The stream is going mainstream.

_ Nick Carr

Pois é, o dileto colega blogueiro Animot, que vez ou outra fala de vacas, resolveu agora botar o bode na sala e gentilmente encarregou-se de botar na rua a pergunta que, devo confessar, eu mesmo já me fiz:  entro ou não entro pro Twitter, meudeuzi?

Afinal, há pouco tempo pude constatar na própria pele virtual e internética o pudê do Twitter: foi só o Idelber me citar no Twitter dele que meus page links deram um salto (momentâneo, é claro).  Se bem que esse talvez seja mais um tributo ao pudê do Idelber do que do Twitter, mas whatever.

E o Twitter é mesmo uma sensação: até um dos astronautas que está na já lendária missão de conserto do telescópio espacial Hubble tem twittado, para o delírio das hordas de nerds astronáuticos.

Ou não:

Mike Massimino, an astronaut on space shuttle Atlantis, is going to have to do some explaining to the Twitter community when he lands today at Kennedy Space Center. Turns out Massimino wasn’t really tweeting from space on the @Astro_Mike account. 

It was actually a NASA employee doing the micro-updating for him, and not even in real-time: Massimino writes his updates in space and then e-mails them to Houston. That means it often takes hours for updates to appear on the Twitter account, since e-mails are transmitted from the shuttle only a few times a day.

OK, talvez fosse mesmo pedir demais que um sujeito a mais de 300km de altura ficasse twittando em vez de trabalhar _ o homem hora dele deve sair meio caro para a Nasa.  O problema é que “ghost-writing” no Twitter está cada vez mais próximo da norma do que da exceção:

Twitter — a microblogging tool that uses 140 characters in bursts of text — has become an important marketing tool for celebrities, politicians and businesses, promising a level of intimacy never before approached online, as well as giving the public the ability to speak directly to people and institutions once comfortably on a pedestal.

But someone has to do all that writing, even if each entry is barely a sentence long. In many cases, celebrities and their handlers have turned to outside writers — ghost Twitterers, if you will — who keep fans updated on the latest twists and turns, often in the star’s own voice.

É claro que, diferentemente do Idelber, eu não sou uma celebridade.  Mas, por outro lado, diferentemente dele, eu sou um desconhecido que além disso é anônimo.  E quem vai querer seguir o Twitter de um anônimo que sequer consegue fazer um update decente no seu blog, que dirá no seu Twitter?  Se na internet ninguém sabe que você é um cachorro, no Twitter ninguém sabe que você pode sequer estar mesmo na internet.

E cá entre nós, se até o Departamento de Estado dos EUA tem um Twitter, quem sou eu para entrar nessa onda??  Afinal conheço poucas pessoas menos diplomáticas que eu.  🙂

De qualquer modo, lá vai o resultado parcial da enquete do Animot.   Sem querer jogar um balde de água fria, mas jogando: arriscando-me contra a maioria, votei “Nunca”.  Vamos ver se mantenho o voto…    :)

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