Ah, Olavo…ainda corrompendo menores.  Mas agora ele se excedeu na cara de pau:

Quase dez anos atrás a Fundação Odebrecht – no mais, uma instituição admirável – me perguntou o que eu achava de uma campanha para cobrar do governo um ensino de melhor qualidade. Respondi que era inútil. De vigaristas nada se pede nem se exige. O melhor a fazer com o sistema de ensino era ignorá-lo. Se queriam prestar ao público um bom serviço, acrescentei, que tratassem de ajudar os autodidatas, aquela parcela heróica da nossa população que, de Machado de Assis a Mário Ferreira dos Santos, criou o melhor da nossa cultura superior. O meio de ajudá-los era colocar ao seu alcance os recursos essenciais para a auto-educação, que é, no fim das contas, a única educação que existe. Cheguei a conceber, para isso, uma coleção de livros e DVDs que davam, para cada domínio especializado do conhecimento, não só os elementos introdutórios indispensáveis, mas as fontes para o prosseguimento dos estudos até um nível que superava de muito o que qualquer universidade brasileira poderia não só oferecer, mas até mesmo imaginar.

Minha sugestão foi gentilmente engavetada, e, com ou sem campanha de cobrança, o ensino nacional continuou declinando até tornar-se aquilo que é hoje: abuso intelectual de menores, exploração da boa-fé popular, crime organizado ou desorganizado.”

Não é fantástico?

no mais, uma instituição admirável

Quer dizer, a Fundação Odebrecht é admirável em quase tudo, menos por engavetar gentilmente a sugestão de Olavo, que era a de ser pago para vender à Odebrech sua coleção de livros e DVD´s com suas loucuras.

Em outras palavras, o capitalismo é legal até que um agente privado, empenhando em usar bem os seus cobres, se nega a dá-los a Olavo.  Aparentemente, Olavo detectou um novo tipo de falha de mercado…