Tio Rei em post de ontem:

Como explicar que o Bolsa Família tenha se expandido num período de crescimento da economia?

Será que é porque, er, digamos, a economia não cresce toda por igual e aí o governo redistribui parte da riqueza gerada pelo crescimento para evitar que o resto morra de fome enquanto o crescimento não vem?  Hein?  Hein? Reinaldo Azevedo dá um novo sentido ao termo “ANTAgonista”.

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Reinaldão também aproveita para dar uma canelada em Chávez em outro post:

Um dia o bandoleiro Hugo Chávez ainda se encontrará com o seu destino: nas mãos do povo, que tanto celebrou, talvez seja pendurado pelos pés em praça pública, como um Benito Mussolini ou um Ceaucescu da América Latina. Mas os venezuelanos vão penar bastante até lá. O “Sim” venceu o referendo, e ele ganhou o direito à reeleição ilimitada. Na Venezuela, o voto não é obrigatório. Dos 16,7 milhões de eleitores, pouco mais de 6 milhões garantiram o resultado — contra pouco mais de 5 milhões, que disseram “não”. A abstenção foi de 33%. Houve de tudo: intimidação de bandos armados, truculência, prisões, uso descarado da máquina oficial, e o coronel logrou agora o sucesso que não obteve em dezembro de 2007. Em discurso, sustentou que todos os que disseram “sim” escolheram o “socialismo e a revolução”. Pois é… Mais de 10 milhões, como se vê, ou não escolheram nada ou disseram “não” a esse binômio encantador. Mas e daí?

OK, eu também não tenho a menor simpatia por Chávez ou pela idéia da reeleição perpétua.  Mas o gozado é que por esta matemática a vitória de Bush sobre Al Gore em 2000 também teria sido um golpe.  Afinal, Bush teve menos de 50% dos votos, e 50 milhões de eleitores não votaram também praticamente um terço do eleitorado norte-americano em 2000.

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