O Estadão informa que a FAB provavelmente achou os destroços do AF 447,  650 Km ao nordeste do arquipélago de Fernando de Noronha.

Agora começa a nova complicação, que é o resgate da ULB…mas as chances aumentam.

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UPDATE:

Em um fórum estrangeiro, um certo Burnelli fala que foram avistados sobreviventes:

Report from a Remote Viewer. 

Survivor(s) in the water at at 34.1W 

V shaped flight path. 

Seems rather far West but stranger things have happened.”

Não sei se é trote ou não.  Alguém confirma?  Isto seria fantástico.

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UPDATE 2:

Outra mensagem em outro forum:

New information provided by sources within Air France suggests, that the ACARS messages of system failures started to arrive at 02:10Z indicating, that the autopilot had disengaged and the fly by wire system had changed to alternate law. Between 02:11Z and 02:13Z a flurry of messages regarding ADIRU and ISIS faults arrived, at 02:13Z PRIM 1 and SEC 1 faults were indicated, at 02:14Z the last message received was an advisory regarding cabin vertical speed. That sequence of messages could not be independently verified.”

Eu já havia lido em outro lugar que o comando da Air France havia recebido não uma, mas muitas mensagens do sistema ACARS, que é automatizado (ou seja, não é uma mensagem enviada pela tripulação mas sim pelos sistemas de bordo do avião).  O que aliás é normal, a idéia de uma só mensagem é uma simplificação da imprensa, pois o sistema faz um log do funcionamento de todos os sistemas de bordo.

A informação de que o piloto automático desligou-se é preocupante, a falha do ADIRU (do qual já falei antes) ainda mais.  O ISIS é o painel que mostra informações simultâneas de atitude, velocidade do ar,  altitude e velocidade vertical.

É preciso explicar o que levou o piloto automático a desligar-se.  A falha do ADIRU torna o acidente bem suspeito de ser da mesma família do problema com o vôo da Qantas.  Se for isso mesmo a Airbus vai ter sérios problemas.

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UPDATE 3:

A posição dos destroços, para leste e não para oeste, sugere que a tripulação pode ter tentando manobrar o avião de volta para Fernando de Noronha, virando em uma curva à direita (não entendo de navegação aérea mas aposto que isso tem algo a ver com os ventos dominantes no local).

Um piloto de Airbus 330 em um forum descarta a hipótese de raio e sugere que pode ter havido falha estrutural na asa devido à forte turbulência.  O que parece claro é que havia muita turbulência em uma altitude muito elevada onde é incomum a existência de nuvens CB _ cumulus nimbus.

Junto com outras notícias segundo a qual a temperatura do oceano na região está anormalmente elevada para esta época do ano _ 1,5C a mais, o que é muito _ vem uma hipótese terrível: a de que a mudança climática possa estar deteriorando as condições de navegação aérea em certas regiões do globo.

Se for isso mesmo, estamos indo de volta ao tempo das caravelas, e bye-bye globalização…

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UPDATE 4:

Um cara que parece ter certa familiaridade em voar na região disse, em um fórum estrangeiro, que CB´s chegando até 16Km de altitude são comuns, o que é muito acima da altitude de cruzeiro de um avião de carreira.  Então, ocasionalmente deve ser mesmo impossível desviar de uma formação muito grande, o que em geral não representa problemas a não ser algum sacolejo na viagem.  Conclui o sujeito que, eventualmente, eles deram azar e caíram dentro de uma célula convectiva anormalmente violenta e de curta duração.

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UPDATE 5:

A acreditarmos no Ministro de Defesa, Nelson Jobin, o fato é que a cobertura do caso ficará centrada agora no resgate das caixas pretas do AF 447.

Para quem se interessa por essas coisas, não deixe de ler o relato do resgate das caixas pretas do vôo da South African Airways que caiu sobre o Oceano Índico em 1987.  As caixas foram exitosamente recuperadas por uma equipe de resgate norte-americana, mesmo estando a 5 Km de profundidade.  O relato é fascinante.

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