Pois é:

Google Disables Uploads, Comments on YouTube Korea

Google has disabled user uploads and comments on the Korean version of its YouTube video portal in reaction to a new law that requires the real name of a contributor be listed along each contribution they make.

The rules, part of a Cyber Defamation Law, came into effect on April 1 for all sites with over 100,000 unique visitors per day. It requires that users provide their real name and national ID card number.

In response to the requirements Google has stopped users from uploading via its Korean portal rather than start a new registration system.

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A lei coreana foi motivada, em princípio, pela pressão por uma defesa contra o ciber-bulling, após alguns eventos dramáticos como o suicídio de uma popular estrela que foi identificada na rede como a culpada pelo suicídio de um colega que lhe devia dinheiro.   Meritório motivo, mas será que os benefícios compensam as desvantagens?   Até porque esse é um caminho que as autoridades brasileiras parecem dispostas a copiar:

Ministério da Justiça propõe mais restrições na Internet
Proposta em estudo obriga provedores a guardar por três anos todas as informações sobre navegação dos usuários

Se depender da vontade do governo, a lei de crimes da internet será muito mais restritiva do que gostariam os senadores. Na minuta do projeto, o Ministério da Justiça quer que os provedores de acesso mantenham por três anos todos os dados de tráfego de seus usuários. Ou seja: que hora se conectou à internet, em que sites entrou e quanto tempo ficou.

O Congresso em Foco teve acesso ontem, com exclusividade, a um trecho da minuta elaborada pelo MJ. O texto modifica a redação do artigo 22 do substitutivo ao Projeto de Lei 84/99, elaborado pelo senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG). É justamente essa parte da peça em tramitação na Câmara que tem causado polêmica entre internautas e sociedade civil, pois obriga os provedores de acesso a armazenarem os dados de conexão dos usuários.

Agora, o MJ, influenciado por setores da Polícia Federal e da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), quer radicalizar. Pelo substitutivo do senador tucano, ficariam guardados os horários de log on (entrada) e log off (saída). Já na minuta do ministério, além de todos os dados de tráfego, os provedores seriam obrigados a registrar o nome completo, filiação e número de registro de pessoa física ou jurídica.” [grifo meu]

No Brasil, o incentivo para a busca de uma tal solução vem menos do ciber-bulling do que dos crimes pela internet.  Objetivo também meritório, mas como vemos, a coisa pode tresandar.

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