Deu no Estadão:

SÃO PAULO – As filas eram as mesmas que dobram o quarteirão na rua Augusta, mas não foi para um show de música que o público foi à casa noturna Studio SP no final da tarde de domingo (18). Entre cervejas (pagas) e picolés (distribuídos de graça), mais de 400 pessoas prestigiaram o Festival de Política Trip, uma iniciativa da editora para estimular o debate político entre os jovens. (…)

Eu achei isso aqui uma p… ideia. Fiquei chocada quando eu cheguei lá fora e tinha toda aquela fila, porque às vezes a gente acha que o jovem está totalmente alienado. Não está, o jovem está afim de fazer política”, disse a vereadora Mara Gabrilli (PSDB), que subiu ao palco para falar com o público por cinco minutos.

O primeiro show da noite ficou por conta do Maquinado, projeto paralelo de Lúcio Maia e Dengue, da Nação Zumbi. “Eu acho que se puder unir duas coisas importantes como política e diversão, é uma grande sacada”, disse Maia. A banda tocou parte de seu repertório intercalado com músicas como “Zumbi” (Jorge Ben) e Canto de Ossanha (Baden Powell e Vinícius de Moraes). (…)

O debate principal reuniu Gabeira, Ronaldo Lemos, do Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV, e Luis Felipe D’Avila, cientista político. Ninguém usava gravata. Na pauta, financiamento público de campanha (Gabeira afirmou que faz isso ‘independente do projeto do [Eduardo] Suplicy’), voto distrital, corrupção, ética e o futuro da política. (…)

“Sim, é possível fazer política sem corrupção”, disse Gabeira. Fernando Luna, que moderou o debate, pediu para que o deputado comentasse o fato de ter repassado à filha uma passagem aérea de sua cota parlamentar.”Reconheço meu erro. Eu não sou infalível”, disse, para depois revelar que “foi até confortável sair do pedestal de político impecável”. “Nós somos um país tropical, nunca vão encontrar santos por aqui”, justificou.  (…)

A noite terminou com uma apresentação de fotos históricas da política nacional, que começou com Getúlio Vargas sujando as mãos de petróleo, há cinco décadas, e terminou com o presidente Lula fazendo o mesmo gesto. A mostra foi apresentada por Guilherme Weneck, diretor de redação da revista TRIP, e o fotógrafo João Wainer. No fim, o Instituto coroou o evento tocando seu repertório e releituras – entre elas, “Fight the power”, do Public Enemy.”

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Sério, pessoal: continuando nesse ritmo, daqui a pouco até o Pedro Sette Câmara falando de mulher no botequim vai parecer algo natural e descontraído.

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LnElogo (1)

dizendo:

A academia brasileira está prestes a testemunhar uma empreitada intelectual inédita no país. Durante o mês de outubro um grupo de jovens intelectuais percorrerá 13 cidades, de Porto Alegre a Fortaleza, com uma missão: expor aos estudantes universitários brasileiros o pensamento libertário, de apoio ao livre mercado, paz e direitos individuais. O objetivo é apresentar diretamente a tradição liberal, muito distante das caricaturas inventadas por seus oponentes intelectuais, de direita e esquerda, como “neoliberalismo”.

(…)

“Por décadas, os intelectuais de esquerda foram praticamente os únicos a apresentar aos estudantes brasileiros uma causa política baseada em princípios”, diz Diogo Costa, coordenador do OrdemLivre.org. “Chegou a hora de mudarmos esse paradigma, e mostrar o liberalismo como um ideal sublime que promove a paz e a prosperidade, e que não tem um histórico sangrento como o do socialismo”. Bruno Garschagen, gerente de relações institucionais do OrdemLivre.org, completa: “o debate entre diferentes correntes filosóficas é necessário para que a Universidade não fique refém das ortodoxias do pensamento de esquerda e permita aos estudantes o acesso a autores e obras liberais”.”

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