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Deu no G1:

Disney anuncia a compra da Marvel por US$ 4 bilhões

Editora de quadrinhos tem super-heróis como Homem-Aranha e X-Men.

O Homem-Aranha é um dos heróis da Marvel (Foto: Divulgação)A Walt Disney Co. anunciou nesta segunda-feira (31) que fechou um acordo para comprar a Marvel Entertainment Inc. em troca de pagamento em dinheiro e ações no valor de US$ 4 bilhões. A Marvel é a editora de quadrinhos responsável por super-heróis como Homem-Aranha, X-Men e Capitão América, entre outros.

“Acreditamos que somando a Marvel a um único portfólio de marcas da Disney teremos significativas oportunidades de crescer e criar valor a longo prazo”, declarou o presidente e diretor executivo da Disney, Robert Iger.

O diretor executivo da Marvel, Ike Perlmutter, também comemorou a negociação: “A Disney é o lar perfeito para o arquivo de personagens da Marvel, dada sua provada habilidade para ampliar a criação de conteúdos e empreendimentos.”

***

É claro que isso dá…quizz!

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Um post interessante no Slashdot:

Name an industry that can produce 1 million new, high-paying jobs over the next three years, challenges BusinessWeek. You can’t, because there isn’t one. And that’s the problem. So what’s the answer? Basic research can repair the broken US business model, argues BW, saying it’s the key to new, high-quality job creation. Scientific research legends like Bell Labs, Sarnoff Corp, and Xerox PARC are essentially gone, or shadows of their former selves. And while IBM, Microsoft, and HP collectively spend $17B a year on R&D, only 3%-5% of that is for basic science. In a post-9/11 world, DARPA’s mission has shifted from science to tactical projects with short-term military applications. Cutting back on investment in basic science research may make great sense in the short term, but as corporations and government make the same decision to free-ride off the investments of others, society suffers the ‘tragedy of the commons,’ wherein multiple actors operating in their self-interest do harm to the overall public good. We’ve reached that point, says BW, and we’re just beginning to see the consequences. The cycle needs to be reversed, and it needs to be done quickly.

Interessante, porque como ultimamente tenho lido gente como Charles Stross e Neal Stephenson, fica meio patente que o mundo futuro que eles imaginavam _ queda do Estado, anarco-capitalismo rampante _ já ficou datado.  Também a ficção científica é fruto de sua época, e enquanto para Julio Verne, Asimov e Arthur Clarke a presença estruturante do Estado era um dado, para os filhos do liberalismo dos anos 90 o futuro era o lugar da livre iniciativa, e o Estado, uma instituição feita obsoleta pelo ritmo da tecnologia (no Snow Crash, por exemplo, as forças armadas desapareceram e foram substituídas por corporações de segurança _ General Jim´s Defense System e Admiral Bob´s National Security).

Não que algo assim não possa vir a ocorrer, é lógico.  Mas esses novos fabulistas correram um risco muito grande ao ignorar a verdadeira natureza das relações entre o Estado, as corporações e a pesquisa científica.  E criaram universos crescentemente inverossímeis, principalmente para a nossa realidade pós(?)-crise.

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Marolinha…

Deu no Estadão (matéria de Fernando Dantas):

Um ano depois, Brasil sai da crise mundial maior do que entrou

Às vésperas do mês em que se completa um ano da crise global, o otimismo com o País tornou-se consenso

RIO – O Brasil saiu da turbulência global maior do que entrou. Às vésperas do mês em que se completa um ano da crise iniciada com a concordata do Lehman Brothers, em 15 de setembro, o otimismo com o País tornou-se consensual. “O fato de que o Brasil passou tão bem pela crise tinha mesmo de instilar confiança”, diz Kenneth Rogoff, da Universidade Harvard, ex-economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI). Para Jim O’Neill, do Goldman Sachs, e criador da expressão Bric (o grupo de grandes países emergentes, Brasil, Rússia, Índia e China), “o Brasil passou por essa crise extremamente bem, e pode crescer a um ritmo de 5% nos próximos anos”.”

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Diante disso, Tio Rei sai-se com esta:

Felizmente, já em Primeira Leitura, lá no longínquo 2001 — e quem me lê desde aquela data sabe disto —, afirmava que Lula jamais deixaria de ser mais ou menos conservador em economia; que não daria trela para o seu partido nessa área. E faria quantas “caridades” pudesse no que chama a sua “política social”. Assim, jamais esperei que seu governo fosse um desastre econômico. Apostava, desde sempre, e acertei em cheio, na barafunda ética, no rebaixamento institucional, no aparelhamento do estado, numa relação autoritária com a imprensa… Bem, o arquivo do blog está à mão, não é? Mas desastre? Jamais!

Mas pera aí…não foi Tio Rei quem cunhou a frase “marolinha apedeuta” para chancelar uma série de posts de entonação catastrofista sobre os efeitos da crise sobre o país?

Sei.

Uma boa pergunta: se a “rapture” realmente ocorrer, o que acontecerá com os animais de estimação dos bons cristãos?

Bem, alguns ateus empreendedores pensaram nisso, e fundaram a Eternal Earth-Bound Pets _ uma empresa dedicada a cuidar dos pobres animais de estimação depois que seus bem-aventurados donos se forem:

You’ve committed your life to Jesus. You know you’re saved. But when the Rapture comes what’s to become of your loving pets who are left behind? Eternal Earth-Bound Pets takes that burden off your mind.

We are a group of dedicated animal lovers, and atheists. Each Eternal Earth-Bound Pet representative is a confirmed atheist, and as such will still be here on Earth after you’ve received your reward. Our network of animal activists are committed to step in when you step up to Jesus.

We are currently active in 20 states and growing. Our representatives have been screened to ensure that they are atheists, animal lovers, are moral / ethical with no criminal background, have the ability and desire to rescue your pet and the means to retrieve them and ensure their care for your pet’s natural life.

We currently cover the following states:

Maine,New Hampshire, Vermont, Massachusetts, Connecticut, Rhode Island, Wisconsin, Minnesota, Michigan, Arkansas, Mississippi, Tennessee, Kentucky, Colorado, Oklahoma, Kansas, Washington, Oregon, Idaho and Montana … and growing.

Our service is plain and simple; our fee structure is reasonable.

For $110.00 we will guarantee that should the Rapture occur within ten (10) years of receipt of payment, one pet per residence will be saved. Each additional pet at your residence will be saved for an additional $15.00 fee. A small price to pay for your peace of mind and the health and safety of your four legged friends.

Unfortunately at this time we are not equipped to accommodate all species and must limit our services to dogs, cats, birds, rabbits, and small caged mammals.

Thank you for your interest in Eternal Earth-Bound Pets. We hope we can help provide you with peace of mind.

Vídeo aqui.

A FAQ é ótima.

Nariz Gelado, talvez nutrida por um profundo sentimento de solidariedade que seu apelido (pois é, apelido _ Nariz Gelado é uma blogueira anônima, mas nunca vi o Marcos Empresário de Juiz de Fora encher o saco dela por isso) enseja aos narizes vermelhos e cheios de coriza pelo Brasil afora, pisa no tomate:

Fracasso que mata

O Brasil é, hoje, o país com o maior número de mortes por gripe A no mundo.

Vou repetir: o Brasil é o país com o maior número de mortes por gripe A no mundo.

E nem adianta torturar os algarismos para apresentar o percentual de óbitos em relação à população de cada país porque isto não muda o fato de que, veja só!, o Brasil é o país com o maior número de mortes por gripe A no mundo.

É uma demonstração clara de que a política de combate à doença adotada pelo governo Lula fracassou. Fracasso que, só para deixar claro, permite que a gripe A mate mais no Brasil do que em qualquer outro lugar do mundo.”

Primeiro: o % de mortes em relação à população total faz sentido, sim, é claro.  Mas o que faz mais sentido ainda é comparar o avanço na letalidade, país a país, durante o inverno _ tenho certeza que o avanço da gripe A no Brasil neste inverno será menor do que no hemisfério norte no fim de 2009.

Agora, se é para chutar o pau da barraca…este é o quadro da doença, em óbitos por estado a estado:

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Em primeiro, em números absolutos, São Paulo, governado por José Serra, do PSDB.  Em segundo, o Paraná, governado por Roberto Requião, do PMDB.  E em terceiro, o Rio Grande do Sul, governado por Yeda Crusius, do PSDB.

Apenas São Paulo e Rio Grande do Sul são responsáveis por mais da metade de todos os casos.  Isso apesar de serem estados desenvolvidos e disporem das melhores redes de saúde do País.  A despeito disso, qual é a chamada mais importante no site da Secretaria de Saúde de São Paulo?

Vacinação faz rubéola ‘sumir’ de São Paulo

Nenhum caso de rubéola foi confirmado no Estado de São Paulo neste ano, segundo último balanço epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde. O resultado é fruto direto da campanha de vacinação contra a doença realizada em agosto e setembro de 2008.

Pois é, Nariz…é nisso que dá enfiar o dito cujo onde não se deve.

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Enviar expedições ao “garbage patch” do Pacífico está finalmente ficando “na moda”.

Uma missão exploratória promovida pela Agência Ambiental das Nações Unidas estava sendo preparada em março, enquanto outra grande exploração, a SEAPLEX, foi concluída recentemente por uma equipe da Scripps Institution of Oceanography com suporte da University of California Ship Funds e da National Science Foundation.

Ambas eventualmente produzirão documentários que darão maior visibilidade ao problema.

Um dos pesquisadores disse uma frase interessante:

There is no jurisdiction, no government who is entirely responsible, so there has been no push to clean it up. The world doesn’t know it is out there

De fato o “garbage patch” é a materialização (em plástico) do conceito de “externalidade negativa”.  Devia ir parar em algum livro texto…

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Um pensamento intrigante é que embora o envenenamento por plástico certamente vá constar de nosso cardápio nos próximos séculos se nada for feito quanto ao problema, muito possivelmente muitas formas de vida marinha acabarão se adaptando ao novo meio ambiente, enquanto outras fenecerão.  E as espécies menos longevas, cujo ciclo de vida é mais rápido, provavelmente se adaptarão primeiro.   Talvez estas expedições já tragam alguma novidade a respeito, quando publicarem seus resultados.

Leiam isto:

The proper reverence due those who have gone before

Em geral eu acho que o PZ Myers se tornou excessivamente agressivo, mas nesse post de 2005 ele acertou o tom.

Se existe um Deus, ele está de sacanagem:

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Apenas uns rapazes latino americanos

Será que Sarney vai pedir o arquivamento das denúncias contra ele como preço do resgate do cantor?

Ou será que eles fazem parte da Confraria do Bigode, uma sociedade secreta dos tempos da brilhantina e do rapé?

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Matem o tradutor!  Agora!

Não sabia que tem em português.

Estou lendo o original.  Bem interessante _ uma vez havia começado a ler “The Diamond Age” e enjoado.

Stephenson me parece bem melhor que dois outros autores que me vêm à mente _ William Gibson e Charles Stross.  Gibson não é tão colorido.  Stross é bom na sua linha da “Laundry”, mas eu definitivamente não gosto muito do ciclo sobre a Singularidade.  Primeiro, ele é meio exibido.  Segundo, ele tenta incluir algum “romance” em seus livros (particularmente no ciclo Laundry), mas não convence _ fico até com vergonha por ele, porque esse fracasso faz pensar que ele não tem muita familiaridade com o assunto IRL…

Na Wikipedia:

Historical and technological trends suggest that in the actual year 10,000 it is unlikely that any of the data processing technology or software in use today will still be active, or that the present Gregorian calendar system will even still be in use. However, five-digit years are already a problem today for some forward-looking analysis programs, such as software that examines proposals for the long-term handling of nuclear waste.”

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Certamente um problema para hackers que pensam adiante do seu tempo…coisa para a Long Now Foundation se preocupar.

Levando em consideração que nenhuma civilização conhecida já durou 8.000 anos, que elementos da nossa atualidade você acha que permanecerão por aí no ano 10.000?

Isso dá…quizz!

Deu na Folha:

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A matéria “esclarece”:

Segundo Margaret, 60% dos casos fatais da nova gripe são de “pessoas que tinham problemas de saúde subjacentes”, acrescentando que “isso significa que 40% das mortes dizem respeito a jovens adultos – em boa saúde – que morrem em cinco ou sete dias de uma pneumonia virótica”.

Porém, sem sabermos qual a % da população em geral tem “problemas de saúde subjacentes“, seja que diabos lá isso for, fica difícil aquilatar a utilidade da informação.

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Além disso, posso adiantar outra estatística interessante:  100% das pessoas que morrem estavam vivas.

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No post ali embaixo sobre Tio Rei e sua quedinha por uniformes, a leitora Mona fez o seguinte comentário:

Ao invés dessas abobrinhagens (que parece coisa de menino que adora praticar bulling), por que não comentam acerca do que o RA falou do aparelhamento de instituições, tendo como mote o que vem acontecendo na Receita Federal? Abordagem mais coerente tou longe de ver…

Bem, boa oportunidade para falar da história na Receita.

Meu amigos: a verdade é que quem reclama das ações da PF na Daslu não sabe da missa a metade.  A PF é nada, nadinha, perto do que a Receita pode fazer, se quiser.   E dentro da legalidade, aliás.

Aliás…o que hoje a Receita não faz, porque não quer, é que é ilegal, uma vez que o servidor público só pode fazer o que a lei manda, e não pode fazer o que a lei não manda.  E a lei não manda aliviar ninguém.  Só que isto não é tão simples, pois, sendo um órgão com recursos limitados, a Receita tem que fazer escolhas estratégicas sobre que forma de fiscalização implementar.  E é nessa discricionariedade natural que surge o busilis.

Daí que quando falam em “aparelhamento da Receita” dá vontade de rir.  A verdade é que a Receita sempre esteve aparelhada, justamente na medida em que privilegiava um tipo de ação sobre outro tipo de ação.  Por exemplo, privilegiando descer o sarrafo no assalariado que desconta na fonte, ao invés de melar o planejamento fiscal do grande contribuinte.  Ou acabando de vez com o tipo de oportunidade que gera os tais “fiscais anfíbios“.

Prova?  No primeiro trimestre de 2009 foram produzidos 12 bilhões de reais em autuações sobre grandes empresas _ o triplo do que durante todo o ano de 2008.

Aí, vocês me perguntarão: não é meio temerário fazer uma coisa dessas às vésperas de um ano eleitoral, principalmente se você depende de doações de grandes empresas?  E eu responderei: é.

E esse é todo o problema.

Ou quase todo, porque, alguns anos atrás, fundiram a antiga Secretaria de Receita Federal com o pessoal da fiscalização previdenciária, criando um “novo” órgão chamado Receita Federal do Brasil.  Essa medida, muito lógica do ponto de vista puramente racional-cartesiano, está sendo um desastre do ponto de vista da gestão do RH, já que quem veio da Previdência não sabe chongas de Receita.  E isto está criando ciumeria e rame-rame suficientes para detonar o órgão, se não surgir alguém de mão firme para controlar o negócio.

Notícia curiosa no Valor de hoje _ apesar do seu caráter “provinciano”:

Pela terceira vez, o leilão do prédio onde fica a Churrascaria Porcão Rio’s, no Aterro do Flamengo, terminou em impasse. Desta vez não foi uma decisão judicial e sim uma manobra da rede de churrascarias carioca para postergar a abertura dos envelopes. A empresa impugnou a proposta de seu único concorrente, o grupo dono dos restaurantes Garcia & Rodrigues e Jonny Pepper.

As duas empresas não chegaram a abrir os envelopes. Depois de lerem a documentação apresentada, os advogados das duas empresas resolveram impugnar as candidaturas dos concorrentes. Segundo Júlio Cesar da Cunho, do grupo Porcão, a proposta do Garcia e Rodrigues não apresentava o balanço correto, do exercício de 2008, e sim o balancete parcial de 2009. Rafael de Melo Távora, que representa o Garcia & Rodrigues, disse que havia duas execuções fiscais contra a Porcão e o contrato social apresentado não era assinado pelos sócios.

O procurador Ricardo Almeida decidiu habilitar os dois concorrentes alegando que os pedidos não procediam. Após um impasse, a Garcia & Rodrigues decidiu abrir os envelopes, mas o Porcão preferiu recorrer e manter o pedido de impugnação. O novo leilão só deve ocorrer na próxima semana.”

***

Gostaria de saber se o tal prédio é público.  Em sendo, acho meio estranha a idéia de um “leilão do prédio”.  Devia ser uma licitação do ponto, por tempo determinado, isso sim.

A despeito disso acho que deviam, também, tombar o Porcão ali, porque é um dos bons programas no Rio.

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UPDATE

Matéria no Globo esclarece: é mesmo licitação pelo ponto, com direito a exploração do local por seis anos.  Melhor assim…

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Clique para ampliar

Deu no UOL:

Microsoft pede desculpas por ter apagado imagem de negro em propaganda

WASHINGTON, EUA, 26 Ago 2009 (AFP) – A Microsoft pediu desculpas por ter modificado a fotografia de uma campanha publicitária da empresa na Polônia para apagar um homem negro da imagem.

A foto da propaganda, que pode ser vista no site da gigante norte-americana da informática, exibia uma mulher branca, um homem negro e um homem asiático sentados em torno de uma mesa de reuniões.

Mas a mesma fotografia, na versão polonesa da propaganda, apresentava um homem branco em vez de um negro.

Em uma mensagem exibida no site de microblogs Twitter, a Microsoft classificou a iniciativa de “um erro de marketing” e expressou suas “sinceras desculpas”.

“Estamos retirando essa imagem”, acrescentou a empresa de Redmond (Washington, noroeste).

***

Mais detalhes aqui.  Pelo visto a Microsoft é tão adaptável quanto a Google.

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Em um post, aliás bem bacaninha (o Paulo é capaz de alguns posts bacaninhas quando não está ocupado demais pedindo (hereticamente, pelos seus padrões) pela volta da fair doctrine em necrológios) do Paulo do FYI, ele diz o seguinte:

Working globallyIn 1999 I was working for a large Telecom company. We had customers all over the world and co-workers from all over the world. But now things are a much more wide spread. I have daily meetings with people that are all over the US, my co-workers are many times in different time zones, and I would say 95% of my job is done via email. When email is down I am dead in the water. Specialization is also increasing big time. Today my role is so particularly detailed that I don’t think one could easily replace me without a few months of ramp up. I don’t even know if my 1999 self would understand right away how complex my current work is. I am also working longer hours than I did before, but that might be a consequence of my career stage more than any technology change.” [grifo meu]

Fico pensando se a Microsoft tem empregados especializados em adequar seu marketing às “culturas locais“…

Nariz Gelado dá um pito em seus colegas de portal:

E porque não é coesa, porque discorda em várias questões, porque não consegue se unir para defender a honra de um safado qualquer – ou para abraçar idéias lançadas por jornalistas decadentes, como a existência de um PIG ou de um ‘dossiê da Veja’ – esta grande maioria oposicionista perde força e parece não existir. É uma espécie de oposição transparente – não pela lisura, mas por sua invisibilidade, que advém do fato de que seus componentes não servem nem aos partidos que se dizem de oposição, nem ao apetite da mídia por perfis caricatos.

Mas é fato que eles existem – e que, provavelmente, não se sentirão vitoriosos em 2010 porque não se sentem representados por nenhuma das opções apresentadas. Se parece – e apenas parece – que não existem é simplesmente porque ignorá-los é muito mais cômodo. Reforça o discurso de que todos – oposição e petismo – são iguais. Um discurso que, acho que eu nem preciso dizer, é petista – ainda que petista envergonhado.”

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O pessoal da camisa preta sempre teve uma quedinha pela farda

!

TIO REI RECEBE UMA DISTINÇÃO DO EXÉRCITO BRASILEIRO

segunda-feira, 24 de agosto de 2009 | 16:51

Recebo amanhã, Dia do Soldado, do Comando Militar do Sudeste, o diploma de Colaborador Emérito do Exército. Qual é a “colaboração” que me levou à distinção? Suponho que seja a defesa que permanentemente faço aqui da democracia, do estado de direito, das leis, da disciplina e, sim, do papel reservado às Forças Armadas na Constituição.

Fico bastante honrado com o diploma. As Forças Armadas, num regime civilizado, são a democracia de farda, a última instância a que pode apelar a liberdade.

Deve ser por isso que Tio Rei não teve tempo de comentar esta notícia sobre o continuísmo não-bolivariano hoje…

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Por outro lado pode ser uma má idéia se você tiver concepções inapropriadas

Deu no África 21:

África é a região do mundo que recebeu menos turistas em 2008

A Europa é a região com mais entradas internacionais, com um registo de 488 milhões de turistas recebidos em 2008.

Luanda – O continente africano recebeu 47 milhões de turistas em 2008, o que corresponde a cinco por cento de um total de 922 milhões de entradas internacionais de turistas. Trata-se da menor percentagem, comparativamente com outras regiões do mundo.

A informação foi avançada segunda-feira, em Luanda, pelo representante da Organização Mundial do Turismo (OMT), Hélder Tomás, quando falava na sessão de abertura do curso de formação de formadores para o CAN 2010, nas áreas de serviços de Guias Turísticos, de Mesa, e para Recepção.

A Europa, segundo os dados fornecidos por Hélder Tomás, é a região com mais entradas internacionais, com um registo de 488 milhões de turistas recebidos em 2008, cifra correspondente a 53 por cento do total, seguida pela Ásia/Pacífico, com 184 milhões (20 por cento).

As Américas e a região do Médio Oriente seguem-se à Ásia e Pacífico, com um registo de 147 milhões (16 por cento) e 56 milhões (seis por cento), respectivamente.

De acordo com a fonte, essa movimentação de turistas gerou 994 biliões de dólares norte-americanos, o que corresponde a um aumento de 1,8 por cento em relação ao ano 2007.

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Levando em conta que a Humanidade surgiu na África, e saiu de lá pra colonizar o mundo, a verdade é que somos mesmo uns filhos ingratos.

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Alguém adivinha de que filme é esse “still”?

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Reportagem do UOL destaca a vitória da venezuelana Stefania Fernandez no concurso Miss Universo 2009.  Pior, uma venezuelana havia ganho o concurso ano passado.  Pior ainda, duas brasileiras concorriam no certame de 2009: Larissa Costa, Miss Brasil 2009, e Mariana Valente, que competiu pelo Canadá.  Ou seja, fomos duplamente humilhados, nós que não vencemos desde 1968!

Isso aí o Lula não vê, só fica reclamando de basezinhas americanas na Colômbia!

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Efeito “vagina feliz”?

Há uns anos atrás, a notícia de que uma prefeitura matogrossense estava distribuindo Viagra gratuitamente para os seus cidadãos causou rebuliço _ até pelo nome criado pelo Prefeito para alcunhar o programa, apropriadamente batizado de “Pinto Alegre“.

Pois bem,  notícia recente mostra uma nova faceta das “unintend consequences” deste tipo de medicamento…

Amor sem idade sai caro ao INSS

Casamentos de homens com mulheres 30 anos mais jovens crescem, forçando pagamento de pensões por mais tempo

Rio – Os casamentos de homens mais velhos com mulheres mais novas têm preocupado a Previdência Social e ameaçam as contas do governo federal, já que o número de pensões tem aumentado. Porém, o mais preocupante é o tempo maior pelo qual esses benefícios são pagos: é o ‘efeito viagra’ nas pensões, que faz com que um benefício que, até há alguns anos era pago por um período máximo de 17 anos, estenda-se por 35 anos ou mais.

Com o aumento da expectativa de vida do brasileiro — segundo o IBGE, chegará a 79,6 anos em 2010 —, o segundo casamento tornou-se comum. Na faixa acima dos 50 anos, 64% dos homens se unem com mulheres mais novas. Esse percentual pula para 69% no caso dos homens com idades entre 60 e 64 anos. A diferença chega a ultrapassar 30 anos.

De acordo com o pesquisador do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) Paulo Tafner, as pensões já representam quase um terço dos 23 milhões de benefícios pagos pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), independentemente da idade. E, diante do cenário de casamentos entre faixas etárias diferentes, a tendência é de aumento desses benefícios. Tafner explica que, antigamente, as pessoas morriam mais cedo e, mesmo com as mulheres vivendo mais (em média sete anos), a pensão durava pouco, porque os casais eram da mesma geração.

Dois terços dos homens separados se casam de novo com mulheres mais novas. Por isso, no universo das pensões, 90% delas são pagas às mulheres. Por outro lado, apenas um terço das mulheres separadas consegue novo parceiro. Para Tafner, as pensões são problema para o equilíbrio da Previdência. E a causa está além do envelhecimento populacional e dos casamentos entre diferentes gerações. Na opinião dele, as regras de concessão e manutenção do benefício são muito generosas, porque a Previdência não exige período mínimo de contribuição para o segurado deixar pensão para a viúva. Isso significa que uma jovem pode receber a pensão no mês seguinte após a morte súbita do marido, bastando, para isso, que ele seja inscrito como contribuinte e a união, estável.

A matéria também mostra que em outros países “menos feministas” que o nosso a concessão de pensões às viúvas é menos generosa que por aqui:

Outros países impõem restrições

Estudiosos destacam que o Brasil é o único país que não impõe restrição ao pagamento de pensões, e o benefício independe da idade da mulher, do prazo decorrido da união, se ela tem ou não filhos menores, além de não levar em consideração a questão da dependência econômica.

Em outros países, como na Argentina, a situação é diferente. Lá, a pensão só é concedida após um mínimo de três anos de contribuição e, mesmo assim, não é integral. A viúva sem dependentes leva 70% do valor do benefício. O valor integral da pensão só é pago à viúva com dependentes. No Chile, até as viúvas com crianças têm a pensão limitada a 80%, enquanto que as sem crianças ficam apenas com 60%.

Diversos países europeus levam em consideração, na pensão, além da questão dos dependentes, a idade da viúva.”

Deu no Estadão:

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Cuidado com as palavras, Senador, porque o cara é pegador

Já tem o teaser de Avatar no YouTube, mas com a “embebedagem” desabilitada.  Aqui.

Realmente em 3D deve ser uma sensação:

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Mas os personagens CGI não me pareceram tããão realistas quanto eu imaginava, embora na telona o efeito costume ser diferente.

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Também dá pra ver em alta definição no site da Apple.

Abaixo, matéria sobre o filme no Valor de hoje.

Leia o resto deste post »

teatro

A idéia era encenar a batalha de Queronéia

Defesa de Arthur Virgílio no Senado:

Brasília, 19 – O senador Arthur Virgílio (AM), líder do PSDB, faz, neste momento, sua defesa no Conselho de Ética. Virgílio é alvo de uma representação movida pelo PMDB, na qual é acusado de três irregularidades: pedir dinheiro emprestado a um ex-diretor do Senado para pagar despesas pessoais, manter um funcionário fantasma no gabinete e estourar o limite do plano de saúde da Casa com tratamento de saúde de sua mãe (falecida em 2006).

(…)

O líder do PSDB afirmou não ter laço familiar com o funcionário lotado em seu gabinete, que passou meses fazendo um curso na Espanha sem que o pagamento de seu salário tivesse sido interrompido. “Os integrantes dessa família não têm qualquer grau de ligação comigo, o que afasta qualquer denúncia de nepotismo contra mim. Todos os servidores fizeram parte da estrutura administrativa do meu gabinete no Senado Federal”, disse o senador, que está devolvendo ao Senado, em prestações, o valor pago ao servidor durante o período em que esteve fora do País.” [grifo meu]

***

O curso que o assessor Carlos Alberto de Andrade Nina Neto fez foi na Espanha, e era de teatro.

***

Há outros malfeitos neste mundo além do nepotismo, Senador…

Sacanagem:

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Jogo sujo do Estadão contra os blogs!  🙂

Jogando lenha à já semi-extinta fogueira da polêmica blogs vs jornais, este trecho da resenha de Henry Farrel sobre  o livro recém lançado “The Myth of Digital Democracy” me parece certeiro:

As his book title suggests, Hindman puts paid to some of the most pernicious myths of democracy and the internet. Lazy libertarian arguments that the internet was going to create radically empowered individuals, an “army of Davids” that would topple government and so-called “mainstream media” with a few well-aimed missiles are simply unsustainable. So, too, are some of the hazier left-wing claims about how the internet would foster “extreme democracy”. The internet is creating new forms of social organisation, but they have their own kinds of hierarchy. And in many cases the old hierarchies are co-opting the new ones. In the US, traditional media and think-tanks are hiring prominent bloggers. Few major bloggers are still independent, and those who are, are mostly trying to create their own miniature media empires.” [grifo meu]

Pedro Dória que o diga.  🙂

O Beloit College escreveu o “mindset” dos alunos que serão admitidos em 2013.  Tem umas ótimas:

  • They have never used a card catalog to find a book.
  • Tattoos have always been very chic and highly visible.
  • They have been preparing for the arrival of HDTV all their lives.
  • Rap music has always been main stream.
  • Text has always been hyper.
  • They have never had to “shake down” an oral thermometer.
  • Bungee jumping has always been socially acceptable.
  • The European Union has always existed.
  • McDonald’s has always been serving Happy Meals in China.
  • Condoms have always been advertised on television.
  • Cable television systems have always offered telephone service and vice versa.
  • There has always been a Cartoon Network.
  • They have always been able to read books on an electronic screen.
  • Women have always outnumbered men in college.
  • We have always watched wars, coups, and police arrests unfold on television in real time.
  • Amateur radio operators have never needed to know Morse code.
  • Kevin Costner has always been Dancing with Wolves, especially on cable.
  • There have always been flat screen televisions.
  • Everyone has always known what the evening news was before the Evening News came on.
  • Someone has always been asking: “Was Iraq worth a war?”
  • Most communities have always had a mega-church.
  • The status of gays in the military has always been a topic of political debate.
  • There has always been a computer in the Oval Office.
  • NATO has always been looking for a role.
  • Two Koreas have always been members of the UN.
  • Official racial classifications in South Africa have always been outlawed.
  • Vice presidents of the United States have always had real power.

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Frankly, my dear, I don’t give a damn

No Painel da Folha:

Vento em popa

A Holdenn, cujo proprietário, Rogério Frota de Araújo, bancou apartamentos para a família Sarney em SP, tem como parceira em negócios no setor elétrico a Servtec, que também orbita em torno do grupo político do presidente do Senado. Em 2007, a Servtec se desdobrou na Bons Ventos S.A. Recebeu recursos do Proinfa (Eletrobras) e do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) para erguer usinas de energia eólica em Aracati (CE), cidade natal de Frota.

O presidente da Servtec, Lauro Fiuza Jr., comanda a Associação Brasileira de Energia Eólica. A entidade tem como consultor Silas Rondeau, que perdeu o Ministério das Minas e Energia na Operação Navalha e, como o filho de Sarney, está enrolado na Boi Barrica.” [grifo meu]

***

Sarney realmente é um Sadim, que é um Midas ao contrário.

Deu na Folha:

Filha de Allende pede que Brasil abra arquivos

Isabel Allende, filha do presidente chileno Salvador Allende, pede por meio de página no Twitter que o Brasil divulgue arquivos que esclareçam o papel do país no golpe militar do Chile, em 1973, no qual seu pai morreu.

No domingo, a Folha revelou que documentos do Departamento de Estado dos EUA relatam que, em conversa com o colega americano Richard Nixon, o presidente Emílio Médici afirmou que “estava trabalhando” para derrubar o governo de Allende.

Segundo os papéis, o encontro ocorreu na Casa Branca em 1971.

Isabel, hoje deputada no Chile, solicitou que o presidente Lula torne públicos documentos que permitam conhecer a verdadeira história das intervenções na América Latina nos anos 70.

Segundo um funcionário do governo brasileiro, esses documentos podem já estar em domínio público, ainda arquivados ou até mesmo terem sido destruídos na ditadura.”

Também tenho curiosidade.

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Mas não me taxe

Deu no Estadão:

Nova Rouanet terá fundos para artes cênicas e literatura

Pressão de setores conduz a mudanças no texto definitivo; metade do dinheiro do FNC vai para Estados e Municípios

A nova Lei Rouanet, o texto que incorpora sugestões de mais de 2 mil produtores de todo o País, vai chegar ao Congresso este mês bastante encorpada. O Estado teve acesso exclusivo às principais modificações. Em vez de cinco novos fundos de financiamento direto à cultura, serão agora sete – foram criados também o Fundo das Artes Cênicas e o Fundo da Literatura e das Humanidades (que não existiam no projeto original).

A criação do Fundo das Artes Cênicas foi resultado direto da pressão das categorias ligadas ao teatro e dança no Ministério da Cultura. O Fundo da Literatura e das Humanidades atende a pedidos de grupos como o Movimento Literatura Urgente, que pedia a separação da produção literária do mercado editorial.

O cinema dos documentaristas, curtas-metragistas e os festivais não terá um fundo específico, como pleiteava. Mas terá cadeira cativa no conselho do Fundo do Audiovisual, que terá dois conselhos gestores, um para o cinema industrial e outro para o independente. Dois sistemas de gestão paralelos, considera o Ministério da Cultura, permitirão que o cinema “de formação do olhar, de formação de quadros” também possa ser subsidiado (atualmente, os documentaristas e curtas-metragistas se queixam que não conseguem nem ser recebidos pelos departamentos de marketing das empresas).

O texto definitivo, que será agora debatido pelo Congresso, traz ainda outras novidades. Cerca de metade do dinheiro (fala-se em 47%) arrecadado pelo Fundo Nacional de Cultura vai ser obrigatoriamente repassado a Estados e municípios. Mas é um dinheiro “carimbado”, ou seja, não poderá ser utilizado em despesas de custeio dos Estados e municípios – terá de ser necessariamente transferido a artistas e produtores por meio de editais públicos.

Este trecho é interessante:

Outra novidade diz respeito ao “dirigismo cultural”. Um dos artigos da nova legislação veta explicitamente a análise subjetiva e garante a impessoalidade no sistema de avaliação. O Ministério da Cultura instituiu há pouco mais de um mês um concurso de pareceristas para dar mais agilidade ao processo de análise de projetos. Conseguiu a inscrição de 500 novos analistas, e também está criando, na nova lei, um mecanismo novo – o sistema de avaliação entre pares.” [grifo meu]

Sei.

***

O que sempre pensei sobre o assunto é o seguinte: um sério problema do nosso incentivo à cultura sempre foi o de pensar no produtor de cultura e não no consumidor.  A razão disso é mais ou menos óbvia: os produtores são grupos de interesse focado, com certa repercussão na mídia, que conseguem arrancar suas reivindicações ao governo de plantão.

O novo modelo de incentivo à cultura até que tenta olhar para o consumidor, mas a meu ver de forma meio esdrúxula, com a criação do tal Vale-Cultura, calcado no sistema do vale-alimentação.  O diabo é que provavelmente o lobby dos produtores ainda continuará lá na outra ponta, pressionando agora na hora de resolver quem pode e quem não pode se credenciar para aceitar os vales na bilheteria, ou seja, as “empresas recebedoras” assim definidas no PL que cria o Vale:

Art. 5o Para os efeitos desta Lei, entende-se por:

I – empresa operadora: pessoa jurídica cadastrada junto ao Ministério da Cultura, possuidora do Certificado de Inscrição no Programa de Cultura do Trabalhador, autorizada a produzir e comercializar o Vale-Cultura;

II – empresa beneficiária: pessoa jurídica optante pelo Programa de Cultura do Trabalhador e autorizada a distribuir o Vale-Cultura a seus trabalhadores com vínculo empregatício, fazendo jus aos incentivos previstos no art. 10;

III – usuário: trabalhador com vínculo empregatício com a empresa beneficiária; e

IV – empresa recebedora: pessoa jurídica habilitada pela empresa operadora para receber o Vale-Cultura como forma de pagamento de serviço ou produto cultural.

O Vale-Cultura terá o valor de R$50,00 e será devido a trabalhadores que ganhem até 5 salários mínimos, no caso das empresas que optarem por participar do Programa de Cultura do Trabalhador.  O interessante do negócio é o seguinte: as empresas optantes têm benefícios fiscais (até 1% do imposto devido pela empresa beneficiária), mas também podem descontar o Vale-Cultura do salário dos empregados (até 10% no caso dos trabalhadores que ganhem até 5 SM, e até 90% no caso dos trabalhadores acima dessa faixa).  Está previsto um mecanismo pelo qual o trabalhador pode optar por não receber o Vale-Cultura _ mas por si só já é interessante essa decisão do “legislador” (no caso o Poder Executivo, que é quem propôs a medida) em fazer o sistema funcionar como “opt-out” e não “opt-in” _ Richard Thaler teria muito a dizer sobre essa “arquitetura de escolha“.

Mas voltando à vaca fria, minha impressão é a seguinte: o ideal mesmo seria “formar público” que tivesse gosto pela cultura usando o sistema educacional.  Este texto da professora Deolinda Vilhena, que está no site do MinC, e que tem boas e más idéias, resume bem o que penso:

No lugar de brigarmos por Leis de Incentivos deveríamos nos empenhar em lutas que obrigassem o Estado a assumir suas responsabilidades. Formando professores, fazendo valer a obrigação dos cursos de Educação artística nas escolas, do maternal ao último do Ensino médio, permitindo a formação de platéias, que garantirão num futuro distante, talvez, mas seguro, que os teatros desse país não mais vivam à míngua e, os que dele vivem percam essa postura de mendigos.”

Essa é uma possibilidade que ficou, senão perdida, menos viável depois que algum gênio resolveu separar o Ministério da Cultura do da Educação lá pelos idos de 1985.  Aliás, o gênio chamava-se José Sarney…

“A good memory is one trained to forget the trivial.”

_ Clifton Fadiman

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Versão equilibrada:

“This is a good memory to remember the small training.”

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(tente com “all your base are belong to us”…)

Caramba.

Fui fazer um comentário lá no blog do Sérgio Leo e recebi a seguinte mensagem de erro:

erro

Isso é que é uma AI fodona.  E em argentino, ainda por cima!   🙂

Na Slate, um artigo sobre nosso condicionamento evolucionário para nos viciarmos na internet:

[O]ur brains are designed to more easily be stimulated than satisfied. “The brain seems to be more stingy with mechanisms for pleasure than for desire,” [University of Michigan professor of psychology Kent] Berridge has said. This makes evolutionary sense. Creatures that lack motivation, that find it easy to slip into oblivious rapture, are likely to lead short (if happy) lives. So nature imbued us with an unquenchable drive to discover, to explore. Stanford University neuroscientist Brian Knutson has been putting people in MRI scanners and looking inside their brains as they play an investing game. He has consistently found that the pictures inside our skulls show that the possibility of a payoff is much more stimulating than actually getting one….

Actually all our electronic communication devices—e-mail, Facebook feeds, texts, Twitter—are feeding the same drive as our searches. Since we’re restless, easily bored creatures, our gadgets give us in abundance qualities the seeking/wanting system finds particularly exciting. Novelty is one. [Washington State University neuroscientist Jaak] Panksepp says the dopamine system is activated by finding something unexpected or by the anticipation of something new. If the rewards come unpredictably—as e-mail, texts, updates do—we get even more carried away. No wonder we call it a “CrackBerry.“”

***

Deve ser por essas e outras que tem um monte de gente dando um tempo na blogoseira.

***

E eu também não me sinto muito bem.

Roubei lá do Nassif as fotos comparando os Ali Kamels, o jornalista e o ator.  Não há dúvida de que são pessoas diferentes:

camel

(clique para ampliar)

Agora, observem bem: enquanto o Kamel ator é um tímido, que nunca olha para a câmara, o Kamel jornalista (no insert) fita intensamente seu interlocutor, com um esgazear alucinado, enquanto, lentamente, avança sua mão nodosa na direção da pobre vítima, sabe-se lá com que propósito ameaçador.

Não há a menor dúvida: o jornalista é que é o pornógrafo.

Entrevista de 2a da Folha de Sum Paulo com o economista Martin Carnoy, que veio ao Brasil lançar seu novo livro, “A Vantagem Acadêmica de Cuba”, onde analisa de forma comparativa os sistemas de ensino de Brasil, Chile e Cuba.  Apesar do título, se espantará quem acreditar que Carnoy é um “esquerdinha”.  Especialmente decepcionados ficarão os sindicalistas…

Exemplo:

“FOLHA – O que do modelo cubano não pode ser transposto considerando que Cuba vive sob ditadura?
CARNOY
– Há, de fato, uma falta de criatividade [no ensino]. Não se pode questionar, ser contra a Revolução. Mas as crianças sabem que estão aprendendo o esperado. São bons em matemática, sabem ler bem e aprendem muita ciência, mesmo nas escolas rurais ou de bairros urbanos de baixa renda. O Brasil tem a capacidade de enfrentar esses problemas [ter crianças bem nutridas, com bom atendimento médico]. Por que em uma sociedade com uma renda per capita que não é tão baixa não se faz isso? Acho que tem de ser construído um sistema de supervisão, com pessoas capazes de ensinar e treinar novos professores a ensinar. Os professores no Brasil estudam muito linhas de pedagogia e menos como ensinar. Podem esquecer tudo aquilo de Paulo Freire, um amigo. Devem ler sua obra como exercício intelectual, mas queremos que professores saibam ensinar.”

Abaixo do fold, na íntegra.

Leia o resto deste post »

monicajovemquatrocapa

Eu vi uma matéria no UOL sobre os premiados do HQMix e a figura acima chamou minha atenção.  O texto confirmava meus piores temores:

“(…)alguns autores e projetos se destacaram por serem premiados com duas estatuetas.

É o caso da revista “Turma da Mônica Jovem”, ganhadora das categorias projeto editorial e publicação infanto-juvenil. O título mensal é publicado pela Panini, eleita editora do ano.

Iniciado em 2008, traz uma versão adolescente dos personagens de Mauricio de Sousa.” [grifo meu]

Aparentemente, ali na capa a Mônica largou o Eduardo (*) e parece estar querendo dar um “pega” em um Cebolinha transformado em personagem de alguma comédia de high-school norte-americana.

OK, eu entendo que as necessidades do sistema capitalista exigem a adequação da oferta às condições demográficas da demanda e tals, o que significa que ainda veremos uma versão “O Primeiro Ano do Resto das Nossas Vidas” da turma da Mônica.  Mas, pô, o graphics podia ser melhorzim, né não?

(*) cripitc reference mode on

Eu francamente não sei porque ainda perco tempo lendo essas coisas mas…vá lá.

Fui no blog da Nariz Gelado ver as novidades da Vejosfera, e me deparo com um post onde ela avalia a candidatura de Marina Silva, comparando-a à de Lula:

É claro que Marina Silva tem menos chances em 2010 do que Lula tinha em 1989. Mas é inegável que boa parte do articulismo nacional já se deslumbrou com a hipótese de sua candidatura. E quando o articulismo nacional se deslumbra com algo, podem apostar que vem muita água sob aquela pedra que – mais dia, menos dia – acaba furando.

Foi assim com Lula.

Deslumbrada com a hipótese de um “presidente-operário”, a quase totalidade da imprensa nacional aderiu à causa sem se perguntar sobre a real ética por trás do discurso petista ou do quanto o tributarismo do partido aos métodos totalitários esquerdistas e o sindicalismo viciado do próprio Lula poderiam ser danosos para uma democracia recém conquistada. Nada disso. Fruto do esforço militante – mas também, em boa parte, do encantamento da imprensa nacional com a possibilidade de um operário ocupar a presidência -, passados treze anos desde sua primeira candidatura, Lula subiu a rampa do Palácio do Planalto.” [grifo meu]

Eu me pergunto se Nariz e eu vivemos no mesmo país.  Ou planeta.  Ou Universo.  Ou sei lá qual o nome da categoria existencial achincalhada por tamanha derrisão.

Mas o mais legal é este trecho de um comentário a este post, onde o comentarista dá sua opinião sobre o Bolsa-Família.  Eu sei, eu sei que logo virão os trolls dizer que eu estou “tirando a frase do contexto” e tals, mas a idéia é essa mesmo _ desafio meus 4,5 leitores a imaginar qualquer “contexto” que conseguisse tornar essa frase moralmente palatável:

Infelizmente, não há homens de vergonha para que delas possam morrer, porém não faltam aqueles que se viciem nessa imoralidade. Essa escória, da qual infelizmente é formada a imensa maioria da população pobre do nosso país, garantirá a permanência no poder aos ladrões que hoje nos roubam para “distribuir” aos pobre.”

Deu na BBC:

Estudo: 40% do fluxo do Twitter são feitos de ‘bobagens’

Um estudo sobre o uso do Twitter revelou que 40,5% das mensagens trocadas através do serviço são “bobagem sem sentido”.

Realizada pela empresa de pesquisa de mercado americana Pear Analytics, o estudo tinha como objetivo produzir um instantâneo de como os internautas usam o serviço.

Além de enviar as ditas “bobagens”, usuários usam o serviço também para bater papo em tempo real.

O estudo concluiu que apenas 8,7% das mensagens enviadas poderiam ser classificadas como tendo “valor”, já que traziam informações interessantes.”

Lampréias marinhas são capazes de reorganizar até um quinto do seu genoma ainda na fase embrionária.

Da New Statesman, os 50 livros que mudarão a sua vida

…e no The Second Pass, os 10 livros que você deve ativamente evitar ler.

Como Salvar os Jornais: Criminalize os Links.

O Alasca está mudando rapidamente, e não por causa de Sarah Palin.

Cérebro artificial daqui a 10 anos.

Um planeta que gira estranhamente: WASP-17.

O Naked Capitalism está beeeem pessimista.

A guerra dos sexos chega à crise financeira.

A inspiração de Shakespeare para “A Tempestade”.

Vida e morte das notícias:

Watching how stories moved between mainstream media and blogs revealed a sharp dip and rise the researchers described as a “heartbeat.” When a story first appears, there is a small rise in activity in both spheres; as mainstream activity increases, the proportion blogs contribute becomes small; but soon the blog activity shoots up, peaking an average of 2.5 hours after the mainstream peak. Almost all stories started in the mainstream. Only 3.5 percent of the stories tracked appeared first dominantly in the blogosphere and then moved to the mainstream.”

Na Folha de hoje há uma transcrição parcial de documentos recém-desclassificados pela NSA norte-americana sobre o encontro do Presidente Médici com Nixon em 1971, em Washington.   Rolaram coisas assim:

Em conversa com o colega americano Richard Nixon, o presidente Emílio Médici afirmou que “estava trabalhando” para derrubar o governo do socialista chileno Salvador Allende, revelam documentos liberados pelo Departamento de Estado dos EUA e compilados pelo instituto de pesquisa não governamental Arquivo Nacional de Segurança, aos quais a Folha teve acesso.

O encontro ocorreu no Salão Oval da Casa Branca, às 10h de 9 de dezembro de 1971. Do lado brasileiro, só Médici estava presente, deixando o Itamaraty de fora. Sem falar inglês, precisou da ajuda do general Vernon Walters, que tinha forte ligação com o Brasil -era o adido militar americano no golpe de 1964.

O outro participante foi o assessor de Segurança Nacional e futuro secretário de Estado Henry Kissinger, relator do encontro, revelado quase 38 anos depois. “É fantástico ver que Médici tenha mantido conversas no mais alto nível sem se fazer acompanhar por ninguém”, diz o pesquisador Matias Spektor. “A Casa Branca e o Médici acreditavam que o Itamaraty estava tentando frustrar a visita presidencial. Os diplomatas brasileiros não gostavam da ideia de tanta proximidade entre os presidentes.

(…)

Para continuar falando sobre esses temas, Nixon propõe a criação de um “canal” de comunicação fora dos meios diplomáticos e diz que seu homem de confiança seria Kissinger.
Médici concorda e diz que confiava no seu chanceler, Mário Gibson Barbosa, que tinha um “arquivo especial em que todos os itens eram manuscritos (…) de forma que nem os datilógrafos tinham conhecimento deles”.
Na avaliação do ex-embaixador do Brasil nos EUA Roberto Abdenur, a conversa “não chega a ser uma surpresa”. “O que os dois fizeram foi selar, no mais alto nível político, e em termos de organizada colaboração, algo em que ambos os lados já de há muito se vinham empenhando.”

Há também duas entrevistas com especialistas em política latino americana.  A primeira é com Matias Spektor, do CPDOC; ele não acredita que a supracitada conversa tenha se traduzido em uma cooperação direta entre Brasil e EUA para derrubar Allende, embora admita que o governo brasileiro tinha uma política anti-Allende:

FOLHA – Quais são as principais revelações desses documentos?

MATIAS SPEKTOR – O material é fascinante porque revela quatro dinâmicas principais. Primeiro, mostra o escopo e a ambição das atividades clandestinas da ditadura brasileira e do governo Nixon na América do Sul. Segundo, revela quão séria era a expectativa americana de que o Brasil assumisse um papel de liderança na cruzada anticomunista. Terceiro, apesar das confidências trocadas, havia arraigadas suspeitas do lado brasileiro: Médici temia que os Estados Unidos normalizassem relações com Cuba sem avisar o Brasil previamente. Por fim, os documentos mostram que Médici buscou apoio americano na disputa com a Argentina a respeito da construção da usina de Itaipu.

FOLHA – Os presidentes falam sobre intervenção em Cuba e no Chile. Ações concretas podem ser atribuídas a essa conversa?

SPEKTOR – Tanto o Brasil quanto os Estados Unidos conduziam atividades anticomunistas clandestinas na América do Sul. Temos documentos que revelam a extensão da participação brasileira no Uruguai e na Bolívia no início da década de 1970. Há indícios de que a embaixada brasileira em Santiago, no Chile, também tinha uma política ativa anti-Allende. Esses documentos revelam a intensidade da troca de informações entre Estados Unidos e Brasil a esse respeito. Mas não indicam uma atuação conjunta, uma divisão de tarefas, nem um programa anticomunista ativo entre os dois países.

(…)

FOLHA – Na conversa, aparece o interesse em que Médici faça o “jogo sujo” na América do Sul, como define o general Dale Coutinho. É possível fazer um paralelo com a estratégia de Bush e agora de Obama com relação a Lula?

SPEKTOR – O contexto daquela época era muito diferente. Mas um tema comum é a expectativa americana de que o Brasil seja um parceiro ativo na gestão da ordem regional sul-americana. A resposta brasileira sempre foi relutante. A percepção em Brasília é a de que uma parceria com os americanos traria mais custo do que benefício.

Já o pesquisador americano Peter Kornbluh, especialista em história chilena, acha que a relação era mais “carnal” _ e chega a ponto de dizer que o Brasil deve desculpas ao Chile pela instalação da ditadura Pinochet:

FOLHA – O que o documento revela sobre a relação Brasil-EUA no início dos anos 70?

PETER KORNBLUH – A próxima e de certa forma confortável relação revelada deixa claro que o Brasil era o principal aliado dos EUA na guerra contra a esquerda na América Latina. O Brasil tinha suas próprias razões imperiais para, de forma oculta, enfraquecer governos como o de Salvador Allende. Mas este documento deixa claro que o regime militar também funcionava como um substituto para os interesses intervencionistas dos EUA. A forma cândida das visões de Médici sobre o seu direito de alterar o futuro de nações menores da região é impressionante.

FOLHA – Qual era a expectativa de Nixon e Kissinger sobre o Brasil de Médici?

KORNBLUH – O documento e um memorando escrito mais tarde pelo general Vernon Walters mostram que Nixon estava muito feliz sobre a maneira como ele e Médici se relacionaram. Nixon pediu a criação de um canal secreto para continuar as comunicações entre os dois na expectativa de que o Brasil ajudaria Washington a bloquear outros “Allendes e Castros”, como Nixon definiu. Se recuperarmos o registro dessas comunicações, descobriremos um capítulo da obscura história de intervenção na América Latina.

FOLHA – O que se sabe sobre o papel do Brasil no golpe contra Allende?

KORNBLUH – Deste documento aprendemos da boca do mais alto funcionário brasileiro que o Brasil estava comprometido em derrubar Allende. O Brasil tinha um programa de intercâmbio militar com os chilenos, e parece que a inteligência militar de Médici usava isso para canalizar apoio aos militares chilenos. O que não sabemos é a natureza da colaboração entre os EUA e o Brasil. O papel da intervenção oculta americana no Chile tem sido documentado por documentos americanos tornados públicos e um relatório especial do Senado. Mas o papel do Brasil continua sigiloso. O Brasil deve desculpa por seu papel na implantação da ditadura no Chile. (…)

***

Em que medida o Brasil deve desculpas ao Chile eu realmente não sei.  Mas acho que tudo isso mostra que nossa dita “ditabranda” foi menos branda do que vem sendo dito…

muleque

O moleque aí chama-se Genadii Karatzkevitch, é ucraniano , e acaba de faturar a Olimpíada Internacional de Informática…com apenas 14 anos (a Olimpíada é aberta para jovens até 20 anos).

Trecho da entrevista com ele:

How did you come to be a member of the Belarus team?

– I started learning informatics when I was eight. Initially my parents, who are computer programmers teaching at the University in Gomel, helped me. We don’t have specialized informatics classes, so I entered for mathematics. Nevertheless I started participating in national competitions. Those who rank in the top ten go to training camps. They are organized twice a year and the four with the highest scores go to the World Olympiad. That is how I ended up in the team.”

De se notar:

_ ambos os pais são professores de programação _ e ensinaram programação ao moleque quando ele tinha 8 anos.

_ a Ucrânia mantém “campos de treinamento” para programadores.

Onde é que esse mundo vai parar?

O grande Ratapulgo me enviou este vídeo:

O consumidor de hoje não aceita simplesmente um “não” como resposta. Ele usa a sua inteligência e novas tecnologias para expressar o seu sentimento. Dave Carroll teve seu violão danificado durante um vôo da United Airlines e utilizou sua habilidade de músico para expressar sua indignação com a forma como foi tratado pela empresa. Essa atitude se transformou no novo hit da internet. Tradução da Somma Consultoria – http://www.sommaonline.com.br – Você também pode fazer valer o seus direitos!

Genial.  Pena que nem todos os consumidores são tão talentosos _ a começar por mim mesmo, que teria boas canções para fazer sobre bancos e concessionárias de serviços públicos.

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Closest analogy – tea party infestation

Aplicados estudantes de matemática da Carleton University e da University of Ottawa cometeram a tolice de produzir um paper sobre a modelagem matemática de uma infestação da Humanidade por zumbis:

What do you do when zombies attack? Turn to a mathematician to come up with a model for the spread of a zombie infestation, of course! Students at Carleton University and the University of Ottawa have published a paper in a book titled Infectious Disease Modelling Research Progress detailing how to model the spread of a zombie population and various complications in managing the spread of the infestation. They even give humans a fighting chance in some cases! The original paper (PDF) can be found at their professor’s website.

Algo me diz que ano que vem vamos precisar disso.

Saiu um review de “District 9” no NYT.

A sinopse curta é engraçadinha:

“District 9” is rated R (Under 17 requires accompanying parent or adult guardian). It has intense violence and violent swearing in the languages of two planets.”

Lá estreou hoje, aqui só em 30 de outubro (!).  Até lá ou ficamos babando ou arranjamos um piratauma cópia para benefício social.

crow

Deu no Slashdot:

Wikipedia Approaches Its Limits

The Guardian reports that a study by Ed H Chi demonstrates that the character of Wikipedia has changed significantly since Wikipedia’s first burst of activity between 2004 and 2007. While the encyclopedia is still growing overall, the number of articles being added has reduced from an average of 2,200 a day in July 2007 to around 1,300 today while at the same time, the base of highly active editors has remained more or less static. Chi’s team discovered that the way the site operates had changed significantly from the early days, when it ran an open-door policy that allowed in anyone with the time and energy to dedicate to the project. Today, they discovered, a stable group of high-level editors has become increasingly responsible for controlling the encyclopedia, while casual contributors and editors are falling away. ‘We found that if you were an elite editor, the chance of your edit being reverted was something in the order of 1% — and that’s been very consistent over time from around 2003 or 2004,’ says Chi. ‘For editors that make between two and nine edits a month, the percentage of their edits being reverted had gone from 5% in 2004 all the way up to about 15% by October 2008. And the ‘onesies’ — people who only make one edit a month — their edits are now being reverted at a 25% rate.’ While Chi points out that this does not necessarily imply causation, he suggests it is concrete evidence to back up what many people have been saying: that it is increasingly difficult to enjoy contributing to Wikipedia unless you are part of the site’s inner core of editors. Wikipedia’s growth pattern suggests that it is becoming like a community where resources have started to run out. ‘As you run out of food, people start competing for that food, and that results in a slowdown in population growth and means that the stronger, more well-adapted part of the population starts to have more power.‘” [grifo meu]

***

Aliás, o chato do Nick vem dizendo isso muito tempo (mesmo).

slcwdccomparecrime

Pois é, em um post aí embaixo estávamos eu, Nowosad e Paulo discutindo e…

Marcos:

Pergunta simples: alguem se sentiria seguro de caminhar no meio de uma multidao de estranhos, onde muitos estivessem claramente carregando uma arma?

Ou recuariam e mudariam de caminho?

So’ para esclarecer…

Paulo:

Eu posso repetir essa pergunta de uma forma que talvez te faca entender a falacia mais rapido Marcos:

Eu prefiro andar no centro de Salt Lake City (onde o porte eh permitido com permit) do que no centro de Washington DC (onde o porte eh totalmente proibido).

Capiche?

***

Bom.

Achei este site aqui que, presto!, faz comparações diretas das estatísticas de criminalidade entre cidades norte-americanas.  E surpresa:  Salt Lake City é bem mais perigosa que Washington DC em alguns tipos de crime, enquanto o inverso ocorre em outros tipos.

Em particular, estupro, invasão de propriedade e roubo são mais prováveis em SLC do que em WDC.

***

Detalhe: Salt Lake City tem 79,2% de brancos em 1,89% de negros.  Washington DC tem 36,3% de brancos e 55,6% de negros.  Considerando a cor da pele como uma proxy do nível de renda, acho que é até de se espantar que Salt Lake City perca para DC em tantos índices de criminalidade.

Deu no Globo:

Mídia destaca caso de apresentador acusado de encomendar mortes

O caso do deputado estadual amazonense Wallace Souza, acusado de ser o mandante de assassinatos para aumentar a audiência de seu programa de TV e se livrar de criminosos rivais, é destaque na imprensa mundial nesta quinta-feira.

“Apresentador de TV brasileiro é acusado de comandar gangue criminosa mortífera”, diz a manchete do jornal britânico The Guardian, que destaca que a polícia de Manaus está reabrindo dezenas de crimes não solucionados depois que uma investigação de 12 meses ter sugerido que o deputado seria o chefe de uma gangue criminosa.

Na longa reportagem, o jornal destaca a imunidade parlamentar de Souza.

“Há histórias reais que podem superar o roteiro de cinema policial mais rocambolesco”, diz o diário espanhol El País, afirmando que este é o caso de Wallace Souza.

A polícia do Amazonas começou a investigar o deputado em outubro passado, e em buscas em sua casa, encontrou grande quantidade de dinheiro, munições e cartuchos de balas retirados de locais de crimes.

Audiência

A imprensa internacional destaca que os crimes foram cometidos para aumentar a audiência do programa apresentado pelo deputado – Canal Livre – em uma TV local de Manaus e diz que sua equipe de filmagem era sempre a primeira no local do crime, o que teria feito a polícia suspeitar.

(…)

Na Coreia do Sul, o site de notícias The Chosun Ilbo afirma que, segundo as autoridades brasileiras, “as investigações mostram que Souza ou seu filho ordenavam os assassinatos e depois entravam em contato com a equipe de filmagem para avisar onde estavam as vítimas”.” [grifo meu]

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Depois falam mal do Senado.

É porque não conhecem os “atos secretos” das Assembléias Legislativas…

Deu no Valor:

Argentina estatiza futebol pela TV

O governo argentino está prestes a fechar um pacote de ajuda aos clubes de futebol do país, por meio da compra dos direitos de transmissão das partidas pela televisão. O plano busca tirar o futebol argentino de uma profunda crise, que já causou o adiamento do início campeonato local.

Anteontem à noite, a Associação de Futebol da Argentina (Afa) anunciou o rompimento do contrato com a empresa TSC, que detinha os direitos de transmissão dos jogos do campeonato argentino. A TSC é uma sociedade entre a Torneos y Competencias (empresa de eventos esportivos) e o grupo de mídia Clarín, que edita o maior jornal do país.

Segundo a imprensa argentina, o governo de Cristina Kirchner ofereceu ontem US$ 158 milhões por ano pelos direitos de transmissão, o dobro do que a Trisa vinha pagando. O acordo final, válido por dez anos, deve ser anunciado hoje, durante um encontro entre o presidente da Afa, Julio Grondona, e a presidente Cristina.

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Se a Argentina anda tendo que estatizar até o futebol, é porque a coisa vai mal mesmo.   Só falta botarem o Maradona como Ministro dos Esportes…

O tombamento de bens imateriais está à toda:

Candidatura do Fado a Patrimônio Cultural Imaterial da Unesco à espera do governo português

O projecto de candidatura do fado – alguns estudiosos atribuem as suas origens a cantos negros da África sub-saariana e outros às melodias do norte de África – foi iniciado em 2005.

Lisboa – A candidatura do fado, género musical português, cujas raízes remontam ao século XVIII, a Património Cultural Imaterial da Unesco, só depende de decisão do Ministério da Cultura.

De acordo com notícia publicada no jornal Diário de Notícias, uma portaria do Ministério da Cultura é o que falta para que Portugal apresente a candidatura.

“A bola está do lado da burocracia estatal”, disse Rui Vieira Nery, director do Programa da Educação para a Cultura da Fundação Calouste Gulbenkian e um dos membros da comissão da candidatura, citado pelo jornal.

“Só poderemos avançar quando for publicado o regulamento da candidatura. Isso cabe ao Ministério da Cultura,” disse.

O projecto de candidatura do fado – alguns estudiosos atribuem as suas origens a cantos negros da África sub-saariana e outros às melodias do norte de África – foi iniciado em 2005, após Portugal ter ratificado a convenção da Unesco para preservar formas de expressão cultural como ritos, danças, músicas, que não entram na classificação de património com corpo físico.

A candidatura é apoiada pelos maiores nomes do fado em Portugal, entre eles Carlos do Carmo, embaixador da candidatura.

Se o fado vier a ser classificado pela Unesco, Portugal assumirá o compromisso de preservar a história e fontes daquele género musical. Entre as obrigações estará a criação de um arquivo sonoro.

Segundo Rui Nery, a candidatura está preparada para iniciar a recuperação de fontes que contam a história do fado.”

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Já em Brasília conseguimos transformar um prédio em “bem imaterial”:

O choro, ritmo que consagrou Pixinguinha como um dos mestres da música popular brasileira, tem um espaço reservado em Brasília que já é referência nacional: o Clube do Choro. Hoje (29), o local foi transformado em patrimônio imaterial do Distrito Federal. Genuinamente carioca, agora o choro também é brasiliense.

Para um dos organizadores do festival Porão do Rock e diretor da Rádio Cultura de Brasília, Marcos Pinheiro, o tombamento do Clube do Choro como bem imaterial significa a transformação de uma cidade que, por muitos anos, foi considerada capital do rock e que hoje reconhece a existência de outras culturas.

“Brasília foi considerada por muitos anos a capital do rock, mas também há muitos anos outras manifestações musicais tem tomado conta e Brasília tem sido pólo do choro, do chorinho, principalmente por causa do Clube do Choro e de artistas como Hamilton de Holanda e Gabriel Grossi, que estão exportando essa música de Brasília para o Brasil e para o mundo”, define.

A história do Clube do Choro se confunde com a história da própria capital. Brasília serviu como pólo de atração de pessoas de todo o país quando foi fundada, em 1960. Entre os que vieram, estavam os funcionários da administração pública federal – que tinha sede no Rio de Janeiro (RJ). Com eles, veio o choro.

Em 1977, o então governador do Distrito Federal, Elmo Serejo Farias, cedeu o antigo vestiário do Centro de Convenções Ulisses Guimarães aos chorões que se reuniam informalmente e se apresentavam em espaços públicos. Ali se formou o clube, hoje referência nacional em ensino da música popular brasileira.

Para o secretário adjunto de Cultura do DF, Beto Sales, o reconhecimento é uma dívida paga e uma resposta ao anseio de toda a sociedade brasiliense.

“O Clube do Choro é uma das instituições mais tradicionais de Brasília e lida com uma das formas de expressão artística mais brasileiras, que é o choro, que funciona numa fronteira entre o popular e o erudito. O reconhecimento do clube nada mais é do que uma obrigação de Brasília”, defende.

O decreto foi assinado durante cerimônia na Sala Villa Lobos do Teatro Nacional Cláudio Santoro e contou com a presença do governador do DF, José Roberto Arruda, do ministro da Educação, Fernando Haddad, e de autoridades e artistas da cidade.”

E depois a gente diz que eles é que são portugueses…

Deu no Correio Braziliense (reportagem de Renata Mariz):

Acordo do Brasil com Vaticano gera polêmica e pode ser questionado

Com a aprovação maciça do acordo entre Brasil e Vaticano na Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (12/8), a bancada evangélica estuda a elaboração da uma ação de inconstitucionalidade (Adin) para questionar o texto. A ideia é ajuizar a Adin assim que o plenário da Casa, e posteriormente o do Senado, referendar a matéria, já assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O principal argumento será o de que o acordo fere o artigo 19 da Constituição Federal, segundo o qual é vedado à União, Estados, Distrito Federal e Municípios fazer qualquer tipo de aliança com igrejas ou seus representantes. “A discussão não tem caráter religioso, mas jurídico. Se fosse um acordo com os evangélicos, eu também seria contra”, destaca Rubem Assis, advogado e pastor, membro da comissão de mobilização dos evangélicos sobre o acordo.”

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O relator da matéria, deputado Bonifácio Andrada, cujo parecer foi pela aprovação (PSDB-MG), ficou satisfeito com a vitória esmagadora dos favoráveis ao texto. “Esse acordo não exclui de forma nenhuma as demais religiões existentes no Brasil. Acho que procura realmente criar um convívio efetivo de todas as religiões. Não tem inconstitucionalidade. Ele [o acordo] repete a Constituição e a legislação brasileira de modo que está totalmente integrado no sistema jurídico brasileiro e não atinge nenhuma lei ou norma jurídica”, afirmou o relator. Para o advogado e pastor Rubem Assis, entretanto, é a partir da ratificação desse acordo que pode surgir alguma intolerância religiosa no país. “Nós, que somos vitrine para o mundo em relação ao convívio pacífico, poderemos ter problemas na medida em que uma religião tem vantagens em relação às demais”, destaca.

(…)

Pontos mais polêmicos do acordo

Ensino religioso

O acordo estabelece que o ensino religioso, “católico e de outras confissões religiosas, de matrícula facultativa”, constituirá disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental. Essa redação, na avaliação dos não-católicos, abre espaço ao proselitismo em sala de aula.

Imunidade tributária

Pessoas jurídicas eclesiásticas (arquidioceses, prelazias etc), assim como suas rendas, patrimônios e serviços, terão isenção fiscal, segundo o acordo. Se exercerem atividade social, poderão ser equiparadas a entidades filantrópicas. Embora os defensores do acordo afirmem que na prática já é isso o que ocorre no Brasil, os contrários ao texto temem ampliação na imunidade no país.

Ajustes adicionais

O antepenúltimo artigo do texto diz que o acordo “poderá ser complementado por ajustes concluídos entre as partes” e determina que Brasil e Vaticano “poderão celebrar convênio sobre matérias específicas”. O temor é que, daqui para frente, acordos entre Estado e Igreja Católica sejam feitos à revelia dos trâmites oficiais.

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Os pioneiros da globalização não perdem uma chance, né não?

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