No Valor da última sexta-feira:

Brasileiros elaboram leis na África
Luiza de Carvalho, de São Paulo

Países africanos estão buscando cada vez mais advogados brasileiros para elaborar projetos de lei nas mais diversas áreas

Advogados brasileiros são cada vez mais requisitados por governos de países africanos, como Moçambique e Angola, para elaborar projetos de lei que abordam desde normas para licitações públicas até regulamentação do setor energético. O Instituto de Registro Imobiliário do Brasil coordena um grupo de especialistas que trabalha em uma proposta de legislação habitacional para Angola. Já o escritório Emerenciano Baggio elabora normas para implementação do sistema de transporte coletivo em Kinshasa, capital da República Democrática do Congo, enquanto o Approbato Machado Advogados prepara uma lei de falências para Moçambique, nos moldes da norma brasileira.

Pode parecer uma notícia interessante apenas do ponto de vista de criação de mercado para os escritórios de advocacia brasileiros, mas na verdade é uma tendência importante pois sinaliza uma expansão da esfera de influência brasileira no Exterior _ em um momento onde o neocolonialismo chinês encontra-se de pernas quebradas por causa da crise.  Para não falar que legislação&instituições não é bem um produto de exportação de muito sucesso na China.

Enquanto isso, no andar de cima

U.S. Supreme Court’s global influence is waning
By Adam Liptak

WASHINGTON: Judges around the world have long looked to the decisions of the United States Supreme Court for guidance, citing and often following them in hundreds of their own rulings since the Second World War.

But now American legal influence is waning. Even as a debate continues in the court over whether its decisions should ever cite foreign law, a diminishing number of foreign courts seem to pay attention to the writings of American justices.

“One of our great exports used to be constitutional law,” said Anne-Marie Slaughter, the dean of the Woodrow Wilson School of Public and International Affairs at Princeton. “We are losing one of the greatest bully pulpits we have ever had.”

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