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Recebi este e-mail em um endereço eletrônico que mantenho no Yahoo.  Provavelmente era dirigido a outra pessoa, provavelmente dominicana, mas isso não retira em nada a graça da história:

Se encuentran Leonel, Bush y Vicente Fox en el Infierno.

Bush se entera de que habia un telefono en el Infierno le pidio al Diablo que le permitiera hacer una llamada a los EE.UU.

Para saber como habia quedado el pais despues de su partida. El Diablo le concedio la llamada y Bush hablo por 2 minutos.

Al colgar el Diablo Le dijo que la llamada era de 20,000 dolares y como buen Norteamericano, Bush pago con su tarjeta de credito.

Al enterarse de esto, Fox quiso hacer lo mismo y llamo a Mexico por 5 minutos. Al terminar, el Diablo le paso una cuenta por 200,000 Pesos mexicanos.

Entonces Fox pago con un cheque por esa cantidad.

Leonel, como no es NINGUN PENDEJO, y buen estadista, tambien sintio muchas ganas de llamar a Santo Domingo para ver como habia dejado el pais y hablo durante 3 horas y pico.

Cuando colgo el Diablo le dijo que eran 3 pesos dominicanos.

Leonel se quedo atonito, pues habia visto el costo de las llamadas De los otros dos y pregunto por que era tan barato llamar a Santo Domingo y el diablo le respondio “De infierno a infierno la llamada es local”

***

Que maldade, né?

Agora, o gozado é que a mesma piada, em português, já abunda na blogoseira pátria, evidentemente com alguns personagens trocados.   E pelo visto a coisa já correu mundo.

Alguém tem idéia de onde se originou a história?  Achei posts brasileiros de 2006.

never-going-to-die

Apresento-lhes a arte final da capa da bolacha “Never going to die“, do Despite Straight Lines.

Aqui.

***

Estou “memetizando” este post, e lanço o desafio das capas de disco.  Biajoni, Alto Volta, Sergio Leo, Luiz, Bereteando, apresentem-se!

***

Update:

Céus, não há mesmo nada de novo sob o sol.  Cruzes!

***

Update 2:

O Guardian publicou a lista das melhores capas enviadas por leitores.  Pena que não mandei a minha, tenho certeza que iria ganhar… 🙂  (bonus track – algumas descrições são hilárias)

Eis aqui o melhor da safra do “meme dos segredos“, entre aqueles que aceitaram o desafio:

Idelber:

Em 1971, aos 2 anos e 8 meses de idade, eu ganhei uns milhões de cruzeiros de Flávio Cavalcanti na TV, fazendo algo que algum dia conto. Deve estar nos arquivos da TV Tupi. Mais não conto e mais não me foi perguntado.”

Agora só resta saber se ele era daqueles que comia grilos ou dos que tinha pedras que se reproduziam em uma caixa.  🙂

Paulo do FYI:

Even though I mock Mr. Smartonauta for having a government job, back in 2002 I interviewed with the FCC and was really close to accepting an offer. A bad mean private company offered me more money and I ran away from my chance of tasting the sweet public servant life.

Eu sabia.

Samurai:

Aos onze anos de idade, tendo por informação apenas propaganda eleitoral, fiz uma vizinha votar em Rubem Medina. Quatro anos depois, fiz minha madrinha votar em Modesto da Silveira. Os votos que dei, pessoal e posteriormente, foram melhores. Mas nem todos.

Fazer alguém votar em Rubem Medina é muita maldade. Devia dar cadeia.

NPTO:

Uma vez eu estava indo de ônibus do Rio pra Campinas, e estava feliz da vida porque na cadeira do lado não tinha ninguém, ia dar para deitar para dormir. De repente entra uma dona no ônibus com um urso de pelúcia gigantesco, sem sacanagem, do tamanho de uma pessoa. Rosa, a porra do urso. Aí a dona coloca o urso na cadeira do meu lado. Eu digo, minha senhora, a senhora me desculpe, mas eu dei sorte de pegar esse lugar sem ninguém aqui, a senhora por favor leve seu urso para o bagageiro. E a filhadaputa me vira e diz, bom, eu comprei passagem pra ele. E era verdade, ela me mostrou a passagem. E lá fui eu, seis horas de viagem do lado de um urso gigante rosa. Uma hora eu dormi, de repente acordei, olhei pro lado, me assustei e gritei “que porra é essa, caralho!!!!!”, o que divertiu imensamente o resto do ônibus. Só não foi minha pior viagem de ônibus de todos os tempos porque outra vez eu fui do lado de um cara da Amway.”

Confessa: você deve ter pesadelos com ursos rosas até hoje…

O Sergio Leo me passou um meme.  E diz:

Quero ver isso nos blogues do Bicarato, Biajoni, do da Lucia Malla, do Rafael Galvão, do Hermenauta e da Leila.”

OK, se é isso que ele quer…segurem-se:

Jornal não tem meme

02 de fevereiro, 2009 • 10:38 PM | 1 comentário

Como que para complementar meus argumentos aí embaixo sobre blogues e jornais (voltarei em breve ao assunto, isso é uma ameaça), o Jorge me manda algo tipicamente blogosófico, algo que traduz a faceta rede de relacionamentos carcaterística dos blogs.

Um meme.

É uma espécie de corrente do bem, em que amigos ou conhecidos pela blogolândia repassam uma sugestão de post a outros amigos, que os repassam e assim por diante. Brincadeira pura. E por que não? Mas o Jorge me ameaça, diz que contará podres da minha vida caso eu não dê seguimento ao post. Minha vida é um e-book ligado, Jorge, com apenas alguns arquivos deletados para evitar o acesso.

Mas, como na Internet, nunca se sabe se o que você apagou não ficou reproduzido em algum cache cagueta, obedeço. O meme manda contar seis coisas secretas ou nem tanto sobre a própria vida.

Isso é outra característica dos blogues. Só alguns cronistas expoem tanto sua vida em jornal como os blogueiro acabam fazendo na blogopolis. Sabemos das doenças, das perdas, das mudanças de emprego dos nossos blogueiros favoritos. É mais próximo isso da aldeia globsal do McLuhan do que nenhuma publicação impressa jamais chegou.

Mas vamos ao meme:

1) Como sabem só os amigos mais próximos, comecei a carreira de jornalista escrevendo, editando, montando (com textos datilografados em Composer, colados com cola Pritt), e imprimindo em xerox o bolteim O Vegetariano, da combativa Cooperativa dos Vegetarianos da Guanabara, a mais antiga do país. (e o único lugar onde encontrei estágio quando o currículo da UFRJ exigia isso). O que a maioria não sabe é que, nessa época, também ensaiei uma colaboração para a Ele e Ela como copydesk, reescrevendo cartas dos leitores para a seção Forum, de relatos/fantasias eróticos. Reescrevi dois, publicaram e nunca mais me pediram outros. Errei nos adejtivos, acho. Fui mais bem sucedido como free-lancer do jornal da arquidiocese, O Cristo em Copacabana. Pagava bem textos curtos, trabalho fácil.

2) Tenho enorme dificuldade em reler o que escrevo. Suspeito que os leitores também.

3) Em meus primeiros anos em Brasília, costumava fazer acompanhar refeições com Keep Cooler. E adorava. Sei, não deveria estar contando isso, é vergonhoso demais.

4) Não consigo assistir peças de teatro. Fico nervoso, temso com a possibilidade de que algo imprevisto interrompa a peça e a faça terminar em vexame. Isso quando a péssima qualidade dos atores me deixa tenso, nervoso, com o vexame que se desenrola no palco.

5) Na infância, roubava bolinhas nas cartelas de jogos de futebol de botão, no supermercado. Não me pergunte para quê. Juro que se as encontrasse, devolvia.Era um delito perfeito, até hoje. Mas o remorso é algo pesado, na mente do criminoso.

6) Eu cobri o primeiro Rock in Rio para O Globo, entrevistei o Whitesnake (com meu inglês de então, não entendi 70% do que falaram), o Ozzy Osbourne e outros que já me esqueci. E não fui a um show sequer. Não tive tempo, nem paciência. Chega. O que a gente não faz pelos amigos ganhos por um blogue.

Leia o resto deste post »

Mas talvez ela saiba

O Henry do Crooked Timber me saiu com um meme curioso: você se lembra da primeira vez em que usou o Google?

Eu me lembro que usava quase que exclusivamente o Alta Vista (antes disso usava um treco chamado Hotbot), com algum uso do Cadê e do Yahoo. Então, em algum momento do ano da graça 2000 (provavelmente no segundo semestre), passei a usar o Google e nunca mais usei outra coisa _ contribuindo assim para o fim do mundo tal como o conhecemos.  E vocês?

***

Google-first-time-meme, advanced: você se lembra do argumento da sua primeira busca no Google?

Eu confesso: não tenho a menor idéia.

No Crooked Timber uma sugestão para um meme que provavelmente já existe: qual o pior filme que você já viu?

Fiquei forçando a memória aqui.  Esta é uma pergunta difícil, não apenas por causa do meu inexcedível bom gosto, que me impede de assistir filmes ruins, como também porque minha mente tem propriedades auto-regenerativas que apagam instantaneamente as memórias dos filmes ruins que eu acaso tenha chegado a ver.  “Cinderela Baiana” provavelmente seria de rigueur, se eu tivesse visto tal coisa.

Eu gostei deste comentário, embora, raios, eu tenha gostado de Contatos:

In terms of Hollywood, ‘Contact’ was pretty bad. As the guy says in South Park: ‘I wait two hours for the alien and it’s her goddammned father!’.

Tim Burton’s Planet of the Apes also deserves some kind of award for simple relentless incomprehensibility, including a twist ending that negates the rest of the movie and can only be explained if the cocaine which drives LA is now regularly cut with angel dust.

O comentário #137 é surpreendente porque traz à baila um treco chamado “Liquid Sky”, que fui ver na década de 80 em algum festival de cinema no Rio com meu dileto amigo Samurai no Outono _ só que o filme não era dublado e eu ainda não conseguia entender inglês falado muito bem na época.

Sirvam-se.

O Cleber do Mundus Minor propôs um meme bem simples: eu coloco aqui o desfecho favorito de um determinado livro e vocês têm que adivinhar que livro é _ sem usar o Google, é claro.

Aí vai a minha contribuição soturna; eu só censurei o finzinho, pois isso seria entregar o ouro:

Full circle, he thought while the final lethargy crept into his limbs. Full circle. A new terror born in death, a new superstition entering the unassailable fortress of forever (…)

Transmito a quem interessar possa.  Se quiser me avise e eu listo aqui os que toparam a parada.

A Dinha do Dúvidas & Angústia me passou o “meme literário“, que segundo ela consiste, basicamente, em falar “algumas coisas sobre cinco autores preferidos”. Como eu sou curioso, fui atrás da origem do negócio, e descobri que também em blogs ocorre o fenômeno do “quem conta um conto aumenta um ponto”. Ou, no caso, diminui (e a culpa náo é dela, foi um intermediário na cadeia quem alterou o meme inicial).

Sendo essa a primeira vez que eu tive paciência para investigar a genealogia de um meme, digo que após uns dez blogs ou mais descobri o autor original do meme. E ele é…um anônimo, que deixou em um post do blogueiro Nando Damázio (dono do blog “A melhor novela de todos os tempos do último verão“) o seguinte recado:

Nando,legal sua postagem. E pelo jeito vc gosta de ler. Quantos livros tem nas suas estantes?
P.S. Faça um dia desses sua lista de cinco autores prediletos e um que merece apodrecer nas estantes, por favor.

O Nando Damázio não só respondeu à demanda do comentador anônimo como transformou-o em meme, neste post, transmitindo-o para 10 outros blogueiros.

Deixo para futuros curiosos que se interessem por “network visualization” traçar o restante da história deste meme pela blogoseira afora. Só observo, adicionalmente, que a história começou no dia 11 de março, ou seja, o meme continua a gerar efeitos na blogoseira quase um mês após ser criado _ e como eu não vou deixar barato, certamente se estenderá por mais algum tempo. Sim, porque eu vou passá-lo adiante, bwahahahahaah!

Bem, vamos lá, ao meme então!

Primeiro, a lista dos cinco autores prediletos. Ora, segundo o Houaiss, predileto é igual a preferido, favorito. Portanto suponho que o meme refira-se a autores que eu prefiro atualmente. Faço questão de frisar isto porque assim fica claro que a idéia não é falar sobre, por exemplo, cinco autores importantes para a minha formação. Se assim fosse, é claro que um Isaac Asimov ou um Julio Verne teriam de entrar, embora eles não sejam necessariamente meus favoritos atualmente. Isto posto, eis a lista dos autores que sáo meus atuais favoritos, em ordem aleatória:

a) Daniel Dennet

Reúne as qualidades, raras na mesma pessoa, de ser um pensador profundo, de boa prosa, que se preocupa com assuntos de que gosto e se parece com Papai Noel. O que pode ser melhor? Recomendo, dele, “Conciousness Explained” e “Darwin’s Dangerous Ideas“. Mind-boggling.

b) Charles Stross

Reúne as qualidades, raras na mesma pessoa, de ser não apenas inglês, mas escrever ficção científica interessante usando o humor inglês, com um bom texto e capaz de colocar questões instigantes. Seu livro “The Jennifer Morgue” foi uma boa surpresa, e o ensaio que vem como bônus _ “The Golden Age of Spying” _ vale o livro por si só (sinta o drama nesta resenha). Ah, ele não se parece com Papai Noel. Bom, pelo menos até agora. Ah, blog do bicho aqui. E ele chama seus leitores para tomar cerveja com ele, puxa.

c) Borges, Borges, Borges. Certo?

d) Genericamente: John Updike.

e) Em doses homeopáticas, mas constantes: Pessoa.

Hummmm……….

Um que pode apodrecer nas estantes. Hum. Hum. Que dúvida. Eu não sei se algum autor realmente merece apodrecer nas estantes. O que posso dizer é que um Paulo Coelho e tudo o que ele representa certamente apodreceriam nas estantes, a depender de mim somente.

***

Passo o meme para quem quiser brincar; apenas me avise para eu listar aqui, please.

UPDATE

Aderiram (por “ordem de chegada”):

Clínica da Palavra

A Casa do Zander

Atlas

Na Prática a Teoria é Outra

A Volta dos que Não Foram

Idelber do Biscoito Fino me propôs este meme. There we go:

a) Republicanos não são a melhor matéria prima do mundo para se fazer uma amizade, e mesmo com a simpatia que eu, como um tit-for-tatter clássico, possa ter quanto a um “unforgiving tit-for-tatter” como McCain, acho que dificilmente eu o convidaria para um churrasco lá em casa. Mas quando uma filha-de-imigrantes-filipinos-transf0rmada-em-uma-wingnut-de-olhos-puxados como Michelle Malkin começa a bater no vetusto veterano por que ele foi a favor de um projeto de lei que BENEFICIAVA IMIGRANTES, eu começo a pensar em variantes perversas de Shibari.

b) Rodrigo Constantino é um almofadinha e um bolha-padrão, mas quando ele ajuda a bagunçar o coreto de certos vilósofos tenho vontade de carregar um retrato dele na carteira. OK, nem tanto.

c) A turma do finado Protosophos era esquisita e gostava de entrevistar sujeitos esquisitos. Mas entrevistar o ASS, o Alexandre Soares Silva, e dar conhecimento ao mundo de que este defensor do tradicionalismo é espírita…OK, não tem preço.

d) E, convenhamos, eu aceitaria ajuda de Bush, da marinha espanhola e até de Guilhermo del Toro se o negócio fosse dar um pau em Cthulhu.

***

Ia esquecendo…

Bom, tem gente que não gosta muito desse negócio de meme, mas vamos lá, vou sugerir uns nominhos: Almirante Nelson, Sergio Leo e os torreões da Torre de Marfim. Vamos ver que que sai desse coquetel de pesos-pesados…   🙂

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