You are currently browsing the daily archive for julho 27, 2009.

Mas não, este post não tem nada a ver com o Sarney.  🙂

Talvez alguns dos meus 4,5 leitores já tenham lido sobre microcrédito.  Bem, hoje já existem possivelmente centenas ou milhares de esquemas diferentes, mas ao menos nos primórdios, naqueles esquemas aparentados ao do Grameen Bank, uma das coisas que fazia o sistema funcionar era que o empréstimo era feito em “clubinhos” de caráter bem local. E preferencialmente para mulheres.  Com isso ficava muito reduzido o perigo do default _ porque havia uma questão de decoro entre as tomadoras de empréstimo, que não queriam ser vistas pelas outras como caloteiras.

Este post do Credit Slips lembra que, antes da desregulação bancária nos EUA, havia um poderoso esquema de bancos locais _ e neles, funcionava um pouco o espírito reverso, porque o banqueiro ou o gerente eram da própria cidade, conheciam todo mundo, e seu negócio tinha um nome a zelar.

Essa é uma discussão importante e traz de volta a questão do “too big to fail“: bancos grandes são mais eficientes, é verdade, mas também criam um severo problema de risco moral.

Isso também me lembra uma matéria do NYT de ontem, sobre as resistências que o pessoal do antitruste tem encontrado até mesmo dentro do governo Obama, no desejo de reverter a política laissez faire de Bush.  Falando sobre os setores onde têm havido mais resistência a essa reversão de política, diz o jornal:

In a third area, a White House effort to overhaul financial regulation, officials weighed but rejected a significant antitrust role as a way to reduce the size of large companies considered too big to be allowed to fail.”

Dureza.

Anúncios

O Paulo do FYI é um cara esquisito:

Recession Politics

Isn’t it a bit funny that the bank meltdown last year happened in September/October? Isn’t it even funnier how that little fact never got correlated to the famous political tool called “October surprise” which is so often used in Presidential campaigns?

I am not saying that the Democrats fabricated the crisis but what happened is that they used it to win the elections. And far from being a harmless political tool, what they did actually increased the severity of the problem big time.

And of course, they were only successful in this endeavor because they had an immense amount of help from their most powerful ally: the Big Media.

I will not be surprised if that a few years from now we see some studies on how the panic instigated by the media was one of the major factors behind the severity of this recession.

***

Sei.

***

Paulo parece desconhecer essa citação:

“Reality is that which, when you stop believing in it, doesn’t go away.  ~Philip K. Dick”

Vamos ver o que Paulo estava dizendo no dia 17 de outubro do ano passado, só porque Warren Buffet foi comprar ações ali na esquina:

Apparently the doomsayers need to find another cause to adopt. The end of the world pretty much ended this week.”

A lógica do Paulo é a seguinte: havia um certo número de pessoas vendo a crise chegar.  Ele tentou caracterizá-las como loucas.  Depois que a crise chegou, ele passou a achar que foram essas pessoas que criaram a crise.  Parece evidente que Paulo fará tudo que estiver ao seu alcance para não ter que olhar para aquilo que até os grandes conservadores americanos já reconhecem.

Tal é o poder da máquina de distorção da realidade.  Paulo, toma a pílula, Paulo.

red-pill-or-blue-pill

julho 2009
D S T Q Q S S
« jun   ago »
 1234
567891011
12131415161718
19202122232425
262728293031  
Add to Technorati Favorites

Blog Stats

  • 1.560.790 hits
Anúncios