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Constellation L-049 da Panair do Brasil, estacionado no Aeroporto Santos Dumont, RJ

Na longínqua data de 3 de abril de 1946, a aeronave mostrada na foto, código PP-PCF e batizada como “Bandeirante Manuel de Borba Gato”, inaugurou a rota aérea transoceânica entre o Brasil e a Europa, partindo de Recife, com escalas em Dakar, Lisboa, Paris e Londres.

O Constellation, encomendado por Howard Hughes à Lockheed para a sua empresa aérea (TWA),  se transformou no avião preferencial de passageiros no pós-guerra, sendo capaz de transportar 40 passageiros a uma velocidade de cruzeiro de 483 km/h e uma altitude de serviço de 7,315 m.

Seus propulsores, que eram motores a explosão e não turbinas a jato, não eram muito confiáveis, motivo pelo qual o Constellation era carinhosamente apelidado pelo pessoal do ofício de “o melhor trimotor do mundo”.

Bem, esse avião voava exatamente sobre o trecho entre o Brasil e a África onde o AF 447 acidentou-se.  Isso há mais de 60 anos atrás, em condições tecnológicas bem menos favoráveis do que as de hoje.

Então essa é a minha contribuição, após uma série de posts reconhecidamente preocupantes, à discussão sobre o transporte aeronáutico: se o pessoal viajava nessa heróica lata, você, meu caro, não precisa ficar tão nervoso assim quando precisar ir à Europa.

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