Amanhã, aí pela hora do almoço, a BEA, agência investigadora francesa, liberará o primeiro relatório preliminar sobre o acidente do AF 447.

As apostas são firmes em um problema com os tubos pitot.

O engraçado na situação, se é que se pode falar em “graça” em um assunto desses, é que de alguma forma a coisa vai sobrar para uma empresa francesa: ou para a Airbus, ou para a Air France, ou para a Thales, fabricante dos tubos pitot.

Dada essa predominância de empresas francesas no assunto, podemos estar certos de que a BEA fará um relatório honesto?

Podemos.

Podemos, porque a NTSB, a agência americana, está nos calcanhares da BEA.  Ela está aproveitando o incidente com o avião da TAM no mês passado, um que vinha de Miami para São Paulo/Guarulhos, e sofreu uma abrupta perda de altitude a poucos quilômetros do destino final.  Como o vôo saiu dos EUA, a NTSB tem autoridade para investigar.

Além disso, o site Eurocockpit também publicará amanhã suas próprias conclusões sobre o assunto, calcadas na análise das mensagens ACARS enviadas pelo avião.  Eles provavelmente também apontarão para o problema com os tubos pitot.

O mais surpreendente, aliás, é que deficiências com os tubos pitot são conhecidas pela Airbus há… 15 anos.  Mais precisamente, desde 22 de novembro de 1994, quando um telex foi enviado às linhas aéreas operando Airbus pela empresa:

oit94

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