Beijo da morte na Folha de hoje:

Campanha de Arruda no DF financiou 236 candidatos

da Folha Online

O escritório político do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM) –investigado por suspeita de caixa dois e pagamento de mensalão para deputados distritais– financiou campanhas no Distrito Federal em 2006, informa reportagem de Silvio Navarro e Rubens Valente, publicada neste domingo pela Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

Foram financiados 220 candidatos à Câmara Legislativa do Distrito Federal e 16 à Câmara dos Deputados, num total de R$ 642 mil. A prestação de contas de Arruda omitiu as datas de pagamentos e dados dos CNPJ de quem os recebeu.”

É a prova de que o “panetonegate” não é apenas um fenômeno local, mas sim, irrigou também a campanha do DEM em 2006.

Até a Veja deu o braço a torcer na edição que vai às bancas:

A implosão do esquema de corrupção montado no governo do DF provocou um abalo sísmico no DEM. Diante das cenas chocantes, os democratas concluíram que a única saída para minimizar o prejuízo eleitoral do partido com o escândalo seria a expulsão imediata do governador. A estratégia, porém, precisou ser alterada após uma reunião na qual Arruda ameaçou revelar segredos que aparentemente não podem ser expostos à luz do sol. “Se vocês radicalizarem comigo, eu radicalizo com vocês”, avisou o governador. Nem todo mundo entendeu. Não parece ter sido o caso do presidente do DEM, o deputado Rodrigo Maia, amigo de Arruda e padrinho de algumas nomeações em seu governo. Além da suspeita de que Arruda possa ter colocado sua máquina de desvios a serviço do partido, um detalhe ainda desconhecido liga a cúpula do DEM ao epicentro do tremor. Maia é íntimo do publicitário Paulo César Roxo Ramos, arrecadador informal da campanha de Arruda e acusado por Durval de operar a engrenagem de achaques que funcionava no governo do amigo.

A intimidade de Paulo Roxo com o presidente do partido era tal que no sábado dia 28, assim que foi divulgado o primeiro vídeo da corrupção, o publicitário correu à casa em que Maia vive em Brasília, não por coincidência alugada por outro amigo do presidente do DEM, André Felipe de Oliveira, ex-secretário de Esportes no governo Arruda. Roxo estava preocupado com a reação de Arruda caso o DEM decidisse emparedá-lo. “Você precisa segurar o partido. O desgaste pode ser muito maior se Arruda fizer uma besteira”, alertou. Essa proximidade alimenta a suspeita de que a arca clandestina de Brasília pode ter contaminado o caixa nacional do partido. Na semana passada, sob a condição de anonimato, um dirigente do DEM revelou a VEJA que pelo menos oito comitês de candidatos apoiados pelo partido nas últimas eleições municipais receberam dinheiro captado por operadores de Arruda. O deputado José Mendonça, do DEM de Pernambuco, era um dos mais aflitos. Ele pediu insistentemente a deputados e senadores do DEM que poupem Arruda da expulsão.

Tio Rei ainda está quietinho, já que parece que vai ficar cada vez mais e mais difícil tentar disfarçar a identidade entre a parte e o todo.  Vamos ver como ele se sai.

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