Paulo do FYI tem um post de nome sugestivo: “History is a bitch“.   Seu blábláblá usual sobre as bias, que devem ser primas do Biajoni, servem pretensamente como uma introdução ao que ele imagina ser o prato principal do post, um artigo de Robin Phillips intitulado, er, “Social engineering and the dark side of the American Left“.

Deixando de lado o fato de que o próprio empreendimento dos Founding Fathers (“city upon a hill etc”) e dos Framers of the Constitution nunca foi nada mais nada menos do que engenharia social em ação, e que em seguida os “native americans” tiveram conhecimento em primeira mão do que é a eugenia prática pelas mãos dos pioneiros do oeste que de left só tinham talvez a orientação geográfica que seguiam, o fato é que o texto cuja apreciação Paulo nos propõe é apenas um requentamento das teses de Jonah Golberg em seu “Liberal Fascism”.  E de má qualidade.  Exemplo:

“Although the American left no longer advocate eugenics, forced sterilization and race-directed abortion as a means to achieving racial utopia, ethnicity remains just as central in the minds of liberal social planners. This can be seen in the numerous affirmative action programs which mandate positive discrimination against whites.”

Ah, wingnutism, coerência nunca foi teu forte.

Mas vamos poupar palavras, porque acho que quase tudo sobre essa bobagem já foi dito aqui.  Depois, se quiserem, leiam isto aqui também.