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O Nereus (clique para ampliar)

Deu no Estadão:

Tecnologia chegará ‘ao limite’ para recuperar caixa-preta

Se estiverem em águas tão profundas como temem algumas pessoas, submarinos-robô chegarão a seus limites

PARIS – Os primeiros relatos de observação dos possíveis destroços de um avião da Air France desaparecido sinalizam o início do que deverá ser uma das operações mais desafiadoras já organizadas para recuperar uma caixa-preta. “Não há dúvida sobre isso; os limites da tecnologia serão pressionados. Não é uma operação fácil”, afirmou Derek Clarke, diretor administrativo adjunto da Divex, com sede em Aberdeen, que projeta e constrói equipamentos de mergulho militar e comercial.

(…)Sejam quais forem os desafios, os especialistas afirmam que os interesses são muito grandes para desistir de uma busca. “Não saber seria totalmente inaceitável para a Airbus e para a aviação em geral”, disse David Learmount, editor de segurança e operações da revista britânica Flight International.”

Bom,  se nada mais funcionar

Robot sub reaches deepest ocean

A robotic sub called Nereus has reached the deepest-known part of the ocean.

The dive to 10,902m (6.8 miles) took place on 31 May, at the Challenger Deep in the Marianas Trench, located in the western Pacific Ocean.

This makes Nereus the deepest-diving vehicle currently in service and the first vehicle to explore the Marianas Trench since 1998.

The unmanned vehicle is remotely operated by pilots aboard a surface ship via a lightweight tether.

Its thin, fibre-optic tether to the research vessel Kilo Moana allows the submersible to make deep dives and be highly manoeuvrable.

Nereus can also be switched into a free-swimming, autonomous vehicle.

“With a robot like Nereus, we can now explore virtually anywhere in the ocean,” said Andy Bowen, project manager and principal developer of the sub at the Woods Hole Oceanographic Institution (WHOI).

“The trenches are virtually unexplored, and I am absolutely certain Nereus will enable new discoveries. I believe it marks the start of a new era in ocean exploration.”

The Challenger Deep is the deepest-known part of the ocean, and part of the Marianas Trench near the island of Guam in the west Pacific.

It is the deepest abyss on Earth at 11,000m-deep, more than 2km (1.2 miles) deeper than Mount Everest is high. At that depth, pressures reach 1,100 times those at the surface.”

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UPDATE:

Matéria do Estadão afirma que a França está enviando o navio Porquoi Pas, em missão nos Açores, para a região do sinistro do AF 447.  O navio possui dois submersíveis, o Nautilus, um submarino tripulado de alta profundidade (que foi o submersível que achou o Titanic) e um outro submarino-robô.

Nenhum dos dois, porém, possui equipamentos para cortar a fuselagem do avião, se for preciso lançar mão deste tipo de operação para se chegar à caixa preta.

Em outra matéria, o responsável francês pela investigação se declara “não-otimista” quanto aos prospectos de recuperação da caixa preta.   O problema, ao que parece pelo que li em um fórum, é que o sinal da ULB só se propaga até 1 Km de distância.  Se o equipamento está a 3 – 4 Km de profundidade, é óbvio que os sensores terão que ser colocados a 2 – 3 Km de profundidade, o que é muita coisa.  Como já informei em outro post, uma caixa preta já foi resgatada a grande profundidade no Oceano Índico, mas a situação no Atlântico é diferente: o fundo do mar, ali, é montanhoso, o que significa que se a caixa preta estiver pousada sobre um vale profundo e estreito, o sinal se irradiará por um vértice muito estreito também, tornando muito mais complicada e onerosa a varredura.

A varredura pode ser feita por um cabo rebocado, carregado com hidrofones.  Esses cabos podem atingir até 5 Km de comprimento.  Pode-se calibrar a profundidade do cabo através de um ROV colocado em sua ponta. O que eu não sei é se esse equipamento está disponível para uso civil, pois suspeito que os mais sofisticados são usados em guerra antisubmarina.  Não descarto a hipótese de que a França use um ou mais de seus submarinos militares para auxiliar a busca, ainda que em segredo.  Isto seria uma grande ajuda.