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The plot thickens.

Aparentemente o Sr. K está envolvido realmente em um enredo digno de Franz Kafka.  O Sr. K, como já estão sabendo, é o libanês, comerciante de equipamentos de informática, preso por manter na internet um fórum com “mensagens antiamericanas”.  Deu no IG:

O Ministério Público afirma que o estrangeiro foi investigado pela PF baseado em informações do FBI (Polícia Federal dos Estados Unidos) de que ele era moderador de um fórum na internet, publicado em árabe, com mensagens antiamericanas.

A polícia teria conseguido confirmar a participação do investigado no fórum, mas não provado a ligação dele com organizações terroristas. 

(…)

K. mora em São Paulo, tem filhas e uma esposa brasileira. Ele ficou preso por 21 dias, mas já se encontra em liberdade.

Tem gente se queixando do cara estar solto.  Bom, que eu saiba, não é crime no Brasil propalar mensagens antiamericanas.  Ou anticubanas.  Então era bom que o FBI realmente tivesse mais balas na agulha contra K.

***

Quando o boi está sangrando na água, porém, dá trabalho segurar as piranhas.  Na Folha, Raul Jungman vem querer morder o seu pedaço:

O deputado federal Raul Jungmann (PPS-PE) disse ontem que pedirá a realização de uma audiência pública conjunta das comissões de Segurança Pública e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados com representantes do governo para discutir a prisão do libanês.

“O sistema de controle de entrada de terroristas no país é um verdadeiro queijo suíço. O Brasil passou a atrair esses elementos em razão da política externa do governo de aproximar-se de regimes autoritários do mundo árabe”, disse Jungmann.”

Deve ser por isso que o Partido de Jungmann oferece bolsas de estudo para estudantes de medicina irem aprender a medicina popular e revolucionária em Cuba; o partido se dá o direito de escolher, afinal, de quais regimes autoritários aproximar-se.

***

Mas voltemos à vaca fria.  Uma coisa que eu gostaria de saber realmente é porque motivo o FBI vem aqui ao Brasil se preocupar com alguém que mantém um site antiamericano, quando aparentemente fica impotente contra brasileiros que mantém sites racistas nos EUA, em nome da liberdade de expressão.  Duvidam?

Em 2006, a Polícia Federal, em cooperação com a polícia argentina, foi à cata de grupos neonazistas que instilavam discurso de ódio em sites instalados em servidores argentinos.  Os sujeitos migraram seus sites para os EUA, segundo fontes como o blog Mídia Judaica:

Muitas comunidades nazistas expulsas do Orkut estão em outros provedores semelhantes, ao que consta mais de 14 brasileiros e mais de 300 em todo o mundo. Expulsar alguém do Orkut significa apenas motivar esta pessoa ou comunidade a ir para um local mais protegido e continuar com suas atividades criminosas. Esse foi exatamente o caso dos sites nazistas brasileiros (somente) expulsos do provedor argentino http://www.libreopinion.com – mesmo 3 meses antes da expulsão, o http://www.valhalla88.com já estava de malas prontas para se mudar para os Estados Unidos onde permanece muito ativo e intocável.

 Diz o relatório do Ministério Público de São Paulo referente a uma outra ação (contra o Google) onde a parte agravada lançou mão do argumento da extraterritorialidade para evadir-se da lei brasileira:

As legislações dos Estados Unidos são sabidamente mais complacentes com as manifestações de ódio doque a nossa. No Brasil, a Constituição ordena a repressão ao racismo e aLei Federal n.º 7.716/89 tipifica as condutas de “praticar, induzir ou incitar adiscriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedêncianacional” e de “fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos,emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruzsuástica ou gamada, para fins de divulgação do nazismo”. Nos EUA, a interpretação dada pela Suprema Corte à 1ª Emenda Constitucionalautoriza amplo leque de manifestações ofensivas. Não por outro motivo, muitos sites de organizações neonazistas brasileiras estão hospedados em provedores estadunidenses. Em um deles, a página inicial exibe o seguinte“aviso”:

“O PRESENTE SITE, WHITE POWER SÃO PAULO, NÃO ESTÁ HOSPEDADO EM SERVIDORES BRASILEIROS,LOGO, NÃO RESPONDE ÀS LEIS DO MESMO. O site está hospedado em um servidor norte-americano, logo, RESPONDE ÀS LEIS AMERICANAS, por isso ESTAMOS PROTEGIDOS PELA CONSTITUIÇÃO NORTE-AMERICANA, através da PRIMEIRA EMENDA.”

Então tá combinado:  Quer dizer que se o cara é árabe e tem um site antissemita no Brasil, pode ficar em maus lençóis, mas se é brasileiro descendente de alemães ou italianos e tem um site antissemita nos EUA, então tudo bem.

Pois é, Idelber e Sergio Leo estão engalfinhados (no bom sentido, sem luta greco-romana, é claro) em uma disputa sobre o papel da mídia vis a vis a Vida, o Universo e Tudo o Mais ((c) Douglas Adams).

Diante de um debate tão candente, é claro que seria uma grande sacanagem com os contendores aproveitar a situação e dar uma de “tertius” prudente, sopesando as duas posições e saindo pelo “caminho do meio”.  Por isso mesmo, é isso o que eu vou fazer.   🙂

Penso que Idelber e Sergio Leo se colocaram, talvez até por força das circunstâncias, nos pólos opostos da discussão, levados um por sua posição profissional, outro pelo radicalismo que a cátedra permite.  Além é claro da própria dinâmica desse tipo de debate, que incita à polarização.

Olhando de fora, acho que cada um tem parte da razão _ como no conto dos cegos tateando o elefante.  Idelber está corretíssimo em chamar a atenção para o caráter oligopolizado dos meios de comunicação que importam (a MSM – Mainstream Media), e a decorrência óbvia de que dado o seu papel de formador de opinião em uma democracia de massas, a mídia está perpassada por interesses políticos e econômicos às vezes inconfessáveis, às vezes demasiadamente confessados.  Por outro lado, o Sergio Leo, que está dentro da indústria, não deve ter dificuldade de testemunhar que o princípio da maximização do lucro às vezes faz com que um grupo de mídia desenvolva várias “vozes”, para cobrir todo o mercado, independente de sua coloração política.  É isso talvez que faz com que por exemplo o jornal Valor, onde ele trabalha, seja um bicho bem diferenciado tanto da Folha quanto do Globo, que são sócios na sua propriedade.

Eu, por minha vez, trabalhando no governo, estou em posição privilegiada para detectar certos movimentos estranhos, como quando jornais imprimem, com toda a aparência de notícia, matérias que se fossem prisioneiros de Guantânamo confessariam suas intenções só com um cafuné.

Já debati essa questão da mídia inumeráveis vezes, e tenho uma posição que é a seguinte:  a) a MSM tem muito poder; b) mas a MSM não tem TODO o poder; c) não existe objetividade na mídia; d) mas pode haver uma competição pelos fatos na mídia, que levem o leitor cada vez mais para perto de uma “verdade” _ de preferência uma que seja “hand made“.

Sem dúvida, há gente séria por aí que diz que o “mercado de idéias” (que é do que estou falando), assim como outros mercados, também é suscetível a falhas (se bem que tem quem inverta a história também).  Na minha humilde opinião…sem dúvida que sim.  Mas eu acho que um mix apropriado de regulação e competição pode melhorar muito esse desempenho.  Por isso atenção no Confecom, a Conferência Nacional de Comunicação que vai rolar no fim do ano, e que Reinaldo Azevedo já anda dizendo que tem “nome de exame laboratorial de latinha” _ e de fato ele está justificado em temer o negócio, talvez antevendo que acabe sendo “examinado”.

Via Slashdot:

“The Japanese Odin 99 handset isn’t a regular video-enabled phone. It’s geared, perhaps somewhat ironically, towards the Buddhist geek. Aside from regular cell phone features, a dedicated button loads a private, customizable, animated altar on the phone’s screen. The idea is to allow Buddhists to perform their dedications conveniently on-the-go. You can simulate incense burning, purification rites and play music to help you meditate wherever you happen to be. The question is, does such a device somewhat negate the values a Buddhist would stand for?”

Aí, é claro que eu resolvi verificar se algo assim existe para outras religiões, certo?  Batata:

“O website Crystal Icing resolveu criar o iPhone Jesus Phone, já que nessa loucura toda que envolve o iPhone, algumas pessoas o nomearam telefone de Jesus. A diferença desse iPhone são os cristais de Swarovski e mais de 3000 Tiny SS7 foram individualmente afixados ao aparelho. Você pode escolher como customizar o seu iPhone por USD$295.”

Creio que as mesmas reservas quanto à qualidade paradoxal do Budafone se aplicam ao Jesusphone.

Mas é claro que a coisa não pára aí:

Muslim phone calls faithful to prayer

Dutch Muslims are the first in Europe to benefit from a mobile phone which offers five daily prayer-time reminders, points the faithful in the direction of Mecca and has a copy of the Koran in both English and Arabic.

The Ilkone (universe) is already on sale in Asia and the Middle East, and will shortly hit the prayer mats of France, Germany, Italy, Denmark, Belgium and Bosnia.”

Tem mais:

The Kosher Phone: Does Nothing, Especially on Saturday

Yes, it sounds made up, but the Kosher Phone is real. How, you may ask, does a phone become Kosher? First, it blocks access to 10,000 sex and dating lines. Second, kosher-to-kosher calls are just two cents a minute, compared to the standard nine and a half cents.

Third, and best, is that you get stung for using it on the Sabbath. Any calls placed on the Day of Rest will cost a huge $2.44 a minute.

The phone is also completely stripped of functionality: no text messaging, no Internet access, no video options, no camera. The idea is not new. Kosher phones have been around for years, as have other religious-themed handsets, such as the Mecca Phone, which points, you guessed it, to Mecca, allowing prayer to be carried out properly.”

***

No entanto nenhuma religião, ao que parece, já criou um celular capaz de falar com o Altíssimo.

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Vou confessar: um de meus prazeres secretos é acompanhar a coluna da Angela Klinke, a “Blue Chip”, no Valor.  Pronto, falei.

Querem ver?

O cerco da projeção. O objetivo da Soap é exterminar aqueles desavisados da plateia que dormem durante a apresentação do chefe. Fundada há seis anos, a empresa é especializada em criar apresentações caprichadas em power point. Já trabalharam para 400 clientes e fizeram 4 mil apresentações. Este ano abriram escritório em Portugal, onde já atenderam a Portugal Telecom e o Benfica, entre outros. A intenção é, a partir do escritório português, atuar em outros países, como Espanha e Holanda. “Transformamos o power point em uma mídia estratégica para pequenas ou grandes audiências porque percebemos que as apresentações eram sub aproveitadas”, explica João Galvão de Sousa, sócio presidente. Eles tratam o conteúdo da apresentação como um roteiro e ainda dão treinamento para o apresentador, na maioria das vezes, um executivo. “São explanações que podem definir a decisão do interlocutor. Pensamos estrategicamente. Muitas vezes o objetivo é conseguir marcar a segunda reunião”, diz Eduardo Adas, sócio diretor. Entre os clientes estão Vivo, Telefônica, Companhia Vale do Rio Doce, Petrobrás, AmBev, Bradesco, ABN Amro Bank, Microsoft, para quem fizeram o lançamento do Windows Vista, no Lincoln Center, em Nova York.” [grifo meu]

“Soap” quer dizer “State of Art Presentations”.  Você duvidava que alguém conseguisse viver de apresentações em PowerPoint?  É?  Pois é.  E, convenhamos, fazer uma apresentação em PowerPoint para a Microsoft…is quite something.

Outra:

As mais salientes. A mulherada quer ganhar a frente de peito aberto. A fabricante Silimed viu as vendas da prótese de silicone de perfil cônico – as que deixam os seios mais empinados- crescerem 230% neste primeiro trimestre comparado ao mesmo período do ano passado. De janeiro a março foram vendidos 1155 implantes e os tamanhos mais procurados são de 305ml e 285ml. Para o infinito e além.”

Agora, imagina juntar as duas coisas.  Que loucura!

O paraíba fez um post sobre o Twitter.

Pra dizer que não tem tempo de twittar.

Pô, mas o post que ele escreveu pra isso dava pra exatas 30,6 twittadas.

Deixa de ser preguiçoso, paraíba!   🙂

(*) to twitter = pipilar, gorjear, chilrear

Sabem, eu tenho uma história triste pra contar.

Bom, vá lá, não é tão triste, é até engraçada, sob certo ponto de vista.

Quando eu tinha aí uns 17, 18 anos, tinha uma turma de amigos bem politizados no Rio.  Mas politizados assim de uma forma esquisita.  Havia, por exemplo, o Edson (todos os nomes são falsos, e tal), que passou para História na PUC e era brizolista.  E tinha o maior amigo dele, o Cleverson, que estudava, sei lá, não me lembro o que ele estudava.

O Cleverson era um cara engraçado, mas, digamos, não muito inteligente.  Ele também tinha um pendor por coisas do campo (aliás, acho que ele fez foi Veterinária).  Ele idealizava a vida no campo, para dizer a verdade: seu ideal era o do homem rústico e autosuficiente.  Como ele não era muito inteligente, não percebia que uma parte considerável das constantes visitas que a turma teimava em fazer à sua casa devia-se menos à sua popularidade do que ao fato de que ele tinha uma irmã adolescente mutcho gostosa, que todos gostávamos de espiar quando andava “inocentemente” de camisola pela casa.

Já o Edson era muito inteligente, e o que era pior, era dono daquele tipo de inteligência ardilosa, matreira, maliciosa, enfim, era um bom filho da puta.  E uma das coisas em que o Edson era realmente exímio era em manipular o pobre do Cleverson.

Bem, estávamos em pleno ano de 1980 e a Revolução Iraniana incendiava bandeiras americanas e as imaginações de algumas pessoas influenciáveis.  Uma delas foi o Cleverson, que achou o máximo o conceito de homens barbados unidos em torno de um ideal, que no caso, era vencer o Satã norte-americano.

[uma coisa que muitos de vocês não acreditarão é que nessa época eu formava na “ala da direita” dessa turma.  Eu aliás costumava ser brindado com a frase “ele é bacana mas é de direita” em inúmeras ocasiões, uma delas ao visitar a casa da namorada de um amigão que no momento em que a frase foi pronunciada (assim que cheguei)  servia de abrigo para uma confraternização de umas 10 arquitetas maravilhosas da Libelú.  Esse amigo adorava queimar meu filme]

Pois o Edson, o manipulador safado, fazia o curso de História nesse momento e tinha várias dúvidas sobre o que seria uma República Islâmica.  E ele achou um jeito extremamente seguro de sanar suas dúvidas, em um tempo em que não existia internet nem wikipedia: ele convenceu o Cleverson de que a Revolução Islâmica era uma coisa fantástica, sem precedentes, e que ele devia escrever umas cartas para o governo iraniano em Teerã fazendo inúmeras perguntas sobre o objetivo da Revolução, a forma de organização do novo governo, e tals.

O bacana da história é que o raio do governo iraniano realmente respondeu as cartas.  Havia algum iraniano sem o que fazer no governo que sabia português e respondia TODAS as cartas do meu amigo.  Isso foi surpreendente para várias pessoas, inclusive os amigos do Cleverson.  E também para os agentes do SNI que deviam ler as cartas com dedicada atenção, já que TODAS as cartas chegavam violadas, lacradas, e com o selo da Presidência da República (brasileira).  Não custa lembrar que em 1980 vivíamos ainda em um governo militar, que os loucos anaeróbicos hoje acham que era de esquerda, mas não era não.

Jamais saberemos se essas cartas, e a atenção das forças de segurança brasileiras, causaram algum problema para o Cleverson.  Mas o que sabemos é que ele se apaixonou tanto pela idéia que converteu-se ao Islã e foi morar em uma cidade da serra fluminense dedicado a levar uma vida rústica e penitente a Alá.

***

Perdi o Cleverson de vista há muito tempo, é claro.  Mas eu não me surpreenderia muito se fosse ele o protagonista desse post da Nariz Gelado:

(…)Pois me parece que hoje todos estes delírios, grandes e pequenos, devem calar diante do artigo de Jânio de Freitas para a Folha de S. Paulo. Porque ele dá conta de que foi preso, em São Paulo, um integrante da alta hierarquia da Al Qaeda.

Segundo Freitas, não consta que o sujeito estivesse planejando ações terroristas no Brasil. Mas a coisa toda – inclusive a prisão – corre em segredo porque “a importância do preso se revela no grau de sua responsabilidade operacional: o setor de comunicações internacionais da Al Qaeda”. Ele também observa que “tal atividade sugere provável relação entre recentes êxitos do FBI e a prisão aparentemente anterior feita em São Paulo. Há cinco dias, o FBI prendeu por antecipação os incumbidos de vários atentados iminentes nos Estados Unidos, inclusive em Nova York”. (assinantes podem ler a matéria completa aqui).

Infelizmente para a Nariz e o restante da excitável blogoseira anaeróbica brasileira, a coisa foi devidamente esclarecida em uma nota do Ministério Público:

Sobre a coluna de Jânio de Freitas, intitulada, “Al Qaeda no Brasil”, publicada hoje pela Folha de S. Paulo, o Ministério Público Federal em São Paulo esclarece que:

1) A Polícia Federal recebeu informações do FBI sobre a existência

de um fórum fechado da internet, publicado em língua árabe, com mensagens discriminatórias e anti-americanas. A PF tinha a informação de que parte dos conteúdos eram postados a partir do Brasil;

2) Após a quebra de sigilo telemático, foi confirmado que um

cidadão de origem árabe, residente no Brasil, era o moderador do fórum e que este poderia estar ligado a algum grupo terrorista;

3) Uma vez quebrado o endereço de IP do investigado, foi autorizada

a quebra de sigilo telemático, para interceptação das mensagens;

4) Após novas manifestações policiais, com a concordância do

Ministério Público Federal, foi decretada a prisão preventiva do investigado e a busca e apreensão dos computadores usados por ele;

5) A Polícia Federal, entretanto, até o momento, não apresentou

nenhum laudo que comprove a existência de conteúdo criptografado no computador do investigado e não foi comprovado que o homem preso em São Paulo, é membro de qualquer organização terrorista;

6) Foi juntado aos autos ofício do Federal Bureau of Investigation

(FBI, a Polícia Federal americana), no qual o FBI apenas pediu para receber informações sobre o caso para fins de inteligência;

7) A 4ª Vara Federal Criminal de São Paulo, decidiu que a prisão do

cidadão de origem árabe, após 21 dias, já não atendia mais os pressupostos legais para uma prisão preventiva. Foi consignado que o investigado vive em situação regular no país, com comércio e residência fixos em São Paulo, não possuindo pendência imigratória;

8) A investigação apontou que o fórum era organizado e possuía

estatuto e que nada era publicado sem autorização do homem preso, entretanto não há indício de que esse grupo integre ou tenha praticado qualquer ato de uma organização terrorista. Não foram apreendidas armas, documentos secretos, planos, etc;

9) O MPF entende como deplorável o material publicado pelos

integrantes do fórum e, por meio do Grupo de Combate a Crimes Cibernéticos, atua há anos contra crimes contra os Direitos Humanos na internet, como os crimes de ódio. Tais mensagens de incitação à violência, ódio a americanos e intolerância religiosa, continuam sob análise do Ministério Público Federal, de forma serena, em busca da verdade real dos fatos e da correta aplicação dos pressupostos de um Estado Democrático de Direito.

Razão pela qual tornam-se imediatamente clássicos de hilaridade involuntária certos posts escritos por anaeróbicos como Nariz Gelado:

O Brasil, como se sabe – e como o pessoal que ficou fulo da vida com aquela campanha do Burger King teima em negar – é o refúgio ideal para bandidos internacionais. E isto é assim desde que os nazistas vinham até aqui para se esconder. E é assim por motivos vários, que vão desde a malemolência das nossas autoridades, passando pelo total abandono das nossas fronteiras e culminando com a nossa alardeada diversidade étnica – o que permite que qualquer criatura, sem levantar a mínima suspeita, possa se passar por brasileiro. E o Bush, vejam só!, não tem culpa de que assim seja.”

maio 2009
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