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Resumo da coisa, pelo Engadget:

  1. It’s not light. It feels pretty weighty in your hand.
  2. The screen is stunning, and it’s 1024 x 768. Feels just like a huge iPhone in your hands.
  3. The speed of the CPU is something to be marveled at. It is blazingly fast from what we can tell. Webpages loaded up super fast, and scrolling was without a hiccup. Moving into and out of apps was a breeze. Everything flew.
  4. There’s no multitasking at all. It’s a real disappointment. All this power and very little you can do with it at once. No multitasking means no streaming Pandora when you’re working in Pages… you can figure it out. It’s a real setback for this device.
  5. The ebook implementation is about as close as you can get to reading without a stack of bound paper in your hand. The visual stuff really helps flesh out the experience. It may be just for show, but it counts here.
  6. No camera. None, nada. Zip. No video conferencing here folks. Hell, it doesn’t have an SMS app!

Vamos ver como reage a demanda.  Ainda não dá pra saber se vai haver um problema de posicionamento de produto.  Afinal, ninguém reclamou que o Kindle é incapaz de multitasking, de telefonar ou de tirar uma foto…se você olhar para o iPad como um concorrente de um e-reader, ele, apesar de mais caro, joga.  Se você olhar para ele procurando um McBook, você vai se decepcionar.

Talvez algumas dessas ausências não sejam uma “falha”: podem ter sido deliberadas, para evitar a canibalização do iPod e dos notebooks.

Talvez o problema é que as pessoas esperassem mais “netbookness” do e-reader da Apple.  Bom, aí eu acho que se a Apple ainda espera produzir TAMBÉM um netbook, aí talvez ela realmente tenha jogado mal.

Em toda essa zona sobre o lançamento do tablet da Apple, o que mais me espanta é o fato de que até agora não vazaram fotos do equipamento.

Em um mundo onde filmes inteiros são pirateados de dentro dos estúdios antes de seu lançamento, e onde equipamentos capazes de fotografar e filmar são ubíquos, isso diz muito sobre os procedimentos de segurança da empresa da maçã.

Mas hoje é o dia, e talvez tenha havido algum relaxamento no cerco ao tablet.  Portanto, aí embaixo tem uma foto, teoricamente do tablet, que faz parte de um conjunto de fotos descoladas pela Endgaget.  O troço tem a aparência de ser algo feito para uso militar…provavelmente porque, a ser verdadeiro, era um protótipo ainda sem as soluções para fabricação em massa.

(clique para ampliar)

Mas não fiquem muito animadinhos.  Vejam isso:

(clique para ampliar)

É uma foto vazada do que seria um iPod vídeo, que saiu na Endgaget em…2006…notam a semelhança com o iTouch?  Pois é, nenhuma.  🙂

Já o Link do Estadão não tem foto, mas mostra o tweeter de um cara que aparentemente vem betatestando o aparelho há duas semanas.

A ver…

***

UPDATE:

Começou.  O Jobs até que parece saudável:

Tem uma lenda urbana rolando por aí, segundo a qual o Jobs teria gasto uma grana preta pra financiar uns caras que clonaram um novo pâncreas pra ele…

Hahahaha, eles usaram a mesma imagem que o cara de quem eu roubei aí embaixo…………..

iPad!

The real mccoy:

Era o aparelho cuja foto vazou, mesmo, só que agora com acabamento “fino”.

Hummm………..

A salvação do NYT?  🙂

Ei, achei esperto, isso:

Puxa, serve até como porta-retratos!

Um porta retratos meio caro, é verdade.

E…games!

Humm…NYT, indeed:

E agora, livros:

Ele sacaneia Bezos…

“That’s an ebook reader. Now Amazon has done a great job of pioneering this… we’re going to stand on their shoulders for this. Our new app is called iBooks.”

Que gracinha!

E lá vem iBooks, a nova lojinha:

Depois de mais um monte de aplicações etc, vem a parte séria: grana!

Uau.

Suspense…

É, não é barato, mas definitivamente, não é um pato morto:

Na onda de tentar cobrir todos os aspectos possíveis da pendenga entre o Google e a China, o Financial Times produziu uma matéria que contém afirmativas curiosas.  Por exemplo, procurando explicar a singularidade da internet chinesa, a matéria diz o seguinte:

Google itself took years to find out that Baidu – its Chinese rival, which has more than 60 per cent of the domestic market in online search – offered a search box formatted in a way much better suited to Chinese characters than its own. The US company was also slow to tackle one of Baidu’s main strengths in attracting user traffic: its free music download service. Only last year did Google launch an equivalent.

OK, isso é algo que eu posso admitir.  A língua escrita realmente é um problema devido aos caracteres chineses.

One reason for these difficulties is that US companies took a long time to realise that Chinese people use the web differently from their counterparts in other markets. Simply put, they tend to roam the web like a huge playground, whereas Europeans and Americans are more likely to use it as a gigantic library. Recent research by the McKinsey consultancy suggests Chinese users spend most of their time online on entertainment while their European peers are much more focused on work.”

Financial Times, Brasil.  Brasil, Financial Times.

Sério, isso não deveria ser um problema para ninguém, a internet é plástica a ponto de admitir todos os tipos de usos, e o Brasil, onde os internautas têm comportamento similar, não é um problema para as empresas estrangeiras, não é mesmo?

Behind this difference is the fact that Chinese internet users are comparatively young, poor and less educated – a result of the fact that the country is moving online at the same rapid pace as it is expanding its economy. According to China Internet Network Information Center, 61.5 per cent of users are below the age of 29, and only 12.1 per cent have a university degree or higher. Some 42.5 per cent have a monthly income of Rmb1,000 ($146, €102, £89) or less. As the government is encouraging rural computer and handset sales, and mobile operators move beyond saturated urban markets in search of new subscribers, even larger numbers of low-income users are expected to join in the years ahead.”

Financial Times, Brasil.  Brasil, Financial Times.

Beyond aesthetics, Chinese web users are much more lively than their western peers – a characteristic that forms consumption preferences. “The amount of comments posted per user in China is double that of other geographies,” says Dan Harple of GyPSii, a mobile social networking application that allows users to post recommended places and events, and comment on them. One Chinese GyPSii user posted 300 places and 7,000 comments within a few months.

Financial Times, Orkut Brasil.  Brasil, Financial Times.

O que está havendo com o jornalismo de negócios?

Contagem regressiva

E como vocês já devem estar carecas de saber, o NYT anunciou que vai para trás de uma paywall em 2011.

Os detalhes não são claros; aparentemente, haverá um controle por IP, de forma que leitores infrequentes poderão acessar gratuitamente algumas matérias, enquanto os mais frequentes terão que pagar uma taxa fixa por acesso ilimitado _ os assinantes do jornal impresso também terão acesso ilimitado [esse esquema me parece similar ao do Financial Times _ mais sobre isso abaixo].

O The Atlantic traz uma lista de análises que já estão circulando na rede.

Felix Salmon acha que isso alienará ainda mais leitores do jornal.  Ele crê que a maioria dos leitores do site do NYT chegam até lá via blogueiros, mas que com o paywall os blogueiros pararão de fazer links para o NYT, o que reduzirá o número de page-views do site.

Será que isso é verdade?  Como leitor, eu entro todo dia no site a partir dos meus favoritos.  Como blogueiro, eu sempre coloco os links das matérias que cito, mesmo as que estejam atrás de paywalls, como as matérias da Folha e do Valor.  Mas pode ser que eu seja uma exceção, não sei.

Em todo caso vamos ver o que acontece com os blogs do NYT (onde entra, por exemplo, o Paul Krugman).   Felix Salmon lembra que hoje em dia não existe exemplo de blog bem sucedido atrás de uma paywall…

Zach Seward, do Wall Street Journal, disse no Twitter que os investidores estão inseguros quanto à essa nova estratégia, pelo que se depreende do comportamento das ações do NYT após o anúncio.

Mais interessante, a Slate, que também tem uma matéria sobre a paywall do NYT, mostra um site que ensina como preparar um cookie para burlar o paywall do Financial Times.

E ho ho, funciona.  O que me permitiu acessar a coluna de John Gapper no FT falando sobre o mesmo assunto.  Do ponto de vista econômico, no trade-off entre receitas de assinaturas e de publicidade, o que parece estar acontecendo é que após um primeiro momento onde a receita de publicidade subiu, ela começou a baixar dada a competição dos diversos outros empreendimentos na rede (sites agregadores, sites de busca, portais, mesmo blogs).  Daí não restar mesmo outra opção aos jornais.

Gapper lembra também que o Wall Street Journal e o FT vão muito bem obrigado com seus modelos de assinatura, embora essa seja uma comparação talvez pouco válida já que estes jornais se beneficiam de possuir um público corporativo, pouco sensível a preços (ao menos nessa região de preços).

Entretanto, mesmo Gapper acredita que o que é válido para grandes brands não será necessariamente válido para o jornal generalista da esquina:

Nothing will save a lot of general newspapers. They thrived for a time on local or regional advertising monopolies and, now that Craigslist and other advertising aggregators exist, are finished. They do not produce anything valuable enough to survive the transition.

Perhaps commodity general news is now so widely available that even a true premium provider cannot charge. But I don’t believe it – reading both The Guardian and The New York Times’ coverage from Haiti this week was a reminder of how distinctive they can be.”

Adeus Jornal do Brasil??

Tá rolando um debate interessantíssimo lá no Paraíba sobre Kindle vs Livros em papel. Dei meu pitaco no segundo post; há um primeiro post que introduziu a querela.  O pitaco é este abaixo, vão lá para ler o post e a thread:

Meu pitaco:

Achei interessante a discussão sobre o “elitismo” dos livros. Desta feita, embora o Kenji seja um “contrarian” incorrigível, penso que ele está certo.

Claro, Galvão está correto quando fala do preço do livro, principalmente quando se trata de um livro que você pode comprar em um sebo. Mas o custo total de propriedade, para quem realmente precisa ter uma grande biblioteca, cabalmente pesa muito mais, e vai para o lado do “esporte de elite”, de fato. Tipo: se você tem filhos, ter um aposento de sua casa/apartamento inteiramente dedicado aos livros é um luxo (é claro que o caso de um Mindlin é totalmente elitizado, mas não é disso que estou falando).

Francamente acho que essa será uma discussão resolvida pelo mercado em pouco tempo _ quem sabe no próximo dia 23, quando a Apple lançará, tudo indica, seu reader. Já vi protótipos dobráveis por aí, também, onde a tela é uma folha flexível. Acho esse um produto imbatível.

A possibilidade de perdas apontada pelo Galvão é um problema, mas pensem bem: dá pra ter, a baixíssimo custo, um monte de cópias salvas de sua biblioteca, no desktop, no laptop, no pendrive, no CD, no micro do trabalho, se bobear até na memória da máquina fotográfica. Da biblioteca de papel _ sempre exposta às intempéries, aos cupins, aos incêndios, às crianças, às mãos cobiçosas dos amigos _ não se pode dizer o mesmo.

A estabilidade do padrão também é um problema, mas eu acredito realmente que nesse caso emergirá um padrão estável. Aliás, não é nada, não é nada, o PDF taí há 16 anos. O avanço dos formatos diz respeito, em grande medida, às possibilidades de compressão incrementada devido a novos algoritmos ou maior capacidade de processamento. Só que esse é um drive mais importante para mídias de grande extensão como som e imagem. Texto já virou brincadeira de criança, dadas as capacidades de qualquer dispositivo de memória digno desse nome hoje em dia. É por isso que acho que já não há mais grande pressão para que emerjam novos formatos para texto. E as razões mercadológicas, a competição dará conta. Vejam que até a Amazon teve que abrir as perninhas e permitir que o Kindle 2 leia PDF; daqui pra frente, a competição vai aumentar mais ainda (pode ser que a Apple tente de novo suas gracinhas com um formato fechado e um Apple Bookstore, mas eu francamente não acredito).

Se você acha que o mercado de telecomunicações brasileiro é complicado, veja essa matéria da Gizmodo, mostrando que os provedores de internet tentam convencer os otáriosconsumidores de que eles precisam de uma conexão de 10Mbps para…baixar músicas e fotos.

Um argumento absolutamente irritante no Brasil, hoje em dia, quando se trata de fusões e aquisições, é o do “campeão nacional”.

Não que o argumento em si seja tão idiota _ ele é ao menos discutível.  O problema é o uso falsificado que se faz dele.

Matéria do Valor de hoje fala sobre os problemas da aquisição das Casas Bahia pelo Pão de Açúcar.  Lá pelas tantas apresenta-se a seguinte declaração:

O presidente da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL), Roque Pellizzaro, afirmou que a entidade vê com bons olhos a aquisição da Casas Bahia e do Ponto Frio pelo Grupo Pão de Açúcar. “A fusão entre empresas nacionais é a saída para enfrentar os concorrentes estrangeiros“, afirma Pellizzaro. “O Walmart (multinacional americana) anunciou que vai abrir mais de 100 lojas no Brasil em 2010“, argumenta o empresário. Segundo ele, diferentemente das indústrias, que trazem tecnologia para Brasil, as varejistas estrangeiras “apenas remetem recursos e deixam muito pouco no Brasil. [grifos meus]

Será que Roque Pelizzaro é tão idiota?  Se ele se dignasse a fazer uma pequena busca na internet, encontraria a seguinte matéria:

“Casino amplia fatia no Pão de Açúcar para 35%”

Para quem não sabe, o Casino é uma rede de varejo francesa, grande concorrente do Carrefour na Europa.  Lendo a matéria, descobre-se o seguinte:

O controle acionário do Pão de Açúcar rende bastante polêmica no mercado. Enquanto, de um lado, alguns especialistas, apoiados pelas regras da Comissão de Valores Monetários (CVM), afirmam que o controle do grupo já está em mãos francesas, por outro, a empresa brasileira garante que Abílio Diniz tem o controle da companhia, fundada por seu pai. A situação foi, inclusive, reforçada pelo parecer do tribunal arbitral, em maio deste ano, que decidiu a favor da rede de Abílio Diniz em um embate jurídico com os donos do grupo Sendas, pois entendeu que o Casino, que desde 2005 detém ações na Companhia Brasileira de Distribuição, não possui o controle de fato da empresa. A decisão economizou cerca de R$ 700 milhões do Pão de Açúcar, que estava sendo cobrado pelos donos do Sendas, que argumentavam que o controle foi transferido ao grupo francês e, diante disso, de acordo com o contrato entre as duas empresas, o Pão de Açúcar seria obrigado a comprar as ações do Sendas na Sendas Distribuidora.”

De toda forma, a própria matéria diz o seguinte:

Dias contados

Essa situação, portanto, tem os dias contados, pois no acordo entre Casino e a família Diniz ficou acertado que, em 2012, o Casino poderá obter o controle do Pão de Açúcar adquirindo uma ação da empresa por apenas R$ 1,00. Enquanto isso, o grupo francês avança aos poucos, com cada vez mais ações da companhia. A empresa não revelou a atual composição acionária, mas divulgou que, agora, o Casino possui 67,1% das suas ações com direito a voto.

Quem quiser que acredite que o fato do Pão de Açúcar se transformar em uma empresa francesa o fará muito diferente do Wal-Mart que é uma empresa americana…

E parece que tantos novos gadgets podem exigir o advento de um novo e “estimulante” mercado em nosso brave new world:  o mercado de estimulantes/focalizadores neuronais.

Modafinil — a banned stimulant in competitive sports — enhances academic productivity and significantly reduces the need for sleep to a couple of hours per night while improving working memory. A University of York web site describes three students — Charles, Nick and David — who each took a 200 mg tablet of Modafinil. According to Charles, “After an hour, none of us felt any different. But then I started to feel markedly more alert. I couldn’t be sure it wasn’t a placebo, but then Nick became uncannily good at computer games, beating his friends three times in a row at Pro Evo. It was no coincidence.”

Modafinil has proven so popular in the academic pressure cookers of Oxford and Cambridge that close to one in ten students have admitted taking prescription medication such as Modafinil without a prescription. The academic uses range from increased alertness during exams to stimulating thought processes when writing essays or take-home exams.

“It’s not the mind-expanding sixties anymore,” comments Margaret Talbot in a recent New Yorker article. “Neuroenhancers are perfectly suited for the anxiety of white-collar competition in a floundering economy. And they have a synergistic relationship with our multiplying digital technologies: the more gadgets we own, the more distracted we become, and the more we need help in order to focus.”” [grifo meu]

***

É isso aí.  Gaste uma grana com gadgets, e depois gaste mais uma grana para não se tornar uma esponja por causa deles.

Deu no Link, do Estadão:

Livro para Kindle vendeu mais do que livro de papel

por Heloisa Lupinacci

A Amazon.com anunciou hoje que o Kindle foi o item mais comprado para dar de presentes na história da empresa. Ontem, pela primeira vez, foram comprados mais livros para Kindle do que livros físicos.” [grifo meu]

***

Me parece realmente inevitável.  Como disse o Bezos, “as pessoas também gostavam de seus cavalos“.

***

Aí embaixo, o “vídeo conceitual” Mag+, da divisão de P&D da empresa sueca Bonnier.  Ele representa o que pode ser um leitor de daqui a alguns anos _ ou menos.

Tenho um sonzinho Pioneer, com carrossel para 6 CD´s, que comprei há uns 15 anos.

Uns quatro (sic) anos atrás, ele quebrou.  Eu, preguiçoso, não corri atrás para consertar.

[quando eu digo que não sou das pessoas mais musicais, acreditem _ e além disso o iPod substituiu parcialmente minhas necessidades nessa área]

Fui procurar agora a assistência técnica Pioneer e _ surpresa! _ a empresa passou por uma reestruturação global, vendeu parte de suas ações para a Sharp e agora se concentra no core business automotivo…

O pessoal da assistência técnica diz que “conserta som também”.  Mas e o medo?

Tapioca:  R$ 3,00

Panetone: R$ 10,50

Pane no cartão de crédito às vésperas do Natal – não há dinheiro que pague

Deu no Correio Braziliense:

Várias áreas de Brasília ficam sem energia durante a noite

Publicação: 18/11/2009 22:24 Atualização: 18/11/2009 23:15

Moradores do Lago Norte, Lago Sul, Asa Norte e Paranoá ficaram sem energia na noite desta quarta-feira (18/11). Segundo o diretor de operações e manutenção da Companhia Energética de Brasília (CEB), Hamilton Naves, a causa foi uma explosão em um equipamento nas linhas de transmissão entre a usina do Paranoá e as subestações que abastecem as regiões dos lagos Sul e Norte e do Paranoá.

De acordo com Naves, o problema começou por volta das 19h30 e já está sendo solucionado, mas a energia será restabelecida completamente nessas localidades somente por volta das 23h30. As causas da explosão ainda estão sendo investigadas pelos técnicos da CEB, que vão passar a noite toda na recuperação das linhas de transmissão. (…)

***

Infelizmente este comportamento da CEB não é um caso isolado.  É uma constante.  Onde moro, quase todo dia a luz acaba por alguns minutos, principalmente durante o dia.  E isso em Brasília, onde é a sede da ANEEL

***

A página da ANEEL tem uma FAQ para reclamações.  No caso em tela:

As interrupções do fornecimento à minha residência são freqüentes. Existe um limite para tais interrupções?

Sim. A legislação do setor elétrico definiu indicadores individuais de continuidade do fornecimento, relativos ao tempo (Duração de Interrupção por Unidade Consumidora ? DIC), número de vezes (Freqüência de Interrupção por Unidade Consumidora ? FIC) e tempo máximo (Duração Máxima de Interrupção Contínua por Unidade Consumidora ? DMIC) que uma unidade consumidora ficou sem energia elétrica durante um período considerado (mês, trimestre ou ano). Os valores mensais de DIC, FIC e DMIC são informados na fatura de energia elétrica e, nos casos em que houver ultrapassagem dos limites estabelecidos, o consumidor deve receber um crédito na fatura subseqüente a titulo de compensação.”

Não é interessante?  Os parâmetros existem.  Mas o consumidor toma conhecimento deles através da fatura enviada pela própria concessionária.  Visto que não dá pra ficar em casa cronometrando quantas vezes e por quanto tempo falta luz, seria interessante saber se a ANEEL faz uma verificação independente destes valores.

Tenho uma experiência própria que derruba este tipo de expectativa: durante dois meses no ano passado, a CEB me cobrou um valor totalmente despropositado na fatura, tipo 7 vezes meu consumo normal.  Inquirida, a concessionária me disse que “devia haver algum vazamento na minha rede elétrica”.  No mês seguinte a conta voltou ao normal, sem que eu tivesse feito qualquer modificação na rede interna.

***

Portanto, antes de ficar remoendo seus fracassos passados, e inventando racionamentos inexistentes, talvez a oposição seguisse um caminho mais construtivo se focasse na crítica séria da atuação das agências reguladoras.   Se puderem justificar o fato de que isso é fruto do modelo que elas mesmas inventaram, é claro.

***

Aliás, fui procurar na internet se alguém vende medidores eletrônicos para uso caseiro _ isto é, para que um consumidor possa ter uma medição independente das tarifas cobradas pelas concessionárias, bem como tempos de paralisação do fornecimento etc. _ mas não achei.  Alguém tem conhecimento de um produto assim?

Tenho um quadcore há seis meses.  Intermitentemente ele apresenta uma certa instabilidade.  Hoje eu resolvi encarar o negócio a sério e depois de investigar o significado de algumas mensagens de erro, descobri que poderia ser um problema na memória.

Rodei o memtest e o veredicto foi o seguinte:  com apenas 10% de cobertura, eu já tinha colecionado 26 erros de memória.  E isso só no primeiro teste do memtest.

Detalhe: a motherboard é Intel.

O Nick Carr já terminou seu novo livro, “The Shallows: What the Internet Is Doing to Our Brains” _ uma obra que muito me interessa, e que acho que vai ser muito comentada.  Mas eu queria mesmo é chamar a atenção de vocês para esse trecho do post onde o Carr fala dos lugares onde o livro será editado, além dos EUA:

The English version of the book will also be published in the UK by Atlantic Books, and translations are currently in the works from Blessing in Germany, Seido Sha in Japan, Chungrim in Korea, Ediouro in Brazil, and CITIC in China.”

Brasil na área.  Nem França, nem Espanha (nem versão em espanhol…), nem Rússia.  Isso deve querer dizer alguma coisa.

Onde estão os inquisidores quando se precisa deles?

Deu no Valor:

Cremes com jeito de receita de bruxa chegam ao varejo

Cremes de beleza com ingredientes insólitos, e até mesmo repugnantes, como baba de escargot, veneno de serpente, esperma de salmão e fezes de pássaros vêm ganhando espaço na meca mundial dos cosméticos, a França. Com alegadas propriedades antirrugas ou hidratantes, esses produtos inspirados na fauna se beneficiam de uma tendência de consumo em voga, a do retorno às substâncias naturais. Os tratamentos cosméticos com ares de receita de bruxa já são vendidos em farmácias francesas e grandes perfumarias, como a rede Sephora, do grupo de luxo LVMH. (…)

Segundo um estudo da consultoria Mintel, especializada em tendências de comportamento dos consumidores, os fabricantes de cosméticos estão lançando cada vez mais produtos com ingredientes insólitos. Isso seria devido à proliferação de cremes no mercado. “Devemos escolher entre uma infinidade de produtos para a pele. Os fabricantes tentam encontrar novos e estranhos ingredientes que coloquem seus artigos em destaque”, afirma Alexandra Richmon, analista senior do setor de beleza da Mintel.

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Ontem eu estive chateando com um amigo e recebi um eco dessa história dos “smart guys” destruindo Wall Street.  O eco veio via o Krugman mas a idéia original veio desta op-ed do Calvin Trillin.  Para resumir:

“When the smart guys started this business of securitizing things that didn’t even exist in the first place, who was running the firms they worked for? Our guys! The lower third of the class! Guys who didn’t have the foggiest notion of what a credit default swap was. All our guys knew was that they were getting disgustingly rich, and they had gotten to like that. All of that easy money had eaten away at their sense of enoughness.”

O Drezner faz uma pergunta sensível: talvez o problema tenha sido o fato de que os caras espertos estavam sendo comandados pelos caras burros.  Então, a solução, ao invés de despedir os caras espertos, talvez seja demitir os burros e colocar os espertos em seu lugar.

O problema, ao meu ver, é que se os caras espertos não perceberam que estavam fazendo uma grande besteira, o que os faria pensar de modo diferente se estivessem na direção?

Wall Street volta a ostentar uma lucratividade bolhosa, e Kevin Drum está puto:

“(…) Is there any silver lining here? Probably not, but I’ll try: If Wall Street can shrug off the worst recession of our lifetimes as if it’s a minor fender bender and get the party rolling all over again in less than 12 months, it means the next bubble is already in the works and its collapse will be every bit as bad as this one. That in turn means it will almost certainly happen while today’s politicians are still in office. So maybe news like this will finally spur lawmakers to realize once and for all that the financial industry needs to be cut down to size. Half measures won’t do it. Self-regulation won’t do it. Compensation limits won’t do it. Byzantine, watered-down rules won’t do it.”

Muito puto:

Something like a Morgenthau Plan for Wall Street is the only thing that has even half a chance of working.”

Aqui:

Saudi Arabia is trying to enlist other oil-producing countries to support a provocative idea: If wealthy countries reduce their oil consumption to combat global warming, they should pay compensation to oil producers.”

Como diz o Drezner, então eles vão ter que ficar atrás da China e dos EUA, grandes produtores de carvão, um combustível ainda mais poluente que o petróleo.

Algo me diz que os sheiks terminarão chamando seu petróleo de Toby.

Só falta o Brasil do pré-sal entrar nessa…

Icecreamists-God-Save-the-001

“More Sid & Nancy than Ben & Jerry”

E, se havia ainda alguma dúvida de que o Punk acabou:

Sex Pistols threaten ice-cream firm over ‘God Save the Cream’ strapline

Lawyers demand that company stops using Sex Pistols-related imagery on T-shirts, deck chairs and online material

The Sex Pistols are threatening legal action against a boutique ice-cream maker for using the advertising strapline “God Save the Cream” and images of a version of the band’s famous single sleeve featuring the Queen on a union flag background.

Icecreamists, the company behind the ad campaign, describes itself as a “subversive ice-cream brand” and is running a concession within the Selfridges storefront on Oxford Street, central London, until November.”

***

OK: então vivemos em um mundo onde os punks defendem as ferramentas do establishment contra uma empresa que usa métodos subversivo-virais de marketing.  I´m done.

***

Me parece baixa a probabilidade dos Sex Pistols aderirem ao Pirate Party tão cedo.

A indústria republicana do Vodu deve estar à toda:

EE.UU. GENTE

Empresa americana lança boneca de Michelle Obama

Será que depois do taylorismo, do fordismo, e da mass-customization, estamos vendo o nascimento do modo de produção “on-demand”?

Este post no blog “Bits” do NYT fala sobre o que talvez seja a aurora desse processo.   Ele fala sobre o sucesso do filme “Paranormal Activity“, rodado ao custo de parcos US$ 10.000,00, e que está fazendo grande sucesso na internet _ entre outros motivos porque seus responsáveis imaginaram um interessante marketing viral onde as pessoas podem votar para que o fllme passe em sua cidade.

Me parece meio inevitável que, com a teia global da internet estendendo-se a todos os rincões, este tipo de interação se torne cada vez mais comum.

Agora, se o Twitter vai conseguir fazer algum dinheiro com isso, eu não sei.

Da Wikipedia:

A ficção científica no Brasil é um segmento literário que nunca demonstrou popularidade ou constância, estando baseado em pequenas quantidades de aficionados. Foi praticada por diversos autores influenciados por escritores internacionais do gênero, que tem grande popularidade nos Estados Unidos ou Europa. Por outro lado, alguns autores brasileiros consagrados se aventuraram em obras únicas que podem ser consideradas ficção científica, como Machado de Assis no conto O Imortal.”

Achei interessante a citação, porque bem, eu acabei de ler este livro aqui, que um amigo me emprestou:

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(clique na capa para a descrição da obra)


E, surpresa! o conto do Machadão, “O Imortal”, é o que abre a coletânea.  Eu até já li bastante Machado, mas não conhecia este conto, que deve ser possivelmente possivelmente a primeira obra brasileira de FC, eu acho.

Vocês já devem estar enjoados de saber que exultei ao ler, na série de Elio Gaspari sobre a ditadura, o trecho em que se conta a infância pobre de Ernesto Geisel no interior do Rio Grande do Sul _ mas era aquela pobreza mais material que espiritual, de forma que o pai de Geisel lhe deu a coleção completa das obras de Julio Verne, as quais, segundo o General, influenciaram bastante sua forma de ver o mundo, a começar pela importância que dedicava à ciência e tecnologia.  Exultei porque vi ali um reflexo de minha própria infância, também pobre, embora diferentemente pobre _ a pobreza dos megacaixotes de gente de classe média baixa de Copacabana _ e que também foi influenciada pelo velho mago francês.  Pois o primeiro livro não-infantil que li na minha vida foi “20.000 Léguas Submarinas”, em uma edição baratinha da Ediouro, que tinha uma lojinha ali quase na esquina da Santa Clara com a Domingos Ferreira.

***

O que me fez ficar dando tratos à bola, imaginando se é possível correlacionar leituras de ficção científica com pendor pelas ciências e, destarte, grau de inovação de uma sociedade.  Encontrei um estudo da, er, NSF, com uma evidência puramente anedótica:

Interest in science fiction may be an important factor in leading men and women to become interested in science as a career. Although it is only anecdotal evidence, found on Internet discussion lists, for example, scientists often say they were inspired to become scientists by their keen interest in science fiction as children.”

Também encontrei um testemunho desse cara que, sendo americano, provavelmente não conhece muito Julio Verne [ou por falar nisso, Perry Rhodan…], razão pela qual ele reclama não conhecer literatura de FC adequada para crianças.

Um outro sujeito se faz uma pergunta semelhante, com ênfase, entretanto, não na vocação para ciência e tecnologia em geral, mas para a exploração espacial em particular:

Does the predominance of Harry Potter over science fiction bode well or ill for the future of public spaceflight support? What science fiction and non-fiction books would you give to a child or teenager to inspire them about space exploration?

Harry Potter.  Bah.

[um comentário no post linkou uma interessante lista do material de leitura disponível na Estação Espacial Internacional…tem Harry Potter.  Bah.]

É claro que possivelmente a causalidade inversa também ocorre: sociedades que dão grande importância à inovação também devem produzir e consumir muita FC.  Achei alguns dados antigos sobre o mercado editorial norte-americano aqui:

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FC chegava a ser o quarto gênero mais popular em 1999, caindo para quinto em 2001.  Gostaria muito de ver uma série histórica mais ampla, começando no pós-guerra e chegando até 2008 pelo menos.  Também gostaria de ver a lista análoga no Brasil…pelo espaço que a FC tem nas prateleiras das livrarias nacionais, suspeito que o gênero deva vir lá na centésima colocação.

Aliás, outra coisa que queria saber é se existe algum título de FC nos livros adquiridos pelo MEC no Programa Nacional do Livro Didático (ou sua versão para o Ensino Médio).  Procurei, procurei, e não achei uma lista extensiva sequer…se alguém aí souber onde tem avise, please.

***

Enquanto isso, parece ter gente nos EUA se esforçando para protagonizar a “Ascensão e Queda do Império Americano“, com ênfase na queda:

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(clique na imagem para ver as legendas)

Versão crítica, aqui.  Versão chutando o balde, aqui.

***

UPDATE:

Trecho interessante de um artigo interessante:

In 2007, students in Singapore, Japan, China, and Hong Kong (which was counted independently) all performed better on an international science exam than American students. The U.S. scores have remained essentially stagnant since 1995, the first year the exam was administered. Adults are even less scientifically literate. Early in 2009, the results of a California Academy of Sciences poll (conducted throughout the nation) revealed that only fifty-three per cent of American adults know how long it takes for the Earth to revolve around the sun, and a slightly larger number—fifty-nine per cent—are aware that dinosaurs and humans never lived at the same time.

Já dá pra ter intimidade com o “decoupling”?  Deu no Estadão, matéria de Aluísio Alves:

Descolamento entre Bovespa e NY endossa visão melhor de Brasil

SÃO PAULO – O fechamento positivo da bolsa paulista na última sessão do trimestre, na contramão de Wall Street, ilustrou a distância cada vez maior do mercado acionário doméstico em relação à média internacional em 2009.

Apoiado principalmente pelas ações de bancos e de empresas ligadas a commodities, o Ibovespa cresceu 0,46 por cento, para fechar o dia marcando 61.517 pontos, nova pontuação máxima no ano em que já acumula ganho de 63,8por cento.

O giro financeiro da sessão somou 6,1 bilhões de reais.

“O desempenho da bolsa brasileira está refletindo a visão do investidor internacional de que o Brasil está numa condição muito mais favorável no pós-crise”, disse Newton Rosa, economista-chefe da SulAmérica Investimentos.

Para efeito de comparação, o índice Dow Jones da Bolsa de Nova York, mesmo após ter registrado o melhor trimestre desde 1998, acumula ganho de 10,7 por cento no ano.”

China explica?

China tem papel positivo na América Latina, vê Banco Mundial

Brasil, Peru, Chile e Argentina têm se beneficiado de fortes laços comerciais com o gigante asiático

MIAMI – O papel da China em ajudar alguns países latino-americanos a superarem a crise econômica global ilustra a sua crescente presença numa região que durante muito tempo foi vista apenas como “quintal” dos Estados Unidos. A opinião é de Pamela Cox, vice-presidente do Banco Mundial para a América Latina e o Caribe, em entrevista na última terça-feira, 29, à ‘Reuters’. Para ela, o crescente poderio econômico-financeiro da China, especialmente na América do Sul, é mais do que bem-vindo, depois da crise surgida há um ano em Wall Street.

“O crescimento da China é uma coisa boa para a região de muitas maneiras. Isso levou muito crescimento à região”, disse Cox, quando perguntada sobre por que o Brasil e outros países sul-americanos estão saindo da crise em condições muito mais favoráveis do que vários vizinhos do Norte.

Brasil, Peru e, em menor grau, Chile e Argentina têm se beneficiado de fortes laços comerciais com a China e da capacidade do gigante asiático de bancar uma retomada da sua demanda por matérias-primas, disse.”

***

Matéria da Isto É Dinheiro, de 2005:

Falta economia, Amorim

O Itamaraty voltou-se para a diplomacia política, deixou de lado o comércio internacional e agora desperta protestos dos empresários

Por elaine cotta

A política externa do governo Lula, conduzida pelo chanceler Celso Amorim, tem sido apontada como uma das poucas áreas em que o PT ainda se mantém fiel às origens. No entanto, talvez tenha chegado a hora de substituir uma diplomacia orientada pela ideologia por uma política de resultados, voltada para o comércio. Pelo menos é o que dizem os empresários. O recado foi dado num almoço na terça-feira 26 em Brasília, que colocou Amorim frente a frente com 14 industriais. O chanceler abriu o encontro lendo uma notícia de jornal na qual a direção da Fiesp exigia foco maior nas relações do Brasil com os EUA. Paulo Skaf, presidente da entidade, aproveitou o mote. “Os americanos compraram US$ 1,5 trilhão no ano passado e nós só vendemos US$ 20 bilhões para eles”, disse. “Sem desmerecer outros mercados, o americano é o mais importante.” Roger Agnelli, presidente da Vale do Rio Doce, emendou pedindo a retomada das negociações em torno da Área de Livre Comércio das Américas, a Alca. Foi uma crítica sutil à suposta opção terceiro-mundista do Itamaraty, evidenciada cada vez que o presidente Lula fala em “mudar a geografia comercial do planeta”, criando um fluxo de negócios entre os países em desenvolvimento. É a tese do comércio Sul-Sul. Desde que tomou posse, Lula já visitou 40 países, quase sempre em missões comerciais – nenhuma delas, porém, aconteceu nos EUA. Além disso, Lula se vangloriou, dias atrás, de ter retirado a Alca da pauta. Acabou criando uma saia justa para o próprio chanceler, que, ao se encontrar com a secretária de Estado Condoleezza Rice, tentou consertar. “O presidente disse que tirou a Alca da pauta jornalística, não da pauta de negociações”, disse Amorim.

A questão da Alca não é a única que opõe os empresários e o Itamaraty. No mesmo almoço, Josué Gomes da Silva, da Coteminas, criticou a decisão do governo de reconhecer a China como economia de mercado. “Isso só aumentou as práticas desleais de comércio dos chineses”, disparou Josué. A escolha também teria sido fruto de interesses políticos. Ao tomar tal decisão, o governo estaria esperando obter o apoio dos chineses para que o Brasil consiga a vaga, tão ambicionada por Lula, no Conselho de Segurança da ONU. “No mundo inteiro, a diplomacia trabalha para o comercial e só o Brasil caminha na contramão”, atacou José Augusto de Castro, presidente da Associação dos Exportadores Brasileiros.”

***

“O Tempo é o Senhor do Arrastão”.

Eu e minha boca grande:

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Deveria estar exigindo a invasão do Reino Unido AGORA!

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No e-bay UK

O Guardian tem uma matéria fotográfica sobre as diferenças entre as iguarias dos anúncios e sua realização concreta:

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“Wendy’s chicken club sandwich. Now that just looks nasty. It’s just the cheese that’s doing it, but … the cheese … the evil, evil melty plastic cheese with the light glinting off it. Ew.”

***

Irk!

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UPDATE:

Desconhecia, embora o leitor Jacson diga que é “básico”…o blog “Coma com os Olhos“, que já faz há muito tempo isso aí que a reportagem do Guardian fez.  Enjoy!

No Crooked Timber, um post interessante sobre a economics do cinema em 3D.  O autor, Henry Farrel, discute um artigo de Cory Doctorow no Guardian.  O ponto de Doctorow é que os filmes em 3D, apesar de interessantes, são um cul-de-sac, já que a própria lógica do business impedirá a emergência de VERDADEIROS filmes 3D, isto é, filmes onde o efeito 3D seja realmente parte integral e inarredável da obra audiovisual.  Isto porque, raciocina Doctorow, a retromencionada lógica do business audiovisual depende fortemente das outras janelas de distribuição (DVD, cabo, tv aberta)  para se rentabilizar, logo, não faz nenhum sentido criar um filme em 3D que realmente não possa ser visto, ou perca muito a graça, quando apreciado em um aparelho que não apresenta o efeito 3D.

Acho que Doctorow está um tanto errado.  Primeiro: a verdade é que os fabricantes de displays estão correndo atrás do display 3D.  E eu mesmo vi, com estes olhos que a terra há de comer, uma tv da Philips com efeito 3D SEM que seja preciso usar aqueles desconfortáveis óculos.

Segundo: não sei se essas TV´s com 3D vão pegar.  Mas não precisam.  Minha impressão é que o 3D está vindo como uma tentativa de dar algum alento às salas de cinema, aumentar sua diferenciação em relação às outras janelas de exibição.  É claro que há um cálculo a ser feito aí, e é o de saber se a diferença entre produzir um filme com efeitos 3D e sem efeitos 3D cobre a renda adicional que ele permite auferir na bilheteria do cinema.  Mas eu acho que a tecnologia, especialmente a dos filmes feitos inteiramente em computação gráfica, deve permitir que isso seja feito de forma relativamente barata.

Esta matéria da Wired, aliás, mostra qual é o caminho: os cinemas tornam-se capazes de cobrar um adicional para que se veja um filme 3D.

***

No post, Henry Farrel relembra uma sacação de Tyler Cowen a respeito dos impactos diferenciados da tecnologia sobre as obras de arte, quanto aos efeitos sobre os direitos autorais:

Perhaps the most interesting part of the book is one that goes on a tangent from Cowen’s main argument – his discussion of how changes in the ability of producers to enforce copyright are likely to affect cultural production. Here, he argues that the likely consequences will differ dramatically from art form to art form. Simplifying a little, he adapts Walter Benjamin to argue that there is likely to be a big difference between art forms that rely heavily on their “aura,” and art forms that can be transformed into information without losing much of their cultural content. The former are likely to continue to do well – they aren’t fundamentally challenged by the Internet. In contrast, forms of art which can be translated into information without losing much of their content are likely to see substantial changes, thanks to competition from file sharing services. Over time, we may see “the symbolic and informational” functions of art [becoming] increasingly separate,” as the Internet offers pure information, and other outlets invest more heavily in providing an “aura” and accompanying benefits of status that will make consumers more willing to pay for art (because it is being produced in a prestigious concert hall, exhibited in a museum etc). Pop music is likely to emphasize live concert performance more, because this has value that can’t be reproduced easily through electronic means (you have to ‘be there’ to properly enjoy it). Cinema is likely to emphasize the benefits of the movie theater experience, rather than enhancements to DVDs that can easily be ripped off by pirates. It’s likely to remain economically healthy even if profits are hit by illegal filesharing (most people didn’t bother to copy video cassettes because it was cheap to rent them).”

Essa sacada da separação entre as funções simbólica e informacional da obra cultural é realmente muito boa.  Isto, a meu ver, explica porque os cinemas estão se transformando em âncoras de shopping: ir ao cinema vai se transformando cada vez mais em um símbolo de um tipo de programa, logo, de um tipo de estilo de vida.

É verdade que a ida ao cinema ainda agrega outros elementos de utilidade ao consumidor _ principalmente devido ao fato de que o cinema ainda é a “primeira janela” de exibição de filmes, isto é, a ida ao cinema tem um apelo específico para as pessoas que, por algum motivo, não querem esperar para ver o filme na TV, no cabo ou no DVD.  Mas eu realmente acredito que uma parte das pessoas que vão ao cinema não estão tão afoitas assim para ver um filme, e estão antes desempenhando um “papel social”.

Outra matéria boa no Valor, de Paola de Moura, sobre o mercado de livros:

Preço do livro cai e disputa pelas prateleiras no varejo aumenta

A disputa pelos corredores das grandes livrarias está mais acirrada depois que o preço médio dos livros caiu de R$ 8,58, em 2004, para R$ 8, em 2008, e o número de lançamento de livros cresceu 15,91% de 2007 para o ano passado, batendo a marca de 50 mil exemplares. “O mercado funciona com os ‘best sellers’ e precisa muito das grandes redes de livrarias”, diz César González, diretor-geral da Planeta.

A competição se dá de forma similar a que se vê em supermercados. As editoras escolhem os títulos em que apostam e produzem uma campanha de marketing voltada para os pontos de venda. “Hoje a compra de livro se dá muito por impulso”, diz González. A principal estratégia da editora espanhola, no mercado brasileiro há seis anos, é a publicação de livros “fortes”, como ele chama os mais vendidos. Nas últimas duas semanas, a editora esteve com seis livros na lista, entre eles “1808”, de Laurentino Gomes há mais de um ano entre os mais e “Encontre Deus na Cabana”, de Randal Rauser.

González conta também que estar na lista dos mais vendidos no Brasil é mais importante do que em países como Estados Unidos ou da Europa. “Aqui, os livros de grande sucesso ficam na lista entre um e dois anos. Nos Estados Unidos, a rotatividade é maior”. As listas ajudam a vender.

Quem sai ganhando com a batalha são as grandes livrarias. Quando um livro é editado e publicado, ele sai da editora com um preço de capa. Então é negociado com a livraria. Para estar nas posições de maior destaque de uma grande rede, a editora dá descontos de 35% até 50% no preço de capa. A rede de lojas pode ter, então, uma margem alta na venda e, por isso, dá maior exibição ao produto, para faturar mais. Quando o livro encalha, as livrarias, em geral, não ficam com os produtos em suas prateleiras ou em seus estoques. Todos são devolvidos para as editoras.

Com um lançamento grande, como o de um Harry Porter ou de um Dan Brown, os custos são quase todos da editora. Cada display de propaganda que sustenta os livros custa de R$ 300 a R$ 700. No entanto, peças exclusivas produzidas para um grande lançamento podem chegar a R$ 1.000 cada. E quem banca é a editora.”

***

Taí, eu já comprei muito livro por impulso.

***

E pra piorar ainda tem a história do preço único.

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Vivendo a arqueologia intensamente

Matéria curiosa no Valor hoje, por Jacilio Saraiva:

Empresas disputam arqueólogos para atuar em grandes obras

O arqueólogo Renato Kipnis diz que a rigidez no controle das construções por órgãos do governo está puxando as contratações

Indiana Jones não é mais o mesmo. Agora, bate ponto, cumpre expediente de até 14 horas e trabalha para grandes empresas. Pelo menos no Brasil, a profissão de arqueólogo recebeu um reforço a partir de 2002 com a obrigatoriedade da presença do profissional em obras que possam causar impactos ambientais. Segundo especialistas do setor, a disseminação de empreendimentos de grande porte- como hidrelétricas, estradas e gasodutos-, os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o aumento da fiscalização nas construções provocaram um salto de até 100% nas contratações de arqueólogos, nos últimos três anos. A formação acadêmica dos profissionais também ganha corpo com a criação de novos cursos de graduação e especialização.

“A expansão do mercado de trabalho foi ocasionada pela necessidade crescente de pessoal para atender às demandas da arqueologia de contrato, relacionada a grandes empreendimentos”, analisa Denise Pahl Schaan, presidente da Sociedade de Arqueologia Brasileira e coordenadora do curso de especialização em arqueologia da Universidade Federal do Pará. “Hoje, os serviços para empresas são responsáveis por mais de 90% dos projetos na área e já se sobressaem em relação às pesquisas acadêmicas, que sempre caracterizaram a arqueologia no Brasil.“”

Mais:

“(…) A legislação que obriga a presença dos especialistas em obras de pequeno e grande porte foi criada nos anos 1960 e ganhou rigidez a partir de 2002. Com isso, todos os sítios arqueológicos são protegidos por lei, mesmo os que ainda não foram descobertos- e para construir qualquer usina ou estrada é necessário fazer um levantamento arqueológico do local. “No Piauí, há grande procura por técnicos por conta da presença de mineradoras interessadas em reservas de ferro, fósforo, níquel, mármore e calcário”, diz Maria Fátima.

Segundo Denise, alunos de arqueologia sem formação completa ganham até R$ 1,5 mil por mês. “Órgãos públicos, como o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), admitem arqueólogos por salários de R$ 6 mil a R$ 8 mil, por contratos temporários”, diz. E quando o trabalho é em campo, a remuneração pode aumentar. “Se a legislação for cumprida à risca, precisaremos de todos os arqueólogos que se formam no Brasil.

***

Legislação correlata e outras informações no site do Sociedade de Arqueologia Brasileira, aqui.

Pergunta-se: essa produção está onde?

Bem, a Portaria 230 de 17 de dezembro de 2002 do IPHAN, que “deu rigidez” à legislação anterior, estipula que:

§ 2º – O resultado esperado é um relatório detalhado que especifique as atividades desenvolvidas em campo e em laboratório e apresente os resultados científicos dos esforços despendidos em termos de produção de conhecimento sobre arqueologia da área de estudo. Assim, a perda física dos sítios arqueológicos poderá ser efetivamente compensada pela incorporação dos conhecimentos produzidos à Memória Nacional.

(…)

§ 8º – No caso da destinação da guarda do material arqueológico retirado nas áreas, regiões ou municípios onde foram realizadas pesquisas arqueológicas, a guarda destes vestígios arqueológicos deverá ser garantida pelo empreendedor, seja na modernização, na ampliação, no fortalecimento de unidades existentes, ou mesmo na construção de unidades museológicas específicas para o caso.

Pergunto-me se essa produção em algum momento vê a luz do dia…

Nesta matéria do NYT sobre OLED´s _ a nova onda dos LED´s, dispositivos semicondutores que produzem luz:

Universal Display, a company started 15 years ago that develops and licenses OLED technologies, has received about $10 million in government grants over the last five years for OLED development, said Joel Chaddock, a technical project manager for solid state lighting in the Energy Department.

Armstrong World Industries and the Energy Department collaborated with Universal Display to develop thin ceiling tiles that are cool to the touch while producing pleasing white light that can be dimmed like standard incandescent bulbs. With a recently awarded $1.65 million government contract, Universal is now creating sheetlike undercabinet lights.

The government’s role is to keep the focus on energy efficiency,” Mr. Chaddock said. “Without government input, people would settle for the neater aspects of the technology.

(…)Exploiting the flexible nature of OLED technology, Universal Display has developed prototype displays for the United States military, including a pen with a built-in screen that can roll in and out of the barrel.

The company has also supplied the Air Force with a flexible, wearable tablet that includes GPS technology and video conferencing capabilities.

As production increases and the price inevitably drops, OLED will eventually find wider use, its proponents believe, in cars, homes and businesses.”

***

E nem dá pra dizer que é coisa de obamaníacos…

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Clique para ampliar

Deu no UOL:

Microsoft pede desculpas por ter apagado imagem de negro em propaganda

WASHINGTON, EUA, 26 Ago 2009 (AFP) – A Microsoft pediu desculpas por ter modificado a fotografia de uma campanha publicitária da empresa na Polônia para apagar um homem negro da imagem.

A foto da propaganda, que pode ser vista no site da gigante norte-americana da informática, exibia uma mulher branca, um homem negro e um homem asiático sentados em torno de uma mesa de reuniões.

Mas a mesma fotografia, na versão polonesa da propaganda, apresentava um homem branco em vez de um negro.

Em uma mensagem exibida no site de microblogs Twitter, a Microsoft classificou a iniciativa de “um erro de marketing” e expressou suas “sinceras desculpas”.

“Estamos retirando essa imagem”, acrescentou a empresa de Redmond (Washington, noroeste).

***

Mais detalhes aqui.  Pelo visto a Microsoft é tão adaptável quanto a Google.

***

Em um post, aliás bem bacaninha (o Paulo é capaz de alguns posts bacaninhas quando não está ocupado demais pedindo (hereticamente, pelos seus padrões) pela volta da fair doctrine em necrológios) do Paulo do FYI, ele diz o seguinte:

Working globallyIn 1999 I was working for a large Telecom company. We had customers all over the world and co-workers from all over the world. But now things are a much more wide spread. I have daily meetings with people that are all over the US, my co-workers are many times in different time zones, and I would say 95% of my job is done via email. When email is down I am dead in the water. Specialization is also increasing big time. Today my role is so particularly detailed that I don’t think one could easily replace me without a few months of ramp up. I don’t even know if my 1999 self would understand right away how complex my current work is. I am also working longer hours than I did before, but that might be a consequence of my career stage more than any technology change.” [grifo meu]

Fico pensando se a Microsoft tem empregados especializados em adequar seu marketing às “culturas locais“…

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Eu vi uma matéria no UOL sobre os premiados do HQMix e a figura acima chamou minha atenção.  O texto confirmava meus piores temores:

“(…)alguns autores e projetos se destacaram por serem premiados com duas estatuetas.

É o caso da revista “Turma da Mônica Jovem”, ganhadora das categorias projeto editorial e publicação infanto-juvenil. O título mensal é publicado pela Panini, eleita editora do ano.

Iniciado em 2008, traz uma versão adolescente dos personagens de Mauricio de Sousa.” [grifo meu]

Aparentemente, ali na capa a Mônica largou o Eduardo (*) e parece estar querendo dar um “pega” em um Cebolinha transformado em personagem de alguma comédia de high-school norte-americana.

OK, eu entendo que as necessidades do sistema capitalista exigem a adequação da oferta às condições demográficas da demanda e tals, o que significa que ainda veremos uma versão “O Primeiro Ano do Resto das Nossas Vidas” da turma da Mônica.  Mas, pô, o graphics podia ser melhorzim, né não?

(*) cripitc reference mode on

O grande Ratapulgo me enviou este vídeo:

O consumidor de hoje não aceita simplesmente um “não” como resposta. Ele usa a sua inteligência e novas tecnologias para expressar o seu sentimento. Dave Carroll teve seu violão danificado durante um vôo da United Airlines e utilizou sua habilidade de músico para expressar sua indignação com a forma como foi tratado pela empresa. Essa atitude se transformou no novo hit da internet. Tradução da Somma Consultoria – http://www.sommaonline.com.br – Você também pode fazer valer o seus direitos!

Genial.  Pena que nem todos os consumidores são tão talentosos _ a começar por mim mesmo, que teria boas canções para fazer sobre bancos e concessionárias de serviços públicos.

No Valor, uma resenha estranha:

Todos nós conhecemos pelo menos um exemplar típico desta geração de jovens para os quais casamento, lar e filhos são vistos não como metas, mas perigos a serem evitados, como mostrou um estudo com o perfil dos americanos do fim da sua adolescência até os 20 e tantos anos. O mais apropriado, em muitos casos, seria acrescentar emprego à lista do que os assusta. Grande número deles não tem ideia de qual será sua ocupação e muitos estão adiando o momento de sair da casa dos pais. É possível prever que mesmo entre os mais instruídos haverá os que passarão anos em empregos temporários.

Em resumo, são jovens adultos que tentam adiar os compromissos, um fenômeno facilmente encontrável nos EUA, no Japão, na Europa e, claro, também no Brasil. Na Itália, tem-se constatado que a maioria dos jovens na faixa dos 30 ainda vive em casa com os pais e não está casada nem propriamente empregada. O governo inglês criou uma “classificação” específica para eles: são os Jovens Neet, na sigla em inglês: Not in Education, Employment or Trainining (não estudantes, não empregados, não em treinamento).

Outro grupo são os chamados “bumerangues” – saem da casa paterna para estudar ou quando arrumam emprego ou se casam, mas voltam porque fracassaram e não veem opção senão recorrer aos pais. De forma geral, sentem-se confortáveis morando com a família mesmo adultos, supostamente independentes, donos dos próprios narizes.

Para os pais, parece uma situação ideal o prolongamento da convivência diária com os filhos, já na fase adulta. Mas são cada vez mais comuns as manifestações de preocupação desses mesmos pais, dos dirigentes de empresas, de psicólogos sobre a instabilidade desses jovens. Haver filhos dependentes emocional e financeiramente dos pais não é um fenômeno recente, mas acentuou-se nos últimos anos, mesmo antes da crise financeira que dificultou o acesso dos jovens ao mercado de trabalho.

A questão, na verdade, é outra, e é esse o mote de William Damon, professor de educação e diretor do Centro de Pesquisas da Adolescência da Universidade de Stanford, no livro “O Que o Jovem Quer da Vida?”. É sua terceira obra nessa esteira de análise do papel e do perfil dos jovens. Para ele, o que falta aos jovens é um projeto de vida. E ele gasta praticamente todo o livro mostrando como é possível estimulá-los a descobrir qual é esse propósito de vida.

Não é tarefa fácil. Mas, com base em pesquisa com mais de 200 jovens com idade entre 12 e 26 anos, Damon oferece panorama das aspirações – ou da falta delas – desse grupo e sugestões de como motivar e inspirar os sem-projeto.”

***

A resenha é estranha porque o resenhista toma grande parte do seu tempo falando de um fenômeno social, e só nos últimos dois parágrafos falando do livro _ com nem uma palavra sobre a proposta real do autor.

Fiquei sem saber se o livro é bom ou ruim, mas até que fiquei curioso.  Imagino, porém, que o livro seja ruim, pois se propõe a dar respostas locais (“motivar o jovem”) para problemas que são gerais (desemprego).  Resta a questão da alienação.  Acho que este é um divisor de águas, com os conservadores em geral achando que este é um “problema de valores” resolvível em casa e os progressistas achando que este é um “problema de valores” resolvível coletivamente.  Palpites?

***

De toda forma, eu aposto que os “jovens Neets” estão superrepresentados nas redes de relacionamento.  E no Twitter.  🙂

Deu no UOL:

Senador dos EUA questiona indicação de embaixador do Brasil por etanol

WASHINGTON (Reuters) – Um senador republicano ameaçou na terça-feira atrasar a aprovação da escolha do presidente Barack Obama para embaixador no Brasil, porque ele defende o fim da tarifa que os Estados Unidos cobram sobre as importações de etanol.

“Como senador e candidato presidencial, o presidente Obama dava apoio à manutenção da tarifa dos EUA sobre o etanol importado”, disse o senador Charles Grassley em comunicado.

“Agora, o indicado do presidente para embaixador no Brasil diz que a remoção da tarifa seria ‘benéfica’. É importante saber se a posição da administração mudou antes que essa nomeação vá adiante”, completou.

Grassley, proveniente do Estado produtor de milho de Iowa, é um dos mais ferrenhos defensores no Congresso dos EUA da tarifa de 54 centavos de dólar por galão sobre o etanol.

O Brasil, maior exportador do mundo de etanol e o segundo maior produtor depois dos EUA, pressiona pelo fim da tarifa.

Obama indicou Thomas Shannon, um diplomata de carreira que é agora secretário-assistente para o hemisfério ocidental, para ser embaixador dos EUA no Brasil.

O Comitê de Relações Estrangeiras deve votar ainda nesta terça-feira a indicação de Shannon, o que normalmente abriria caminho para a votação no Senado.

Mas as regras do Senado permitem que um único senador atrase a ação da Casa sobre indicações presidenciais até que as preocupações sejam discutidas — ou até que 60 votos entre os 100 membros da Casa sejam conseguidos para quebrar o impasse.” [grifo meu]

***

Sei.

Mas não, este post não tem nada a ver com o Sarney.  🙂

Talvez alguns dos meus 4,5 leitores já tenham lido sobre microcrédito.  Bem, hoje já existem possivelmente centenas ou milhares de esquemas diferentes, mas ao menos nos primórdios, naqueles esquemas aparentados ao do Grameen Bank, uma das coisas que fazia o sistema funcionar era que o empréstimo era feito em “clubinhos” de caráter bem local. E preferencialmente para mulheres.  Com isso ficava muito reduzido o perigo do default _ porque havia uma questão de decoro entre as tomadoras de empréstimo, que não queriam ser vistas pelas outras como caloteiras.

Este post do Credit Slips lembra que, antes da desregulação bancária nos EUA, havia um poderoso esquema de bancos locais _ e neles, funcionava um pouco o espírito reverso, porque o banqueiro ou o gerente eram da própria cidade, conheciam todo mundo, e seu negócio tinha um nome a zelar.

Essa é uma discussão importante e traz de volta a questão do “too big to fail“: bancos grandes são mais eficientes, é verdade, mas também criam um severo problema de risco moral.

Isso também me lembra uma matéria do NYT de ontem, sobre as resistências que o pessoal do antitruste tem encontrado até mesmo dentro do governo Obama, no desejo de reverter a política laissez faire de Bush.  Falando sobre os setores onde têm havido mais resistência a essa reversão de política, diz o jornal:

In a third area, a White House effort to overhaul financial regulation, officials weighed but rejected a significant antitrust role as a way to reduce the size of large companies considered too big to be allowed to fail.”

Dureza.

Ezra Klein tem reflexões poderosas sobre o Kindle:

The publishing industry has put quite a lot of effort into perfecting the display of text on a piece of paper. To put it slightly differently, books are pretty good at being books. They have a lot of practice at it.

But the Kindle is young yet. And as I argued in my assessment of the gizmo for the Columbia Journalism Review, its true potential isn’t in displaying printed text in an alien, electronic medium. It’s in hastening the transition to digital text that will be displayed in its native context. A book that has paid particular attention to formatting is a book that has been optimized for the printed page. The Kindle will be poor at displaying such a book. But the question is what happens when someone finally writes a book that has been intelligently optimized for the Kindle? A book with hyperlinks, and maybe embedded video. A nonfiction book that allows you to download the full studies it mentions and lets you click on a quote to read the full transcript of that interview.”

***

O que aponta para o caminho da padronização dos readers.  Claro, trata-se de um “chicken and egg problem“, e ninguém vai se preocupar em formatar um produto só para o Kindle.  Mas conseguirá a Amazon chegar a um consenso com outros produtores de readers?

No Blue Chip da Daniele Camba, no Valor:

Em parceria com os sócios da Pink Elephant, a Diageo está montando em São Paulo, o 1820 The Blue Bar, primeiro espaço da América Latina destinado a beber especialmente Johnny Walker Blue Label . “Será um cenário para desenvolvermos experiência de consumo. A melhor forma de tomar o Blue Label é puro, mas vamos mostrar como isso muda de acordo com o copo. Para isso, importamos taças de cristal da República Tcheca.” Segundo Giorgetti, o segmento está aquecido e há casa internacionais interessadas em se instalar no interior de São Paulo e no Rio.

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(clique para ampliar)

Do Gizmodo:

Kane Kramer, an inventor by trade, came up with a gadget and music distribution service almost eerily similar to the iPod-iTunes relationship that predates it by three decades. The guy predicted details down to DRM and flash memory’s dominance.

Kramer’s device, the IXI, was flash-based, even though flash memory in 1979 only could have held about three minutes of audio, and featured a screen, four-way controls, and was about the size of a cigarette pack. Even weirder, he envisioned the creation and sale of digital music and foresaw all the good and bad that would come from this: No overhead, no inventory, but a great push for independent artists, with the risk of piracy looming large.

He predicted DRM, though he didn’t go into many specifics, and in his one concession to the time, guessed that music would be bought on coin-operated machines placed in high-traffic areas. It’s creepy, really. Last year, Apple even brought him in to testify on their behalf—they weren’t at risk of being sued themselves, since his patent had expired. Pretty amazing, considering there wasn’t even internet at the time (he used telephone lines instead). Check out our article on the case in which Apple used his testimony for more info. [picture from CNET]

***

O mais curioso é que a Apple usou o testemunho e a patente de Kramer em uma disputa jurídica contra a Burst.com, uma empresa americana que levou a firma da maçã aos tribunais por infração de patente.  A matéria não é muito específica, mas provavelmente a patente de Kramer foi usada para demonstrar que a idéia de um iPod já havia caído em domínio público (a patente expirou em 1988 porque Kramer não tinha _ segundo uma matéria do Daily Mail _ dinheiro para “renová-la” nos 120 países onde havia sido registrada, o que me soa estranho já que patentes não são renováveis).

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Rodízio solidário

Essa matéria no Valor me levou às lágrimas:

Milionários empobrecidos dividem iates

Ao preço de  15 milhões (US$ 21 milhões), o iate de luxo de 41 metros Ocean Emerald é um autoagrado a que poucos diretores de bancos e empresários podem se dar o luxo. Por  2 milhões, a posse compartilhada por cinco semanas já é outra história.

A posse parcial de megaiates está aumentando com a queda na riqueza dos milionários. O estaleiro italiano do Ocean Emerald, Rodriquez Cantieri Navali SpA, tem planos de produzir 10 embarcações para um programa de posse compartilhada, dos quais os primeiros três foram vendidos para 20 proprietários, disse Alberto Castagna, diretor da divisão de luxo da empresa.

“A propriedade fracionada faz muito mais sentido no mundo de hoje, uma vez que os bônus são mais baixos e o mundo, de forma geral, se tornou um ambiente muito mais duro”, disse Peter Mallinson, um dos proprietários parciais do Ocean Emerald. (…)

A posse compartilhada poderá conter a desaceleração da indústria de iates de luxo, de 8 bilhões, depois que os diretores de empresas como o Citigroup e o Morgan Stanley perderam seus bônus no ano passado. As vendas de iates com comprimento superior a 24 metros deverão cair 38% nos 12 meses até o fim de agosto ante crescimento médio de 11% nos oito períodos de 12 meses anteriores, segundo preveem analistas do Observatório Náutico da Universidade Tor Vergata de Roma.

Cada um dos proprietários do Ocean Emerald pode reservar até cinco semanas não-consecutivas por ano para cruzeiros no Mediterrâneo ou Caribe. O iate, projetado por Norman Foster, vem com sete tripulantes e interiores da fabricante de móveis italiana Cassina.

“Qualquer pessoa que tem um barco sabe que o problema é que você paga o ano todo e usa o barco muito pouco”, disse, a bordo do iate, o empresário Niccolo Arnaldi, em Londres, que também é um dos proprietários do Ocean Emerald.”

E para quem está assustado com o desempenho do Speedy, uma novidade:

Remessa de lucros e dividentos dobra no setor de telecom em 2008

Remessa de lucros e dividentos
dobra no setor de telecom em 2008

Entre 2007 e 2008, a remessa de lucros e dividendos do setor de telecomunicações no Brasil quase dobrou, passando de US$ 461 milhões para US$ 881 milhões. Isso representa um crescimento de 91%, contra 55% de expansão do total de remessas de divisas do Brasil no período, que passou de US$ 16.706 milhões para US$ 25.959 bilhões. O ranking dos países destinatários das remessas é liderado pelos Estados Unidos (24% do total em 2008 e crescimento de 120% entre 2008 e 2007) e Espanha (17% do total e crescimento de 137%), de acordo com os dados do Banco Central.

Não foi só o setor de telecomunicações que acelerou a remessa de lucros e dividendos no ano passado, em função da crise econômica mundial que atingiu especialmente Estados Unidos e Europa. No entanto, foi um dos que mais ampliou o nível de remessas, embora sua participação no total seja pequena (3,4%). O setor financeiro cresceu 69,4% (de US$ 1.808 milhão para US$ 3.063 milhões).

A análise desses números — juntamente com a avaliação da expansão modesta dos investimentos em telefonia fixa e dados nos últimos dois anos e do aumento acentuado do número de reclamações em relação aos serviços de banda larga — deveria ter ligado o sinal de alerta na Anatel. Os dados sinalizavam a possibilidade de um problema de qualidade na prestação do serviço, ligado a um descompasso entre o grande aumento de tráfego e o investimento na capacidade da rede. O problema aparentemente era maior — como acabou se revelando — na Telefônica, a única a registrar um apagão em toda a sua área de concessão no serviço Speedy, no ano passado.

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Bicicleta que cria sua própria pista:

“”Whether it’s San Francisco, New York, or any bicyclistic city in between, you’re destined to witness biker after biker dancing with danger, especially at night when visibility is uncomfortably low. Alex Tee and Evan Gant’s LightLane device was recently just a concept but is soon to enter reality as a much-needed visual declaration of personal biking space. With a dire shortage of dedicated lanes, LightLane provides urban cyclists with a solution that adapts to them and any route they make take. The compact projector mounts easily to the rear of a bike frame and projects a bike lane-inspired linear pattern that provides great visibility and a familiarity that helps catch a driver’s attention.”

Via Slashdot.

O Financial Times informa que, morrendo, Michael Jackson provavelmente conseguiu fazer o que não faria se estivesse vivo:

A surge in interest in Michael Jackson is forcing people around him to revise their initial assessment that his assets could be overwhelmed by the debts attached to them.”

Mas não tentem fazer isso em casa.

Ontem mesmo discutia com minha consorte (ou, segundo alguns engraçadinhos, minha conazar) sobre a idéia da gente embarcar na onda da genética popular e encomendarmos um teste genético, tal como o provido por empresas como 23andMeNavigenics, ou DecodeMe.  Pois não é que a sincronicidade universal me mandou este artigo sobre Francis Collins, um cientista que fez um exame nas 3 empresas para avaliar a qualidade dos seus resultados?

Collins, who played a central role in the Human Genome Project and is rumored to be the next head of the National Institutes of Health, announced at the Consumer Genetics Conference in Boston last week that he had had his genome analyzed by the big three of direct-to-consumer genetic testing: 23andMe, Navigenics, and DecodeMe. He ordered the tests under a fake name, lest the genomics superstar get special treatment. His speech at the conference was the first time the companies heard that they had had Collins’s DNA in hand.

Collins said that sequence-wise, the tests “appear to be highly accurate”: there were almost no differences in the genotype information generated in the three different analyses. But there were significant differences in the numbers of genetic variations used to calculate disease risk, as well as the final risk score. For example, one company used 5 single nucleotide polymorphisms, or SNPs, to calculate risk for a particular disease, pronouncing Collins at low risk. Another used 10 SNPs, placing him at high risk, and the third used 15, concluding that he is at average risk. Collins also said that the analyses provided little information on his “carrier status,” meaning whether he carried genetic risk factors that didn’t influence his own risk of disease but could be passed down to future generations.” [grifo meu]

De volta à prancheta de desenhos.

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Reconheço que o pessoal foi criativo na criação de alternativas para a mídia impressa, lá na caixa de comentários deste post.   Mas tenho duas notícias que, digamos, engrossam o caldo:

Saiu um estudo da Pricewaterhousecoopers (PWC) indicando que há, sim, demanda para compra de conteúdo online de alto padrão.  O estudo, intitulado “Moving into multiple business models* – Outlook for Newspaper Publishing in the Digital Age“, aparentemente não foi contratado por ninguém _ a PWC diz que não recomenda seu uso como aconselhamento profissional, já que o estudo é apenas um guia para assuntos de interesse amplo.  Algumas conclusões, porém, são um tanto incoerentes no contexto mais amplo da disputa entre grande mídia e blogs, por exemplo:

Consumers place high value on the deep insight and analysis provided by journalists over and above general or breaking news stories.

Consumers see breaking news and general interest news as commodities, but there is always a market for high value online content in specific topics. Our consumer research indicates that consumers are willing to pay for this content, but newspapers need to develop strategies for monetising their content and intellectual capital.

Ora, se fatos (breaking news) são commodities, e os consumidores valorizam análise da notícia (deep insight and analysis), eu diria que os jornais estão muy mal posicionados vis a vis os blogs.  Por outro lado, há uma tendência clara nos EUA a que os blogs se tornem “vitrines” de bons analistas que depois são contratados a bons salários pela grande mídia.

A segunda notícia é fantástica:  o governo holandês, diante do ambiente crescentemente hostil ao modelo de negócios da mídia tradicional,  resolveu “adotar” 60 jovens jornalistas que serão empregados dos jornais privados mas serão “subsidiados” pelo Estado por até dois anos.  Claro que a medida tem mais um viés “trabalhista” do que de comunicação, mas não custa crer que há também uma preocupação em reconhecer a importância de seu papel (sic) em uma democracia moderna.

Deu no Valor:

Gol passa a cobrar serviço de bordo

A Gol substituirá o serviço de bordo minguado e grátis por um mais substancioso e cobrado à parte. O novo modelo é inédito no Brasil e começa a ser aplicado hoje nas rotas que ligam o aeroporto de Cumbica às capitais Salvador, Porto Alegre, Recife e Belém. No futuro, passará a valer em todos os voos acima de duas horas.

Os passageiros receberão cardápios enquanto voam para escolher entre quatro tipos de sanduíche a R$ 10 cada, acompanhamentos (como batata e chocolates) e bebidas frias e quentes a partir de R$ 3. Combinados desses itens sairão por R$ 12 ou R$ 15. Dinheiro e cartão serão aceitos. Quem não comprar nada receberá apenas amendoim e bebidas frias não alcoólicas – esses produtos, junto com bolachas e barrinhas, compõem o serviço de bordo da Gol até agora.”

***

É possível que a Gol entre em encrenca de novo, por desconhecimento de economia básica por parte da Justiça.

Alguns anos atrás a Gol foi processada por vender passagens a uma tarifa promocional de R$ 50,00.  Os demandantes queriam que a Gol cobrasse esse preço em TODAS as passagens do vôo.

É claro que ficou claro mais tarde que a passagem promocional mais barata é uma forma razoável de rentabilizar os custos operacionais, dado que um avião decolará estejam todas as poltronas ocupadas ou não.

Da mesma forma, a discriminação de preços em relação à alimentação a bordo não parece algo problemático em si, desde que é claro seja fornecido um “rancho” básico.  Do contrário _ se todos os passageiros ganhassem uma lauta refeição _ o passageiro que preferia não ter a refeição em troca de uma passagem mais barata estaria sendo prejudicado.

***

E por sinal, a Fifa anunciou os nomes das cidades que sediarão jogos na Copa do Mundo em 2014:

  • São Paulo
  • Rio de Janeiro
  • Belo Horizonte
  • Porto Alegre
  • Brasília
  • Curitiba
  • Recife
  • Fortaleza
  • Salvador
  • Cuiabá
  • Manaus
  • Natal

Haja avião!  Bendita Gol!

Deu no Telegraph:

Britain’s prized AAA rating under threat as S&P issues stark warning

Britain has moved a step closer to losing its prized AAA rating after a leading ratings agency downgraded the country’s outlook because of the deteriorating state of the public finances and political uncertainty over how to repair them.

Ratings agency Standard & Poor’s lowered the outlook to negative from stable. A lower rating would mean that S&P believes Britain is no longer fit to be in the club of top creditworthy nations, undermining its critical ability to borrow cheaply on financial markets.

The move by S&P came minutes before figures showed that the Government’s budget deficit hit £8.5bn in April, the most for that month since records began.

 Although S&P said lowering the UK’s outlook to negative “does not necessarily precede a rating change”, it added that the UK has a one in three chance of an actual cut in its ratings.

***

O que acontece se as agências de rating puserem a Inglaterra em AA é que uma montanha de capital vai ter que sair de lá, porque muitos fundos estão estatutoriamente impedidos de investir em riscos soberanos inferiores a AAA.

A City vai perder um bocado de seu lustre.

Ora vejam, tem a versão em português.

Divulguem!

Matéria do NYT aqui.

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