O previsível, inevitável post de Nariz Gelado sobre a tragédia do vôo AF 447:

Tristeza que não acaba mais 

Que segunda-feira triste.

Não bastasse a tragédia do acidente, os familiares e amigos dos passageiros do vôo Air France ainda são alvo do despreparo das nossas “autoridades”.

Lula peca pelo mutismo. Deveria espelhar-se em Sarkozy e voltar de El Salvador para dar uma palavrinha com os familiares dos passageiros – cidadãos que, neste momento, estão vivendo horas muito angustiantes; talvez as mais angustiantes de suas vidas. Mas Lula sempre some nas tragédias – desconfio que ele teme associar-se a coisas ruins porque acredita que elas possam abalar sua alardeada popularidade. Lula só vai nas boas.

Na outra ponta, na ponta dos afobados, temos Sergio Cabral pecando por antecipação: o governador do Rio já declarou, em total desrespeito ao protocolo da situação, luto oficial de três dias.

Eu não sei quem orienta essa gente nestes momento. Mas os assessores deveriam ser demitidos.

Qualquer menino de 12 anos que goste de cinema – ou de séries de TV – sabe como um presidente e um governador devem se comportar num momento como esse.

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Essa gente realmente não respeita nada nem ninguém.  Como o avião provavelmente caiu além das 200 milhas, inventam um jeito de censurar o governo porque, afinal, tudo é culpa do Lula, não é mesmo?

Ela fala em mutismo do Presidente, mas ele já se pronunciou.  Ela diz que Lula deveria reproduzir o comportamento do presidente francês, que abalou-se ao aeroporto, mas enquanto Sarkozy está na mesma cidade que o aeroporto Charles De Gaulle, Lula encontra-se em El Salvador, meio longe do Galeão.

Lula não é nenhum santo.  E aliás produz frases infelizes, como a de dizer que lamenta muito o acidente porque “é cristão”, como se os não-cristãos estivessem obrigados a festejar a queda de aviões.  Mas esse comportamento da anaerobicidade pátria também já é dose.