Felix Salmon tem um ponto interessante:

Why the Olympics are good for infrastructure

Ryan Avent explains, contra Matt Yglesias, why hosting the Olympic games makes sense from a behavioral-economics perspective:

Infrastructure benefits begin appearing years down the road and last for decades beyond that, while many of the costs — the political headaches, the need to put together financing, the disruption of construction, and so on — are relatively immediate. Winning the Olympics ties an immediate benefit to the immediate costs.

More to the point, it sets a deadline. Infrastructure projects invariably end up plagued by endless delays: just ask anybody who currently commutes on the Second Avenue subway line in New York. And deadlines are often the only way that anything ever gets finished: just ask any journalist. If you win the Olympics, you know that for all the construction headaches you’ll have to endure before they open, at least you’ll have some decent infrastructure thereafter. If you don’t win the Olympics, then even if you’re enlightened enough to invest in infrastructure, you can have no faith in its arrival.

Rio de Janeiro has desperate need for a good subway system. If it wins the Olympics, it will probably have just such a system by 2016. If it doesn’t win the Olympics, there will still be a lot of infrastructure investment in the city. But without a deadline, I don’t think anybody has any faith in getting that subway system any time soon.

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De fato, segundo esta matéria do G1, 40% dos 29 bilhões a serem gastos na produção dos Jogos irão para o setor transportes.  Prevê-se, além da expansão da capacidade do aeroporto do Galeão, o seguinte:

Dos quase R$ 29 bilhões de investimentos previstos para os jogos, quase 40% serão aplicados em transportes. Trem, ônibus e metrô: todos vão receber substanciais investimentos.

Para o transporte ferroviário, serão 120 novos trens, além da reforma e instalação de ar condicionado em quase cem deles.

Um novo sistema será o BRT – ônibus de trânsito rápido. Serão três corredores exclusivos para esses veículos. Um deles sairia do Leblon, na Zona Sul, passaria por São Conrado e atravessaria toda a Barra da Tijuca, até chegar no Riocentro, na Zona Oeste. Outro, o antigo projeto T5, sairia da Penha, no subúrbio, cruzaria bairros da Zona Norte, regiões de Jacarepaguá e quando chegasse à Barra, seguiria em duas direções: até o Riocentro e até o terminal Alvorada.

No terceiro corredor, os ônibus sairiam de Bangu, passariam por outros bairros da Zona Oeste, como Deodoro, e seguiriam para Jacarepaguá, com destino final também o Riocentro.

“Pode ser uma solução interessante e pode vir a ajudar a solucionar alguns dos problemas de mobilidade que nós temos na nossa cidade. Principalmente na Zona Oeste, que é a ligação da parte mais lá de cima, de Bangu, Campo Grande, com a Baixada da Barra, Recreio dos Bandeirantes, e o próprio corredor T5, que é ligação Barra-Penha, onde está prevista a expansão, no futuro, de uma linha de metrô, a Linha 6”, explicou Hostílio Xavier Ratton, engenheiro de transportes da Coppe UFRJ.

Mas para outro especialista, esse tipo de ônibus ainda não é o bastante. “Sistema de ônibus rápidos é uma alternativa que é mais viável em termos de certeza de execução, e relativamente mais barata. Mas só que não é a melhor pra cidade. A melhor pra cidade, realmente, é expandir o metrô até onde puder – até a Barra, que é o sonho inicial que a gente tem”, disse o engenheiro José Eugênio Leal, da PUC.

Novas estações do metrô

Ainda esse ano os moradores de Ipanema, na Zona Sul, já vão poder ir pra casa de metrô com a inauguração da Estação General Osório.

Além da extensão da linha 1 até Ipanema, estão previstas outras inaugurações. Em dezembro começa a funcionar a ligação direta entre a Pavuna e Botafogo. Sem precisar mais da baldeação do Estácio, a viagem fica 13 minutos mais curta.

Já para a estação Uruguai, na Tijuca, Zona Norte, a previsão é de inauguração em 2014, quando o metrô também deverá chegar a Gávea, passando por três novas estações, em Ipanema e no Leblon.

E embora não faça parte da promessa olímpica, a intenção dos governos estadual e municipal é que, com os jogos no Rio, o metrô também chegue à Barra da Tijuca até 2016.

“Imagina você ter o metrô chegando à Barra. O engarrafamento pra Barra é terrível, você hoje leva uma hora e vinte, uma hora e meia pra chegar na Barra, e com o metrô você levaria vinte minutos”, disse o engenheiro do metrô Eduardo Aguiar.

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No entanto, eu mesmo duvido que consigam levar o metrô a Barra até 2016.

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UPDATE:

No NYT, a opinião de três economistas sobre se a Olimpíada vale ou não à pena.