Deu (até) na Veja:

Arruda ameaça DEM depois de ser pressionado

Três dias depois de revelado o escândalo do pagamento do mensalão no Distrito Federal e após três reuniões da cúpula do DEM, o governador José Roberto Arruda reagiu com ameaças à pressão para deixar a legenda. Num encontro com os dirigentes nacionais do DEM, na residência oficial de Águas Claras, na segunda-feira, Arruda devolveu a pressão exercida pelo senador Demóstenes Torres (GO), que propôs à direção partidária sua expulsão sumária. “Se vocês radicalizarem comigo, eu radicalizo”, avisou.

No fim de semana, ele já havia prevenido interlocutores do partido de que não se calaria caso fosse expurgado. Nessas conversas, disse claramente que revelaria os recursos que saíram do Distrito Federal para várias campanhas municipais do DEM, incluindo a da prefeitura de São Paulo, hoje administrada por Gilberto Kassab. O governador também se negou a tomar a iniciativa de pedir desligamento do DEM. “Eu me recuso a aceitar desligamento”, afirmou. “Seria o reconhecimento antecipado de culpa e eu tenho defesa. Acho que tenho condições de mostrar minha inocência e ganhar as eleições.”

Vamos ver como isso compara com o que o “reservoir dog” predileto da revista andou dizendo:

Mensalão de Arruda ou do DEM?

O desastre protagonizado por José Roberto Arruda faz aflorar o enorme preconceito que parte importante da imprensa tem contra o DEM — considerado “de direita”. É preciso ser muito energúmeno para afirmar que o Democratas é direitista. Mas os energúmenos estão à solta… Por que escrevo isso? Porque já se chama o esquema de falcatruas do Distrito Federal de “mensalão do DEM”. Calma lá! (…)

O mensalão petista foi justamente classificado de “petista” porque a cúpula dirigente estava comprometida com ele. Não é o caso, até onde se sabe, das lambanças de Arruda. Enquanto não surgir uma evidência ao menos de que direção do partido tivesse ciência do esquema ou fosse sua beneficiária, chamar a coisa de “Mensalão do DEM” ou é manifestação do tal preconceito ou é prestação de serviços ao petismo.”

E principalmente com o que ele diz…agora:

Não há escapatória, senhores do DEM: hoje é pior do que ontem e melhor do que amanhã. Seja ou não verdadeira a história de que Arruda colaborou com dinheiro ilegal para ações do partido em outros estados, ele tem de sair. Nesse caso, o dano será certamente grande. Mas será devastador se ele ficar.

A única ação racional é expulsá-lo, independentemente do grau de contaminação.” [grifos meus]

Não é interessante essa escolha de palavras?   Quanto às trapalhadas de aloprados, invariavelmente não se faz a menor tentativa de separar uma coisa da outra.  Aliás, fala-se ali em “esquerdopatia”, associada ao Mal e ao próprio Tinhoso.  Já no caso do DEM…é um “contágio”, e Arruda, apesar de estar falando a linguagem dos mafiosos, é apenas uma “maçã podre” que não deve contaminar o resto do cesto.  Como se o DEM, cuja alma é o Pefelê, não tivesse abrigado, entre outras sumidades da política que vem da cueca, o Dr. Antônio Carlos Magalhães.