Acabo de ouvir, no Jornal Nacional, que uma das providências que os EUA planejam exigir das empresas aéreas em vista do recente atentado a um avião que ia de Amsterdam para Detroit é proibir que os passageiros entrem no banheiro da aeronave a partir do momento em que faltar 1 hora para a aterrisagem.

Em minha opinião isso revela algumas coisas interessantes:

a) o reconhecimento tácito de que o tipo de explosivo usado pelo nigeriano, bem como a técnica de ignição, é indetectável pelo raio-X dos aeroportos;

b) que, em vista disso, as autoridades anti-terror seguirão uma política de reduzir o possível custo em vidas de um ataque, procurando limitar a perda em vidas apenas ao número de passageiros e tripulantes do avião, minorando as possíveis baixas advindas da queda de uma aeronave de grande porte sobre uma área densamente povoada.

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Ou seja, a guerra ao terror vai bem, obrigado.  E se você, passageiro que não tem nada a ver com isso, está se borrando de medo, saiba que vai ficar pelo menos uma hora borrado.