Hoje, no Tio Rei:

O presidente do DEM diz ainda que o governo e os petistas não entendem direito como funciona uma democracia. Ele afirma que é legítimo que governos tentem impedir a instalação de CPIs, mas que há modos de fazê-lo. Segundo Maia, “essa história de que falta patriotismo, como disse o presidente Lula, ou de que a investigação vai dificultar os negócios da empresa, como disse a ministra Dilma Rousseff, é uma tentativa de intimidação, não é linguagem política.”

Ontem:

CPI fica paralisada

ILIMAR FRANCO

BRASÍLIA – O governo comemorou ontem o impasse jurídico criado na CPI dos Bancos pelo ex-presidente do Banco Central, Francisco Lopes. “A CPI fica paralisada”, avaliou um dos principais conselheiros políticos do presidente Fernando Henrique. “A CPI foi arrogante e extrapolou”, disse um ministro, para quem o Senado cometeu um escorregão ao pedir a prisão de Lopes. Para o governo, seria importante que o STF redefinisse os poderes das comissões de inquérito e que outras testemunhas adotassem o mesmo procedimento. Assim, avaliam os governo governo poderia se livrar dos inconvenientes de CPIs sem assumir o desgaste de promover nenhum tipo de “operação abafa”. A estratégia adotada pelo ex-presidente do Banco Central, Francisco Lopes, não poderia ser mais conveniente aos interesses do governo. O presidente Fernando Henrique Cardoso tem afirmado a seus interlocutores, nos últimos dias, que está preocupado com a possibilidade de que se crie um ambiente de instabilidade política e que isso venha a afetar o ânimo dos investidores internacionais . Foi este o conteúdo das conversas que o presidente manteve com o ministro das Comunicações e coordenador político, Pimenta da Veiga, no domingo, e ontem com o presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), e o presidente do PMDB, senador Jáder Barbalho (PMDB-PA). “O presidente espera justiça e equilíbrio da CPI”, disse Pimenta da Veiga. Fernando Henrique também está preocupado com a possível convocação do ministro da Fazenda, Pedro Malan – que o governo quer evitar a qualquer custo, pois o depoimento numa CPI é associado a assumir um lugar no banco dos réus. “Não há motivo para que o ministro Pedro Malan seja convocado. O ministro só virá depor se houver algo concreto que justifique sua convocação. não vou permitir que se crie um fato político”, disse o presidente do PMDB e autor do requerimento da CPI dos Bancos, senador Jáder Barbalho (PA), depois de ter se reunido no Palácio do Planalto com o presidente.”

Tio Rei reproduz também, hoje, uma matéria da Folha com uma pequena entrevista do secretário-executivo do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), Rodrigo Tavares Maciel, desancando o Itamaraty por tratar mal a China, “desidratando” a missão empresarial que vai com Lula aquele país ainda este mês:

FOLHA – Há quem diga que o Itamaraty quer deixar claro à China o descontentamento pela falta de investimentos e pela falta de apoio à pretensão brasileira de uma vaga no Conselho de Segurança da ONU.

MACIEL – O governo brasileiro continua totalmente míope em relação à China. Reduzir a missão, a viagem, parece birra do Itamaraty. Não é assim que se lida com os chineses.

O Itamaraty tem uma posição arrogante. A China já é a terceira maior economia do mundo, deve se tornar a segunda do mundo neste ano ou no máximo em 2010. Precisamos colocar nossa violinha no saco, pois nós precisamos mais deles do que os chineses de nós.

O empresariado é prejudicado. Por que os Estados Unidos vendem carne de porco à China e o Brasil não consegue?

Saudades do tempo em que Tio Rei desancava o Celso Amorim por apoiar o reconhecimento da China como economia de mercado…