Uma característica infeliz, ainda que inevitável, da blogoseira é que ela replica a vida.  Mais especificamente, ela replica a metáfora da agulha no palheiro: você vai ter que afastar muita palha para achar uma agulha que preste.

E a internet não poderia ser diferente, é claro.  Da mesma forma que existem algumas agulhas afiadas por aí, como um Samurai, um Sergio Leo, um Rafael Galvão, um Olho no Fato, um NPTO, entre outros _ gente que tem o que dizer _ infelizmente, também pululam por aí  os blogs de palha, quando não de palhaços.  Um deles é o pústula.

Na verdade nem há muito o que dizer sobre o sujeito, pois ele não oferece muita substância; não tem reflexões próprias, não faz críticas pertinentes, realmente não é um adversário digno de nota.  Mas ele escreveu algo engraçado sobre este que vos fala:

Tal figura vive de ser ombudsman de blogues alheios, sempre tentando uma polêmica aqui outra ali para se regozijar com o trono temporário de “contraponto à blogosfera de direita”.”

É uma questão de ponto de vista.  Eu concebo mais facilmente minha missão como de caráter civilizatório, mas talvez por isso mesmo gente como ele não consiga percebê-la como tal _ o que talvez signifique mesmo que eu ainda tenho muito o que fazer nesse sentido.   🙂

No entanto, gostaria de dizer que uma tal “argumentação” me parece sumamente incoerente para quem tem posts intitulados “Observatório dos blogues” (não um, não dois, mas três), “Sobre a blogosfera de esquerda“, “A Blogosfera de esquerda“, tem até uma tag apenas para falar de blogs, e, sobretudo, alguém a quem, na verdade, eu só tive o desprazer de citar porque ele, afinal, foi quem linkou esse bloguinho aqui para reclamar da falta de ombridade dos blogueiros conservadores em não terem vindo defender os anaeróbicos de mesa de bar.

Mas tudo bem, meu caro “da C.I.A.”.  Toma lá alguns minutos de minha atenção, véio, e aproveite bem porque eles não se repetirão.

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