O filme-catástrofe é algo tão caracteristicamente americano como a torta de maçã e a Coca-Cola.  O primeiro filme catástrofe americano é de 1912, Night and Ice, e é sobre o naufrágio do Titanic; Deluge, de 1933, mostra ondas gigantes destruindo Nova Iorque, e no mesmo ano é filmado King Kong; San Francisco, de 1936, mostra um terremoto naquela cidade; In Old Chicago é sobre o incêndio de Chicago, e após a Segunda Guerra, a coisa não pára mais, agora auxiliada pela maré da ficção científica.

JG Ballard, em um artigo de 2004 no Guardian, faz uma comparação soturna entre a psiquê britânica e a norte-americana:

Unsettling as our own tabloids may be, the British psyche and its problems hardly matter to the wider world. But the turmoils of the American psyche have vast ramifications. Are films like The Day after Tomorrow, Armageddon and Independence Day a warning signal to the rest of us? Since Hiroshima and Nagasaki displayed the vast reach of US power, the greatest danger is that Americans will believe their own myths. Is the gulf stream faltering? Is the equator moving northwards? Without doubt an alien, and possibly European plot, to be countered by the greatest display of “shock and awe” its super-technologies can muster.”

Ou, como diz o livro “Camera Politica”, de Michael Ryan e Douglas Kellner:

disaster

Isso tudo é bastante compreensível e é uma das molas que move a sociedade norte-americana.  Eu só não entendo é o que é que eu tenho a ver com isso.   🙂

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