Pois é, deu no UOL:

Satélite mostra que voo AF 447 enfrentou bloco de nuvens a 83°C negativos

Carlos Madeiro

Especial para o UOL Notícias

Em Recife

Uma imagem captada por um satélite da Eumetsat (Organização Europeia para a Exploração de Satélites Meteorológicos) às 23 horas do domingo (31) revela que o Airbus da Air France que caiu no mar com 228 pessoas a bordo no dia 31 de maio cruzou uma tempestade de nuvens aglomeradas a uma temperatura de 83°C negativos. Os dados foram captados pelo satélite Meteosat-9 e processados pela estação meteorológica localizada na Universidade Federal de Alagoas. Quatorze minutos após o momento de registro da imagem pelo satélite, o avião enviou a última mensagem automática informando que houve despressurização.

Com base nos dados captados no momento em que o voo AF 447 cruzava a região do oceano (a cerca de 565 km de Natal-RN), o coordenador da estação e doutor em sensoriamento remoto pela Universidade do Arizona (EUA), Humberto Alves Barbosa, meteorologista, aponta uma nova teoria para o acidente. Ele acredita que a aeronave pode ter enfrentado condições climáticas inéditas em percursos aéreos.

Para Barbosa, a situação climática no momento do acidente pode ser decisiva para explicar a tragédia.

Alguns dos aglomerados convectivos podem ter se intensificado muito rapidamente durante a passagem do avião. As temperaturas de brilho (nos topos das nuvens) apresentaram valores de -83 ºC. Pode ter havido condições únicas encontradas pelo avião na passagem da região, que apresentava alta turbulência“, explicou, acrescentando que “isso leva à especulação de que turbulências nas proximidades das tempestades de rápido desenvolvimento podem ter desempenhado um papel no acidente”.

Uma situação como essa é considerada muito rara numa área de rota de voo. “É a primeira vez que vi uma situação na vida numa rota de voo”, disse Barbosa.

***

Para não ferir sensibilidades, reproduzo abaixo do fold um relato um tanto macabro encontrado em um fórum onde a discussão se dava em torno de saber se os passageiros morreram instantaneamente ou ficaram conscientes do que estava acontecendo.  Então, alguém aparece e compara com o laudo técnico dos acontecimentos ocorridos durante a explosão do ônibus espacial Challenger.

***

UPDATE:

Em um fórum, disponibilizaram um podcast da entrevista que Addison Shonland, da Innovation Analysis Group, fez com um engenheiro da Honeywell que destrinchou as mensagens ACARS.  O quadro que emerge é bem diferente do que vem sendo veiculado até agora (congelamento dos tubos Pitot).

Segundo o engenheiro, a primeira falha foi o desligamento das telas do controle primário de vôo (Primary Flight Display) do piloto e do copiloto.  Em seguida, o computador de controle de vôo pifou.  Isto deixou os pilotos, repentinamente, no meio de uma tempestade, sem instrumentos e sem o computador que assegura o envelope de proteção, com controle apenas manual da aeronave _ e aí era uma questão de tempo até a estrutura do avião romper-se.  A grande área de dispersão dos corpos e destroços sugere, também, que o avião se desintegrou ainda em grande altitude.

Portanto, o problema principal pode ter sido mesmo falha elétrica, o que talvez traga de volta à baila a hipótese de um raio.

Como nada é simples, porém, o Tim Vasquez tem um update hoje dizendo que não haviam raios na região, na hora do acidente.

O relato:

Check the reports and investigation of the Space Shuttle Challenger disaster. This is the most studied high altitude breakup and its impact upon people in the vehicle/ aircraft when exposed to wind, sudden loss of pressure, cold and high G forces.

It was at a higher altitude and faster speed than the AF crash, and likely heavier G forces. Any injuries from the breakup and loss of cabin pressure were not immediately fatal or even critical injuries. Three of the four emergency air packs on the flight deck were activated by the crew after the shuttle started to break up.

The shuttle cabin climbed ballistically from 48,000 feet to 65,000 feet in 25 seconds before it started to fall to the ocean. That fall took two minutes 45 seconds.

The air packs did distribute oxygen during that time period, but since it was not under pressure, it would not have been breathable by the crew.

The Challenger crew was strapped in much better than airline passengers, but suffered loads as high as 12-20G initially, down to less than 4G in two seconds, and the majority of the descent in free fall.

The killing blow would only have come with impact upon the surface of the water at 200G+. Even that would not be instantly fatal. The human body is a very resiliant structure and extremely difficult to kill instantly without major structural damage.

If they are not finding fully intact bodies, then the breakup could have caused death very quickly. If they are finding bodies near fully intact, it is unlikely that death occurred instantly during the initial breakup.