revisit this still-relevant tale.

Saturn’s Children, by Charles Stross (Ace). Apparently this new space opera is a tribute to Robert Heinlein, but we can forgive Stross for that because he’s the author of Glasshouse and Halting State, two of the coolest SF novels to come out in the past two years. Plus, we trust Stross to tip his hat to the sexy weirdo Heinlein, rather than the droning libertarian Heinlein. Rumor has it this book may come out as early as July, but Stross has it listed as coming out in September on his Web site.

O primeiro, porque Soylent Green (“Soylent Green is people!“) é de fato um clássico e o segundo porque já li um livro de Stross (que aliás tem um blog) e gostei muito (e de fato, o livro tem um ensaio-bônus, “The Golden Age of Spying“, que, guys, vocês têm que ler). Além disso, o cara é antenado, pois só vi essa notícia sobre o Rio no blog dele.

(hat tip: Rafael Galvão)

philosophy bytes.

Podcasts com filósofos sobre temas instigantes.

Aquele que se chamava Eigenmacx virou descrônicas uberspazzen.

O sujeito difícil, sô.

bananas.jpg

The “Blog” of “Unnecessary” Quotation Marks

julho 2017
D S T Q Q S S
« maio    
 1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
3031  
Add to Technorati Favorites

Blog Stats

  • 1,545,404 hits