Deu no Correio Braziliense:

Líder da CNBB ataca a ciência
Presidente da Regional 2, dom Antônio Muniz, diz que governo e médicos não podem “inventar teorias para justificar aquilo que querem fazer”

Mirella Falcão – Do Diário de Pernambuco Comentários Avalie esta notícia

Publicação: 08/03/2009 10:25 Atualização: 08/03/2009 10:25
O aborto realizado em uma menina de 9 anos, grávida de gêmeos depois de ser estuprada pelo padrasto, deu o tom da missa celebrada ontem em Recife, na Basílica do Carmo, para o lançamento regional da campanha da fraternidade da Conferência Nacional de Bispos do Brasil (CNBB). Mas quem deu o recado desta vez não foi o arcebispo dom José Cardoso Sobrinho, que protagonizou uma polêmica de repercussão internacional ao anunciar a excomunhão de todos os envolvidos na interrupção da gravidez da criança. Apesar de a cerimônia ser realizada na sua arquidiocese, dom José “abriu mão” do direito de celebrar para o presidente regional da CNBB, o arcebispo de Maceió, dom Antônio Muniz, presidir a missa. Durante o evento, que reuniu cerca de 600 fiéis, além do apoio a dom José, não faltaram críticas ao governo e à ciência que “inventa teorias para justificar o que quer fazer”.

O religioso chegou a duvidar do diagnóstico dos médicos de que a gestação gemelar colocava em risco a vida da criança. O caso da menina, segundo dom Muniz, tem muita relação com o tema da campanha deste ano, que é “Fraternidade e Segurança Pública”. “Não existe política de segurança que não pense na vida humana desde o princípio da sua existência. Esse episódio nos leva a fazer uma pergunta sobre a ética dos nossos dirigentes, que têm a incumbência do poder público”, defendeu o arcebispo da capital de Alagoas, que por diversas vezes agradeceu a “gentileza” de dom José em lhe entregar a presidência da cerimônia.

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Ele está atacando a Ciência só para os católicos, ou em geral?

E aquela idéia de “deixar a Teologia para os teólogos”, não vale para a Medicina não?

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