No Valor, uma mostra de quão feias ficaram as coisas na América _ “Sem teto fazem surgir favelas americanas“:

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Muito além do trailer park

A recessão fez crescer o problema dos sem-teto nos EUA. Segundo dados do Departamento de Habitação e Desenvolvimento Urbano, após anos de queda, o número de indivíduos sem teto ficou praticamente estagnado, enquanto o número de pessoas em famílias sem teto aumentou 9% no ano passado. Cerca de 1,6 milhão de americanos viviam em abrigos públicos ou casas precárias em 2008, um número praticamente igual ao do ano anterior. Entretanto, aumentou o número de famílias nessa situação – elas respondem agora por um terço desse número. ONGs denunciam que esse fenômeno pode tornar crônica a situação dessas famílias. Parte desses sem-teto vive em acampamentos com estrutura precária, algo parecido com as favelas no Brasil. Na foto, um agrupamento de sem-teto em Fresno, na Califórnia. O governo americano prometeu aplicar cerca de US$ 1,2 bilhão em programas de moradias baratas para evitar que favelas como essa de Fresno se alastrem.”

E no entanto, outra reportagem do mesmo jornal mostra que o pacote de estímulos do Obama pode estar dando certo, com previsão de que a economia americana saia da recessão ainda no ano que vem:

A desaceleração na perda de empregos, a alta nas bolsas e a estabilização da construção de imóveis residenciais e da indústria de transformação são inícios de que os esforços do governo norte-americano para deter a crise financeira e reduzir os custos dos empréstimos podem dar certo. A projeção de que a taxa de desemprego chegará a 10% e a queda nos valores dos imóveis residenciais não deixa que se esqueça que uma eventual expansão será moderada, uma vez que os consumidores deverão conter os gastos e aumentar as poupanças.

“Os números sinalizam uma virada inequívoca”, disse James O’Sullivan, economista-sênior da UBS Securities em Stamford, Connecticut. “A recessão vai terminar no terceiro trimestre. Estamos indo na direção certa.”

Entretanto, o terceiro semestre do ano que vem já será outubro _ data da eleição por aqui.  Será que a recuperação chegará a tempo de dar uma mãozinha à candidata do governo?  Mistério.

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