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Um site português interessante, com matérias bastante diferentes.

E sim, eles também têm microcontos.

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juptinfra

A NASA agora confirmou o achado de um astrônomo amador australiano:  15 anos depois do espetáculo proporcionado pelo impacto do cometa Shoemaker-Levy sobre Júpiter, outro corpo celeste, provavelmente um asteróide, chocou-se catastroficamente contra o planeta.

Como o asteróide não estava sendo observado (e provavelmente nem poderia, àquela distância), só o que foi detectada foi a mancha deixada sobre a superfície gasosa de Júpiter, e outros resíduos na atmosfera.

Dois impactos destes em um período de 15 anos apenas são de fazer pensar.  Bom, é claro que Júpiter está fazendo o seu papel de “irmão grandão” do sistema solar _ na verdade, é graças à sua existência que a Terra e todos os outros planetas não sofreram muito mais impactos do que os que efetivamente ocorreram.  É que Júpiter, dada a sua gigantesca massa, atua como um “imã” dentre os planetas, tornando-se alvo preferencial dos asteróides e cometas tresloucados que se descolam da Nuvem de Oort.

Ainda assim, fica aí mais uma vez o aviso de que catástrofes causadas pelo choque com corpos celestes não é uma coisa “além da imaginação”.   Com a celebração dos 40 anos do pouso na Lua, muita gente anda falando que é necessário criar uma nova meta, e há um debate ferrenho quanto ao destino dessa nova empreitada _ a NASA foca em voltar à Lua, mas há quem defenda a missão tripulada a Marte _ talvez, até mesmo uma colonização permanente do planeta vermelho.   Pois talvez a criação de um sistema de defesa da Terra contra o impacto de asteróides seja uma prioridade mais urgente do que se imagina.

***

E isso aqui é interessante:

Let’s set our sights on something larger: Mars is the obvious choice. While manned missions are risky and many proposals say they’re likely to be one-way, so what? We would never be celebrating our great achievement of landing on the Moon if we weren’t willing to continue stepping forward despite our hearts being in our throats. I’m willing to bet that there are even some of you who would volunteer to go to Mars, even if it meant that there was a one-in-three chance that you’d die before ever setting foot on it and a 100% chance that you’d never return to Earth.

Agora, sinceramente: quantos aí se voluntariariam para ir em uma missão a Marte, com 100% de chance de não voltar?  Só para testar o espírito de aventura dos meus 4,5 leitores…eu tenho algumas hipóteses na manga, mas só vou compartilhá-las com vocês após receber algumas respostas.   🙂

***

UPDATE:

Bem, como seria de se esperar, alguém já andou fazendo umas contas:

So, a “continent killer”, like Wesley’s Object, ought to hit the Earth about a few times every million years, rather than once every few million years as previously estimated.

Reconfortante? Nem tanto:

“The next interesting question is what the “mass function” of the planetesimals is in this range: that is, for every ~ 300m object, how many ~ 100m objects are there?

Ten times more? Hundred times more? 1000 times more?

The Tunguska impactor was likely close to, or a bit less than, 100m in size, and such objects seem to hit the Earth about once per century, or maybe every few centuries. Which suggests the mass function is close to M-1 across this range, which would be interesting, certainly it is not as steep as M-2, and it is unlikely to be as shallow as M-1/3.”

Ezra Klein tem reflexões poderosas sobre o Kindle:

The publishing industry has put quite a lot of effort into perfecting the display of text on a piece of paper. To put it slightly differently, books are pretty good at being books. They have a lot of practice at it.

But the Kindle is young yet. And as I argued in my assessment of the gizmo for the Columbia Journalism Review, its true potential isn’t in displaying printed text in an alien, electronic medium. It’s in hastening the transition to digital text that will be displayed in its native context. A book that has paid particular attention to formatting is a book that has been optimized for the printed page. The Kindle will be poor at displaying such a book. But the question is what happens when someone finally writes a book that has been intelligently optimized for the Kindle? A book with hyperlinks, and maybe embedded video. A nonfiction book that allows you to download the full studies it mentions and lets you click on a quote to read the full transcript of that interview.”

***

O que aponta para o caminho da padronização dos readers.  Claro, trata-se de um “chicken and egg problem“, e ninguém vai se preocupar em formatar um produto só para o Kindle.  Mas conseguirá a Amazon chegar a um consenso com outros produtores de readers?

chuck

Protógenes, vítima de emboscada:

CONSÓRCIO CRIMINOSO – tentativa de emboscada fracassa

Ao povo brasileiro e aos internautas: Hoje, em São Paulo, por volta das 13h30, nas imediações da Rua Vergueiro com início da Av. Anchieta, em direção do ABC, percebi que o pneu do carro que dirigia estava furado. Parei no acostamento próximo ao posto da Polícia Militar. Ato contínuo notei que dois carros, um Fiat Uno, cor preta e um Vectra dourado, possivelmente ano 96, de placas BDP 9091 – São Paulo, encostaram logo atrás.

Ao perceber a situação suspeita, de emboscada, arranquei com o carro mesmo com o pneu furado. Entrei em uma rua onde haviam alguns caminhões estacionados e parei para telefonar e avisar os colegas.

Em seguida, um jovem oriental usando boné, se aproximou e pediu que eu o companhasse a seu carro que estava parado ali perto. Argumentei que não podia ajudá-lo e, ainda que com o pneu furado, continuei dirigindo e consegui chegar a um lava-jato. Continuei a ser seguido.

Desta vez apenas pelo Vectra, que novamente parou próximo ao local onde eu estava. Deste carro sairam dois orientais, sendo o jovem de boné com idade entre 25 e 30 anos e, outro com aproximadamente 45 ou 50 anos.

Ao confirmar naquele momento o perigo que estava correndo entrei no carro sai a procura de uma oficina ou borracheiro para tentar resolver o problema do pneu furado. Quando percebi que novamente a perseguição continuava, e no Vectra os dois orientais, utilizei técnica especial de direção defensiva e consegui me livrar graças a um cavalo-de-pau. Mesmo assim continuaram tentando me acompanhar a uma certa distância. Parei no posto de gasolina da Petrobras para buscar auxilio, momento que avistei uma patrulha da Polícia Militar passando no local. Informei a situação e o acontecido, apontando para o veículo parado que fugiu em disparada não logrando êxito alcançá-lo.

Deixo aqui o registro da situação suspeita que vem ocorrendo por onde eu me desloco, quase que diariamente, bem como uma homenagem aos valorosos colegas policias brasileiros, em especial as escoltas de Policiais Militares do Estado de São Paulo, que me auxiliaram e conseguiram evitar o mal maior.

E aviso aos meus inimigos que a partir de hoje, além de escolta, tudo que acontece ao meu redor está sendo devidamente registrado e monitorado. Não curvarei ou me intimidarei de meus propósitos, seja como Delegado de Polícia Federal, cidadão brasileiro e sobretudo como um pai determinado a proteger à família.

Protógenes Queiroz

23h30 – 19/07/2009

***

Orientais de boné?  Cavalo-de-pau com o pneu furado?

Vamos ter que desenvolver novas piadas de Chuck Norris.

A crise é psicológica?  Talvez em Buenos Aires.

Aliás já me disseram que BAS é a cidade com o maior número de psicanalistas per capita em todo mundo.  Um filão.

O novo grande projeto Open Source: pousar o homem na Lua.

No Valor, uma mostra de quão feias ficaram as coisas na América _ “Sem teto fazem surgir favelas americanas“:

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Muito além do trailer park

A recessão fez crescer o problema dos sem-teto nos EUA. Segundo dados do Departamento de Habitação e Desenvolvimento Urbano, após anos de queda, o número de indivíduos sem teto ficou praticamente estagnado, enquanto o número de pessoas em famílias sem teto aumentou 9% no ano passado. Cerca de 1,6 milhão de americanos viviam em abrigos públicos ou casas precárias em 2008, um número praticamente igual ao do ano anterior. Entretanto, aumentou o número de famílias nessa situação – elas respondem agora por um terço desse número. ONGs denunciam que esse fenômeno pode tornar crônica a situação dessas famílias. Parte desses sem-teto vive em acampamentos com estrutura precária, algo parecido com as favelas no Brasil. Na foto, um agrupamento de sem-teto em Fresno, na Califórnia. O governo americano prometeu aplicar cerca de US$ 1,2 bilhão em programas de moradias baratas para evitar que favelas como essa de Fresno se alastrem.”

E no entanto, outra reportagem do mesmo jornal mostra que o pacote de estímulos do Obama pode estar dando certo, com previsão de que a economia americana saia da recessão ainda no ano que vem:

A desaceleração na perda de empregos, a alta nas bolsas e a estabilização da construção de imóveis residenciais e da indústria de transformação são inícios de que os esforços do governo norte-americano para deter a crise financeira e reduzir os custos dos empréstimos podem dar certo. A projeção de que a taxa de desemprego chegará a 10% e a queda nos valores dos imóveis residenciais não deixa que se esqueça que uma eventual expansão será moderada, uma vez que os consumidores deverão conter os gastos e aumentar as poupanças.

“Os números sinalizam uma virada inequívoca”, disse James O’Sullivan, economista-sênior da UBS Securities em Stamford, Connecticut. “A recessão vai terminar no terceiro trimestre. Estamos indo na direção certa.”

Entretanto, o terceiro semestre do ano que vem já será outubro _ data da eleição por aqui.  Será que a recuperação chegará a tempo de dar uma mãozinha à candidata do governo?  Mistério.

A Lei 8.666, para quem não sabe, é a lei que regulamenta licitações no Brasil.  Evidentemente, trata-se talvez da Lei mais problemática existente em solo pátrio, e é em torno dela que em geral armam-se as maiores falcatruas da República.

Muitos defendem que ela deveria ser reformada.  Talvez devessem apenas alterar-lhe o número, em um exercício de demonologia legal.

A imprensa anda excitada com os trabalhos de um certo Raphael de Almeida Brandão, um sujeito de 27 anos cujas iniciativas empresariais são das mais variadas e lucrativas, todas elas aparentemente envolvendo os dinheiros públicos. Estas denúncias estão sendo espalhadas pelos Diogos Mainardis, Reinaldos Azevedos e Noblats da vida, é certo, principalmente porque o nome de Raphael apareceu ligado a projetos aprovados pela máquina de incentivo a cultura financiada pela Petrobrás _ facilmente, a maior fornecedora de recursos dentro do mecanismo de incentivo à cultura no País.

Apesar do pedigree dos denunciantes, eu não tenho a menor ilusão de que as denúcias não sejam verdadeiras.  Eu acredito firmemente que os principais focos das denúncias, que envolvem gestão temerária da 8.666 e da lei de incentivo à cultura, são de fato dois grandes ralos de dinheiro público, e isso não de agora.

Por exemplo, o Noblat e Tio Rei reproduzem reportagem da jornalista do Globo Maiá Menezes informando que Raphael e sua mãe, Telma de Alemeida Brandão, são sócios em várias empresas.  Fui dar uma busca no nome da sra. Telma, e só achei duas _ repito, duas _ referências a seu nome no Google.  Uma delas é a própria reportagem da Maiá Menezes onde seu nome surgiu. A outra é um pdf da edição de 18 de maio de 2005 do diário oficial do município de Manaus, onde figura o resultado de uma licitação:

telma

Reparem que a Sra. Telma foi premiada com uma inexigibilidade de licitação por ser uma “consagrada pela crítica especializada” como produtora artística, muito embora raramente apareça no Google, principalmente fora das páginas policiais.  Essa é apenas uma das formas pelas quais a 8.666 pode ser utilizada do jeito que o diabo gosta.

Bom, pelo menos o tal Forróçacana _ uma banda de forró universitário carioca _ existe mesmo.  E ao que parece o tal I Arraial da Cidade concretizou-se de fato.

O detalhe irônico é que o processo é de 2005, quando era prefeito de Manaus o dr. Serafim Corrêa.  O dr. Serafim Corrêa é presidente do PSB, partido da base aliada, mas acima de tudo é auditor fiscal aposentado da Receita Federal.

Bom, tenho a dizer o seguinte:  Telma, eu não sou o Rei.  Mas putzgrila…

***

Aliás, achei as biografias dos integrantes do Forróçacana.  Um deles tem como sobrenome…Almeida.  Mas pode ser só coincidência.

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