Declaração do deputado Paulo Bornhausen, do DEM, em audiência pública no Congresso sobre a reativação da Telebrás:

“O maior programa social do país não é o Bolsa Família. É a privatização das telecomunicações”

Essa não é uma afirmação que se faça sem provas.  Ademais, é preciso qualificar o que se entende por “social”.

O bolsa-família atinge, hoje, mais de 11 milhões de famílias.  Por baixo, 40 milhões de pessoas.   Pessoas que em sua maioria não têm um telefone.

OK, há os efeitos indiretos de um melhor sistema de telecomunicações.  Mas Bornhausen teria que provar que estes efeitos indiretos atingiram mais de 40 milhões de pessoas tão fortemente quanto os incluídos no bolsa-família.

E, para piorar: ele está mesmo sugerindo que deveríamos ter mais privatizações ao invés do bolsa-família?

Oposição com vocação para oposição é isso aí: esforçando-se para não ganhar eleição…