You are currently browsing the monthly archive for julho 2009.

guinness-is-good-for-you

Uma hilária invenção sobre as cervejas de Obama com os briguentos:

I’ll tell you what I would have done if I were President Obama. First of all, I wouldn’t give anybody a choice. I’d throw political symbolism out the door. Then, I’d import a keg of Guinness Stout directly from Dublin, because the kegs from Ireland are simply superior to anything out of a bottle or can. Then I’d import a Dublin publican to serve the Guinness because drawing a proper pint is an art that requires vast experience.

Then, I’d sit ’em down at a bar (because I’d bring in the actual pub – this is the White House, it can do anything). “Gates, you, over there. Crowley, you, here. Sit. Publican, draw us some pints!’’

And as that smooth, deep, dark stout begins to pour forth, and the publican perhaps tells a few stories in his rich Irish brogue, a feeling of calm brotherhood settles over the room. You cannot fight over the first Guinness. Add in 10 more pints and a rugby match and you’ve got a riot. But a pint of Guinness in a Dublin bar at the White House? Skip? Jim? I think this is the beginning of a beautiful friendship.

In the end, the two of them will be doing ads for Guinness.

No final, o autor pergunta que cervejas seus leitores serviriam na Casa Branca se fossem o Obama.

Felizmente, aqui no Brasil nós não temos que nos submeter as ansiedades proporcionadas pelo Paradoxo da Escolha:  ou é Ambev ou é Schin.

***

Agora, até que dá pra imaginar o Lula fazendo a mesma coisa, digamos, com o Sargento Silveira, um meganha da PM nascido em Santa Catarina, e o Professor Nastácio, lente de cultura afro-brasileira  da UERJ.  O diabo ia ser se alguém pedisse “uma loura”.

Folha, 09/01/97

Deputados pedem cargos para votar reeleição

A barganha de votos pela reeleição em troca de cargos já está sendo encaminhada formalmente ao Palácio do Planalto. Seis deputados do Mato Grosso exigiram nesta quinta-feira (9) oito cargos no Estado para aprovar a emenda da reeleição. “Ou nos atendem ou não votamos a reeleição. Se quiserem, podem dizer que é fisiologismo. Isso é um jogo político. E, dentro desse jogo, queremos a nossa parte”, disse o deputado Welinton Fagundes (PL-MT).”

(…)

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), defendeu que o seu partido tenha mais cargos no governo. “O PMDB precisa aumentar seu espaço no governo”, disse Sarney. O partido quer mais um ministério e o próprio ex-presidente poderá indicar um dos seus afilhados políticos para ocupar o cargo. Segundo Sarney, o partido “quer participar mais das decisões para aumentar sua contribuição”. Sarney, que sempre foi contra a reeleição, vem defendendo que a Convenção Nacional do PMDB aprove “posição aberta” para os deputados e senadores que vão definir o futuro da reeleição.

Folha, 08/01/1997

Pressão faz governo defender reeleição para todos

OAB comandará mobilização contra emenda

A ameaça da família Sarney de boicotar a emenda da reeleição se governadores e prefeitos também não forem beneficiados obrigou o presidente Fernando Henrique Cardoso e os partidos aliados a trabalhar pela chance de um segundo mandato não apenas para presidente. “Se não for garantida a reeleição para todos, vamos votar contra no segundo turno”, afirmou o deputado Sarney Filho (PFL-MA), interessado na possibilidade de reeleição da irmã Roseana Sarney, governadora do Maranhão. “Reeleição só para presidente caracteriza um casuísmo inaceitável”, investiu Sarney Filho até arrancar o compromisso do partido em buscar os 308 votos necessários para que os atuais governadores e prefeitos também possam disputar a eleição de 1998.”

Isto é, 04/09/1995

Presidente em campanha

FHC articula a reeleição, faz uma atrapalhada operação para tirar Itamar do páreo e deixa ministros na berlinda

Contagiado pelo clima eleitoral que predomina em todo o País, o presidente Fernando Henrique resolveu entrar de cabeça na campanha para permanecer no Palácio do Planalto até o ano 2002. Na última semana, FHC jogou pesado. Promoveu encontros no Palácio da Alvorada com seus principais aliados e escolheu seu ex-padrinho político, Itamar Franco, como a primeira pedra a ser afastada do seu caminho rumo à reeleição. Na quarta-feira 28, o Planalto divulgou uma pesquisa feita pela MCI/Ibope sob encomenda do governo e paga com dinheiro público da Petrobrás mostrando que Fernando Henrique ganharia a disputa presidencial com 41% dos votos, disparando na frente de Maluf e Sarney, que teriam 11%, e do próprio Itamar, com 5%. Empolgado pelo clima dos palanques, Fernando Henrique fez um discurso de comício durante um jantar articulado pelo deputado Newton Cardoso na mesma quarta-feira. “Aqui estão as pessoas que têm articulação e mostram os votos e não aqueles que articulam pelos jornais”, exaltou-se o presidente diante de uma platéia de duas dezenas de parlamentares, quase todos do PMDB.

Seguindo à risca seu estilo temperamental, Itamar vestiu rapidamente a carapuça. Na manhã seguinte, durante conversa com FHC e Marco Maciel no Palácio do Planalto, ele deixou claro que estava lá como adversário. “Fernando, você sabe que sempre fui e continuo sendo contra a reeleição”, disparou Itamar. “E você sabe que eu sempre fui a favor”, retrucou FHC. Mais tarde, ao sair do almoço na casa do presidente do PMDB, deputado Paes de Andrade (CE), oferecido para ele e para o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), com o objetivo único de atrapalhar a reeleição de FHC, Itamar mandou um recado mais duro para o presidente. “Esta pesquisa foi feita pelo Palácio do Planalto e divulgada no momento oportuno para eles, que foi a véspera do meu encontro com os presidentes Paes e Sarney. Pesquisas levantam números e os números não mentem. Mas os mentirosos fabricam os números”, disparou Itamar. O encontro entre os três, bolado para oficializar uma frente política contra a reeleição, quase morreu na praia. Numa postura oscilante, Sarney resistiu o quanto pôde em assinar uma nota conjunta contra a reeleição. Motivo: há várias semanas, Fernando Henrique vem paparicando Sarney. Em conversas reservadas com o ex-presidente, FHC acenou com a possibilidade de Sarney ganhar um Ministério ou indicar um afilhado para integrar o governo. O presidente do Senado descarta apenas a primeira hipótese: “O único patrão que aceito é o povo brasileiro. Quem já foi presidente, não pode ser ministro.” [grifo meu]

reinaldo-azevedo-home

Em prol dos portadores de deficiência folicular

Tio Rei em sua melhor forma:

Por que não, então, um gay para suceder Lula? Branco ou preto? Esperem! Vamos fazer logo um “combo” de minorias. A candidata poderia ser mulher, negra e lésbica. E acho que a gente deve acumular experiências, incorporando qualidades de minorias passadas. Poderia ser mulher, negra, lésbica, meio analfabeta e eventualmente sem dedo. O “eneadactalismo” passaria a ser uma exigência para chegar ao topo.”

Pára com isso, Tio Rei.  A gente sabe que você quer mesmo é um careca-lá.  Um lídimo representante da sua própria minoria…

WAS813_OBAMA-_0730_11-p

Obama, Biden, Crowley e Gates tomando umas na Casa Branca

Não sei se alguém aí ainda se lembra de George W. Bush.  Bem, o marketing republicano o vendia como “aquele cara que você pode tomar uma cerveja com ele”, ou seja, o sujeito normal, o vizinho da casa ao lado, uma idéia que vendia bem com os rednecks.

Já esse Obama…olha, dizem que ele é o Lula americano, mas eu acho que ele é mesmo é um carioca.    🙂

1H-p

Notícias da “democracia fardada

starmap

O mapa acima mostra o que os extraterrestres sabem de nós, segundo a distância a que estão do Sistema Solar.

Como as ondas eletromagnéticas viajam à velocidade da luz, e esta é finita, o que acontece é que as primeiras transmissões feitas da Terra estão a uma certa distância, enquanto as transmissões mais recentes estão muito mais próximas.  Portanto, os habitantes da estrela Aldebaran, na constelação de Touro, a 65 anos-luz da Terra, já estão sabendo que Franklin Delano Roosevelt se elegeu presidente (FDR foi o primeiro presidente americano a aparecer na TV, em 1939), enquanto o pessoal de Alfa do Centauro, a pouco mais de 4 anos-luz, deve estar vendo a Olimpíada de Atenas.

Tirei daqui.

E nesses dias de (justa) celebração de Mussum, venho lembrar outro negão que chegou a fazer algum sucesso na televisão brasileira: Moisés Bruno Gregório, o Tião Macalé _ o “crioulo difícil”.

Tião Macalé sempre foi escada, e só conseguiu ser personagem principal em comerciais de TV.  Mas ficou famoso por alguns bordões da TV brasileira, entre eles o “ô crioula difícil” (dirigido invariavelmente a Marina Miranda, que contracenava muito com ele) e o “Ih, nojento…tchan!” (esse último muito mais conhecido, embora sem pé nem cabeça).

O gozado é que eu conheci o Tião.  Ele tinha um time de estimação no futebol de praia do Rio de Janeiro, o Dínamo, que jogava na altura da Santa Clara.  Meu pai, que jogou muito com ele, foi quem me apresentou.  Ele falava pouco, mas adorava ficar parado em alguma esquina de Copacabana admirando o movimento.  Mais carioca impossível.

Aí embaixo, Tião Macalé contracena com Mussum:

Leia o resto deste post »

No Valor, uma resenha estranha:

Todos nós conhecemos pelo menos um exemplar típico desta geração de jovens para os quais casamento, lar e filhos são vistos não como metas, mas perigos a serem evitados, como mostrou um estudo com o perfil dos americanos do fim da sua adolescência até os 20 e tantos anos. O mais apropriado, em muitos casos, seria acrescentar emprego à lista do que os assusta. Grande número deles não tem ideia de qual será sua ocupação e muitos estão adiando o momento de sair da casa dos pais. É possível prever que mesmo entre os mais instruídos haverá os que passarão anos em empregos temporários.

Em resumo, são jovens adultos que tentam adiar os compromissos, um fenômeno facilmente encontrável nos EUA, no Japão, na Europa e, claro, também no Brasil. Na Itália, tem-se constatado que a maioria dos jovens na faixa dos 30 ainda vive em casa com os pais e não está casada nem propriamente empregada. O governo inglês criou uma “classificação” específica para eles: são os Jovens Neet, na sigla em inglês: Not in Education, Employment or Trainining (não estudantes, não empregados, não em treinamento).

Outro grupo são os chamados “bumerangues” – saem da casa paterna para estudar ou quando arrumam emprego ou se casam, mas voltam porque fracassaram e não veem opção senão recorrer aos pais. De forma geral, sentem-se confortáveis morando com a família mesmo adultos, supostamente independentes, donos dos próprios narizes.

Para os pais, parece uma situação ideal o prolongamento da convivência diária com os filhos, já na fase adulta. Mas são cada vez mais comuns as manifestações de preocupação desses mesmos pais, dos dirigentes de empresas, de psicólogos sobre a instabilidade desses jovens. Haver filhos dependentes emocional e financeiramente dos pais não é um fenômeno recente, mas acentuou-se nos últimos anos, mesmo antes da crise financeira que dificultou o acesso dos jovens ao mercado de trabalho.

A questão, na verdade, é outra, e é esse o mote de William Damon, professor de educação e diretor do Centro de Pesquisas da Adolescência da Universidade de Stanford, no livro “O Que o Jovem Quer da Vida?”. É sua terceira obra nessa esteira de análise do papel e do perfil dos jovens. Para ele, o que falta aos jovens é um projeto de vida. E ele gasta praticamente todo o livro mostrando como é possível estimulá-los a descobrir qual é esse propósito de vida.

Não é tarefa fácil. Mas, com base em pesquisa com mais de 200 jovens com idade entre 12 e 26 anos, Damon oferece panorama das aspirações – ou da falta delas – desse grupo e sugestões de como motivar e inspirar os sem-projeto.”

***

A resenha é estranha porque o resenhista toma grande parte do seu tempo falando de um fenômeno social, e só nos últimos dois parágrafos falando do livro _ com nem uma palavra sobre a proposta real do autor.

Fiquei sem saber se o livro é bom ou ruim, mas até que fiquei curioso.  Imagino, porém, que o livro seja ruim, pois se propõe a dar respostas locais (“motivar o jovem”) para problemas que são gerais (desemprego).  Resta a questão da alienação.  Acho que este é um divisor de águas, com os conservadores em geral achando que este é um “problema de valores” resolvível em casa e os progressistas achando que este é um “problema de valores” resolvível coletivamente.  Palpites?

***

De toda forma, eu aposto que os “jovens Neets” estão superrepresentados nas redes de relacionamento.  E no Twitter.  🙂

Bem, até 1 minuto atrás eu jamais havia ouvido falar disso.   E tem toda uma subcultura no YouTube…

Deve ser a única coisa que ainda funciona na Islândia…

Thierry-Legault1

É o meu caso.

Mas eu gostei dessa resposta:

I do, but then my wife doesn’t throw her underwear in my file system.”

Essa história do Mussum dominar o Twitter pode ser um indicativo de que está em curso uma orkutização do microblog do passarinho, né não?

Uma matéria de Flávia Foreque e Ricardo Brito no Correio Braziliense de hoje sobre um ex-operador collorido contratado por Sarney para ações de inteligência na internet traz um trecho interessantíssimo:

Empresário que montou equipe para salvar imagem de Sarney participou da campanha de Collor em 1989

Conversas telefônicas gravadas mostram que servidor cedido pelo Planalto ao presidente do Senado usava contatos na Polícia Federal para municiar grupo liderado pelo filho do peemedebista no Maranhão

O consultor Álvaro Lins Filho, 60 anos, é o responsável por coordenar a equipe de jornalistas de contrainformação do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). O grupo a serviço de Álvaro(1), conhecido no mercado por ter participado em 1989 da vitoriosa campanha presidencial de Fernando Collor de Mello, ocupou nas últimas três semanas pelo menos duas salas do terceiro andar no shopping Deck Norte, no Lago Norte. Ontem pela manhã, os profissionais contratados foram convocados para reunião de emergência com Álvaro, depois que o Correio revelou a existência do trabalho. (…)

Comentários

A reportagem obteve cópia de uma das planilhas de intervenção feita pela equipe. Em três páginas, constam 281 intervenções feitas pelos profissionais. Os jornalistas têm como foco publicar comentários favoráveis a Sarney em blogs de jornalistas políticos e nas redes sociais, como Orkut e Twitter.

***

Eu suspeito fortemente que esta não é uma estratégia inovadora por parte do Sr. Lins Filho.  Há tempos tenho reparado que via de regra os primeiros comentários que aparecem nas reportagens do Estadão são consistemente virulentos e anti-governistas.

Não é fora de propósito imaginar que marqueteiros e estrategistas políticos estão apostando na hipótese de que as redes sociais e os mecanismos participativos da Web 2.0 em geral podem ser hackeados de forma a “inclinar o mercado” das idéias.  Resta saber se dá certo…

Acho que o velho Adolf se reviraria na tumba, embora possivelmente Goering encontrasse um bom uso para o movimento.

jp

The Jackson Pollock simulator

madmarxx

Deu no UOL:

Senador dos EUA questiona indicação de embaixador do Brasil por etanol

WASHINGTON (Reuters) – Um senador republicano ameaçou na terça-feira atrasar a aprovação da escolha do presidente Barack Obama para embaixador no Brasil, porque ele defende o fim da tarifa que os Estados Unidos cobram sobre as importações de etanol.

“Como senador e candidato presidencial, o presidente Obama dava apoio à manutenção da tarifa dos EUA sobre o etanol importado”, disse o senador Charles Grassley em comunicado.

“Agora, o indicado do presidente para embaixador no Brasil diz que a remoção da tarifa seria ‘benéfica’. É importante saber se a posição da administração mudou antes que essa nomeação vá adiante”, completou.

Grassley, proveniente do Estado produtor de milho de Iowa, é um dos mais ferrenhos defensores no Congresso dos EUA da tarifa de 54 centavos de dólar por galão sobre o etanol.

O Brasil, maior exportador do mundo de etanol e o segundo maior produtor depois dos EUA, pressiona pelo fim da tarifa.

Obama indicou Thomas Shannon, um diplomata de carreira que é agora secretário-assistente para o hemisfério ocidental, para ser embaixador dos EUA no Brasil.

O Comitê de Relações Estrangeiras deve votar ainda nesta terça-feira a indicação de Shannon, o que normalmente abriria caminho para a votação no Senado.

Mas as regras do Senado permitem que um único senador atrase a ação da Casa sobre indicações presidenciais até que as preocupações sejam discutidas — ou até que 60 votos entre os 100 membros da Casa sejam conseguidos para quebrar o impasse.” [grifo meu]

***

Sei.

Tio Rei resolveu pentelhar a Dilma:

bolsa-de-dilma1

ISSO É QUE É BOLSA FAMÍLIA!!!

Vejam a foto acima. Eu não entendo nada disso, mas uma amiga podre de chique jura que se trata de uma bolsa Kelly, da grife Hermès, criada em homenagem à princesa de Mônaco. É o objeto de desejo das ricas mundo afora. A bolsa custa 4.700 euros, uns R$ 14 mil, quase dois salários da ministra Dilma Rousseff. Mais imagens da Bolsa Kelly aqui.

Se você não tem essa grana toda para gastar numa bolsa, leitora, a Hermès não a deixou na mão. Permite que você baixe um arquivo da dita-cuja para copiá-la em… papel! (aqui).

***

Material requentado:  isso aí já foi notícia em 11 de julho, no blog da socialite-turned-jornalista Claudia Ioschpe.  Novidade é a foto…provavelmente feita “sob encomenda”.

***

O mais gozado é que por tudo que conheço das posições de Tio Rei sobre bolsas de luxo e bolsas-família, tenho a certeza de que ele é muito mais favorável à bolsa-sonegação.

***

Aliás, uma profética matéria da Época em janeiro de 2004, sobre os proventos adicionais que alguns políticos e altos funcionários percebem por participar dos Conselhos de Administração das empresas estatais,  já explicava o negócio:

bolsadilma

Mas não, este post não tem nada a ver com o Sarney.  🙂

Talvez alguns dos meus 4,5 leitores já tenham lido sobre microcrédito.  Bem, hoje já existem possivelmente centenas ou milhares de esquemas diferentes, mas ao menos nos primórdios, naqueles esquemas aparentados ao do Grameen Bank, uma das coisas que fazia o sistema funcionar era que o empréstimo era feito em “clubinhos” de caráter bem local. E preferencialmente para mulheres.  Com isso ficava muito reduzido o perigo do default _ porque havia uma questão de decoro entre as tomadoras de empréstimo, que não queriam ser vistas pelas outras como caloteiras.

Este post do Credit Slips lembra que, antes da desregulação bancária nos EUA, havia um poderoso esquema de bancos locais _ e neles, funcionava um pouco o espírito reverso, porque o banqueiro ou o gerente eram da própria cidade, conheciam todo mundo, e seu negócio tinha um nome a zelar.

Essa é uma discussão importante e traz de volta a questão do “too big to fail“: bancos grandes são mais eficientes, é verdade, mas também criam um severo problema de risco moral.

Isso também me lembra uma matéria do NYT de ontem, sobre as resistências que o pessoal do antitruste tem encontrado até mesmo dentro do governo Obama, no desejo de reverter a política laissez faire de Bush.  Falando sobre os setores onde têm havido mais resistência a essa reversão de política, diz o jornal:

In a third area, a White House effort to overhaul financial regulation, officials weighed but rejected a significant antitrust role as a way to reduce the size of large companies considered too big to be allowed to fail.”

Dureza.

O Paulo do FYI é um cara esquisito:

Recession Politics

Isn’t it a bit funny that the bank meltdown last year happened in September/October? Isn’t it even funnier how that little fact never got correlated to the famous political tool called “October surprise” which is so often used in Presidential campaigns?

I am not saying that the Democrats fabricated the crisis but what happened is that they used it to win the elections. And far from being a harmless political tool, what they did actually increased the severity of the problem big time.

And of course, they were only successful in this endeavor because they had an immense amount of help from their most powerful ally: the Big Media.

I will not be surprised if that a few years from now we see some studies on how the panic instigated by the media was one of the major factors behind the severity of this recession.

***

Sei.

***

Paulo parece desconhecer essa citação:

“Reality is that which, when you stop believing in it, doesn’t go away.  ~Philip K. Dick”

Vamos ver o que Paulo estava dizendo no dia 17 de outubro do ano passado, só porque Warren Buffet foi comprar ações ali na esquina:

Apparently the doomsayers need to find another cause to adopt. The end of the world pretty much ended this week.”

A lógica do Paulo é a seguinte: havia um certo número de pessoas vendo a crise chegar.  Ele tentou caracterizá-las como loucas.  Depois que a crise chegou, ele passou a achar que foram essas pessoas que criaram a crise.  Parece evidente que Paulo fará tudo que estiver ao seu alcance para não ter que olhar para aquilo que até os grandes conservadores americanos já reconhecem.

Tal é o poder da máquina de distorção da realidade.  Paulo, toma a pílula, Paulo.

red-pill-or-blue-pill

Fascinante matéria da Time sobre a “morte da escrita à mão”, isto é, da escrita cursiva.  Segundo o artigo, pelo menos nos EUA a decadência da escrita à mão se deveria nem tanto à crescente hegemonia do computador quanto ao fato de que a caligrafia deixou de ser exigida nos testes escolares.

Não sei quanto ao Brasil, mas acredito que o mesmo fenômeno esteja acontecendo por aqui.

E para falar a verdade, minha própria escrita à mão está se derretendo, ultimamente.

O artigo faz menção a uma outra matéria da Time bem antiga, de 1942, quando o estudo da escrita estava em seu auge

***

Agora, você sempre pode tentar imortalizar sua escrita à mão…transformando-a em uma fonte.

macumbabra

Ê-ê, zimifio

Do Correio Braziliense, matéria de Gisela Cabral:

Pesquisa da UnB utiliza sensitivos para diagnosticar doenças em pacientes do HUB

O método também ajuda no estudo da mente humana

Ciganas que dizem ser capazes de enxergar o futuro, médiuns que afirmam ter o poder da cura, cartas de tarô, bolas de cristal, adivinhações… Desde que o mundo existe, fenômenos paranormais ou sobrenaturais sempre estiveram em evidência não só na ficção, mas também na vida real, embora a ciência nunca tenha dado crédito a alguns deles. Por isso, hoje pouco se sabe sobre o assunto, até porque uma grande quantidade de pessoas se valem de qualidades inexistentes e aproveitam a credulidade e ingenuidade alheia para adquirir riqueza e fama. São os famosos charlatões.

O que você vai conhecer agora, porém, não faz parte de um filme de ficção ou livro de estórias sobre o desconhecido. Pelo contrário, trata-se de ciência mesmo — o caminho mais correto para se comprovar ou contestar uma tese, por mais absurda que ela possa parecer, na opinião de especialistas. A exemplo disso, uma pesquisa está sendo desenvolvida pelo Núcleo de Estudos Paranormais da Universidade de Brasília (Nefp/UnB). No intuito de estudar a mente humana e suas potencialidades, os pesquisadores passaram a acompanhar, desde o início deste ano, as hipóteses diagnósticas feitas por sensitivos a pacientes voluntários do Hospital Universitário de Brasília (HUB). Até o momento, já foram relatados pelo menos 60 prontuários.(…)” [grifo meu]

***

Bom, eu não sabia que a UnB tinha um Núcleo de Estudos Paranormais (aliás, acho que jamais entenderei porque a Ufologia é comumente integrada ao portfólio dos estudos paranormais.  Ufologia, para mim, ou é coisa para o Ministério da Saúde ou para o Ministério da Defesa, nunca para o Ministério da Educação).

Mas agora que eu sei, eu acho que ele devia estar estudando, com muito mais proveito, o Congresso Nacional:

TERÇO

Desde quarta-feira, quando o Estado revelou as gravações que ligam Sarney aos atos secretos, um apelo especial foi feito a um grupo de senhoras que se reúne todas as manhãs na gráfica do Senado para rezar o terço. Maria Perpétuo do Socorro de Araújo Cunha – frequentadora assídua da turma – pediu uma oração pelo futuro de Sarney.

Socorro foi nomeada por ato assinado pelo próprio senador em 1995. Maranhense e ex-assessora de Sarney, ela trabalha no serviço de atendimento ao usuário da gráfica.” [grifo meu]

Afinal, trata-se de um lugar onde a fé realmente opera milagres.

***

Aliás, a paranormalidade não é matéria estranha à política do Maranhão.  Reza a lenda, por sinal, que Sarney é chegado no assunto, tem amigos poderosos nessa seara e que muito atabaque bateu em São Luís para encomendar a alma de Tancredo Neves a Deus, como se diz por aí:

MACUMBA (termo referido recentemente por um blogueiro aloprado para atribuir a Jackson a autoria de um “despacho” que teria ocasionado a doença de um ministro do TSE). Ora, todo mundo sabe que Sarney por longo tempo adotou como “guia espiritual” o místico empresário do ramo de hotelaria, o folclórico Moacyr Neves. Um fato ilustrativo da relação de Sarney com o sobrenatural pode-se buscar no longínquo 11 de julho de 1973, quando o seu guru teria contribuído decisivamente para mudar a história do Maranhão, para azar dos maranhenses. Naquele fatídico dia, Moacyr Neves teria convencido o senador Sarney a desistir de embarcar no vôo 820 da Varig que o levaria a uma missão na França. A viagem seria interrompida a poucos quilômetros do Aeroporto de Orly em Paris. No desastre, que não registrou sobrevivente, perderam a vida o senador e líder do governo militar no Senado Federal, Felinto Muller, e o cantor Agostinho dos Santos. Sarney, beneficiado pela premonição do amigo, escapou fedendo. Depois da morte de Moacyr Neves, Sarney titularizou como seu guru o mega macumbeiro de Codó, Bita de Barão, a quem homenageou com o título de Comendador. O maior feito de Bita em favor de Sarney teria sido a certeira flechada desferida contra o presidente eleito, Tancredo Neves, de quem Sarney era vice, que “emburacou” sem sequer ter tido chance de assumir o cargo. Era a contribuição do novo guru para mudar a história do Brasil, para azar dos brasileiros. A senadora filha, mesmo não logrando êxito na penúltima macumba encomendada ao terreiro codoense, não perde a oportunidade de visitar o macumbeiro-mor, ocasiões em que costuma dançar e reverenciar seus orixás. Portanto, se o blogueiro maluco não sabia, macumba é especialidade dos seus patrões.” [grifo meu]

***

Então é isso: você, leitor amigo, que tem galinheiro, tranque suas galinhas pretas porque a situação está séria.

road-ahead

Quando é que fui realmente assaltado pela primeira vez por uma sensação de nostalgia?

Bem, acho que nem todo mundo consegue se recordar disso com exatidão; eu consigo.  Minhas primeiras experiências nostálgicas ocorreram já muitos anos depois de vir morar em Brasília, nas ocasiões em que eu visitava o Rio de Janeiro.  Era realmente impossível evitar que as recordações viessem aos borbotões; eu entrava em um cinema ou restaurante e me lembrava de todas as ocasiões marcantes da minha vida que haviam se passado ali.  “Tudo ao mesmo tempo agora”.

Agora, esse foi um processo lento.  Das primeiras vezes que eu voltava ao Rio, tudo era muito natural, muito familiar.  Depois de algum tempo, porém, fui me sentindo estrangeiro; não conseguia me livrar da sensação que minha verdadeira casa agora era Brasília.  Foi exatamente neste momento que passei a tornar-me um nostálgico.

Fiquei pensando nessas coisas ao ler este post do David, no Alto Volta.  Pô, o cara tem trinta anos.  Tá meio cedo pra nostalgia.  Principalmente porque é daqueles sentimentos dos quais a gente não se livra facilmente depois de experimentado; pelo contrário, a nostalgia é uma senhora exigente, e a gente tem que fazer um certo esforço, elaborar uma determinada arte, para evitá-la.  Porque se isso acontecer é sinal certo de que você se tornará um sujeito obcecado com o retrovisor, ao invés de olhar para a estrada.

If thou hast deviated from the consensus of the foreign policy community, thou shalt go to the tallest mountain, and rend one’s clothing, and scream from the top of thine lungs like Charlton Heston in Planet of the Apes/Soylent Green, and declare that the mark of transgression itself is proof that thou must be right.

_ Dos “Steve Walt’s ten commandments for foreign policy wonks“, via Daniel Drezner.

oI7Mn84F6on0tptcerg65OzHo1_1280

Aqui.  Mais aqui.

Embora a popularidade de Obama tenha caído um pouco nos EUA, o que é meio inevitável em tempos de crise (mas sem perigo de chegar perto das taxas de impopularidade desta senhora que já foi a esperança da América profunda – 53%!), aparentemente ele está mesmo contribuindo para melhorar a imagem do seu país no resto do mundo.  Eis os resultados de uma pesquisa recente:

264-1

Curioso notar como a imagem dos EUA não está tão melhor, ou às vezes até pior, em países árabes (apesar de também ter piorado em Israel).  Para alguém que os ressentidos insistem em chamar, com objetivos óbvios, de Barack Hussein, isto parece ser um tiro pelo culatra…

oldmarylin

Aqui.

Partes Dois e Três abaixo.

Leia o resto deste post »

Deliciosa reportagem no Foreign Policy sobre os filhos problemáticos de gente muito poderosa.

No perfil do filho de Margareth Tatcher achei uma genial definição de Mônaco: “a sunny place for shady people“.

tvdigital_0_1_0

Digno dos Jetsons

Matéria do Correio Braziliense de hoje traz uma concepção artística da nova torre de TV de Brasília, projetada especialmente para abrigar os transmissores da TV digital aberta.  O projeto, como não poderia deixar de ser, é de Oscar Nyemeier.

A torre custará R$ 65 milhões, e o mais curioso é que esse valor será pago pelo dinheiro público _ até onde entendi, as empresas de radiodifusão não vão entrar com nada.  A justificativa é de que a torre _ que terá mirantes e restaurantes _ será por si só um atrativo turístico para a cidade.

***

Vocês aí que se dispõem a vir a Brasília só para subir na torre, por favor se apresentem.  Eu tenho uma ponte para lhes vender.

Bill Gates, abandonando seu perfil no Facebook por overdose de amigos (1o.000 e crescendo):

All these tools of tech waste our time if we’re not careful.”

***

Pombas, Gates, você vem nos dizer isso agora?????

***

Imagina se ele tivesse um Tweeter.

Ops.

Ekranoplano + Fat Boy Slim

A normalidade é uma anormalidade de ampla aceitação.

_ fabricação própria

Êpa!

Entendeu agora ou quer colinho?

O leitor Carlos Sampaio me provoca a inteligência, ou o humor, com uma questão a propósito daquele post “Obama já era”

Engraçado que quando a ficha dos americanos começou a cair para o Bush (levando a popularidade dele a níveis recordes de tão baixa) você não disse nada… Você nunca disse “Bush já era”. Ou disse?

Respondo

Claro que não disse! Porque ele nunca chegou à condição do “já era”. Bush sempre foi considerado humano — não, melhor: abaixo do humano, quase um bicho. Obama estava acima do homem. E, no entanto, não está. O Obama que já era, aprenda a ler, rapaz, é o Obama como mito. Entendeu ou quer que o Tio Rei te pegue no colo?

***

Eu, hein!

***

Agora, parece que Tio Rei, no afã de erguer seu straw man de “obamasuperhomem”, se esquece do “day after 9/11“…

aceo_donkey_burro_horse_oil_daily_painting_1

Deu no Jornal da Tarde: a gripe suína se espalha rapidamente pelas escolas

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou ontem que é mais fácil o vírus da gripe suína, que matou 33 pessoas no Brasil, expandir-se nas escolas. Em todo o mundo, crianças em idade escolar e adultos jovens continuam a ser os mais afetados, segundo o órgão. No Brasil, pacientes de até 14 anos representam 17% dos infectados. Ontem, o Estado de São Paulo confirmou mais 4 mortes, sendo uma menina de 4 anos da capital (leia ao lado), passando de 12 para 16. Às vésperas da volta às aulas, três cidades do Estado decidiram adiá-las: Diadema, Osasco e Campinas.

O porta-voz da OMS, Gregory Hartl, afirmou que não se sabe ainda por que os contaminados se concentram na faixa etária que vai dos 12 aos 17 anos. Uma das teorias é de que os casos estariam se disseminando de forma mais intensa nas escolas, onde, segundo ele, “é mais fácil o vírus se expandir”.”

Assim, sugiro mudar o nome da gripe: de “gripe suína” para “gripe asinina”.

Interessante essa matéria.  É de um jornal local, o “Tribuna de Minas” da cidade de Juiz de Fora _ a chamada “Manchester mineira”, porque já teve um passado industrial, e não sei bem porque cargas d´água é conhecida como “um pedaço do Rio de Janeiro em Minas Gerais”:

Retorno de Paulo Delgado embola sucessão 2010

O iminente retorno de Paulo Delgado (PT) à Câmara Federal, depois da morte do deputado Fernando Diniz (PMDB), no último dia 17, tornou incerto o cenário para as eleições de 2010. Depois de amargar a derrota nas urnas no pleito de 2006, ficando terceiro suplente da coligação PT/PMDB/PCdoB/PRB, e ficar dois anos e meio afastado da vida pública, o que o deixou numa espécie de limbo político, o petista tem agora a chance de “ressurgir das cinzas”. Nesse um ano e três meses que resta para as eleições, um possível fortalecimento daquele que passou 20 anos no Congresso e foi considerado um dos parlamentares mais influentes do país, pode incomodar a vida de quem já estava com os planos estruturados para a disputa. Por outro lado, há sinais, comprovados pelas urnas, de que Paulo Delgado, dono de 62 mil votos na última disputa, perdeu terreno em bases históricas, e reconquistar eleitores pode se revelar uma tarefa difícil.

(…)

O retorno de Paulo Delgado também reacendeu a discussão sobre a representatividade juizforana na Câmara, que atualmente só conta com o deputado Júlio Delgado (PSB). O cientista político Paulo Roberto Figueira, no entanto, põe por terra a tese de que quanto maior o número de representantes maior a qualidade da representação. “Essa correlação não se sustenta. Recentemente, a região tinha nove deputados, somando federais e estaduais, e o desenvolvimento não foi proporcional”. Para ele, “o que importa é quem são esses deputados e se têm mandatos de fato conectados com as demandas da sociedade.

***

Bacana, a idéia de cruzar o desenvolvimento econômico de uma região com o número de representantes que ela tem na Câmara.   Alguém aí conhece um trabalho de fôlego sobre isso?

Propaganda de leite no Chile.

***

Pensei que só no Brasil fôssemos sensualistas indolentes.  Ao que parece o país latino preferido da anaerobicidade não fica atrás.

Tio Rei hoje, comentando o caso do professor negro preso por arrombar a própria casa nos EUA:

Um dos botões quentes da política a ser acionado quando a coisa aperta é e será sempre o racismo. E foi o que Obama fez ao esculhambar a Polícia por ter prendido um professor negro, confundido com um assaltante. Não por causa de sua cor, começa a ficar claro, mas porque ele arrombava a porta da própria casa. Uma vizinha acionou a polícia pensando ser um assaltante etc. Branco arrombando casa também é confundido com assaltante. A diferença é que o branco não tem o racismo a seu favor para intimidar as autoridades. Na versão endossada pelos politicamente corretos — não quer dizer que seja falsa por isso; mas também não quer dizer que seja naturalmente verdadeira —, o professor se identificou, mas o policial branco não quis nem saber: meteu o cara em cana. Na versão da polícia, que se dispõe a liberar uma gravação, não foi bem assim. O professor teria destratado o policial. Foi preso não por suspeita de arrombamento, depois da coisa esclarecida, mas por desacato. Um negro poder preso por desacato ou por qualquer outro motivo sem que seja racismo? Acho que sim, não?

É fantástico como nessas horas o mais veemente defensor dos direitos individuais da pessoa individual se transforma em um fascista dos mais baratos.

Quer dizer, eu estou tentando entrar na minha casa.  Aí o policial vem me prender porque eu estou tentando entrar na minha casa.  Aí eu xingo o policial, porque eu sei que se eu fosse branco o policial seria o primeiro a se oferecer a me ajudar a entrar em casa.  Aí eu vou preso por desacato.

Ô, raça.

É incrível como mesmo tendo uma dose razoável de internet por dia, uma pessoa pode ignorar completamente determinados fatos e acontecimentos.

Eu, por exemplo, desconhecia completamente as tribulações de Scott Adams com a própria voz.

No New York Times, um certame para provocar a criação de Provérbios Modernos.  Exemplos:

  • A Rolling Stone gathers Kate Moss.
  • Actions speak louder than tweets.
  • Where there’s a will there’s a lawyer.
  • If you can’t stand the heat, get as far away from Gordon Ramsay as you can.
  • Between Barack and Iraq peace.
  • If you can’t beat ’em, sue ’em.
  • An apple a day keeps the swine flu away.
  • Forewarned is unforeclosed.
  • If at first you don’t succeed, try interning.
  • Marry in haste, divorce at leisure.

Exemplos em língua portuguesa?

Lula dando um recadinho para Hélio Costa?

Lula quer que empresas adotem Vale Cultura para tirar público da frente da TV

Ao assinar na noite desta quinta-feira (23) o projeto de lei do Vale Cultura, que, se aprovado no Congresso, colocará R$ 50 a disposição dos trabalhadores para gastar com o setor, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que os brasileiros terão incentivo para assistir a filmes, teatro e dança e não mais estarão condenados a ficar em casa diante da televisão, cuja maioria dos programas ele julga ruins.

“A televisão é um misto de coisas boas e de uma maioria de coisas ruins”, disse Lula em discurso a artistas, intelectuais e profissionais do ramo cultural em São Paulo. “O objetivo da lei é garantir que o povo mais pobre que trabalha possa ter uma contribuição, que não é doação de empresário, porque vai ter isenção de Imposto de Renda. Se o companheiro não tem opção de divertimento, vai ficar em casa vendo televisão, pulando de canal em canal. Com o Vale ele pode fazer mais.“”

Vejam o resto da matéria no UOL.

***

Ainda assim tenho muuuuitas dúvidas quanto a esse Vale-Cultura.  Embora eu reconheça que a princípio ele pareça melhor do que o financiamento direto aos produtores de cultura, como se faz nas leis de incentivo.  O problema aqui é óbvio _ o vale cultura deixa a descoberto a questão dos “bens de mérito”, se é que alguém ainda acredita nisso.

doesntexist

Sim, é isso que quero fazer com os pombos

Ha!

Vocês me criticam, mas vão ver só.  Eu sou um homem à frente do meu tempo.  Rafael Cabral, no Blog do Link no UOL:

Trent Reznor deleta conta no Twitter

por Rafael Cabral , Seção: Internet, Rede social, Música, 2.0 às 13:00:36 .

O vocalista do Nine Inch Nails, Trent Reznor, deletou sua conta no Twitter, que era seguida por cerca de 645 mil pessoas. O músico, conhecido por saber usar a web 2.0 para divulgar sua banda, diz estar farto das redes sociais. “É uma pena que os idiotas dominam as redes de relacionamentos”, disse ele ao pôr fim ao seu perfil no site de microblogging.

Reznor afirmou que ele e sua noiva Mariqueen Maandig estavam recebendo insultos apenas porque alguns fãs descobriram que ele é uma pessoa normal, “com falhas e tudo mais”.

“Vi alguns de vocês se engajarem contra mim e vi alguns recuarem em horror por eu não ser o que vocês projetaram”, escreveu Reznor em um de seus últimos tweets.”

***

Prevejo que nos próximos meses veremos desfiliações em massa do Twitter.  Bwahahaha.

bothred

E lembre-se sempre disto: existe um ESQUELETO dentro de você.

Ando com um problema de pombos aqui em casa.  Meu vizinho tem um segundo andar inacabado que virou um pombal.  E os pombos vêm para o meu quintal, comer a comida e beber a água dos meus cachorros, transformando, no processo, o quintal em um repositório de cocô de pombo.  Até aí tudo bem, mas pombos são ratos com asas, passam doenças e tal (diz a Wikipedia que o bicho transmite 57 doenças diferentes), e já por três vezes um dos meus cachorros pegou uma doença de pele na pata por causa das aves miseráveis.

Várias tentativas químicas foram tentadas para debelar a praga dos pombos.  Nenhuma deu certo. Existem pombos fósseis com mais de 5 milhões de anos.  Os pombos, parece, são aparentados ao Pássaro Dodô.  Você pensa que o Pássaro Dodô foi extinto? Foi, mas deixou parentes.

Então, abandonei Lavoisier e busquei soluções mais radicais.  Físicas.  Artilharia.

Comprei uma espingarda de chumbinho.  E com ela tenho me deliciado a extinguir carreiras de pombos enfileirados.  Um por um.  Até o último.

E, vejam, nunca fiz curso de tiro.  Mas a questão é: uma espingarda foi feita com um propósito.  Não resta dúvida de que prefiro, de Borges, seu texto sobre o punhal àquele das aves enfileiradas:

Numa gaveta há um punhal.

Foi forjado em Toledo, em fins do século passado; Luis Melián Lafinur deu-o a meu pai, que o trouxe do Uruguai; Evaristo Carriego teve-o uma vez na mão.

Os que o vêem têm de brincar um pouco com ele; percebe-se que a muito o buscavam; a mão se apressa em apertar o punho que a espera; a lâmina obediente e poderosa folga com precisão na bainha.

O punhal outra coisa quer.

É mais que uma estrutura feita de metais; os homens o pensaram e o formaram para um fim muito preciso; é, de algum modo, eterno, o punhal que na noite passada matou um homem em Tacuarembó, e os punhais que mataram César. Quer matar, quer derramar brusco sangue.

Numa gaveta da secretária, entre borradores e cartas, interminavelmente sonha o punhal seu singelo sonho de tigre, e a mão se anima quando o dirige porque o metal se anima, o metal que em cada contato pressente o homicida para quem os homens o criaram.

Às vezes, dá-me pena. Tanta dureza, tanta fé, tanta impassível ou inocente soberba, e os anos passam, inúteis.

O punhal tem teleologia.  A espingarda também.

Ela sabe o caminho, se ajeita precisamente ao ombro. Ela foi feita pra isso, existe um design inteligente condensado na forma do objeto.  Como nada que é humano nos é estranho, sabemos usar uma espingarda.

***

Considere agora uma piscina.  Digamos, uma piscina tipo olímpica, com 50 metros de comprimento e 25 de largura, mas com uns 10 metros de profundidade.  Suponha agora que desses dez metros, 8 estão cobertos pela água, sobrando dois metros para chegarmos até a borda.

Agora coloque dentro dessa piscina um homem e um tubarão branco.

O tubarão saberá exatamente o que fazer com o homem.  O homem tem o tamanho, a forma e a consistência perfeita para ser uma presa saborosa para o tubarão.  Ele foi feito pra isso.  Nada que é nutritivo é estranho ao tubarão.

***

Assim, Deus ou não existe ou é um tubarão.

***

Obrigado.

Deu no Correio Braziliense:

Serra critica política econômica, mas elogia BNDES

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), criticou hoje a política econômica do governo federal, mas fez ressalvas ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que recebeu elogios por sua política de financiamento de obras de infraestrutura no país, especialmente na área de transporte.

“Todo o Brasil sabe que eu tenho divergências sobre a política econômica do governo federal, que, em seu conjunto, tem partes corretas e partes erradas”, afirmou o governador. “A errada é a política monetária e de câmbio, que, aliás, prejudica as atividades de produção de bens e equipamentos porque a indústria se torna pouco competitiva. O estrangeiro cada vez mais pode vender mais barato ao Brasil porque o dólar tem um valor irreal, e isso está acontecendo de novo”, disse Serra.

“Agora, tem o lado certo da política econômica do governo, e um desses aspectos é a política do BNDES. Queria publicamente aqui congratular a ação que o banco vem fazendo sob a presidência de Luciano Coutinho. Não estou dizendo isso porque o Luciano é meu amigo, colega da Universidade de Campinas e estudou na mesma universidade que eu nos Estados Unidos. Estou fazendo uma homenagem que faria a uma pessoa como homem público, pelo trabalho que vem fazendo”, declarou.

E tem mais:

“Temos de defender o BNDES, o FAT e essa prática de o FAT financiar o desenvolvimento porque ela está sempre sob perigo. Vive tendo gente escrevendo contra isso e, se no futuro pudessem, fariam uma modificação. Mas no caso teriam de passar pelo nosso cadáver, coisa que não vai acontecer porque ainda vamos viver muitos anos”, afirmou.

“Quero dizer também que o BNDES empresta recursos do FAT, que não são recursos subsidiados. Tem muita gente neoliberal em economia dizendo que para baixar juros não tinha que ter juro oficial, tinha que nivelar tudo. Aí ninguém conseguiria investir em nada, até porque no Brasil não tem financiamento interno para trens. Ou pega lá fora ou pega do BNDES. Vocês imaginam se tirarem esse dinheiro”, afirmou. “O FAT foi resultado de uma iniciativa minha na Constituinte. Na época eu coloquei 40% para ser investido a cada ano no BNDES. Deveria ter posto 80%, mas na época parecia bastante.”

***

Pois é, o apoio do Tio Rei a Serra fica cada vez mais estranho.

Por exemplo, Tio Rei vive dizendo que a única virtude do governo atual é não ter destruído a política econômica do governo anterior.  Mas Serra critica a atual política econômica _ tal como criticava a política econômica anterior.  Aliás, basta ver as críticas dele à política cambial para vermos onde é que ele pretende parar.

Por outro lado, Serra elogia o BNDES.  Eis, por exemplo, o que Tio Rei acha do BNDES:

Lula mudou uma lei apenas para permitir que Sérgio Andrade, seu amigo, principal financiador de sua campanha e um dos donos da Oi, comprasse a Brasil Telecom. Não! Escrevi errado: ele mudou a lei para LEGALIZAR uma compra que já havia sido feita. Mas não só isso: o BNDES, um banco público, foi um dos financiadores da operação. Dada a seqüência temporal, um banco oficial se comprometeu a financiar uma operação ilegal. Mas se tinha a certeza de que o Apedeuta cumpriria a sua parte. E ele cumpriu. Fundos de pensão – vale dizer: sindicatos de estatais – são donos de uma parcela da Oi. Assim, dinheiro público, do BNDES, financia a fatia do “privatismo” do sindicalismo petista – que é onde, hoje em dia, está o dinheiro.”

Além de continuar repetindo uma mentira esperando que ela se transforme em uma verdade _ o governo não teve que alterar Lei alguma para viabilizar a fusão da BrT com a Oi _ Tio Rei mete o malho no BNDES.

Então, porque é que Tio Rei apóia Serra?  Das duas uma:

a) Ou o problema dele não é de fato o BNDES ou a política econômica, mas apenas um compromisso de apoiar Serra (e aí entra a minha suspeita de que ele seja apenas a linha auxiliar para atrair a direita para Serra);

b) Ou ele detesta tanto a esquerda a ponto de apoiar Serra como o que percebe ser o menor dos males.

“Opiniães?”

tucann-int

(clique para ampliar)

Deu no Estadão:

Bico do tucano é radiador para resfriar o corpo, diz estudo

Entre as hipóteses, há as de sinal sexual, uma adaptação especial para descascar frutas, ou uma arma

WASHINGTON – O bico longo e colorido do tucano é um radiador que o pássaro das florestas tropicais usa para dispersar o calor do corpo.

O bico da ave tucano-toco corresponde a cerca de um terço do comprimento do corpo, e os ornitólogos especulam, há tempos, sobre a função desse apêndice.

Entre as hipóteses, há as de sinal sexual, uma adaptação especial para descascar frutas, ou uma arma.

A pesquisa foi realizada apor meio de uma parceria entre Augusto Abe e Denis Andrade, da Unesp, e Glenn J. Tattersall, da Universidade Brock, no Canadá. Os cientistas perguntaram-se se o bico não poderia ter uma outra função: resfriamento.

Então, esses pesquisadores descobriram que o bico contém muitos vasos sanguíneos, e então fotografaram as aves com câmeras sensíveis ao calor.

Eles determinaram que “o bico do tucano é capaz de agir como radiador do calor corporal”, explica Tattersall.

“Alterando o fluxo de sangue para a superfície do bico, os tucanos podem preservar o calor do corpo no tempo frio, ou enfrentar o estresse do calor, aumentando o fluxo”, disse ele.

Isso não significa que o bico evoluiu especialmente para isso, alerta o cientista, mas a irradiação de calor passa a ser uma função a mais.

“Tucanos jovens, com o bico ainda não completamente desenvolvido, não exibem a mesma capacidade de utilizar o bico para regular a temperatura corpórea que observamos nas aves adultas”, comenta ainda Denis Andrade, em nota divulgada pela Unesp.

Essa demonstração reforça, ainda, a ideia de que alguns dinossauros usavam grandes estruturas ósseas para regular a temperatura do corpo.

***

Então, já sabem: se virem um tucano fechando o bico, é porque ele está tentando esfriar a temperatura.

Uma coisa que sempre achei paradoxal nos fãs mais extremados de Fernando Henrique Cardoso é essa veneração pela atribuição de toda a genialidade econômica do plano Real ao sociólogo-transformado-em-ministro-da-fazenda, ao passo que a sensibilidade sociológica da criação de um Bolsa Família tenha faltado ao encontro com o intelectual-tornado-em-economista.

Mais ainda porque a grande ênfase do Comunidade Solidária nunca foi a ajuda direta, mas sim a geração de renda a partir de atividades autônomas, o que era o bem intencionado fruto de um diagnóstico, naquele momento e em muitos lugares, equivocado.

segev-600

Hitler com o Grande Mufti de Jerusalém

(clique para ampliar)

Deu no Estadão:

Israel envia foto de Hitler com palestino a embaixadas

AE-AP – Agencia Estado Tamanho do texto? A A A A

SÃO PAULO – A chancelaria israelense distribuiu a todas as suas embaixadas uma foto de 1941 que mostra um encontro, em Berlim, entre Adolf Hitler e o ex-mufti de Jerusalém (líder religioso palestino) Haj Amin al-Husseini. Com a iniciativa, o chanceler israelense, Avigdor Lieberman, tenta confrontar as críticas internacionais à construção de assentamentos judaicos em terras que pertencem a parentes de Husseini.

Segundo uma fonte anônima do governo israelense, a intenção é criar ?embaraço? aos governos ocidentais que se opõem à construção de assentamentos em Jerusalém Oriental. Alguns diplomatas israelenses se opuseram à iniciativa sob o argumento de que a estratégia pode despertar resistência ainda maior entre Estados que já condenam a construção de assentamentos em terras ocupadas.”

Me pergunto o seguinte: se isso é embaraçoso, o que dizer disto?

33066

33068

33069

Alice_in_wonderland_Alice

E não é que vem por aí um “Alice in Wonderland” do Tim Burton?

Até acho que ele realmente é “o cara” para fazer o filme _ aliás, estou esperando ansiosamente o Nine.  Entretanto, não apreciei tanto assim o trailler de Alice, que me deixou com a impressão de que o filme é apenas um veículo para Johnny Depp (assim como Tróia foi um veículo para Brad Pitt) e seus amigos.  Aliás, alguns filmes já andam parecendo empreendimentos de clubinhos: o filme traz Depp como o chapeleiro louco e, obviamente, Helena Bonham Carter como a Rainha Vermelha.

Não entendi muito bem a escalação da própria Alice, uma atriz chamada Mia Wasikowska, que me pareceu velhinha demais para a personagem.

Tenho a ligeira impressão, também, que as origens do meu desagrado têm a ver com a insuficiente indyness do filme, já que ele vem com o selo Disney.

Infelizmente ainda não achei um trailler decente no YouTube, o que vi foi o do Estadão.

090722-body-glow-1p.hmedium

Esq., foto normal; centro, foto supersensível mostrando a luz própria do corpo; dir., foto infravermelha.

Deu na MSNBC:

Humans glow in visible light

Images indicate that glow brightens and fades daily; face shines brightest The human body literally glows, emitting a visible light in extremely small quantities at levels that rise and fall with the day, scientists now reveal. Past research has shown that the body emits visible light, 1,000 times less intense than the levels to which our naked eyes are sensitive. In fact, virtually all living creatures emit very weak light, which is thought to be a byproduct of biochemical reactions involving free radicals.

Atenção: isto não tem nada a ver com emissões térmicas em infravermelho.  É luz na frequência da luz visível, mesmo, embora tão fraca que o olho humano não consiga enxergar _ essa luz só pode ser captada por câmaras extraordinariamente sensíveis. E a coisa varia com a hora do dia:

The researchers found the body glow rose and fell over the day, with its lowest point at 10 a.m. and its peak at 4 p.m., dropping gradually after that. These findings suggest there is light emission linked to our body clocks, most likely due to how our metabolic rhythms fluctuate over the course of the day. “

Os pesquisadores também descobriram que as faces são mais luminosas que o resto do corpo, talvez por uma interação com a luz solar acelerando o metabolismo da face.  Eis aí porque ficamos enrugados, quem sabe.  🙂

Espera-se que essa técnica possa resultar em novas formas de diagnóstico.

Eu fico imaginando se isso aí não tem nada a ver com as famosas “fotos Kirlian” da década de 70…

julho 2009
D S T Q Q S S
« jun   ago »
 1234
567891011
12131415161718
19202122232425
262728293031  
Add to Technorati Favorites

Blog Stats

  • 1,542,824 hits