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Fascinante matéria da Time sobre a “morte da escrita à mão”, isto é, da escrita cursiva.  Segundo o artigo, pelo menos nos EUA a decadência da escrita à mão se deveria nem tanto à crescente hegemonia do computador quanto ao fato de que a caligrafia deixou de ser exigida nos testes escolares.

Não sei quanto ao Brasil, mas acredito que o mesmo fenômeno esteja acontecendo por aqui.

E para falar a verdade, minha própria escrita à mão está se derretendo, ultimamente.

O artigo faz menção a uma outra matéria da Time bem antiga, de 1942, quando o estudo da escrita estava em seu auge

***

Agora, você sempre pode tentar imortalizar sua escrita à mão…transformando-a em uma fonte.

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macumbabra

Ê-ê, zimifio

Do Correio Braziliense, matéria de Gisela Cabral:

Pesquisa da UnB utiliza sensitivos para diagnosticar doenças em pacientes do HUB

O método também ajuda no estudo da mente humana

Ciganas que dizem ser capazes de enxergar o futuro, médiuns que afirmam ter o poder da cura, cartas de tarô, bolas de cristal, adivinhações… Desde que o mundo existe, fenômenos paranormais ou sobrenaturais sempre estiveram em evidência não só na ficção, mas também na vida real, embora a ciência nunca tenha dado crédito a alguns deles. Por isso, hoje pouco se sabe sobre o assunto, até porque uma grande quantidade de pessoas se valem de qualidades inexistentes e aproveitam a credulidade e ingenuidade alheia para adquirir riqueza e fama. São os famosos charlatões.

O que você vai conhecer agora, porém, não faz parte de um filme de ficção ou livro de estórias sobre o desconhecido. Pelo contrário, trata-se de ciência mesmo — o caminho mais correto para se comprovar ou contestar uma tese, por mais absurda que ela possa parecer, na opinião de especialistas. A exemplo disso, uma pesquisa está sendo desenvolvida pelo Núcleo de Estudos Paranormais da Universidade de Brasília (Nefp/UnB). No intuito de estudar a mente humana e suas potencialidades, os pesquisadores passaram a acompanhar, desde o início deste ano, as hipóteses diagnósticas feitas por sensitivos a pacientes voluntários do Hospital Universitário de Brasília (HUB). Até o momento, já foram relatados pelo menos 60 prontuários.(…)” [grifo meu]

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Bom, eu não sabia que a UnB tinha um Núcleo de Estudos Paranormais (aliás, acho que jamais entenderei porque a Ufologia é comumente integrada ao portfólio dos estudos paranormais.  Ufologia, para mim, ou é coisa para o Ministério da Saúde ou para o Ministério da Defesa, nunca para o Ministério da Educação).

Mas agora que eu sei, eu acho que ele devia estar estudando, com muito mais proveito, o Congresso Nacional:

TERÇO

Desde quarta-feira, quando o Estado revelou as gravações que ligam Sarney aos atos secretos, um apelo especial foi feito a um grupo de senhoras que se reúne todas as manhãs na gráfica do Senado para rezar o terço. Maria Perpétuo do Socorro de Araújo Cunha – frequentadora assídua da turma – pediu uma oração pelo futuro de Sarney.

Socorro foi nomeada por ato assinado pelo próprio senador em 1995. Maranhense e ex-assessora de Sarney, ela trabalha no serviço de atendimento ao usuário da gráfica.” [grifo meu]

Afinal, trata-se de um lugar onde a fé realmente opera milagres.

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Aliás, a paranormalidade não é matéria estranha à política do Maranhão.  Reza a lenda, por sinal, que Sarney é chegado no assunto, tem amigos poderosos nessa seara e que muito atabaque bateu em São Luís para encomendar a alma de Tancredo Neves a Deus, como se diz por aí:

MACUMBA (termo referido recentemente por um blogueiro aloprado para atribuir a Jackson a autoria de um “despacho” que teria ocasionado a doença de um ministro do TSE). Ora, todo mundo sabe que Sarney por longo tempo adotou como “guia espiritual” o místico empresário do ramo de hotelaria, o folclórico Moacyr Neves. Um fato ilustrativo da relação de Sarney com o sobrenatural pode-se buscar no longínquo 11 de julho de 1973, quando o seu guru teria contribuído decisivamente para mudar a história do Maranhão, para azar dos maranhenses. Naquele fatídico dia, Moacyr Neves teria convencido o senador Sarney a desistir de embarcar no vôo 820 da Varig que o levaria a uma missão na França. A viagem seria interrompida a poucos quilômetros do Aeroporto de Orly em Paris. No desastre, que não registrou sobrevivente, perderam a vida o senador e líder do governo militar no Senado Federal, Felinto Muller, e o cantor Agostinho dos Santos. Sarney, beneficiado pela premonição do amigo, escapou fedendo. Depois da morte de Moacyr Neves, Sarney titularizou como seu guru o mega macumbeiro de Codó, Bita de Barão, a quem homenageou com o título de Comendador. O maior feito de Bita em favor de Sarney teria sido a certeira flechada desferida contra o presidente eleito, Tancredo Neves, de quem Sarney era vice, que “emburacou” sem sequer ter tido chance de assumir o cargo. Era a contribuição do novo guru para mudar a história do Brasil, para azar dos brasileiros. A senadora filha, mesmo não logrando êxito na penúltima macumba encomendada ao terreiro codoense, não perde a oportunidade de visitar o macumbeiro-mor, ocasiões em que costuma dançar e reverenciar seus orixás. Portanto, se o blogueiro maluco não sabia, macumba é especialidade dos seus patrões.” [grifo meu]

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Então é isso: você, leitor amigo, que tem galinheiro, tranque suas galinhas pretas porque a situação está séria.

road-ahead

Quando é que fui realmente assaltado pela primeira vez por uma sensação de nostalgia?

Bem, acho que nem todo mundo consegue se recordar disso com exatidão; eu consigo.  Minhas primeiras experiências nostálgicas ocorreram já muitos anos depois de vir morar em Brasília, nas ocasiões em que eu visitava o Rio de Janeiro.  Era realmente impossível evitar que as recordações viessem aos borbotões; eu entrava em um cinema ou restaurante e me lembrava de todas as ocasiões marcantes da minha vida que haviam se passado ali.  “Tudo ao mesmo tempo agora”.

Agora, esse foi um processo lento.  Das primeiras vezes que eu voltava ao Rio, tudo era muito natural, muito familiar.  Depois de algum tempo, porém, fui me sentindo estrangeiro; não conseguia me livrar da sensação que minha verdadeira casa agora era Brasília.  Foi exatamente neste momento que passei a tornar-me um nostálgico.

Fiquei pensando nessas coisas ao ler este post do David, no Alto Volta.  Pô, o cara tem trinta anos.  Tá meio cedo pra nostalgia.  Principalmente porque é daqueles sentimentos dos quais a gente não se livra facilmente depois de experimentado; pelo contrário, a nostalgia é uma senhora exigente, e a gente tem que fazer um certo esforço, elaborar uma determinada arte, para evitá-la.  Porque se isso acontecer é sinal certo de que você se tornará um sujeito obcecado com o retrovisor, ao invés de olhar para a estrada.

If thou hast deviated from the consensus of the foreign policy community, thou shalt go to the tallest mountain, and rend one’s clothing, and scream from the top of thine lungs like Charlton Heston in Planet of the Apes/Soylent Green, and declare that the mark of transgression itself is proof that thou must be right.

_ Dos “Steve Walt’s ten commandments for foreign policy wonks“, via Daniel Drezner.

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Aqui.  Mais aqui.

Embora a popularidade de Obama tenha caído um pouco nos EUA, o que é meio inevitável em tempos de crise (mas sem perigo de chegar perto das taxas de impopularidade desta senhora que já foi a esperança da América profunda – 53%!), aparentemente ele está mesmo contribuindo para melhorar a imagem do seu país no resto do mundo.  Eis os resultados de uma pesquisa recente:

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Curioso notar como a imagem dos EUA não está tão melhor, ou às vezes até pior, em países árabes (apesar de também ter piorado em Israel).  Para alguém que os ressentidos insistem em chamar, com objetivos óbvios, de Barack Hussein, isto parece ser um tiro pelo culatra…

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Aqui.

Partes Dois e Três abaixo.

Continue lendo »

Deliciosa reportagem no Foreign Policy sobre os filhos problemáticos de gente muito poderosa.

No perfil do filho de Margareth Tatcher achei uma genial definição de Mônaco: “a sunny place for shady people“.

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Digno dos Jetsons

Matéria do Correio Braziliense de hoje traz uma concepção artística da nova torre de TV de Brasília, projetada especialmente para abrigar os transmissores da TV digital aberta.  O projeto, como não poderia deixar de ser, é de Oscar Nyemeier.

A torre custará R$ 65 milhões, e o mais curioso é que esse valor será pago pelo dinheiro público _ até onde entendi, as empresas de radiodifusão não vão entrar com nada.  A justificativa é de que a torre _ que terá mirantes e restaurantes _ será por si só um atrativo turístico para a cidade.

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Vocês aí que se dispõem a vir a Brasília só para subir na torre, por favor se apresentem.  Eu tenho uma ponte para lhes vender.

Bill Gates, abandonando seu perfil no Facebook por overdose de amigos (1o.000 e crescendo):

All these tools of tech waste our time if we’re not careful.”

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Pombas, Gates, você vem nos dizer isso agora?????

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Imagina se ele tivesse um Tweeter.

Ops.

Ekranoplano + Fat Boy Slim

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