Interessante essa matéria.  É de um jornal local, o “Tribuna de Minas” da cidade de Juiz de Fora _ a chamada “Manchester mineira”, porque já teve um passado industrial, e não sei bem porque cargas d´água é conhecida como “um pedaço do Rio de Janeiro em Minas Gerais”:

Retorno de Paulo Delgado embola sucessão 2010

O iminente retorno de Paulo Delgado (PT) à Câmara Federal, depois da morte do deputado Fernando Diniz (PMDB), no último dia 17, tornou incerto o cenário para as eleições de 2010. Depois de amargar a derrota nas urnas no pleito de 2006, ficando terceiro suplente da coligação PT/PMDB/PCdoB/PRB, e ficar dois anos e meio afastado da vida pública, o que o deixou numa espécie de limbo político, o petista tem agora a chance de “ressurgir das cinzas”. Nesse um ano e três meses que resta para as eleições, um possível fortalecimento daquele que passou 20 anos no Congresso e foi considerado um dos parlamentares mais influentes do país, pode incomodar a vida de quem já estava com os planos estruturados para a disputa. Por outro lado, há sinais, comprovados pelas urnas, de que Paulo Delgado, dono de 62 mil votos na última disputa, perdeu terreno em bases históricas, e reconquistar eleitores pode se revelar uma tarefa difícil.

(…)

O retorno de Paulo Delgado também reacendeu a discussão sobre a representatividade juizforana na Câmara, que atualmente só conta com o deputado Júlio Delgado (PSB). O cientista político Paulo Roberto Figueira, no entanto, põe por terra a tese de que quanto maior o número de representantes maior a qualidade da representação. “Essa correlação não se sustenta. Recentemente, a região tinha nove deputados, somando federais e estaduais, e o desenvolvimento não foi proporcional”. Para ele, “o que importa é quem são esses deputados e se têm mandatos de fato conectados com as demandas da sociedade.

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Bacana, a idéia de cruzar o desenvolvimento econômico de uma região com o número de representantes que ela tem na Câmara.   Alguém aí conhece um trabalho de fôlego sobre isso?

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