Tio Rei está promovendo uma série com o nome de pessoas que hipoteticamente perderam a vida devido às ações dos grupos armados de esquerda, começando pelos 19 mortos  “antes do AI-5” (mas, o que talvez importe mais, após o golpe de 64).

Estes nomes são retirados do site do grupo “Terrorismo Nunca Mais”, o famigerado Ternuma.  No site da fofíssima ONG, a página que contém os nomes dessas pessoas é encimada pelo seguinte texto:

Memorial 1964

O clamor das manifestações públicas e sociais do início de 1964 desaguou no Movimento Democrático de 31 de março, marco imorredouro da evolução política nacional, quando as forças democráticas, lideradas pelas Forças Armadas e em defesa da nossa Soberania, impediram que o comunismo internacional tomasse o poder.  Eterna homenagem aos que lutaram em prol da Democracia e da Liberdade.

O site aliás contém outras pérolas, como a seguinte advertência:

O TERNUMA solidariza-se, de maneira irrestrita, com o Cel Carlos Alberto Brilhante Ustra e repudia veementemente a omissão da Instituição a qual pertence.Um alerta às esquerdas: podem estar certas de que jamais conseguirão destruir as Forças Armadas. Não pensem em repetir 64, pois, com certeza, serão novamente derrotados.

HÁ VERDADEIROS PATRIOTAS ATENTOS !!

Ou tratados da pena do “blogueiro cultural” Anatoli Olynik, como por exemplo o imortal ensaio “O Esquerdista, Quem é Ele?”:

“A ambição diabólica do esquerdista é querer mandar no mundo”

O esquerdista é um doente mental que precisa de ajuda e não sabe. Um sujeito miserável que necessita da piedade humana. Mas cuidado com ele. Por ser um ser desprezível, abjeto, infame, torpe, vil, mísero, malvado, perverso e cruel, todos sinônimos é verdade, mas insuficientes para definir seu verdadeiro perfil, ele é perigoso e letal.

É um sociopata camuflado, um psicótico social que imagina ser Deus e centro do mundo. Na sua imaginação acha que é capaz de solucionar todos os problemas da humanidade e do mundo manifestado, mas que na verdade quer solucionar os seus próprios, que projeta nos outros para iludir-se de ser altruísta.

Ou de nosso já conhecido Olavo de Carvalho, capaz de análises políticas tão sagazes quanto esta:

Não vejo no horizonte o menor sinal de que os adeptos do Sr. José Serra tenham aprendido a lição: hipnotizados pela esperança da vitória eleitoral, não vêem que tudo o que estão querendo é colocar na presidência um homem isolado, sem apoio militante, escorado tão somente na força difusa e simbólica da “opinião pública” — um homem que, à menor sombra de deslize, terá contra si o ódio da militância revolucionária explodindo nas ruas e será varrido do cenário político com a mesma facilidade com que o foi o ex-presidente Collor.”

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E pensar que Tio Rei já foi companheiro de viagem do Mendonção.

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