Mais uma fantástica ilusão de ótica.   O texto em PDF com o artigo aqui, um simulador da ilusão de ótica propriamente dita aqui.

O que sempre me fascinou relativamente às ilusões de ótica é que, se sabemos que um subsistema do sistema nervoso como o nosso aparato visual (do qual dependemos tanto e define, por assim dizer, nossa noção do que é a realidade) pode ser tão pouco confiável com relação à fiel reprodução dessa tal  “realidade”, nada impede que outros subsistemas abrigados em nossa caixa craniana padeçam do mesmo mal.   Tudo isso acontece porque, veja, o nosso designer não era realmente inteligente.  Nosso verdadeiro designer _ a seleção natural _ opera de modo misterioso, mas perfeitamente racional e inteligível: é um maximizador local, como prevêem os estudiosos que analisam processos adaptativos do ponto de vista de suas propriedades matemáticas abstratas.  E, em sendo um maximizador local, a seleção natural está, digamos, se lixando para certos efeitos colaterais de suas soluções de projeto.  Como o José Sarney, a seleção natural “quer’ é rosetar, isto é, atua de forma a que suas criações maximizem sua reprodutibilidade.  O que muitas vezes passa bem ao largo de nossas ingênuas noções sobre o que é certo, errado, ou adequado.

Assim é que, apesar de certos malucos que ainda acham que EinsteinNewton estava errado, a verdade é que a Física do Séc XX mostrou que nosso entendimento sobre o mundo real estava errado, era uma ilusão.

Quer a psicologia evolucionária que isso é o que seria de esperar.  Segundo essa corrente, nossos ancestrais evoluíram em um determinado estilo de vida, que dominou grande parte da existência humana.  Isto significa o seguinte: a aceleração da alteração de estilo de vida que a Humanidade sofreu nos últimos, vá lá, cinco séculos, possivelmente vai dar merda.  Já está dando.

A questão é: quantos outros probleminhas estão sendo gerados agorinha mesmo, sob nossas barbas, sem que estejamos cientes deles?

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De repente estou recebendo zilhões de acessos vindos do Twitter.  Que qué isso, minha gente?