Luiz Zanin critica “Lula, o Filho do Brasil”, no Estadão, fazendo-nos crer que o Barretinho não tem vocação para Leni Riefenstahl:

Estranhamente, no final das 2h08 do filme não houve a apoteose esperada. Certo, foi bem aplaudido, mas não aconteceu a consagração que alguns já previam. E por quê? Má-vontade oposicionista? Não parece. Na grande maioria, a plateia era composta por simpatizantes do personagem-título. No entanto, alguma coisa derrapa no decorrer do filme, que até começa muito bem com as cenas do sertão de Caetés, Pernambuco, onde Lula nasceu em 1945. Boas imagens, falta de preocupação explicativa, o andamento bom.

Mas depois o filme vai derrapando, contudo sem nunca chegar ao desastre, é bom que se diga. Acontece que a vida do biografado é já um melodrama. Tome esses elementos: Infância pobre, vinda para Santos num pau-de-arara. Pai alcoólatra, brigas, violência familiar, bebedeiras, a mãe que resolve abandonar o marido e criar sozinha os filhos. Depois o namoro, o casamento com a primeira mulher, que morre de parto, o engajamento na luta sindical, a mãe, sua referência maior, que morre quando Lula está na prisão. Ufa! E tudo isso aconteceu de verdade. A vida de Lula é um roteiro pronto.

O que o filme não deveria ter feito era somar melodrama a mais melodrama. Quer dizer, insistir numa linguagem cinematográfica às vezes muito melosa, pontuada por alguns maus diálogos e, sobretudo, pelo excesso de música. Muito doce enjoa. E é isso, em parte, que contribui para que o filme não se realize por completo. Ao buscar em demasia a emoção, perde-se pela sobrecarga. E então a emoção, tão buscada, trava.”

Francamente é um filme que não tenho muita disposição de ir ao cinema ver (independentemente do que diga a crítica).  É capaz de eu esperar o DVD.

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Mas isso dá…quizz!

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