You are currently browsing the daily archive for janeiro 21, 2010.

Tio Rei falando sobre “a farsa do aquecimento global”:

“A escatologia do aquecimento é uma cópia vagabunda e sem talento do Apocalipse; deve ser mentirosa”

Resta saber se é mentirosa por ser vagabunda e sem talento, ou por ser do Apocalipse.  No segundo caso Tio Rei vai ter que se explicar com a Opus Dei.

Anúncios

E no Laelaps dos Science Blogs, como os lêmures surfistas chegaram a Madagascar.

E como vocês já devem estar carecas de saber, o NYT anunciou que vai para trás de uma paywall em 2011.

Os detalhes não são claros; aparentemente, haverá um controle por IP, de forma que leitores infrequentes poderão acessar gratuitamente algumas matérias, enquanto os mais frequentes terão que pagar uma taxa fixa por acesso ilimitado _ os assinantes do jornal impresso também terão acesso ilimitado [esse esquema me parece similar ao do Financial Times _ mais sobre isso abaixo].

O The Atlantic traz uma lista de análises que já estão circulando na rede.

Felix Salmon acha que isso alienará ainda mais leitores do jornal.  Ele crê que a maioria dos leitores do site do NYT chegam até lá via blogueiros, mas que com o paywall os blogueiros pararão de fazer links para o NYT, o que reduzirá o número de page-views do site.

Será que isso é verdade?  Como leitor, eu entro todo dia no site a partir dos meus favoritos.  Como blogueiro, eu sempre coloco os links das matérias que cito, mesmo as que estejam atrás de paywalls, como as matérias da Folha e do Valor.  Mas pode ser que eu seja uma exceção, não sei.

Em todo caso vamos ver o que acontece com os blogs do NYT (onde entra, por exemplo, o Paul Krugman).   Felix Salmon lembra que hoje em dia não existe exemplo de blog bem sucedido atrás de uma paywall…

Zach Seward, do Wall Street Journal, disse no Twitter que os investidores estão inseguros quanto à essa nova estratégia, pelo que se depreende do comportamento das ações do NYT após o anúncio.

Mais interessante, a Slate, que também tem uma matéria sobre a paywall do NYT, mostra um site que ensina como preparar um cookie para burlar o paywall do Financial Times.

E ho ho, funciona.  O que me permitiu acessar a coluna de John Gapper no FT falando sobre o mesmo assunto.  Do ponto de vista econômico, no trade-off entre receitas de assinaturas e de publicidade, o que parece estar acontecendo é que após um primeiro momento onde a receita de publicidade subiu, ela começou a baixar dada a competição dos diversos outros empreendimentos na rede (sites agregadores, sites de busca, portais, mesmo blogs).  Daí não restar mesmo outra opção aos jornais.

Gapper lembra também que o Wall Street Journal e o FT vão muito bem obrigado com seus modelos de assinatura, embora essa seja uma comparação talvez pouco válida já que estes jornais se beneficiam de possuir um público corporativo, pouco sensível a preços (ao menos nessa região de preços).

Entretanto, mesmo Gapper acredita que o que é válido para grandes brands não será necessariamente válido para o jornal generalista da esquina:

Nothing will save a lot of general newspapers. They thrived for a time on local or regional advertising monopolies and, now that Craigslist and other advertising aggregators exist, are finished. They do not produce anything valuable enough to survive the transition.

Perhaps commodity general news is now so widely available that even a true premium provider cannot charge. But I don’t believe it – reading both The Guardian and The New York Times’ coverage from Haiti this week was a reminder of how distinctive they can be.”

Adeus Jornal do Brasil??

Deu no Estadão:

ONU reduz equipes de resgate no Haiti

Organização admite falhas no sistema de distribuição de comida

Jamil Chade, correspondente em GenebraTamanho do texto? A A A A

A ONU decidiu reduzir ainda mais o número de equipes de resgate no Haiti e admitiu que não conseguiu estabelecer um sistema adequado de distribuição de ajuda. A partir de agora, a prioridade serão os sobreviventes espalhados por ruas e acampamentos improvisados.

A decisão foi tomada depois que organizações humanitárias informaram que dificilmente alguém poderia resistir por mais de uma semana sem água e comida. “As equipes estão exaustas e, à medida que o tempo passa, a chance de achar alguém ainda vivo é cada vez menor”, afirmou ao Estado a porta-voz da ONU Elizabeth Byrs.

Na terça-feira, as equipes de resgate haviam sido reduzidas de 52 para 48. Ontem, o número caiu para 36. “Parte das equipes está sendo usada agora para a distribuição de comida e remédios”, disse Elizabeth. No auge da operação, 1,8 mil homens trabalhavam com a ajuda de 175 cães. Até ontem, 121 pessoas haviam sido resgatadas com vida.”  [grifo meu]

***

A idéia de estar preso debaixo dos escombros de uma casa ou prédio é aterrorizante.  Não só para quem está soterrado como também para quem está do lado de fora.

Acho que só isso explica o fato de que tantos recursos tem sido utilizados no resgate de tão poucas pessoas.  Como diz a matéria, apenas 121 pessoas haviam sido resgatadas com vida.

Mas uma matéria do NYT informa que:

Despite all the incoming help, Partners in Health, an organization that has been providing health care in Haiti for two decades, estimated that 20,000 Haitians were dying daily from lack of surgery.”

Mesmo supondo que esse número de vinte mil pessoas morrendo diariamente por falta de cuidados  seja algo inflado, e que as habilidades das equipes de resgate não seriam facilmente convertidas em ajuda para quem precisa de tratamentos médicos, ainda assim me parece que a conta não fecha, e que o esforço no resgate prejudica os sobreviventes.  Talvez o resgate simplesmente não compense, embora seja cruel pensar assim.

janeiro 2010
D S T Q Q S S
« dez   jul »
 12
3456789
10111213141516
17181920212223
24252627282930
31  
Add to Technorati Favorites

Blog Stats

  • 1,548,046 hits