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Na Wired:

Pumzi, Kenya’s first science fiction film, imagines a dystopian future 35 years after water wars have torn the world apart. East African survivors of the ecological devastation remain locked away in contained communities, but a young woman in possession of a germinating seed struggles against the governing council to bring the plant to Earth’s ruined surface.

(…)

Like recent standouts District 9 and Sleep Dealer, the short film taps into Third World realities and spins them forward for dramatic effect. But to produce Pumzi, Kahiu looked to the past, as well as the future.” [grifo meu]

***

Isso me lembra desse artigo sobre a necessidade da ficção científica:

We live in a world that is incredibly frightening for a growing portion of the population because of the exponential rate of change and development we are experiencing. (…). Our world is changing so fast now that we often don’t have time to contemplate the full ramification that come with the increasingly rapid adoption of new technologies and social changes. Most often this is simply because these changes are being introduced almost one after another after another without any time to breath. Speculative fiction however, if widely adopted makes it almost instinctive that we think about these situations and possible outcomes before they even arise. It puts our brains into a future simulator of sorts where we are running through countless of possible outcomes for our society every week, culminating to subconscious database of sorts of ‘what if’ scenarios that we carry around with us. Without this database in our heads we blindly charge forward through the jungle of our progress without any regard of potential cliffs that lay ahead until it is too late.

Isso me faz pensar sobre as razões pelas quais o Brasil não produz ficção científica de nenhuma espécie, nem no audiovisual, nem na literatura.  Será que é porque abdicamos de pensar o futuro?  Talvez.

Onde foi parar este filme??

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Talvez tenha passado desapercebido ao público brasileiro o fato de que agora em Janeiro a Suprema Corte dos EUA liberou a possibilidade de grandes empresas financiarem campanhas políticas naquele grande país, sem limites quando ao volume de recursos gasto por candidato:

Suprema Corte dos EUA libera financiamento de campanhas políticas por grandes empresas

NOVA YORK – Uma Suprema Corte muito dividida aprovou na quinta-feira a decisão de abolir os limites para gastos de grandes corporações com campanhas eleitorais nos EUA e causou fortes protestos de políticos em Washington e de entidades de defesa da liberdade de expressão. A sentença derrubou limites de financiamento de campanha que vigoraram nos últimos 20 anos. A decisão foi aprovada por cinco votos contra quatro e também prevê que todos os anúncios pagos pelas campanhas devem explicitar o nome do patrocinador que deu o dinheiro. Até então, todas as doações de campanha eram destinadas a um comitê politico e, mesmo assim, com limites. Na eleição presidencial de 2008, o limite individual foi de US$ 2.400. Agora, empresas poderão destinar recursos diretamente a um determinado candidato, sem intermediações nem limites.”

Embora John McCain tenha se revelado “desapontado” com a sentença,  justamente por isso é que suponho que a maioria dos republicanos tenha gostado da idéia, como o Senador Mitch McConnel, do Kentucky, líder da minoria no Senado.

– Por muito tempo, grandes empresas foram impedidas de participar plenamente das campanhas políticas, e esta decisão é um reforço da Primeira Emenda, que garante liberdade para todos, inclusive grandes corporações. É um reforço da liberdade e não uma ameaça à democracia.

É isso aí.  No Voloch Conspiration também abundam defesas da sentença, em geral seguindo o mote “empresas também são gente“.

Acho que isso diz muito sobre a possibilidade de qualquer proposta legislativa sobre a regulação dos serviços financeiros passar no Congresso norte-americano após 2010.

***

Comentando uma flor de retórica exposta em um artigo de Larry Lessig, segundo a qual embora ninguém possa em sã consciência suspeitar que a sentença teria sido comprada e ainda manter sua credibilidade mas que paradoxalmente a Suprema Corte negou ao Congresso a integridade de que ele mesmo usufrui, o James Balkin do Balkinization produziu a meu ver a melhor exposição da questão, que inteligmente atribui a opinião da Corte não a uma negociata corrupta entre juízes e empresas, mas como o resultado de um investimento de longo prazo:

The Supreme Court we have today is the ghost of campaign expenditures past.

Bingo.

“I’m a history buff.  I love the Museum of Natural History.”

_ Scott Brown, senador republicano recém eleito, demonstrando mais uma vez a sarahpalinização do GOP, segundo o Washington Post.

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