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O Daily Mail proclama: é chegada a hora das modelos cheinhas!

Sempre achei que algo assim seria natural em um mundo onde afinal a obesidade assume proporções epidêmicas.

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Inauguraram esta semana o prédio mais alto do mundo: o Burj Dubai (ou Torre Dubai em português, recentemente renomeado Torre Khalifa).

Trata-se de um filho tardio da bolha imobiliária.   Significativamente, está situado no mesmo país que agora há pouco ensaiou dar um tiro na recuperação da economia mundial.

Procurando pelo bicho, deparei-me com um modelo que mostra a total dimensão do complexo imobiliário que se pretende construir no arenoso país.

O Emir que comanda o local pretende completar a transformação de Dubai em um grande centro financeiro e turístico, movimento que pôs em curso há alguns anos já antevendo o fim da riqueza petrolífera do país (de fato, diz a Wikipedia que o petróleo já é responsável por apenas 6% das receitas de Dubai _ o que já pode ser um sintoma).

Claro que isso foi uma boa idéia, mas também me parece a receita para uma bolha, principalmente dado o prazo relativamente exíguo para a consecução dessa transformação.

E a gafe do Boris Casoy??

Errei mesmo, falei bobagem”, diz Boris Casoy após gafe

DIÓGENES MUNIZ

O âncora da Band Boris Casoy lamentou nesta sexta-feira (1º) as ofensas proferidas a garis que apareciam na edição de Réveillon de seu telejornal noturno. A gafe foi cometida após o “Jornal da Band” mostrar imagens de lixeiros desejando felicidades aos telespectadores da emissora.

Sem saber que o áudio estava sendo transmitido, Casoy comentou: “Que merda: dois lixeiros desejando felicidades do alto da suas vassouras. O mais baixo na escala do trabalho”.

O vídeo caiu na internet algumas horas depois e foi repudiado por internautas.

“Foi um erro. Vazou, era intervalo e supostamente os microfones estavam desligados”, disse, em conversa com aFolha Online por telefone. “Errei mesmo. Falei uma bobagem, falei uma frase infeliz. E vou pedir desculpas.”

Casoy é conhecido pelo bordão “Isso é uma vergonha”.

Já foi âncora no SBT durante nove anos (“TJ Brasil”), na Record, de 1997 a 2005 (“Jornal da Record” e “Passando a Limpo”) e na TVJB (ex-rede CNT).

Atualizado às 19h50: Casoy reiterou no telejornal desta sexta que a frase foi “infeliz” e pediu “profundas desculpas aos garis e aos telespectadores“.

***

Como diz a minha sogra, “depois que inventaram as desculpas, ninguém mais apanha“.

***

A Wikipedia tem uma notícia biográfica de Casoy:

Último dos cinco filhos de imigrantes judeus russos que chegaram ao Brasil em 1928, Boris adquiriu poliomielite ao completar um ano de vida, junto com sua irmã gêmea. Na época não existia vacina. A doença deixou seqüelas físicas, mas a marca maior foi a psicológica, gerada pela discriminação na infância. Até os nove anos, Casoy praticamente não podia andar. Com essa idade, ele foi operado nos EUA e recuperou os movimentos. “Como não podia andar, era um grande ouvinte de rádio, admirava aquele milagre da transmissão da voz”, contou em entrevista ao site Amputados Vencedores.”

Bacana, a história dele.  Uma história de luta contra a discriminação.  Quem diria.

O interessante é que as profissões de gari e jornalista (ao menos o de pendores investigativos) comungam de um mesmo ideal: limpar a sujeira alheia.

Mas me parece que a despeito da opinião do Casoy nessa seara o gari mediano costuma fazer um trabalho melhor do que o de boa parte da imprensa.

Vi hoje de manhã, no Bom Dia Brasil, a tocante cena do governador Sergio Cabral pedindo uma graninha ao governo federal por conta dos deslizamentos no Rio.

Pois é.  Deu no Estadão:

Embora o governador do Rio, Sérgio Cabral, tenha defendido a “radicalização” contra a ocupação desordenada das encostas de Angra dos Reis, moradores e ambientalistas de Ilha Grande recolhem, há quatro meses, assinaturas contra um decreto de Cabral que abriu uma brecha para novos imóveis na região. O Decreto nº 41.921/09, publicado em junho de 2009, autoriza a construção em áreas não edificáveis da Área de Proteção Ambiental (APA) de Tamoios, que inclui uma faixa de mais 80 quilômetros do litoral de Angra, a face da Ilha Grande voltada para o continente e as mais de 90 ilhas da baía. A Pousada Sankay e outras sete casas soterradas, na tragédia que matou 29 pessoas, ficam na região.

Segundo o decreto – que, para ambientalistas, atende à especulação imobiliária -, residências e empreendimentos turísticos poderão ser construídos em áreas da chamada zona de conservação de vida silvestre que já tenham sido degradadas, limitando-se a 10% do terreno. Até então, só era licenciada a expansão de imóveis construídos antes de 1994, quando a APA foi regulamentada. Donos de terrenos vazios não podiam construir. O decreto foi publicado sem debate com líderes locais ou órgãos consultivos. Com as críticas, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) comprometeu-se em não conceder licenças com base no decreto, mas ambientalistas querem a sua revogação.”

Tsk, tsk.

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