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Não perdam!   Algum gênio criou o site do Reinaldo Azevedo, sem o Reinaldo Azevedo _ aqui.

Diz o intróito:

“O mesmo conteúdo, mas sem censura para comentários”

O que é o mesmo tratamento que pessoas empreendedoras aplicaram ao Blog do Planalto.  Fair game _ tenho certeza de que o Reinaldão até gostou!

É claro que o Blog do Planalto é feito sob uma licença “Creative Commons”, enquanto o do Tio Rei está “protegido” pela Declaração do Hambúrguer.  Mas eu voltarei a este candente tema mais tarde…

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No post sobre a França aí embaixo, Paulo, fiel à sua natureza cronomecânica, faz intriga:

“Hey, esse seu post encaixa perfeitamente com o CS.

Sera que eh por isso que Brasil e Franca andam tao chegadinhos?”

Aham.

Não entendo essa bronca de um americano com a França.  Afinal, não custa lembrar que seu país só logrou a independência porque um bando de caipirias teve uma ajudinha francesa _ primeiro involuntária, quando, para compensar os custos da Guerra dos Sete Anos, a Inglaterra elevou as taxas sobre os produtos da colônia americana, o que culminou no Boston Tea Party; e depois, ativamente aparelhando e treinando as minhocas da terra na sua luta contra os ingleses.  A França reconheceu a independência das colônias em 1778, e soldados franceses lutaram ao lado dos soldados do Continental Army contra os redcoats.  Em 1781, cinco batalhões de infantaria e artilharia franceses, sob o camando do Conde Rochambeau, foram fundamentais na derrota que Washington e Lafayette inflingiram às tropas inglesas em Yorktown.

Para não falar, é claro, da forte influência que a própria Constituição americana recebeu das lições dos constitucionalistas franceses, a começar por Montesquieu.

Depois, vamos comparar dois exemplos antipódicos: a covardia francesa vis a vis a valentia polonesa na Segunda Guerra.

Como se sabe, os valorosos poloneses organizaram uma certa resistência contra o antecipado avanço nazista _ ainda que sobre bases frágeis devido à inapetência das potências ocidentais em cumprir sua promessa de declarar guerra à Alemanha caso esta atacasse a Polônia, e por “potências ocidentais” leia-se não apenas a covarde França mas também a heróica Inglaterra. Na verdade, o fato foi inclusive (cinicamente) utilizado pela propaganda nazista na Polônia ocupada para ganhar corações e mentes poloneses contra os aliados.  Além disso, é bom lembrar que certos aspectos da campanha alemã na Polônia que reforçam a suposta valentia polonesa, como a famosa carga de cavalaria sobre divisões Panzer na batalha de Krojanty, são um mito.

Como resultado, a Polônia foi partilhada entre alemães e russos, e perdeu 20% de sua população civil (entre eles, 90% dos judeus poloneses). Apesar de ser uma das mais católicas regiões do mundo, parece que mais uma vez aquele senhor barbudo que está no céu resolveu mostrar a que veio.

Quanto à França, embora trabalhos americanos e ingleses tenham popularizado a visão de que a liderança francesa estava esclerosada e foi incapaz de articular uma defesa contra os alemães, a verdade é que há uma multiplicidade de pontos de vista a respeito da história.

De toda forma, houve alguma resistência, pouco eficaz porém diante do poderio alemão _ e da frustração do comando militar francês com a fuga do Batalhão Expedicionário Inglês em Dunquerque.  Fundamental, porém, foi a declaração de Paris como “cidade aberta” por seu governador militar francês, o que evitou que a cidade fosse bombardeada e seu tesouro arquitetônico e artístico perdido para sempre.  Ainda assim o exército francês perdeu 90.000 soldados nesta campanha.

Como resultado, a França é hoje a quinta economia do mundo (à frente da Inglaterra), e um dos poucos países dotados de capacidade de dissuassão nuclear, o que faz com que até mesmo os Estados Unidos tenham de pensar duas vezes antes de tomar qualquer decisão de ser rude com os comedores de sapos.

Isso para não falar que Paris é linda, que a moda (e a cultura) francesa é algo que a América inveja profundamente (apesar de posturas ridiculamente defensivas às vezes) e que o que americanos e franceses provavelmente compartilham é um complexo de superioridade.

Do CIA Factbook:

After two and a half decades of mostly military rule, a freely elected civilian government came to power in 1982. During the 1980s, Honduras proved a haven for anti-Sandinista contras fighting the Marxist Nicaraguan Government and an ally to Salvadoran Government forces fighting leftist guerrillas.”

Um efeito colateral do post “Perdendo a virgindade” _ além de expor aos meus leitores que eu não entendo patavinas de internet _ é que um monte de gente está aparecendo aqui via Google, usando o argumento de busca “perdendo a virgindade“.

Como suponho que o meu post (apesar do número inabitualmente alto de comentários) não deve estar fazendo tanto sucesso assim na blogoseira, sou forçado a admitir que tem uma porrada de gente singrando as internetz todo santo dia em busca, apenas, de descobrir um jeito de perder a virgindade.

Quem disse que a Internet não serve pra nada?

Encontrei em uma piação da vida o seguinte:

IMHO is ridiculous posting in english like mr Hermenauta or française comme monsieur Favre

Paradoxal, mas entendi a ironia.

Bem, já disse mil vezes: se eu fosse traduzir tudo o que ponho aqui em inglês, não faria outra coisa na vida.

Eu nunca tive grana para fazer um curso de inglês, quando jovem.  Aos 15 anos, comecei a comprar revistas científicas americanas e me esforçava para lê-las com um dicionário do lado.

Ridículo, com todo o respeito às pessoas que não entendem a língua, é atribuir a outros o ônus de suas próprias deficiências.

Assim como há cristãos astrólogos, parece que também há uma variante que convive bem com artes mágicas de caráter divinatório.

Ah, se o Ratzinger pega eles…

OSÉIAS, 4:12 .O meu povo consulta a sua madeira, e a sua vara lhe responde, porque o espírito da luxúria os engana, e prostituem-se, apartando-se da sujeição do seu Deus.

O pateta nem um bom cristão sabe ser.  Xô, Satanás!

Alguém que se intitula “Rosa Alface” veio aqui e deixou um comentário no post “Portugalidades“, escrito há quase um ano atrás.   Reproduzo o comentário (em vermelho) a seguir, entremeado com minhas considerações (em verde, homenageando a bandeira lusitana).  

Caro Bloguer,

Caí aqui por acaso no seu blog e não pude deixar de ficar admirada com os seus comentários de pouca categoria e até mesmo cultura.
É claro que já passou 1 ano desde que escreveu sobre um assunto sobre o qual nem soube analisar, mas apenas criticar; mas passo aos exertos:

1_ “os caras têm mais de cinco séculos de experiência em atravessar o Atlântico, ora pois.” –> e foi assim que o Brasil nasceu no mapa mundo!!!

Um comentário de caráter geral: aparentemente Rosa Alface não se deu conta de que o post NÃO teve a intenção de ser um post ofensivo a Portugal ou aos portugueses.  Nessa chave, o ponto 1 da querida lusitana inaugura um estilo que se repete em outros pontos do seu comentário, repetindo o que eu disse originalmente de forma elogiosa como sendo uma ofensa.  Alguém já disse que certos países são separados pela mesma língua, etc.

“2_ “segundo, achar que eles estão falando português daquele jeito esquisito só de sacanagem.”–> já analisou como vcs falam mal o português, talvez até mesmo com muita mais sacanagem. foi feio o seu comentário e muito xenófebo!!!”

Er, “xenófebo“.  Desculpe, mas isso é uma “piada de português” pronta.  🙂

3_”Há ainda uma certa ingenuidade que transparece nos programas portugueses.” –> Vou tomar isso como um grande elogio!!! de facto, a ingenuidade é um dos valores que vc provavelmente não deve conhecer nem utilizar na sua vida!!! Experimente!!! Vai adorar o feed-back!!!!

Em nenhum momento externei um julgamento de valor sobre a ingenuidade.  Fui meramente descritivo.  Pessoalmente, creio que essa diferença _ cuja existência reitero, e com a qual você aparentemente concorda _ tem seus ônus e bônus.

“4_”que faz com que de fato eles ainda não conheçam o que é uma sociedade de massas pra valer” –> e vc concerteza, nesse seu Brasil (que é maravilhoso), onde a pobreza, a fome, a falta de segurança, a criminalidade etc etc etc, fazem parte do seu quotidiano, como se de ar para respirar se tratasse, acha que nós precisamos de uma “sociedade de massas pra valer” tendo em conta que isso diminui aquilo que temos de melhor em Portugal, que é a nossa segurança, tranquilidade, qualidade de vida? Não Obrigada!!!”

Mesmíssimo caso do ponto 3.

“5_” “ estátuas vivas” representando personalidades históricas portuguesas (das quais só consegui reconhecer Camões e Fernando Pessoa, ignorante que sou) –> talvez seja, ou não estivesse aqui a falar de coisas e pessoas que nem conheçe ou reconheçe!!!”

Ao dizer-me “ignorante” por não conhecer algumas figuras históricas portuguesas, eu estava sendo…cordial.  Sabe, a esmagadora maioria dos brasileiros não precisa realmente conhecê-las, assim como você também não precisa saber quem foi Negrão de Lima ou João Pessoa.  Acho que você se surpreenderia com o grau de bem-estar que certas pessoas podem alcançar na vida a despeito de serem relativa ou até completamente ignorantes sobre detalhes da história portuguesa.

“6_ “(e aliás fala português do Brasil). Não sei se atribuo isto a uma brasilofobia…” –> no mínimo podemos atribuir a todo este seu comentário, Portugalofobia!!!”

Pelo contrário, no post até digo que gostaria de conhecer o país, que por sinal é o de meus ancestrais.

“7_ “o programa encerrou-se com o músico Pedro Abrunhosa (acho que é famoso, não? Acho que já ouvi este nome…)” –> continuo a ter pena da sua imensa falta de cultura, pq para quem supostamente é tão viajado e tão conhecedor e crítico das culturas dos outros países, pelo menos a nível musical, que é uma linguagem universal, vc surpreende pela falta de conhecimento. PS: Concordo com o comentário abaixo, de que o Pedro é um excelente músico e Optimo compositor. Deveria tentar conhecer, se tiver tempo depois de aplicar tanta energia a criticar (destrutivamente) os outros!!!”

Não sei de onde você tirou a idéia de que eu sou “tão viajado”, e muito menos que eu me reputo um “crítico da cultura a nível musical de outros países”.  Reiteradas vezes já disse aqui que sou um analfabeto musical.  Acredito piamente que Pedro Abrunhosa seja excelente músico, mas, realmente, acho que aqui aplica-se o mesmo raciocínio do ponto 5 acima.

“8_ “mas me lembrei de um grupo de turistas portugueses barbaramente assassinados no Ceará há alguns anos e fiquei com uma certa vergonha, até que me lembrei também que o crime foi planejado por um patrício que morava na cidade, o que diminuiu minha má consciência.” –>têm toda a razão, “há alguns anos atrás”, e não todos os dias, como se pode ver barbaramente e em directo, em muitos dos vossos canais de televisão!!!
ah, e sem querer ofender: o facto de o assasino não ter sido brasileiro, já o deixa de consciência mais limpa? afinal que consciência é essa de que estamos a falar, que não põe em questão o crime mas sim a nacionalidade do assassino, tornando assim sua consciência mais limpa??? Reveja seus valores morais!!!”

Sabe, considero realmente o Brasil um país violento.  Devido à sua pobreza e péssima distribuição de renda, em primeiro lugar.   Também considero que o seu país teve papel muito importante ao nos deixar de herança um ponto de partida bastante complicado.   E, sem querer ofender, o fato do assassino ter sido patrício seu realmente me deixou com menos má consciência _ mas só porque eu teria ficado, é claro, extremamente chateado se o assassino fosse um brasileiro.

“E para terminar, mas não menos importante:

Alargue seu horizonte visual, cultural, social, mas acima de tudo respeite as diferenças, que na maioria das vezes, são muito mais interessantes de analisar para perceber, do que criticar sem perceber.
As criticas só são boas quando construtivas, Construa!!!”

Não sei realmente se o que fiz foram críticas, mas com certeza não foram destrutivas.  Por outro lado também não comungo de sua opinião sobre o que é uma “boa” crítica; acho que sempre podemos aprender com qualquer crítica, e, além disso, seu caráter “construtivo” ou “destrutivo” também depende, em boa medida, da boa vontade do criticado.

“PS 1_ Afinal… o que é que vc veio mesmo fazer a Portugal, para ter ficado enfiado no quarto do hotel vendo o tal programa, que não conseguiu ver até ao fim???? com tantas coisas fantásticas para se conhecer??!!!

Um dia se realmente quiser conhecer um país bonito, tal como o seu, mas com pessoas imperfeitas mas reais, que valem pelo que valem, e que até merecem ser premiadas em canais de televisão, não deixe de pedir ajuda a essas ou outras pessoas. Certamente algum de nós, Portugueses, terá o maior prazer e recebe-lo e ajudá-lo!!!
Nenhum País, Cidade, Terra ou Pessoa é perfeita, mas todos têm os seus encantos. Basta procurá-los, querer conhece-los, antes de criticá-los destrutivamente!!!”

Aqui talvez seja o único ponto onde seu comentário foi pertinente, mas não pelo motivo que imaginas, e sim porque realmente o post explica mal o que aconteceu: eu apenas passei pelo aeroporto de Lisboa, em trânsito para outro país.  E foi neste outro país em que assisti o programa português na RTP.    Eis porque no final do post disse que gostaria de conhecer Portugal, é claro.

“PS 2_ Se estava tão incomodado, podia ter passado o canal, bastava usar o comando!!!;) tão simples e tão eficaz!!!”

Eu não estava absolutamente incomodado.  Eu apenas deitei um olhar antropológico sobre a TV portuguesa.   Fique certa de que minha opinião sobre a TV brasileira é ainda pior.

***

Ou seja, Acordo Ortográfico é pinto.

testeguardian

Aqui.

Paulo do FYI: endossa o pensamento do Partido das Idéiasdas breves alucinações:

I wonder

What do Democrats think when they read something like this:

From NBC’s Domenico Montanaro (Statements compiled by NBC’s Mike Viqueira, Kelly O’Donnell and Ken Strickland)

Reactions to President Obama’s Iraq withdrawal plan have been mostly universally praised by Republicans, but approached cautiously by some Democrats.”

So who is the crazy party here? The press? Republicans and Democrats? Or Obama himself?

Primeiro: é preciso avaliar isso em relação à alternativa.  A alternativa era um candidato republicano à presidência dos EUA que tencionava ficar no Iraque por mais 100 anos.  Ou não.

Segundo: Sai Karl Rove, entre Newt Gingich.  Sua estratégia?

In other words, Gingrich wasn’t suggesting to Cantor and the others that they should simply pretend to like Obama well enough. He was telling them that if Obama was going to move far enough in their direction, their best play – and maybe their only play – was actually to team up with him on legislation if they could.

“I already told the House and Senate Republicans, if Obama decides to govern from the center, you have to work with him,” Gingrich told me. “He’s the president of the United States. If the president of the United States walks in with a rational, moderate proposal which has his left wing up in arms and you don’t help him, you look like you’re a nihilistic party of reactionary opposition.” He pointed to the model of Lyndon Johnson and Sam Rayburn, the Democratic tandem in the Senate and House who worked amiably with Dwight Eisenhower and, in so doing, split the Republican Party for years to come.

“I don’t actually build oppositions,” Gingrich told me, as if this business of salvaging a lost party were something he undertook every couple of months. “I build the next governing majority. I have no interest in being an opposition party.”

Em nome da governabilidade?  Claro que não:

THIS WAS THE FIRST TIME I had heard any Republican leader describe this tactical approach, and it struck me as surprising. Like most everyone else, I had assumed that Republicans were confronting a single, difficult question: How do you contrast yourself favorably with a wildly popular new president at a time of great urgency when you yourself are about as popular as acne? (In a poll conducted by the firm Research 2000 last month, Boehner’s approval rating hit a new low of 18 percent.) But Cantor was suggesting that Republicans might not need to contrast themselves with Obama at all – that, in fact, by appearing to share Obama’s basically moderate impulse toward policy, they could instead contrast themselves with Nancy Pelosi and Harry Reid, with an eye toward picking up some seats in 2010. In the weeks after my meeting with Cantor, Congressional Democrats began to discern the outlines of this strategy as well, complaining that Republicans were trying to drive a wedge between them and Obama by appearing to embrace the president while criticizing the ideological rigidity of his party.” [grifo meu]

Portanto, o tom do Partido Republicano, da blogoseira wingnut e da imprensa nos próximos meses será justamente esse: vejam, os republicanos concordam com Obama, mas os democratas não.  Logo, Obama é um presidente republicano.  Objetivo real: usar a popularidade de Obama contra o Partido Democrata e reduzir ou eliminar sua maioria congressual nas próximas eleições, preparando o terreno para as eleições presidenciais de 2012.

Essa estratégia não parece estar fazendo sucesso entre  os foot soldiers, porém _ e nem precisamos apelar para o segmento borderline do conservadorismo.  Sintetizemos essa reação na conclusão deste artigo de Clive Crook no Financial Times, intitulado, com algum sarcasmo, “Was that liberal enough to you?“:

“(…) unless and until he [Obama] adjusts the message of this budget, Obama’s claim to be centrist and pragmatic looks false. On the stimulus, he successfully characterised the Republicans as unconstructive doctrinaire rejectionists and himself as the pragmatic bipartisan leader. It wouldn’t have taken much in this budget to build on that success: on taxes, confining himself to reversing the Bush tax cuts, as he promised in the campaign, might have been enough. The surprise of the extra $30 billion a year in capped deductions was enough to make “redistribution” the big story. Time will tell if that was a mistake.

Esse faz de conta de que Obama é um criptorepublicano não pode mais ser mantido depois do orçamento, sorry.

Deu no Slashdot:

“In a development which could reveal the links between modern humans and their prehistoric cousins, scientists said they have mapped a first draft of the Neanderthal genome. Researchers used DNA fragments extracted from three Croatian fossils to map out more than 60 percent of the entire Neanderthal genome by sequencing three billion bases of DNA.”

Vai ter muito anaeróbico com medo de fazer exame de sangue…

Se metade for verdade já dá pra ficar preocupado.

Unnatural Selection: Evolving, Improving, Implacable Robots

It’s official: robotics scientists are now just daring the things to kill us. An Aberdeen University have built a robot programmed to fulfill one objective no matter what, to evolve in order to do so, and to make use of extra materials when they’re available. We’re assuming the only reason they didn’t call it “Terminator” is because they don’t have enough to kill all the MGM lawyers. Yet.

You know how it took organics, hereafter referred to as “puny fleshlings”, millions of years to learn to walk on two legs? The Incremental Evolutionary Algorithm (IEA) equipped robot learned in less than a day. When the research team added knees to the legs it re-learned, making use of what it had already learned about hips.

The robot uses a neural network to iterate solutions to problems. The evolutionary aspect is how it can just “decide” to add more neurons whenever the situation changes. The addition of new joints, limbs or even senses just creates a bigger, smarter and more-able-to-see-you robot. It can also lock itself into a specific configuration when it decides things are as good as they’re going to get and unlock again as needed.

The system does have a weakness: if it tries to learn too fast, learning new behaviours with its whole brain instead of the newly created sections, it demands too much computing power and grinds to a halt. And that means we’re safe forever, because it’s not like computers ever increase in power.

Team leader Christopher MacLeod is now working on a system where the robot can not only adapt to new bodies, but learn to instruct its human slaves, sorry, “creators” in how many limbs and other components it feels it needs. We can only hope they know to say “no” when this list includes a Remington 1100 Autoloader, an Uzi 9 millimeter, and a phased plasma pulse laser in the forty watt range.”

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Você quer tc comigo?

Do site da BBC:

Number of alien worlds quantified

Intelligent civilisations are out there and there could be thousands of them, according to an Edinburgh scientist.
The discovery of more than 330 planets outside our solar system in recent years has helped refine the number of life forms that are likely to exist.
The current research estimates that there are at least 361 intelligent civilisations in our Galaxy and possibly as many as 38,000.
The work is reported in the International Journal of Astrobiology
.”

Um outro artigo da BBC fala de um trabalho que joga um balde de água fria na possibilidade de fazermos um chat com outra raça inteligente, porém:

“”We now believe that we evolved late in the Earth’s habitable period, and this suggests that our evolution is rather unlikely. In fact, the timing of events is consistent with it being very rare indeed,” he says.

“This has implications for our understanding of the likelihood of complex life and intelligence arising on any given planet.”

‘Billion years left’

Models of future global temperature suggest that, due to the increasing solar luminosity, the future life span of Earth will be “only” about another billion years – a short time compared to the four billion years since life first appeared on the planet.

Previous models are founded on the rationale that intelligent life on Earth emerged from a sequence of unlikely “critical steps”.

Prof Watson identifies four – the emergence of single-celled bacteria; complex cells; specialised cells allowing complex life forms; intelligent life with an established language.

He estimates that the probability of each of these “critical steps” occurring in relation to the lifespan of Earth is no more than 10%.

***

Diante disso, é hora de quizz.

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(clique para ampliar)

Deu no Estadão:

Grife italiana mostra modelos sendo agredidas por PMs cariocas
Secretário Turismo repudiou a propaganda e informou que enviará um pedido de retirada da propaganda

RIO – Uma campanha publicitária da Relish, uma rede de roupas femininas da Itália, revoltou as autoridades municipais e estaduais do Rio. Espalhadas em outdoors pelas cidades de Milão, Bolonha e Nápoles, as imagens mostram modelos aparentemente estrangeiras sendo abordadas e revistadas de forma abusiva e agressiva por policiais militares fardados. Em uma das fotos, na Praia de Ipanema, um PM com a farda do 22º Batalhão de Polícia Militar (BPM) do complexo da Maré (zona norte) coloca a mão por baixo da saia da modelo.

Em nota, o secretário Turismo e presidente da Riotur, Antonio Pedro Figueira de Mello, repudiou a propaganda e informou que enviará à embaixada italiana um pedido de retirada imediata da propaganda das ruas. “Esse tipo de publicidade desrespeita não só a corporacão da Polícia Militar como compromete a imagem do Rio de Janeiro e a dos próprios cariocas. É lamentável que fatos desrespeitosos e preconceituosos como esses ainda ocorram em pleno século XXI”, afirma o secretário na nota. Apesar da semelhança, a PM informou que a farda não é oficial, mas garantiu que investigará o caso.

As fotos também ilustram o site da Relish. Apesar de na vida real o patrulhamento da orla de Ipanema ficar a cargo do 23º BPM do Leblon, na propaganda da loja PMs do 22º BPM abordam e prendem as duas italianas após o carro em que elas viajam enguiçar na orla. Em uma das fotos, um PM imobiliza a mulher no chão enquanto ao fundo outro policial segura a outra pelo pescoço.

“A campanha é de mau gosto sob vários aspectos. É machista e reforça a associação perversa entre sexo e violência. Mas não é nem a primeira nem a última campanha publicitária a se valer desses elementos.”, afirmou a socióloga da Fundação Getúlio Varas, Bianca Freire-Medeiros, autora do livro “O Rio de Janeiro que Hollywood inventou”. No entanto, ela ressalta que a imagem do Rio que circula no mercado turístico global combina elementos sintetizados na propaganda italiana.

“Somos um paraíso tropical, mas também somos o lugar do risco e da violência. Gostemos ou não, precisamos admitir nosso quinhão de responsabilidade na produção e circulação dessa imagem de um Rio corrupto e violento”.

***

Se quiserem checar, o site é este aqui.  Lá também tem um filminho com o “making off“. Até onde vi, não há no site nenhum comentário sobre a campanha publicitária em si, mas no site Trends Updates achei a seguinte frase, que não sei se é do autor da notícia ou se provém da própria empresa:

The posters are meant to convey a sense of irresistibility for others if the user wore clothes launched by Relish.

Já vi justificativas melhores.

***

Acho que é natural (ainda que estúpido) que algumas empresas italianas se sintam tentadas a explorar o sentimento antibrasileiro que deve estar aflorando na Itália devido ao caso Battisti.   De toda forma, acho que os brasileiros que estão morando na Itália devem começar a se cuidar, já que a crise, por si só, já começou a gerar efeitos xenófobos na Europa.

***

Quem quiser protestar, fique à vontade:  customer@relish.it

Mostra a agenda do seminário Brasil, ameaças à sua soberania“, disponível em um folheto em PDF no site do Clube Militar:

Porém, eis o que nos diz o boletim ostensivo número 16, do dia 18-04-2008, no site do Exército Brasileiro:

PORTARIA Nº 195, DE 9 DE ABRIL DE 2008.
Designação para participação em viagem de serviço
O COMANDANTE DO EXÉRCITO, no uso da atribuição que lhe confere o inciso VII do
art. 1º do Decreto nº 2.790, de 29 de setembro de 1998, combinado com o art. 19 da Lei Complementar nº
97, de 9 de junho de 1999, resolve
DESIGNAR
o Gen Ex AUGUSTO HELENO RIBEIRO PEREIRA e o Cel Cav ELMAR DE AZEVEDO BURITY,
ambos do Cmdo CMA, para participar de viagem de serviço, a realizar-se nas cidades de Caracas,
República da Venezuela, Paramaribo, República do Suriname, e Georgetown, República Cooperativa da
Guiana, no período de 13 a 16 de abril de 2008, incluindo o deslocamento.
Para fim de aplicação da Lei nº 5.809, de 10 de outubro de 1972, regulamentada pelo
Decreto nº 71.733, de 18 de janeiro de 1973, a missão está enquadrada como eventual, militar, sem
mudança de sede, sem dependentes e será realizada com ônus para o Exército Brasileiro, total no tocante a diárias no exterior e sem qualquer ônus com referência ao deslocamento.

O site do Ministério da Defesa do Brasil mostra que o Ministro Nelson Jobim esteve no dia 14 em Caracas, na Venezuela, apresentando formalmente a Hugo Chaves o plano do Conselho Sul-Americano de Defesa. Quem o acompanhava?

O ministro viajou à Venezuela acompanhado do comandante do Exército, Enzo Martins Peri, do Comandante Militar da Amazônia, General-de-Divisão Augusto Heleno Ribeiro Pereira e do chefe da Secretaria de Política, Estratégia e Assuntos Internacionais do Ministério da Defesa (SPEAI), Tenente-Brigadeiro-do-Ar Gilberto Antonio Saboya Burnier. Além destes, também participou da reunião o embaixador do Brasil na Venezuela, Antônio José Ferreira Simões.

Lembrar que a Venezuela é um dos dois países que fazem fronteira com a reserva Raposa do Sol.

Finalmente, essa é a agenda de Nelson Jobim no fatídico dia 16 de abril:

quarta-feira, 16 de abril de 2008

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, passa o dia em Brasília. Participará de almoço oferecido pelo presidente Lula à presidente da Índia, Pratiba Patil, no Itamaraty. Segue a agenda:

13h30 – Almoço oferecido pelo Presidente da República em homenagem a Presidente da Índia, Pratiba Patil.
16h – Receberá, em seu gabinete, o embaixador do Chile no Brasil, Álvaro Diaz.

16h30 – Reunião com Presidente da República, no Palácio do Planalto.

E ontem, segundo o site do governo da Guiana, Jobim já estava lá vendendo o Conselho Sul-Americano de Defesa ao presidente Guianense. Lembrar que a Guiana é o país com a maior fronteira junto à reserva Raposa do Sol.

Göbekli Tepe.

Pouca gente já ouviu falar desse lugar, mas trata-se, nada mais nada menos, do que de uma das mais relevantes descobertas arqueológicas dos últimos anos (décadas? séculos?).

À primeira vista, o conjunto arqueológico parece apenas mais um agregado de menires, formando um círculo. A princípio, algo definitivamente menos impressionante do que Stonehenge, por exemplo.

O único problema é que Göbekli Tepe é mais antiga do que Stonehenge. Bem mais antiga. Na verdade, antecede Stonehenge em 6.000 ou 7.000 anos. A beleza da coisa é que, em sendo assim, Göbekli Tepe foi construída antes do início da agricultura.

Não se conhecem, porém, construções monumentais de antes do início da agricultura. Imaginava-se até bem pouco tempo que apenas a domesticação de espécies vegetais e animais poderia sustentar a quantidade de pessoas necessárias para a construção de grandes obras de engenharia monumental. Göbekli Tepe prova que isso não é bem verdade.

***

A existência de Göbekli Tepe, porém, não é algo que chegaria a surpreender o antropólogo norte-americano Marshall Sahlins. Afinal, foi ele que em 1996 propôs a idéia de que as sociedades de caçadores-coletores seriam, de fato, a “original affluent society“, a sociedade da afluência original. Para resumir, a tese é a de que, longe de estarem sempre a um passo da morte por inanição, as sociedades de caçadores coletores eram sociedades com muito tempo livre dado que suas necessidades de reprodução eram facilmente atendidas.

Em seu livro “Maps of Time“, o historiador David Christian se estende um pouco sobre esse assunto, com base em outros estudos:

Qual era a qualidade de vida das pessoas no Paleolítico? Um morador de uma cidade moderna que fosse transportado para o Paleolítico não acharia a vida fácil, mas o pressuposto popular – o de que a vida de sociedades de caçadores-coletores era intrinsecamente difícil é exagerado. É provavelmente igualmente verdade que um cidadão do Paleolítico Siberiano subitamente transportado para o século XXI iria encontrar dificuldades em viver hoje, ainda que de diferentes formas. Num ensaio deliberadamente provocativo publicado em 1972, o antropólogo Marshall Sahlins descreve o mundo da Idade da Pedra como “a sociedade da afluência original”. Ele argumenta que uma sociedade afluente é “aquela em que todas as necessidades materiais da população sejam facilmente satisfeitas”, e ele sugere que por certos padrões, as sociedades da Idade da Pedra cumpriram este critério melhor do o fazem as modernas sociedades industrializadas. Ele ressalta que a riqueza pode ser alcançada seja pela produção de mais mercadorias para satisfazer mais desejos ou pela limitação dos desejos àquilo que está disponível (a “estrada Zen para a afluência”). Usando dados antropológicos recentes para ganhar algum conhecimento sobre a experiência de vida nas sociedades Paleolíticas, ele admite que os níveis de consumo material, sem dúvida, foram baixos entre os povos da Idade da Pedra. Na verdade, o nomadismo, pela sua própria natureza, desincentiva a acumulação de bens materiais, pois a necessidade de transportar o que se possui impõe limites a qualquer desejo de acumular bens materiais. Estudos sugerem que sociedades nômades modernas podem também deliberadamente controlar o crescimento da população utilizando diferentes métodos, incluindo um prolongado período de amamentação das crianças (o que inibe a ovulação), e também técnicas mais brutais, tais como o abandono de crianças em excesso ou de membros mais velhos já não capazes de se mover com o resto da comunidade. De qualquer maneira, Sahlins argumenta que os níveis normais de consumo nessas comunidades era mais que adequado para suprir as necessidades básicas.” (tradução Hermenauta)

Descobertas recentes, analisando os restos mortais de humanos procedentes das antigas comunidades agrícolas vis a vis os de grupos caçadores-coletores, mostra que estes últimos tendiam a ser maiores, mais fortes e mais saudáveis. De fato, o tempo médio diário de “trabalho”, definido como o tempo dedicado a atividades necessárias para a sobrevivência, subiram de cerca de 6 horas nas sociedades caçadoras-coletoras paleolíticas para 7,5 horas no início da agricultura e cerca de 9 horas nas atuais sociedades industrializadas.

Levando em conta, adicionalmente, o fato de que nosso atual padrão de consumo provavelmente não é sustentável, acho que continua sendo uma boa idéia nos perguntarmos sobre o quão realmente nossa sociedade ocidental industrializada é realmente “superior” às demais.

A propósito da idéia exposta no último parágrafo, reproduzo, abaixo, texto do Paul Krugman no New York Times traduzido pela Folha de São Paulo de hoje.

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Deu no Correio Braziliense:

Dinheiro para saúde indígena pagou jantares e viagens da UnB

10/04/2008
08h51
Sopa-creme de abóbora e queijo brie ou quiche de queijo de cabra, abobrinha e amêndoas na entrada. Salmão grelhado ao molho normanda, tirinhas de filé mignon ao molho de manga e tomates como opções de pratos quentes. Frutas frescas, tortinha morna de maçã e passas na sobremesa. Esse é o cardápio de um dos almoços oferecidos pelo reitor da Universidade de Brasília (UnB), Timothy Mulholland, com dinheiro que deveria ser usado em benefício dos índios. O evento, para 39 convidados do reitor, custou R$ 5.172,80. E foi pago com recursos da Fundação Nacional de Saúde (Funasa).

O almoço ocorreu em 16 de julho do ano passado, no restaurante Alice Brasserie, na QI 17 do Lago Sul. A pedido da Reitoria da UnB, o restaurante, um dos mais badalados (e caros) de Brasília, foi fechado naquele dia para Timothy e os convidados dele. (…)

Na lista de convidados do reitor, à qual o Correio teve acesso, há 18 funcionários da UnB. Os outros 21 são integrantes da Embaixada da Espanha no Brasil, do governo espanhol e do Instituto Cervantes. O almoço marcou a assinatura do acordo de intenções entre a UnB e o Instituto Cervantes, organismo público sem fins lucrativos da Espanha. Participou do encontro, como maior autoridade, o ministro de Cultura espanhol, César Antonio Molina. Acompanhado do secretário-geral do Instituto Cervantes, Joaquín de la Infiesta, Molina recebeu uma homenagem do reitor da UnB, que entregou a ele um documento de reconhecimento que a universidade reserva a personalidades internacionais.

Na época da visita dos espanhóis, o site da UnB destacou o encontro em diversas reportagens feitas pela equipe da Secretaria de Comunicação (Secom) da universidade. Mas em nenhuma das matérias informou que o convênio foi assinado em almoço oferecido pelo reitor e pago com recursos da Funsaúde. Muito menos o preço da recepção. Três jornalistas da Secom, nenhum concursado, estavam na lista de convidados oficiais de Timothy.

(…)

Contradição
Para os promotores que investigam os contratos das fundações de apoio ligadas à UnB, almoços e jantares oferecidos pelo reitor com dinheiro da Funasa são ilegais. “É por causa de gastos como esses que o atendimento aos índios fica prejudicado. Está mais do que caracterizado o desvio de dinheiro público”, afirma o promotor Ricardo de Souza, da Promotoria de Fundações e de Entidades de Interesse Social, do MPDF.

Souza considera uma contradição a reserva de espaços para eventos da reitoria. “O Timothy sempre alegou que o apartamento funcional (que ele ocupava) foi decorado de forma luxuosa para receber autoridades”, destaca. Cerca de R$ 470 mil foram usados na decoração do apartamento da UnB, na 310 Norte, ocupado pelo reitor até o começo deste ano, quando os gastos vieram à tona e o MPDF tornou pública a investigação sobre os recursos da Finatec.

***

Declaração de Rosane Mulholland, jovem atriz e filha do Reitor:

Olha, eu conheço meu pai desde que nasci. Ele trabalha na UnB há mais de 30 anos e foi muito dedicado à faculdade. E, obviamente, acho que ele não merece o que está passando.

Infanticídio começa em casa.

Sem tipos chineses, sem Gutemberg.

Sem Gutemberg, sem Bíblias em massa.

Sem Bíblias em massa, sem protestantismo.

Sem protestantismo, sem capitalismo (bom, foi o que disse Max Weber, vão se queixar lá com ele).

Ou seja:

Europa – China = Feudalismo Papista

Primeiro, um monte de gente começou a dizer que Reinaldo Azevedo tinha comentaristas inventados.  Eu nunca botei fé nisso.  Ele deve ter muitos apoiadores mesmo _ alguém já disse que nunca ninguém perdeu nada em apostar na burrice humana.

Agora, Tio Rei começa a dizer que, pelo contrário, os comentaristas no Nassif é que são inventados:

Os leitores de mentira do “jornalista 1º de Abril

Muito interessante!

A máxima leninista sempre foi esta:

“Acuse-os daquilo que fazemos”.

Ele estava ocupado hoje à tarde, puxando o saco do governo. E ganhando uns trocos. Quando está na ativa, os comentaristas de seu, por assim dizer, blog aparecem. Quando não está, vejam lá (se tiverem estômago), eles somem.

E não é que os comentários estejam represados, aguardando liberação. Em post da tarde, com menos de uma dezena de intervenções, já há coisa publicada depois das 18 horas. Vale dizer: SEUS LEITORES SÃO PEÇA DE FICÇÃO, COMO TUDO O QUE PRODUZ.

Daqui a pouco, ele volta pro cafofo, e aí dezenas de “leitores-ele-mesmo” dizem o quão maravilhosamente inteligente e destemido ele é.

Ah, sim, os leitores todos têm nome, claro, claro. E a corja reclama dos “anônimos” deste blog, que é um recurso do Blogger. Digam-me cá: PARA QUEM INVENTA COMENTÁRIOS, O QUE CUSTA INVENTAR UMA IDENTIDADE FALSA?

Sim, tenho divergências com Ricardo Noblat, por exemplo, e não são pequenas. Mas ele tem leitores. Eu tenho leitores. O bobo da corte não tem.

***

Preocupado com essa onda de falsidade ideológica nas caixas de comentários, rogo aos meus 4,5 leitores que, se algum deles for imaginário, que se apresente, e já!    🙂

O Paulo do FYI especula selvagemente sobre a redução da criminalidade nos EUA:

Capitalism fighting crime

Basically, we are experiencing a huge decline in burglaries on United States in the last 30 years. Since 1980 burglary rates are down by almost half.

(…)

Now of course, no one is 100% sure why this is happening. Some say things like neighborhood watches and new house security systems are making the difference. I tend to believe in another explanation: prosperity. Manufactured items are so cheaper and accessible that now it is really not worth it to break and enter a home to rob a TV, DVD or whatever.

That just shows how this whole debate on poverty and inequality is bogus. Wealth and quality of life have been increasing tremendously in many ways that are hard to measure. A poor person today has a much more comfortable life than a poor person in the 70s, and there is no easy way to measure that.

Thieves know better.

Ao ler isso, imediatamente pensei: “ué, mas se a prosperidade diminui a criminalidade, então a pobreza a aumenta, não?”.  O leitor do FYI chamado Leonardo, porém, havia sido mais rápido, e já havia comentado:

Dizer que a prosperidade diminui o crime não é entrar na mesma lógica dos que dizem que a pobreza leva ao crime?

Na minha humilde opinião, a redução da criminalidade passa por leis penais fortes, polícia evitando que o crime aconteça, polícia combatendo o crime que já aconteceu, Judiciário competente e rápido, pena cumprida integralmente em presídios de segurança máxima, vagas em número suficiente nos presídios, etc. Não há um item destes sequer que funcione no Brasil, talvez isso diga mais sobre a situação americana atual – e a nossa – do que a economia.

Ao que Paulo respondeu:

Logico que leis sao importantissimas. Mas acho que no caso de burglaries, a riqueza em termos de produtos influi muito. Sabe como eh, eh a historia de que as pessoas obedecem incentivos.

Então!  É isso mesmo.  Infelizmente, Paulo não consegue realmente ter ao menos uma opinião sensata, e concluiu:

Mas eu entendo o que vc quis dizer. No geral, pobreza (ainda mais relativa) nao pode ser usada como desculpa para o crime.

Ou seja, apesar de estar no caminho certo o Paulo, lembrado pelo seu leitor da inconsistência de sua tese com a ortodoxia anaeróbica, abandona sem lutar a consequência inevitável do raciocínio ali exposto _ e sem nenhuma boa razão.

Numa boa, parecem dois fiéis dizendo “Amém” um para o outro.

Rosângela Bittar no Valor de hoje, sobre a ressurreição da idéia de um terceiro mandato para o Eneadáctilo:

O centro do jogo do presidente Lula

O deputado Devanir Ribeiro (PT-SP), amigo de fé, aliado incondicional e uma espécie de porta-voz do presidente da República nas questões partidárias voltou esta segunda-feira a defender, em discurso na tribuna da Câmara, a realização de um plebiscito sobre o terceiro mandato consecutivo para Luiz Inácio Lula da Silva. Um plebiscito, por sinal, dada a popularidade imutável do presidente, de resultado previamente conhecido.

O irmão e camarada apenas vocalizou o que, no Congresso, já havia saído da hibernação e estava novamente no centro das conversas de políticos do governo e dos temores da oposição. Lula teria afastado publicamente a hipótese do terceiro mandato, meses atrás, não por convicção, mas por tática. Para não se queimar, para negociar a aprovação de assuntos do governo com a oposição, para esperar melhor momento pois julgava, à época, com a derrota da renovação do imposto do cheque, a CPMF, que não estava forte o suficiente para conduzir sua base de sustentação à aprovação de tão polêmico projeto.

O presidente voltou a acalentar a idéia de permanecer no poder, por eleições evidentemente, a partir da constatação de que sua maioria no Congresso é mesmo folgada – como teria ficado demonstrado na aprovação do Orçamento da União de 2008 e da TV Pública – e bem mobilizada não se furta a atender pedidos do governo. Estas duas votações fizeram com que o presidente voltasse a ter consciência de que é forte no Parlamento.”

Restante abaixo do fold, para os sem-Valor.

É possível que o Eneadáctilo tenha pensado assim: se o Uribe pode, porque eu não posso?

Sim, sim. O peixe morre pela boca.

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Sonhos de batata

Matéria interessante no UOL, reproduzida do Le Monde, sobre a batata andina:

(…)Aterrissei no quarto 410 porque 2008 foi declarado o Ano da Batata pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Lima, como ninguém sabe, é na verdade a capital mundial da “papa”, homenageada todos os 30 de maio, “Dia da Batata”. Esta teria nascido nas margens do lago Titicaca quando o primeiro inca, Manco Capac, mandou sua mulher, Mama Ocllo, “plantar milho nas planícies e batata nas elevações”. O apelo foi ouvido. Mais de 4 mil variedades são conservadas hoje no Peru no maior banco mundial dedicado ao famoso tubérculo, no Centro Internacional de la Papa (CIP) -uma primeira etapa obrigatória na rota da batata.

(…)A batata andina não falta, e sua foto de família é impressionante. Todas as cores, todas as formas, todos os tamanhos. E no interior é pior! Borboleta radiosa (illa pilpintu), pata de puma (puma chaqui), paixão da meia-noite (munya tuta), flor da manhã (paq’ariy t’ika), coração alegre (kusi sonq’o) -elas têm nomes tão provocantes quanto suas cores, e revelam ao microscópio carnes com veias púrpura ou sangue, às vezes bordadas com um fio amarelo. Esses tubérculos são dotados de uma excelente visão, a julgar pelo número de “olhos” em sua pele atormentada. Um pesadelo para os descascadores!Não é, infelizmente, o único defeito. Farinhosa, de gosto quase uniforme, com notáveis exceções mais açucaradas, a batata andina não cozinha bem na água, só suporta a fritura em “chips” e não se permite saltear. Inteira, na casca, ao vapor, essa é sua maneira favorita de cozimento. Jacques Benoît, diretor da escola do Cordon Bleu de Lima, selecionou 52 variedades interessantes para a cozinha de mais de 2.000 propostas. Depois de diversos ensaios, ele continua em dúvida sobre as chances da batata andina no mercado interno ou para exportação.

Cultivada e consumida há séculos pelos quíchuas e os aimaras, é um alimento de pobres, mal adaptado aos moradores do litoral, que preferem o arroz e as massas. Para gostar dela, é preciso viver no Altiplano e não ter outra coisa para comer.

Confesso que foi um banho de água fria. Nunca fui ao Peru, mas já havia visto outras matérias de jornal e televisão sobre a enorme diversidade da batata andina e, como grande apreciador da culinária batatal que sou, sonhava com as delícias que estariam escondidas entre as estranhas batatas dos Andes…mais um sonho que acaba.

Reproduzo na íntegra abaixo do fold para os sem-UOL.

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A Bahia quer saber o que é que a Condolêza tem! 

Aparentemente a Secretária de Estado norte-americana sentiu-se bem à vontade no Pelourinho, mesmo sendo xuxada por locais.  Afinal, de abadá ela entende!

E no blog do Ordem Unida Livre, Pedro Sette Câmara destrói a idéia de direito autoral:

Ainda existe, como no caso do livro escrito por Polzonoff, o problema da citação de poemas. Além de não ter gostado do que leu, o responsável pela obra de Bandeira reclamou de três poemas citados sem permissão. Ainda que eu saiba que a legislação brasileira (e até a americana) estabelece que é preciso pedir permissão, não posso deixar de perguntar: como alguém fica mais pobre por ver um poema de seu antepassado reproduzido sem permissão legal? O poema não é perdido. O poema não é como um bolo que, se for comido, deixa de existir. Ele pode ser reproduzido indefinidamente. E, se o objetivo declarado é “não deixar a obra morrer”, é melhor que falem dela de algum jeito do que não falarem de jeito nenhum porque aquele algum jeito não agrada o detentor dos direitos.

Sadly, No!:

Art. 33. Ninguém pode reproduzir obra que não pertença ao domínio público, a pretexto de anotá-la, comentá-la ou melhorá-la, sem permissão do autor.

Parágrafo único. Os comentários ou anotações poderão ser publicados separadamente.”

(Lei no 9.610, de 19 de fevereiro de 1998, que “Altera, atualiza e consolida a legislação sobre direitos autorais e dá outras providências“. )

E eu que pensava que copyleft era coisa de esquerdista…vamos ver se Pedro continuará acalentando estas idéias quando for tão famoso quanto Manuel Bandeira.

***

Agora, o texto citado por Sette Câmara, onde o Polzonoff escreve em represália ao comportamento dos herdeiros de Manuel Bandeira…bem, o cara confessa que escreveu a biografia do Bandeira porque ganhou uma bolsa:

Sei que muita gente vai rir, mas a verdade é que não escrevi o livro pensando no PNLD, até porque não sabia como funcionavam estas coisas quando me sentei para escrevê-lo. Na época, ganhei uma bolsa de pesquisa (que me permitiu comprar um computador – que tal?) e um prazo apertado. E só. Ingênuo ou burro – chame como quiser – escrevi o livro para me ocupar. Eu estava prestes a me mudar para os Estados Unidos e a oportunidade de escrever o perfil apareceu como que para aplacar uma natural ansiedade.

E depois, sobre o objeto do livro, diz o seguinte:

É por isso que a obsessão destas pessoas me soa tão ridícula. Não é por nada, mas eu acho que isso dá até câncer. Será que estas pessoas realmente acham que eu sou um destes pobre-diabos que vai ficar brigando por causa de um livro sobre um poeta que ninguém, a não ser aqueles que vivem na realidade irreal dos meios literários, conhece?

OK, acho que é possível simpatizar com a posição do Polzonoff de várias maneiras.  E também confesso que é meio difícil saber ao certo o quão justa é a acusação dos herdeiros sem ter lido o livro, é claro.  Eu sei por razões pessoais _ namorei uma moça que era neta (ilegítima) de Manuel Bandeira _ que o sujeito não era nenhum santo (ninguém é, certo?).  Mas a estratégia de Polzonoff de vingar-se dos herdeiros cuspindo no prato em que comeu pode voltar-se contra ele _ afinal, como se interessar por um autor que confessa ser um “escritor de aluguel” capaz de escrever sobre os temas mais insignificantes?

No FYI:

So I would say that it would be very easy to annex Cuba. All that Raulzito has to do is to allow people to escape the prison island. I bet the US would have no problems leaving that piece of rock for the old commies as long as they don’t point nuclear missiles to Florida.

Interessante essa idéia do Paulo de anexar os cubanos, não Cuba. É uma bela idéia, mas infelizmente talvez não funcione. Pelo menos não deu muito certo da última vez. Por outro lado, essa mudança de política dificultaria um pouco os planos do Pentágono, pois tornaria cada vez mais difícil explicar ao contribuinte norte-americano o motivo pelo qual eles têm que pagar pela anexação de pedaços de rocha cada vez mais longe do país, havendo tantos outros disponíveis bem mais perto.

Entretanto, em prol do avanço da Ciência, não podemos deixar de notar que o post do Paulo nos oferece a mais contundente evidência de que o Campo de Distorção da Realidade republicano é capaz não apenas de distorcer as idéias ou o espaço, mas também o tempo, já que faz mais de 40 anos que um míssil nuclear estacionado em Cuba apontou para os EUA. Acho também ocioso ter que observar que durante esses mesmos pouco mais de 40 anos a China continuou a apontar mísseis para os EUA e não está propriamente submetida a um embargo comercial. Finalmente, também é verdade que nesses 40 e poucos anos os EUA estiveram apontando mísseis nucleares para todo o resto do mundo, e continuam a fazê-lo.

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Não sei se rio ou se choro.

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