O comentarista Vinícius Duarte veio lá do blog do Idelber com um pedido: se dava para fazer uma comparação entre as fraudes do bolsa-família e os programas de Welfare norte-americanos.  Eis minha resposta, dada nos comentários mas que transformo em post para maior visibilidade:

Ô pedidozinho difícil, sô. Porque, sabem, área social não é exatamente minha especialidade _ então tive que fazer uma pesquisinha.

O problema é que o sistema de welfare dos EUA é uma zona e, para piorar, após a reforma de 96 vários programas foram descentralizados. No entanto, existe uma lei, o Improper Payments Act de 2002, que exige que as agências informem estimativas de pagamentos impróprios anualmente. Pagamentos impróprios não se resumem a fraudes _ podem ocorrer por erro da agência, por exemplo.

Achei um estudo do OMB (Office of Management and Budget, uma espécie de Ministério do Planejamento dos EUA) que relaciona a percentagem de pagamentos impróprios para os principais programas americanos. 

Como não é minha área, não saberia dizer qual programa americano mais se aproximaria do bolsa-família. Acredito que seja o TANF – Temporary Assistance for Needy Families – mas curiosamente ele não aparece na tabela do OMB; parece que a primeira estimativa prevista para o programa deve dizer respeito ao ano fiscal de 2008, portanto, deve aparecer ainda em 2009.

De qualquer forma, acho que o prato de resistência está nesse parágrafo:

During FY 2006, the Federal Government made significant progress in meeting the President’s goal to eliminate improper payments. The FY 2006 improper payment rate, which consists of programs previously reported in FY 2004 and FY 2005 as well as programs newly reported in FY 2006, was reduced from 3.2% (in FY 2005) to 2.9%. This rate reflects a net $2 billion increase in improper payments since FY 2005 ($38.5 billion to $40.5 billion).

Ainda assim, bem mais que os 0,78% reportados para o bolsa família.”