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No Globo, Mírian Leitão chama a atenção para um artigo que saiu na Foreign Affairs, de autoria de “Ian Bremmer, presidente do grupo Eurásia“:

As 13 maiores empresas de petróleo do mundo são estatais. O Estado, na Rússia, controla da telefonia fixa às fábricas de armas. No Brasil, ele é dono de 40% do mercado bancário, da produção de petróleo e de 70% da geração de energia. A China é quase toda estatal. Empresas privadas vivem das benesses do Estado. Nos países emergentes e pobres, o Estado sempre foi o dono do jogo.

Esta é a tese do artigo publicado na revista “Foreign Affairs” por Ian Bremmer, presidente do grupo Eurásia. Uma tese que merece reflexão nestes tempos em que se diz que houve no mundo um exagero liberal e em que governos, como o brasileiro, acham que a intervenção dos governos dos países ricos para enfrentar a crise é uma rendição à ideia de que o Estado é que deve gerir a economia.

Sobre Ian Bremmer, a Wikipedia diz o seguinte:

Bremmer is most widely known for advances in the field of political risk and, more directly, bringing political science as a discipline to the financial markets. In 2001, Bremmer authored Wall Street’s first global political risk index, now the GPRI (Global Political Risk Index)—a joint venture with investment bank Citigroup. Bremmer’s definition of an emerging market as “a country where politics matters at least as much as economics to the market”[2] is a standard reference in the political risk field.

E o que diabos é o Global Political Risk Index?  Um panfleto do grupo Eurasia nos ilumina:

What is the Global Political Risk Index (GPRI)?

The GPRI is an index of country stability ratings for 24 emerging market countries. Its unique methodology measures a country’s ability to absorb political shocks. The GPRI evaluates political, social, economic, and security factors, using a combination of quantitative and qualitative data that is collected on the ground and through open source methods. Ratings are expressed on a scale of 0 to 100. Clear and concise analysis accompanies the index to illustrate what events impacted each country’s stability rating and make forecasts for the coming month.

What does the GPRI measure?

The GPRI measures stability—defined as the capacity of a country to withstand internal and external shocks or crises—in 24 emerging market countries. Each country’s score is based on 20 indicators in four equally weighted subcategories: government, society, security, and economy.”

De fato, um homem de visão.  Pena que o índice é calculado apenas para países emergentes.  Um índice GPRI dos EUA em outubro de 2008 teria sido muito útil para muita gente.

Não que esse blá-blá-blá tenha realmente algum significado além do puramente ideológico, é claro.

Mas voltando à vaca fria, Mírian Leitão termina seu artigo de forma retumbante:

Certos desafios à frente, como, por exemplo, os desastres ambientais, diz o autor, podem provar que burocratas, ou militantes partidários, não são os melhores gestores da economia.”

As baleias agradecem a lambançalembrança!

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