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manmachineevolution

Na Wired, uma matéria sobre o novo Terminator.  

Atrações: o filme mostra a evolução do T-800.  E também que a descrição do mundo pós-apocalipse nuclear foi baseada em uma consultoria científica.

E o mar de plástico continua crescendo:

It is endless for an area that is maybe twice the size as continental United States,” he says.

(…)

If the waste is to be controlled people must stop using unnecessary disposable plastics, otherwise it is set to double in size during the next 10 years, Moore warns.

Várias fontes:

Heart of Darkness at Noon
English explorer misreads map, winds up in gulag.

The Remains of the Day of the Triffids
Ageing butler tours postwar England. Takes up gardening.

Gone with the Wind in the Willows
Thrills, romance, voles.

Divine Comedy of Errors
Hell, twins, purgatory, mistaken identity, heaven, silly weddings.

Long Day’s Journey Into Twelfth Night
Eugene O’Neil, cross-gartered and gin-soaked most villainously.

Mr. Sammler’s Swiftly Tilting Planet
Elderly Jew and unicorn save world from ‘Mad Dog’ Branzillo.

Farmer Giles, Goat-Boy of Ham
It’s the cultural revolution, the dragon won’t fight. One of those really 60’s-style novels. Does anyone still read them?

Sixth Sense and Sensibility
Turns out she’s a ghost.

Huckleberry Finn Family Moomintroll
Huck, Jim, Snuff, Moom, Hem, and My on the ol’ Mississip.

A Separate War and Peace
Set in a boy’s school during the Napoleonic Wars.

Danny, Champion of the World As I Found It
Bruce Duffy’s novel of how Wittgenstein fed sleeping pills to chickens as a boy.

The Thin Man Without Qualities
Made famous by the movie, with William Powell as Ulrich and Myrna Loy as Diotima.

Little, Big Dorrit
Girl raised by fairies for reasons unknown in Victorian prison bigger on inside than outside. Dickens rails against the practice.

Room With a View to a Kill
Merchant-ivory production, with Helena Bonham-Carter as bond girl.

Charlie and the Great Glass Menagerie
Willy Wonka hopes Charlie can help Laura snap out of it and live a little.

The Runaway Bunny Jury
John Grisham’s first book for children. “Once there was a little bunny who wanted to sue gun manufacturers for turning a blind eye to illegal distribution of their products. So he said to his mother, ‘I am suing gun manufacturers for turning a blind eye to illegal distribution of their products.’ And his mother said, ‘If you do that, they will hire flashy jury consultants and you will lose your case.’ ‘If I lose the case,’ said the little bunny, ‘I will change my identity and travel around the country trying to infiltrate juries until I win.’ ‘If you do that, they will trash your apartment,’ said his mother.

Goodnight Moon Is a Harsh Mistress
Goodnight penal colony on the moon. Goodnight earth controlling the penal colony on the moon. Goodnight supercomputer named Mike.

The Great Firestarter
Shirley Hazzard and Stephen King are reconciled.

The Crying of Salem’s Lot 49
Oedipa Mass and Mucho sort out legal tangles. Will vampires take over the town first?

todosleds

E, na era da iluminação com LED´s, vemos isto:

Royal society hunts for Britain’s oldest working lightbulb

The search is on for Britain’s oldest working lightbulb, still glowing after many decades – and possibly beating what are claimed to be the world’s oldest working bulbs in the US, both allegedly still burning after a century.

It will pain the Royal Society of Chemistry if there isn’t an older bulb somewhere among Britain’s estimated 903.6m domestic bulbs, given that it was a British scientist and inventor who first demonstrated a working lightbulb, at a Literary and Philosophical Society lecture in Newcastle upon Tyne, on 3 February 1879.

On Monday, the 130th anniversary, the chemists will present a Chemical Landmark plaque to the Newcastle society, where a replica of Joseph Swan’s pioneering design will be lit.

Although the American Thomas Edison is generally credited with inventing the incandescent light bulb, in fact Swan and Edison were working neck and neck on opposite sides of the Atlantic, and after bitter patent battles, eventually joined forces to form what became the Swan and Edison corporation.

By late 1879 Swan was installing light bulbs in homes and institutions across England, and at the time of his death in 1914 millions of buildings were lit by electricity.

The Society of Chemistry has heard anecdotes of ancient working bulbs, but is now offering a £500 reward for the oldest authenticated one in Britain. In the US a lightbulb at Livermore fire station in California is said to have been donated and installed in 1901, and is still burning. Another bulb, installed at the Fort Worth Palace theatre on 21 September 1908, is now in a museum, but still working.” [grifo meu]

***

Eis aí um belo testemunho da diferença entre o fim da segunda revolução industrial e o fim da terceira: minhas lâmpadas aqui em casa não duram mais de um ano nem a pau.  Obsolescência programada é isso aê.

***

Eu já falei de lâmpadas de LED aqui. De lá pra cá parece que aumentaram bastante a eficiência e caíram bastante de preço.   O problema que identifiquei ali _ sua alta durabilidade _ pode não ser um problema se:

a) embutirem obsolescência programada no produto;

b) se a maior eficiência não se traduzir em menor gasto _ apenas em muito mais luzes nas casas e nas ruas. Too bad para a poluição luminosa (site bacana aqui, mapa interessante aqui).

***

Eu mudei-me para uma casa vai fazer 3 anos.   Assim que me mudei, fiquei maravilhado com o número de estrelas que via do quintal à noite _ dava pra ver inclusive a própria Via Láctea, uma experiência que urbanóides como nós só costuma ter indo pro meio do mato.  Em apenas três anos, boa parte das estrelas que eu via, inclusive a Via Láctea, desapareceram _ graças à mudança da iluminação na estrada ao lado.

***

Aqui, um cara ensina a fazer lâmpadas de LED caseiras…

Aí, alguns Apostos resolveram pegar o Pedro 7 Câmara, levar para uma mesa de bar montada na Livraria Leonardo Da Vinci e filmar um papo de botequim.

É uma iniciativa até simpática, se pensarmos bem: conservadores mostrando que são gente como nós, capazes de sentar no bar e falar bobagem.  Infelizmente, os vários momentos de constrangimento, o visual contido, as repetições constantes da mesma frase, tudo isso mostra que aqueles senhores não estão felizes no papel de frequentadores de bar (o amadorismo revela-se sobretudo pelo fato de que não há um copo sobre a mesa _ afinal não é difícil achar uma cervejinha ali perto da Leonardo, no subsolo do Edifício Marquês do Herval ).  Francamente, não entendo porque tanto sofrimento: sisudos conservadores achando que por sei lá que motivo têm mesmo que emular os inteliquituais de esquerda de Ipanema, obrigando-se a tentar falar de mulher quando claramente estariam muito mais à vontade comentando a última bula do Ratzinger.  Shame on them.

***

Eu não conhecia o Antonio Fernando Borges. Fui lá no blog dele no Apostos e deparei-me com este raciocínio:

Num único dia, qualquer dia, milhares de pessoas mundo afora (indivíduos que não se conhecem) já perderam o bonde, o táxi, a chave de casa e a esperança, e outros (não poucos) perderam até o avião ou navio pontual onde começaria a viagem há tanto tempo sonhada.

Milhares perderam os amigos, o animal de estimação, o amor de suas vidas e, por culpa de um despertador que nunca tinha falhado antes, perderam a hora do trabalho, a prova de matemática, o exame de sangue em absoluto jejum.

Que nenhuma dessas pequenas-grandes tragédias tenha rendido uma nota miserável na imprensa prova apenas que a vida continua sendo um acontecimento individual – e nem todos se coletivizaram ainda.

E no entanto, e no entanto, e no entanto…

E, no entanto, na outra ponta da linha, é com espanto que lemos: num único dia (era segunda-feira), 70 mil pessoas perderam o emprego em multinacionais.

Ficamos espantados não pelo número, não pelo acontecimento em si: espanta-nos a confirmação de que os 70 mil fatos constituem um único fato e que, graças à sociologia e à imprensa (graças aos intelequituais), a dor de cada homem é apenas fragmento de uma explicação “sócio-política”, de uma teoria conspiratória qualquer.

De fato.  Coisa semelhante aconteceu há cerca de 60 milhões de anos, quando um asteróide sem o que fazer resolver dar um mergulho nas praias de Gondwana e extinguiu os dinossauros.  Todos os jornais da época resolveram noticiar o acontecimento assim, de forma coletiva:  mil bilhões de dinossauros mortos pelo asteróide cadente.  “Sim, espanta-nos a confirmação de que os mil bilhões de fatos constituem um único fato e que, graças à sociologia e à imprensa (graças aos intelequituais), a dor de cada dinossauro é apenas fragmento de uma explicação “sócio-política”, de uma teoria conspiratória qualquer“.

***

Quando os dinossauros deixaram o caminho livre, um bichinho que vivia nas árvores desceu e virou gente.  Sua grande vantagem era a capacidade de “reconhecer padrões”.  Aparentemente, porém, parece que nos primatas certas vantagens adaptativas tendem a ir desaparecendo com o tempo, talvez sob a influência de ideologias exóticas.

Essa “novidade” já correu mundo, mas ei-la mais uma vez aqui, no Hermenauta.  Quincy Jones, músico e produtor musical, anda alugando as orelhas de Obama para convencê-lo a criar um Ministério da Cultura nos EUA.  Seus argumentos, por ele próprio (tirada de uma transcrição da CNN):

JONES: My biggest dream is — I know he’s got his hands full with the economic fallout and with the Gaza, et cetera, and so (INAUDIBLE) long time. 

And, on a parallel path, though, I’m going to — as soon as it’s feasible, to talk to him. We’re getting a petition together for a secretary of the arts with a real Cabinet membership and all, because America is the only country — whose music is probably most imitated in any country in the world — the only country without a minister of culture or a secretary of the arts. And I think it’s very important, could change this country… 

Prestaram atenção?  Vamos reler o trecho importante:

We’re getting a petition together for a secretary of the arts (…) because America is the only countrywhose music is probably most imitated in any country in the world — the only country without a minister of culture

Pois é.

Por outro lado…vocês sabiam que o Brasil é um dos poucos países onde a hegemonia musical é nacional (pelo menos no que se reflete nas vendas de discos)?  E isso já há muito tempo?  E isso apesar do Ministério da Cultura, apesar de dedicar boa parte do seu orçamento ao cinema, ao vídeo, ao livro, às artes cênicas, reservar muito pouco para a música?

Não vou fazer a apologia ao livre mercado, decerto.  Mas é importante reconhecer onde o mercado dá certo, e procurar entender as razões disso.

(uma outra história é saber, é claro, QUE tipo de música detém esta tal hegemonia…mas isso é papo pra outra hora)

steelobama

Black is the new white

Michel Steele, um político negro de Maryland, foi escolhido como o novo chefão do Comitê Nacional Republicano.  Teve uma vitória apertada sobre um rival que se tornou republicano quando o governo democrata fez passar a lei de dessegregação de escolas.

Republicanos: o partido das idéias…

Me mandaram por e-mail:

O sujeito [que escreveu o texto abaixo] é americano e se chama Marc Faber. Ele é analista de Investimentos e empresário. Em junho de 2008, quando o Governo Bush estudava lançar um projeto de ajuda à economia americana, ele encerrava seu boletim mensal com um comentário bem-humorado, não fosse trágico…

O Governo Federal está concedendo a cada um de nós uma bolsa de U$ 600,00.

Se gastarmos esse dinheiro no supermercado Wall-Mart, esse dinheiro vai para a China.

Se gastarmos com gasolina, vai para os árabes.

Se comprarmos um computador, vai para a Índia.

Se comprarmos frutas e vegetais, irá para o México, Honduras e Guatemala.

Se comprarmos um bom carro, irá para a Alemanha.

Se comprarmos bugigangas, irá para Taiwan e nenhum centavo desse dinheiro ajudará a economia americana..

O único meio de manter esse dinheiro na América é gastá-lo com prostitutas e cerveja, considerando que são os únicos bens ainda produzidos por aqui. Estou fazendo a minha parte…

***

Agora, a sério, o Knowing and Making tem um bom post sobre a cláusula “buy american” do pacote de estímulos americano.

Pride and Prejudice and Zombies

Jane Austen para as novas gerações:

Pride and Prejudice and Zombies—Pride and Prejudice and Zombies features the original text of Jane Austen’s beloved novel with all-new scenes of bone-crunching zombie action. As our story opens, a mysterious plague has fallen upon the quiet English village of Meryton—and the dead are returning to life! Feisty heroine Elizabeth Bennet is determined to wipe out the zombie menace, but she’s soon distracted by the arrival of the haughty and arrogant Mr. Darcy. What ensues is a delightful comedy of manners with plenty of civilized sparring between the two young lovers—and even more violent sparring on the blood-soaked battlefield as Elizabeth wages war against hordes of flesh-eating undead. Complete with 20 illustrations in the style of C. E. Brock (the original illustrator of Pride and Prejudice), this insanely funny expanded edition will introduce Jane Austen’s classic novel to new legions of fans.

Via CT.

***

Ah, a paródia não constitui infração de direito autoral.  Sabiam?

***

UPDATE:

Via Salon, Laura Miller, crítica literária e fã de Jane Austen, especula sobre qual seria a recepção da autora à paródia: 

Well, she’d be astonished, of course, since her age was, sadly, as bereft of zombie movies as it was of indoor plumbing. However, I don’t doubt that Elizabeth Bennet would adapt quickly to the imperatives of a zombie attack and in time prove one of our ablest leaders in the war against the undead. The real question is: If Mr. Darcy became infected, would Elizabeth have the fortitude to behead him in time?” 

UPDATE 2:

Isso tem que virar filme.   🙂

mission-accomplished

Our commitment to liberty is America’s tradition — declared at our founding, affirmed in Franklin Roosevelt’s Four Freedoms, asserted in the Truman Doctrine, and in Ronald Reagan’s challenge to an evil empire. We are committed to freedom in Afghanistan, in Iraq, and in a peaceful Palestine. The advance of freedom is the surest strategy to undermine the appeal of terror in the world. Where freedom takes hold, hatred gives way to hope. When freedom takes hold, men and women turn to the peaceful pursuit of a better life. American values, and American interests, lead in the same direction: We stand for human liberty.”

***

Tio Rei, na terça feira:

O QUE É O OBAMOCENTRISMO

Na escola, vocês sabem, a gente aprende ou ensina que a cultura se moveu pendularmente entre o teocentrismo e o antropocentrismo; ora Deus e a fé foram o centro da experiência, em torno dos quais tudo o mais se construiu: o pensamento, a literatura, as artes plásticas, a arquitetura… Ora o homem e a razão constituíram o núcleo das preocupações. Era assim. Até o fim de 2008.

Teocentrismo e antropocentrismo foram superados pelo “obamocentrismo”. O cerne da experiência humana – vá lá: da experiência ocidental -não é mais a fé, não é mais a razão. É Obama. O mundo se tornou obamocêntrico. E como é que se revela essa nova percepção do mundo?

(…)

No obamocentrismo, todas as profecias se cumprem – desde que sejam as do obamocentrismo. E, para que se cumpram, basta que se anuncie o seu cumprimento. Assim como as eras da fé e da razão tiveram os seus propagandistas, também o obamocentrismo conta com seus sacerdotes: de esquerda, de centro, de direita… E o templo de sua pregação, para abarcar todos os meios de divulgação, é o que se chama por aí de “mídia”, com especial ênfase no jornalismo. Jornalistas e pensadores, no entanto, são sempre seres de segunda grandeza em momentos assim. A verdadeira Calíope dessa nova mitologia, não poderia ser diferente, é mesmo Oprah Winfrey.

Nelson Acher, citado pelo Tio Rei, comentando o poema da poetisa que declamou na posse de Obama:

“Canto de Louvor para o Dia” descende, tanto temática quanto estilisticamente, da obra do poeta nacional americano: Walt Whitman. Assim como os versos deste, os de Elizabeth Alexander, se bem que menos explicitamente grandiloqüentes, apresentam a poeta como porta-voz de uma comunidade que se auto-homenageia através dela. As cadências dos versos livres, as enumerações que poderiam se estender ao infinito, a aceitação otimista de um futuro melhor preparado pelas gerações anteriores são similares e típicas e, se Whitman cantou a morte de Lincoln, Alexander comemora a epifania de seu sucessor auto-nomeado e pré-ungido. Seria, é claro, injusto esperar dela um poema cerebral, crítico e nuançado numa ocasião dessas. Por outro lado, independentemente do que se pense do novo presidente, a solenidade mereceria uma composição menos banal. Seja como for e por mais esquecíveis que seus versos sejam, eles refletem à perfeição o deslumbramento ingênuo e a falta absoluta de ceticismo que tomaram conta dos EUA e do resto do mundo.

***

Essa gente não tem vergonha não?

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O fato é que queiramos ou não todos nós somos viajantes no tempo.  Com um ticket só de ida.

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E depois o Paulo acha que EU sou um alarmista:

What would happen if you awoke one morning and everyone was dead? Or if, less melodramatically, the world as we know it – and our teetering financial systems – ceased to function? What if you awoke to find your bubble-wrapped, gilded life was over, and for good? Could you survive? Could I?

I am an urban girl. I have no skills except whingeing and bingeing. I can barely open a packet of Hobnobs without an explosive device. But, unlike you, doomed and dying reader, I have decided to prepare for The End, and I am prepared to share the life-saving knowledge I will accrue. This is your cut-out-and-keep guide to the apocalypse. Put it in a drawer. One day you may need it.”

Guardian: Life after the apocalypse.

***

Mas a coisa tem seu lado bom:

It’s not all bad: Fun things you could do after the apocalypse

• Pop into the National Gallery and take Jan Van Eyck’s Portrait of a Man off the wall. (If you have no taste, take a Renoir.) The Van Eyck is hanging in the Sainsbury Wing. If you want to preserve it properly, Thomas Almeroth-Williams of the National Gallery suggests you store it in a slate mine, where the temperature and humidity levels are perfect for its conservation.

• Go to the British Library and help yourself to one of its two copies of Shakespeare’s First Folio. One is in a box in a strong room under the library floor; the other is in a glass case in the Treasure Room. If you want to preserve it properly, Helen Shenton of the British Library suggests you store it in a cool, dark place, and watch it carefully for infestations by animals or fungi. Dust regularly.

• Steal the crown jewels. If you can. “There are contingency plans in place in event of a power failure,” says a Royal Palaces spokesperson, “so the crown jewels should remain safe.” Really? To preserve them properly, do nothing. A diamond is for ever.

• Invade the News of the World – it’s in Wapping – and read all its secret files. Then break into M15. It’s on Millbank. Read all its secret files too. Oh, no! She was murdered! I knew it!

• Go and stand on the stage at the Theatre Royal, Drury Lane. Skip over the bodies of the dead actors. Re-enact the whole of Oliver!

***

O que me traz essa idéia: o que você faria depois do apocalipse?

 

(*) você vai ter que ler o artigo inteiro para, talvez, entender.

Saiu uma lista atualizada dos países com o maior número de internautas. Ei-la:

1- China: 179,7 milhões
2- Estados Unidos: 163,3 milhões
3- Japão: 60 milhões
4- Alemanha: 37 milhões
5- Reino Unido: 36,7 milhões
6- França: 34 milhões
7- India: 32,1 milhões
8- Rússia: 29 milhões
9- Brasil: 27,7 milhões
10- Coréia do Sul: 27,3 milhões
11- Canadá: 21,8 milhões
12- Itália: 20,8 milhões
13- Espanha: 17,9 milhões
14- México: 12,5 milhões
15- Países Baixos: 11,8 milhões

China, Brasil e India enganam, pois embora o número absoluto seja alto, como proporção da população total dá um % bem baixo.

Em todo caso, já são 1,5 bi de usuários no mundo inteiro.   The Matrix vienes…

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Uma missão para o WWF

No NYT, the desappearing Republican Party.

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(clique para ampliar)

E o pior é que eu já estive lá.  🙂

“The future’s here already. It’s just unevenly distributed.”

_ William Gibson

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A trivialização da trivia

Céus:

Please No, Not a Blade Runner Sequel
Posted by CmdrTaco on Wednesday January 28, @09:24AM
from the don’t-ruin-perfect dept.

bowman9991 submitted a story that ought to make even the most stone hearted amongst you cry. He says

“Travis Wright, one of the writers behind Eagle Eye, has been working on a sequel to Ridley Scott’s Sci-Fi classic Blade Runner. Script proposals have explored the nature of the off-world colonies, what happens to the Tyrell Corporation in the wake of its founder’s death, and what would become of Rachel. Travis said he intends to write a script “with or without anyone’s blessings.” Director Ridley Scott appears interested in a sequel too. At Comic-Con in 2007 Ridley said, “If you have any scripts, you know where to send them.” It’s doubtful he’ll have time anytime soon though. He’s already stated his next two science fiction films will be an adaptation of Aldous Huxley’s Brave New Word with Leonardo DiCaprio and an adaptation of Joe Haldeman’s The Forever War.”

Bom, pelo menos é uma continuação e não um remake.  Talvez seja interessante ver uma nova história no mesmo universo ficcional.  Mas vai ser difícil manter o tom, para não falar em encontrar outro canastrão como Harrison Ford.

De qualquer forma, a matéria original mostra que já existem continuações “canônicas” da história (algo que eu não sabia):

The only definitive sequel to Blade Runner (officially approved by Philip K. Dick’s estate) is the novel written by Philip K Dick’s friend, K. W. Jeter, Blade Runner 2: The Edge of Human, a continuation of both Scott’s Blade Runner movie and Dick’s novel Do Androids Dream of Electric Sheep. The novel attempted to resolve the differences between the movie and the novel and was followed by Blade Runner 3: Replicant Night in 1996 andBlade Runner 4: Eye and Talon in 2000.”

A mesma matéria ainda diz que Ridley Scott afirmou o seguinte, no longínquo Ano da Graça de 1992:

I’d really like to do that, I think Blade Runner made some very interesting suggestions to the origins of Harrison Ford’s character, addressing the idea of immortality. I think it would be a very intelligent sequel.”

Imortalidade?  Será que eu perdi alguma coisa?

Via o Oni Presente, descobri que o Vilósofo acaba de ser limado ATÉ do JB. Quem quiser saber dos detalhes mais constrangedores (e são muitos), pode ler lá no Oni ou no original. O que importa é isso:

O preço do salame

Olavo de Carvalho

Aproximadamente um ano atrás, o Jornal do Brasil diminuiu arbitrariamente meu salário, de US$ 2.000,00 para US$ 400,00 por mês. O aviso veio como fato consumado, sem qualquer consulta prévia a esta desprezível criatura.

Cortes de salário e de espaço são na imprensa brasileira um meio usual de boicote, empregado quando o jornal ou revista quer se ver livre de um articulista sem assumir a responsabilidade de demiti-lo. É um estilo especialmente jornalístico de operação-salame. O sujeito vai sendo encurtado fatia por fatia, até que, quando o salame já está um toquinho de nada, a diretoria lhe informa que sua coluna será “ampliada” (sic), isto é, dividida e reduzida.”

Na prática, o que acontece depois é que o Vilósofo descreve o processo pelo qual foi se desentendendo com a direção do JB, basicamente, por ter enviado para a publicação um texto onde reclamava de sua demissão…d´O Globo.  Sim, eu sei, o texto está travestido de uma crítica geral ao esquerdismo patente da imprensa etc.  Mas no fim das contas ele está reclamando de ter sido demitido do jornal dos Marinho _ uma conduta que obviamente não pareceu adequada ao seu novo empregador.  Resultado final da disputa:  Olavón recebeu este bilhete azul (calcinha, mas ainda assim azul) do editor de opinião do JB (no texto original Olavón comete a indiscrição, er, “involuntária”, talvez, de publicar o celular do infeliz, que agora deve estar sendo alvo da ira da claque olavete):

Prezado Olavo,
Comunico-lhe que, a partir da próxima semana, a editoria de Opinião do Jornal do Brasil será ampliada, com a chegada de mais articulistas. Portanto, todos os nossos colaboradores passarão a escrever apenas um artigo por mês. Ainda hoje, ou no início da próxima semana, lhe envio a data exata de publicação de seu artigo para fevereiro.

Peço-lhe que, por favor, confirme o recebimento desta mensagem.
Um grande abraço
,”

E o mais patético:

Respondi a ele o seguinte:

Prezado Paulo Márcio,

Por favor, comunique à diretoria do JB que terei o máximo prazer em escrever um artigo mensal para o jornal. O preço de cada artigo será dois mil e quatrocentos dólares.

Atenciosamente,
Olavo de Carvalho

Até agora não veio resposta. Será que acharam dois mil e quatrocentos dólares um preço caro demais para uma fatia de salame?

É claro que o Olavão entendeu que foi destinatário de uma singela sugestão para que se demitisse.  Só não teve a hombridade de aceitá-la…

ingrid

(clique para ampliar)

Foto enviada por um amigo, que maldosamente comentou o seguinte:

“o spa das Farc é bom mesmo!”

Cabra safado!  🙂

(*) apud Pedro Dória

A Apple é realmente uma gracinha:

US Patent 7,479,949 is awarded to “(Steve) Jobs et al” for a method of “detecting one or more finger contacts with the touch screen display” to command computing devices.
A multi-page patent available online at the US Patent and Trade Office on Monday
details iPhone or iPod Touch commands such as finger or thumb swiping, twisting, or spreading to flip pages, rotate views, or enlarge images.
The patent was issued last week, a day before Apple on January 21 announced record-high quarterly profits.
Word of the patent provides ominous context for a warning made by Apple chief operating officer Tim Cook during a conference call that followed release the California firm’s earnings report.
Cook said he believes iPhones are “years ahead of the competition” and that they are vigilantly watching to make certain rivals don’t usurp Apple’s intellectual property.
“We think competition is good,” Cook said. “We are ready to suit up and go against anyone. However, we will not stand for having our IP ripped off and will use whatever weapons at our disposal.”
While not mentioning a specific competitor, Cook made his comment in reply to a question related to a new Palm Pre touch-screen mobile telephone unveiled at the Consumer Electronics Show this month to stellar reviews
.” [grifo meu]

***

Entendi bem ou a Apple pretende patentear gestos??

Veja por exemplo o texto da reivindicação número 7 da patente:

7. The computing device of claim 1, wherein, in one heuristic of the one or more heuristics, a contact comprising a simultaneous two-thumb twisting gesture corresponds to a 90.degree. screen rotation command. ” [grifo meu]

Assim vai ficar difícil competir…pobre Palm.

Where have all the Libertarians gone?
— by Horatio Algeranon
(with some help from Pete Seeger,
undoubtedly smiling from above)

Where have all the Libertarians gone?
Long time passing.
Where have all the Free-Marketeers gone?
Long time ago.
Where have all the Ayn Randers gone?
Gone with Greenspan every one.
When will they ever learn?
When will they ever learn? (that 2 + 2 = 4)

Daqui.

Deu no Estadão:

Aquecimento global pode ser irreversível, diz estudo
Segundo pesquisadores nos EUA, temperaturas podem se manter altas por até mil anos.

De Los Angeles para a BBC News – Uma equipe de cientistas especializados em meio ambiente nos Estados Unidos fez um alerta de que muitos dos efeitos das mudanças climáticas podem ser irreversíveis.

Em artigo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, os cientistas afirmam que as temperaturas na Terra podem se manter altas por até mil anos, mesmo se as emissões de gás carbônico (CO2) fossem eliminadas hoje.

Segundo os pesquisadores, se o nível de CO2 na atmosfera continuar a subir, vai chover menos em áreas que já são secas no sul da Europa, na América do Norte e em partes da Ásia e da Austrália.

Eles também afirmam que, atualmente, os oceanos estão desacelerando o aquecimento global ao absorver calor, mas que em algum momento vão liberar este calor de volta à atmosfera.

(…)

Os cientistas envolvidos na nova pesquisa dizem que políticos precisam agir imediatamente para contrabalançar os danos já provocados ao meio ambiente.

***

É claro que o pessoal que defende que não se faça nada vai dizer: bom, se é inevitável, então para quê fazer alguma coisa?

O que é um argumento idiota porque, se não fizermos nada, ao invés de mil anos de aquecimento podemos ter dez mil anos, e/ou tornar o planeta irremediavelmente hostil à presença humana a médio/longo prazo.

Entretanto, é possível antecipar que em breve os antigos céticos do aquecimento global se converterão rapidamente, apenas para bater o bumb o da Geoengenharia, a qual seria capaz, eventualmente, de mitigar os efeitos já “contratados” pela via da geoengenharia.  No Intersections , do Science Bloggers:

The Turn Towards Geoengineering

Eric Berger blogs that leading climate researchers are increasingly turning towards the idea that there’s going to have to be some sort of backup plan, in case our societies don’t (or can’t) dramatically cut emissions. This is basically what I said in my Wired feature last year: Geoengineering is starting to win over serious climate scientists because 1) political inaction keeps making the problem worse; 2) new scientific findings keep suggesting that the problem is worse anyway; 3) one geoengineering solution, stratospheric sulfate infusion, is definitely going to work and can be done right away.

The only thing that can change this dynamic will be if Obama and the Democratic Congress take really strong action to curb global warming, and soon. However, there are already signs they’re beginning to balk at the massiveness of the problem….and it’s also possible that we might cap emissions but still need to geoengineer if # 2 above continues to shock and worry climate scientists, and global warming worsens still faster than expected.

So, yeah: Geoengineering has a very good chance of being in our future. What will be interesting is to see how and when this fact makes its way into mainstream political discourse.”

Vários comentaristas deste post apontaram, sabiamente, para o fato de que ninguém sabe direito quais são os  efeitos colaterais de tal remédio.  Como diz o pessoal do Real Climate, comentando o estudo de Robock e outros:

Robock et al used a coupled GCM with interactive aerosols to see what would happen if they injected huge amounts of SO2 (the precursor of sulphate aerosols) into the tropical or Arctic stratosphere. This is the most talked about (and most feasible) geoengineering idea, based on the cooling impacts of large tropical volcanic eruptions (like Mt. Pinatubo in 1991). Bottom line? This is no panacea.

Por vários motivos, entre os quais um proeminente: a adição de enxofre à atmosfera pode inibir chuvas nas regiões equatoriais (entre outros efeitos, como aumentar as chuvas ácidas nos lugares onde chover).  Diz o Real Climate:

Notably, how does anyone balance temperature changes that effect ice sheets versus the failure of the Indian Monsoon? The Amazon drying up versus the North Atlantic overturning circulation? It would make the current international climate negotiators seem rather like medieval theologians.”

E para arrematar:

Recently I heard geo-engineering likened to climate change methadone – an emergency treatment to substitute one addiction (carbon emissions) with another. This seems rather apt, and like the analogous situation with heroin, methadone isn’t going to be a cure.”

Deu no Valor:

Brasil impõe licença prévia para 60% das importações

Excerto:

Representantes do setor privado ficaram espantados com a abrangência da medida e acreditam que ela reflete um “desespero” do governo com o comércio exterior

Pode ser.  Mas pra mim, um caso patente de desespero conduzindo à heterodoxia mesmo é isso aqui.

E quanto àquele projeto, enquanto a oposição se mobiliza, o arquiteto justifica.

Ainda na Reuters:

Obama works to reverse Bush climate moves: official

WASHINGTON (Reuters) – U.S. President Barack Obama will direct the Environmental Protection Agency on Monday to reconsider a decision made by the Bush administration that denied California the right to set limits on greenhouse gas emissions from vehicles, a White House official said.

Obama will also direct the U.S. Department of Transportation to finalize a 2011 fuel efficiency standard for cars by March, the official said late on Sunday.”

Pela Reuters:

LOS ANGELES (Reuters) – Microsoft Corp (MSFT.O) CEO Steve Ballmer said the U.S. economy likely will not bottom out until about a year from now, and it will return to a slow growth-track only after a few years, according to people who attended a meeting with Ballmer and other executives on Friday.

(…)

Asked about his assumptions for the economy, Ballmer said, “We may find a bottom in a year,” according to a Microsoft employee who attended the meeting.

“I’m thinking the bottom is deep, but less deep than the 1929 bottom, for example,” Ballmer was quoted as saying by the employee, who spoke on condition of anonymity because the meeting was not open to media.

“The economy goes down and stays down, then you start to get slow growth again in a few years,” Ballmer said.”

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No Guardian, uma matéria interessante sobre o que é ser ruivo, a partir de uma exposição em uma galeria londrina.  Trechos:

What emerges is a fascinating portrait of gingerdom. They talk about their resentments, defensiveness, the stereotype of a fiery character (of course, it’s not genetic, most say, it’s because of what we’ve been through), their weariness, their suspicions of fellow gingers (“Would we produce weird looking kids?”), the difference between ginger men and women (the consensus is that it is easier to be a ginger woman), the prominence of gingers among Celts (Scotland has the world’s highest percentage, at 13, followed by Ireland with 10), the tensions between fighting and embracing gingerness, analysis of the word itself, and ultimately the sense of solidarity this genetic minority share.

A matéria também diz que existem menos de 2% de ruivos no mundo, e que eles parecem estar em extinção.  Fiquei curioso sobre as origens da ruivice, e encontrei isto:

There is a widespread curiosity about red hair, and we are often asked questions about colouration – only some of which we have answers to. When were the first red heads? (Red-haired variants of the MC1R gene probably arose about 20-40 000 years ago.) What is the genetic relationship between bright red, strawberry blonde and auburn hair? (Not entirely clear as yet.) And is the red hair gene a ‘Celtic gene’ – as is widely supposed? (Not really, but it is safe to say that – a few rare exceptions aside – all red heads are MC1R variants that derive from European populations; the prevalence of these alleles is highest in Celtic countries.)

E o que é o MC1R?

There are two sorts of pigment in skin or hair: eumelanin, which is brown or black, and phaeomelanin, which is red or yellow. Mice with yellow hair had long been of interest to mouse geneticists and in the early 1990s Roger Cone in Oregon cloned the gene underpinning this characteristic: the melanocortin 1 receptor (MC1R). In his original paper Cone presciently suggested that this gene might be important for human pigmentation.

OK, é assim que funciona:

Seizing on this observation, my laboratory and those of colleagues Tony Thody and Ian Jackson showed that people with red hair do indeed have variants of this gene. Most red-heads carry two changes, one on the chromosome from their mother and one on the chromosome from their father. We went on to show that people who carry only one different allele tend to burn easily in the sun (even though they didn’t have red hair), and are more likely to have a large number of freckles.

The MC1R gene encodes a receptor that is expressed on melanocytes (pigment cells in the skin) and responds to a hormone that stimulates the production of the dark pigment eumelanin. So this makes perfect sense: if you have a variant in the MC1R gene that inactivates the receptor, eumelanin will not be made, phaeomelanin will accumulate in the pigment cells, and you will have red hair and fair skin.”

E aqui, a evidência de que havia Neandertais ruivos.  E de que os irlandeses podem ser Neandertais.  🙂

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No Ritholtz.

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Clusterstock põe uma pedra no sapato de Obama:

Bolivia: The Saudi Arabia Of Lithium

Maybe we can cure our “addiction” to oil with electric cars, but replacing it with an addiction to lithium-ion batteries presents a similar problem.

More than half the world’s supply of lithium–73 million tons–is in Bolivia, a nation run by populist Evo Morales. In anticipation of a growing need of lithium, many automakers reached out to the Morales government, hoping to invest in the country early, in order to secure cheap access to lithium for batterries. The Morales government turned them away.

Bolivia wants to be the nation that turns the raw lithium into batteries. It doesn’t want to simply sell off its natural resource and miss out on a profitable opportunity. So how will this imperil the electric car industry?

Time: The core question is whether Bolivia’s lithi-leverage will eventually drive up the price of those batteries, which can already add about $10,000 to the cost of a car. Experts say that as production of the lithium-ion packs increases, they’re actually getting closer in price to cheaper but less effective nickel-based batteries. Still, a big factor will be whether the demand for them rises as much as anticipated. “It is difficult to predict just how many electric vehicles we will see in the market,” says Jennifer Moore, a spokeswoman for Ford, which hopes to have its family of BEVs (battery electric vehicles) on the North American market by 2012. “Much depends on the speed at which battery technology progresses, but equally important, cost considerations related to lithium-ion batteries.”

Acquiring lithium from Bolivia further illustrates that energy independence is a hackneyed political idea. We’ll need to engage in trade, even with nations that might not like us, in order to create viable alternative energy technologies. And there’s nothing really wrong with that.

***

Quem imaginaria que a sede da Frota Estelar era em La Paz…

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E lá no post do Pedro Dória sobre o Tio Rei, a comentarista Dida _ que aparentemente nunca comentou por aqui _ após um longo exórdio, termina por citar este humilde blogueiro, en passant:

Tudo isso, para dizer que apreciei deveras o “vermelho e azul” (linguagem reinaldiana…)que você pôs em seu texto, rebatendo de maneira elegante os equívocos factuais e interpretativos nos quais o RA escorrega, sem o deboche raso do Hermenauta, e dando-lhe razão quando você assim considera correta (sic).” [grifo meu]

Eu sempre pensei que fazia deboche profundo.  Bem, de volta à prancheta de desenho… 🙂

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Em extinção

Além da Microsoft, outros brands ainda mais tradicionais estão sofrendo, e não apenas por causa da crise mas por mudanças estruturais no ambiente de negócios:

Playboy Starts To Realize There’s No Future In Charging Money To See Naked Girls (PLA)

Yesterday Playboy (PLA) CEO Christie Hefner revealed in SEC filings her company will be getting out of its DVD business (may be nsfw, depending on how groovy your IT guys are), shedding about 80 jobs and saving about $12 million a year. Looks like Hefner is starting to acknowledge the obvious: People will not pay $20 for a DVD of “Naked Happy Girls” to be mailed to them, not when they have access to the bottomless well of free pornography that is the Internet.

O Pedro Sette Câmara até que andou escrevendo uns posts bem razoáveis.

De repente, porém, me deparo com isto aqui: “O Ateu Com Dúvidas“. Diz o Câmara:

Nestes dias tenho lembrado de uma conversa que tive em julho. Um sujeito ateu, que eu tinha acabado de conhecer, perguntou-me se eu tinha dúvidas sobre a minha fé católica e respondi que sim. Para dizer ao leitor coisas que eu nem disse a ele, às vezes penso que ficaria muito feliz se Jesus Cristo descesse do céu e me respondesse algumas perguntas. Não que eu acredite que Jesus Cristo me deva isso sob algum aspecto. Só estou dizendo que não atrapalharia em nada, muito pelo contrário.

E conclui:

(…)revivendo aquela conversa percebi que, ao confessar-me um católico com dúvidas, apenas ganhei diante de meu interlocutor o status de não-freak, como se ele pensasse assim: “Ele é católico mas é limpinho.” Não passei a ser, diante dele, normal “como todo mundo”, mas alguém que é normal apesar de católico.

O detalhe, obviamente, é que se a “normalidade” é definida pela freqüência de um estado de dúvida (e não foi Freud quem disse que o normal era ser ao menos um pouco neurótico?), o ateu também deveria conhecer esse estado, e questionar seu próprio ateísmo. Não é só o religioso que “deveria” perguntar “e se…?”, mas também o ateu. “E se existir Deus e eu me ferrar?” Até porque existe um número assustador de pessoas inteligentes que acreditam e acreditaram em Deus e negar sua existência é equivalente a achar-se mais brilhante do que elas.

Portanto, a conseqüência de um ateu achar que um religioso sem dúvidas é anormal é que, no mínimo, anormal é ele, ateu. Também. No máximo, para manter a terminologia freudiana, é um psicótico narcisista.

E da próxima vez, já sei: vou perguntar ao ateu se ele também tem dúvidas.

***

A questão, Pedro, é que um ateu tem dúvidas. Muito mais dúvidas que um católico, por exemplo.  Veja seu caso: suas dúvidas seriam sanadas se o próprio Jesus Cristo descesse do céu e respondesse umas perguntas.

Já um ateu, para sanar suas dúvidas, precisaria formar uma fila onde estariam não só o referido JC, como Maomé, Jeová, Buda, a trindade indiana, todos os orixás, o espírito de Alan Kardec e mais alguns milhares de deuses, todos eles confiantes na própria religião, alguns até acreditando-se únicos.  Ia ser uma confusão dos diabos.  Aliás, também seria bom ter uma conversa rápida com este último.

O ateísmo é uma eterna dúvida, creia-me.  Ou não…

Para não dizerem que não falei de flores, um post interessante do Not Tupy.

Entre todas as pessoas, quem aparece com uma solução para o conflito árabe/israelense semelhante à que advogo é…Muammar Khadafi. No NYT:

A two-state solution will create an unacceptable security threat to Israel. An armed Arab state, presumably in the West Bank, would give Israel less than 10 miles of strategic depth at its narrowest point. Further, a Palestinian state in the West Bank and the Gaza Strip would do little to resolve the problem of refugees. Any situation that keeps the majority of Palestinians in refugee camps and does not offer a solution within the historical borders of Israel/Palestine is not a solution at all.

For the same reasons, the older idea of partition of the West Bank into Jewish and Arab areas, with buffer zones between them, won’t work. The Palestinian-held areas could not accommodate all of the refugees, and buffer zones symbolize exclusion and breed tension. Israelis and Palestinians have also become increasingly intertwined, economically and politically.

In absolute terms, the two movements must remain in perpetual war or a compromise must be reached. The compromise is one state for all, an “Isratine” that would allow the people in each party to feel that they live in all of the disputed land and they are not deprived of any one part of it.

Aliás, o D-squared outro dia fez umas observações bastante pertinentes sobre as soluções possíveis (e impossíveis) para o conflito na região.

Sim, a Microsoft pode estar demitindo funcionários devido às “condições de mercado” derivadas da crise (embora ela tenha crescido no último balancete, na verdade, ainda que menos do que o esperado) _ em especial devido à queda da venda de novos computadores no mercado corporativo. Mas sem dúvida, como nos informa o Slashdot, uma parte dos problemas advém de sua política comercial:

Microsoft yesterday unveiled its MSN Mobile Music service — and a surprise return to digital rights management (DRM). While companies such as Apple and Amazon have finally moved to music download services free of copy protection, MSN Mobile locks tracks to the mobile handset they are downloaded to. It also charges more than the other services per track, and offers no way to transfer your tracks to your new phone when you upgrade. The company’s Head of Mobile UK spoke to PC Pro about the launch, but his answers are almost as baffling as the service itself. Best quote: Q: “If I buy these songs on your service — and they’re locked to my phone — what happens when I upgrade my phone in six months’ time?” A: “Well, I think you know the answer to that.”

Deu no NYT:

Microsoft Plans to Lay Off 5,000 Workers
Microsoft stunned its investors on Thursday, announcing the first broad layoffs in its history and offering a pessimistic forecast for the second half of its fiscal year.

Rather than issuing its second-quarter results in the customary fashion after the market closed, Microsoft rushed out the news Thursday morning that it will lay off up to 5,000 of its 94,000 employees over the next 18 months, including 1,400 people Thursday. The layoffs span across research, sales, finance and technology roles, the company said.

Este trecho do memo de Steve Ballmer para os microserfs é mais explícito:

As part of the process of adjustments, we will eliminate up to 5,000 positions in R&D, marketing, sales, finance, LCA, HR, and IT over the next 18 months, of which 1,400 will occur today. We’ll also open new positions to support key investment areas during this same period of time. Our net headcount in these functions will decline by 2,000 to 3,000 over the next 18 months. In addition, our workforce in support, consulting, operations, billing, manufacturing, and data center operations will continue to change in direct response to customer needs.”

Vamos ver agora como se comportam aquelas pessoas para as quais a crise e o desemprego são coisas normais, detalhes a serem sacrificados no altar do livre-mercado.

Levando em conta que este blog recém fez um ano de vida, coloco aqui os posts mais populares, em ordem decrescente de hits:

Leila Lopes e o pornô
De Guaianases para o mundo
Pior que o aquecimento global…
Quem disse que beleza não põe mesa?
A spectre is haunting the G-20
E ainda tem as louras
Um mar de plástico
Sexo Anal!
Teoria da Conspiracão
Breaking news

Como se vê, as grandes questões existenciais dominam os primeiros lugares. 🙂

Tio Rei manifestou-se lá na caixa de comentários do seu post sobre a Piauí, a apedouta:

Perguntam-me se é verdade que a Piauí tentou me indispor com a Editora Abril ao tomar o meu blog como o site da revista — afinal, quem chama Lula de “Apedeuta” sou eu, não o site da VEJA, à diferença do que se informa lá. Algum propósito deve haver. Qual? Sei lá. Não cabe a mim explicar, mas a quem publicou a distorção.

Bom, vai ver o Conti teve a mesma curiosidade que eu, a de ver quantas vezes a palavra “apedeuta” aparece no blog do Reinaldão e quantas vezes aparece no site da Veja como um todo.

Dá uma diferença de 30 hits. Isto é, mais alguém andou usando a palavra “apedeuta” no site da Veja. Fiz uma pesquisinha usando um argumento de busca diferente, tirando a palavra “Reinaldo”. Obtive 3 resultados: uma página onde aparece uma chamada para um post do Tio Rei, comentários de leitores em outro dos blogs da Veja e uma crônica do Diogo Mainardi onde ele diz que um general chamou Lula de apedeuta. Imagino que as outras 27 ocorrências sejam casos semelhantes.

Tudo isso significa que de fato Tio Rei é o grande responsável pelo uso da palavra “apedeuta” para designar o Presidente. Mas não vejo muita lógica na idéia de que Conti fez isso para indispor a Abril contra Reinaldo; é mais provável que Tio Rei queira se passar por vítima (mais uma vez). Afinal, é muito difícil que a direção da Veja desconheça o teor dos posts do seu blogueiro-mor…

Como eu queria me divertir um pouco, fui dar uma olhada no site do Vilósofo.  Encontrei um curioso texto intitulado “Porque Sou Insuportável“.  No meio de uma diatribe sobre como a direita não percebe que perdeu a hegemonia para a esquerda, esse trecho interessantíssimo:

Se querem saber, portanto, a que distância estamos desse advento [a hegemonia final da esquerda, Nt. H], não perguntem se as empresas capitalistas estão prosperando. Perguntem quantos partidos políticos, jornais e canais de TV são abertamente anticomunistas. Quantos discursam habitualmente contra o martírio pérpétuo de prisioneiros políticos na China, na Coréia do Norte ou em Cuba em vez de fazê-lo contra as meras incomodidades que os tagarelas da esquerda alardeiam como “tortura” em Guantanamo? Quantos defendem a instituição da família e a moral tradicional? Quantos denunciam a perseguição anticristã e antijudaica? Quantos protestam contra a doutrinação comunista nas escolas? Quantos se recusam a colaborar com a demagogia gayzista e abortista ou com a eterna promoção de semi-intelectuais de esquerda à condição de representantes máximos da alta cultura? Quantos, ao menos, recusam adaptar-se ao vocabulário “politicamente correto”?

Resposta: nenhum. No Brasil, nenhum. Em todos esses setores, a fase da conquista da hegemonia, tal como descrita por Antonio Gramsci, já passou. O que se observa aí é o domínio total e absoluto, o controle draconiano da formação de opiniões, a ditadura mental onipotente e incontestada.

Enquanto isso, é preciso dar à massa idiota a ilusão de que a liberdade ainda existe. Isso se obtém por dois meios:

1) Reservam-se, na mídia e nos partidos, dois ou três lugares para os discordes e resistentes, de modo que seu mero contraste com a maioria satisfeita lhes dê ares de excêntricos amalucados, fazendo deles, mais que a exceção a confirmar a regra, um instrumento de legitimação inversa do estado de coisas. A estratégia gramsciana previa isso, dando a essas raridades o nome de “aberrações” e agradecendo sua ajuda involuntária à imposição dos novos padrões de normalidade. A única saída decente, para os que foram colocados nesse papel, é denunciar insistentemente a própria situação que lhes foi imposta, até que se tornem ainda mais aberrantes do que convém aos autores da manobra. O preço disso, é claro, é a discriminação aberta, o boicote ostensivo.

2) Abre-se oportunidade para um número um pouco maior de falsos conservadores, incumbidos de ocupar o espaço com argumentos em favor do livre mercado, perfeitamente inofensivos na atual fase da estratégia comunista, e com generalidades insossas sobre democracia, constitucionalismo, ordem jurídica, etc., sem tocar jamais nas questões substantivas que mencionei acima.

Infelizmente, entre jovens que assistiram a meus cursos e conferências, sem se tornar por isso meus estudantes genuínos, abundam os que se dispõem a exercer esse papel abjeto, satisfeitos de ver-se bem recebidos onde fui rejeitado, e acreditando-se por isso uma “alternativa superior”, mais moderninha, serena e equilibrada, ao cada vez mais insuportável Olavo de Carvalho.” [grifo meu]

Diante de tudo isso, pergunta-se: qual foi o ex-aluno do Olavão que pegou o empreguinho em que o Çábio da Virgínia estava de olho??

ps: e será que o Reinaldo Azevedo vestiu a carapuça de “excêntrico amalucado“??

No site da Casa Branca já aparecem as mudanças, principalmente no setor “Agenda”…alguns highlights [grifos meus (em azul)]:

Direitos Civis:

Support for the LGBT Community

  • Support Full Civil Unions and Federal Rights for LGBT Couples: President Obama supports full civil unions that give same-sex couples legal rights and privileges equal to those of married couples. Obama also believes we need to repeal the Defense of Marriage Act and enact legislation that would ensure that the 1,100+ federal legal rights and benefits currently provided on the basis of marital status are extended to same-sex couples in civil unions and other legally-recognized unions. These rights and benefits include the right to assist a loved one in times of emergency, the right to equal health insurance and other employment benefits, and property rights.
  • Repeal Don’t Ask-Don’t Tell: President Obama agrees with former Chairman of the Joint Chiefs of Staff John Shalikashvili and other military experts that we need to repeal the “don’t ask, don’t tell” policy. The key test for military service should be patriotism, a sense of duty, and a willingness to serve. Discrimination should be prohibited. The U.S. government has spent millions of dollars replacing troops kicked out of the military because of their sexual orientation. Additionally, more than 300 language experts have been fired under this policy, including more than 50 who are fluent in Arabic. The President will work with military leaders to repeal the current policy and ensure it helps accomplish our national defense goals.
  • Expand Adoption Rights: President Obama believes that we must ensure adoption rights for all couples and individuals, regardless of their sexual orientation. He thinks that a child will benefit from a healthy and loving home, whether the parents are gay or not.
  • Promote AIDS Prevention: In the first year of his presidency, President Obama will develop and begin to implement a comprehensive national HIV/AIDS strategy that includes all federal agencies. The strategy will be designed to reduce HIV infections, increase access to care and reduce HIV-related health disparities. The President will support common sense approaches including age-appropriate sex education that includes information about contraception, combating infection within our prison population through education and contraception, and distributing contraceptives through our public health system. The President also supports lifting the federal ban on needle exchange, which could dramatically reduce rates of infection among drug users. President Obama has also been willing to confront the stigma — too often tied to homophobia — that continues to surround HIV/AIDS.

Ciência e Tecnologia:

Employ Science, Technology and Innovation to Solve Our Nation’s Most Pressing Problems

21st-century technology and telecommunications have flattened communications and labor markets and have contributed to a period of unprecedented innovation, making us more productive, connected global citizens. By maximizing the power of technology, we can strengthen the quality and affordability of our health care, advance climate-friendly energy development and deployment, improve education throughout the country, and ensure that America remains the world’s leader in technology. Barack Obama and Joe Biden will:

  • Advance Stem Cell Research: Support increased stem cell research. Allow greater federal government funding on a wider array of stem cell lines.

Energia e Meio Ambiente:

Energy Plan Overview

    Reduce our Greenhouse Gas Emissions 80 Percent by 2050

    • Implement an economy-wide cap-and-trade program to reduce greenhouse gas emissions 80 percent by 2050.
    • Make the U.S. a Leader on Climate Change.

    Todos os meus leitores sabem que uma das minhas diversões prediletas é desmontar Reinaldo Azevedo.   Mas devo dizer que este post do Pedro Doria me deixou com inveja (hat tip: Luiz e espectral) _ é um post que eu gostaria de ter escrito. Irretocável.

    Ele apresenta muitos dos argumentos que eu já enumerei aqui infinitas vezes, e mais uma cambada de outros _ e tudo isso com muito estilo.  Recomendo irem ler.

    Mas gostaria de adicionar um detalhe, que entra nesta discussão sobre a diferença entre Bush e Clinton no que se refere ao tratamento dado a Saddam Hussein e ao Iraque, e a opinião de Reinaldo Azevedo de que Bush estava certo em ver no Iraque o grande rival:

    Bill Clinton e George W. Bush não tinham de forma alguma a mesma política para o Oriente Médio ou a Ásia Central. A observação é factualmente incorreta. A crítica inicial, aliás, era justamente essa. Durante o governo Bill Clinton, Osama bin-Laden era o inimigo Número 1 dos EUA. Bush fazia graça da idéia de que um homem no deserto dentro de uma barraca poderia servir de qualquer ameaça. Seu inimigo Número 1 era Saddam Hussein.

    São, conceitualmente, doutrinas muito diferentes. Clinton via como ameaça à segurança nacional os representantes do radicalismo islâmico. Bush via como ameaça um ditador cruel, porém laico, que demonstrou no passado a aptidão por invadir países ricos em petróleo.”

    Há alguns anos transpirou uma outra motivação para a obsessão de Bush com Saddam: a existência de informes da CIA segundo os quais a inteligência iraquiana tinha planos para assassinar George H. W. Bush quando este visitou o Kwait algum tempo após a primeira guerra do Golfo:

    During a campaign speech in September 2002, Bush cited a number of reasons — in addition to alleged terrorist links and weapons of mass destruction (WMD) about why Saddam was so dangerous to the U.S., noting, in particular that, ”After all, this is the guy who tired to kill my dad.”

    He was referring, of course, to an alleged plot by Iraqi intelligence to assassinate Bush’s father, former president George H.W. Bush, during his triumphal visit to Kuwait in April, 1993, 25 months after U.S.-led forces chased Iraqi troops out of Kuwait in the first Gulf War and three months after Bush Sr. surrendered the White House to Bill Clinton.

    Although he did not name his father, Bush Jr. also cited the assassination attempt in his September 2002 address at the United Nations General Assembly where he called on the U.N. Security Council to approve a tough resolution demanding that Saddam fully give up his (non-existent) WMD weapons and programs

    While the alleged plot was never cited officially as a cause for going to war, some pundits — including Maureen Dowd of the ‘New York Times’– have speculated that revenge or some oedipal desire to show up his father may indeed have been one of the factors that drove him to Baghdad — as the sign of one demonstrator suggested in a big anti-war march here just before the war: ”I love my dad, too, but come on!

    The circumstances of the alleged plot, which ended in a trial and conviction of 11 Iraqis and three Kuwaitis, have always evoked skepticism, although Clinton himself was apparently sufficiently convinced after receiving reports from the Federal Bureau of Investigation (FBI) and Central Intelligence Agency (CIA) to order a missile strike on the Iraqi intelligence headquarters in Baghdad that killed six civilians in June, 1993.

    Parece meio incrível que uma das razões para a invasão do Iraque por Bush tenha sido vingança familiar, não é?  Mas pode bem ter sido _ ainda que definitivamente menor perto das outras (petróleo, contratos para a Halliburton, etc.).  Eis trechos da declaração oficial de Bush quando da execução de Saddam:

    Today, Saddam Hussein was executed after receiving a fair trial — the kind of justice he denied the victims of his brutal regime.

    “Fair trials were unimaginable under Saddam Hussein’s tyrannical rule. It is a testament to the Iraqi people’s resolve to move forward after decades of oppression that, despite his terrible crimes against his own people, Saddam Hussein received a fair trial. This would not have been possible without the Iraqi people’s determination to create a society governed by the rule of law.

    (…)

    “Saddam Hussein’s execution comes at the end of a difficult year for the Iraqi people and for our troops. Bringing Saddam Hussein to justice will not end the violence in Iraq, but it is an important milestone on Iraq’s course to becoming a democracy that can govern, sustain, and defend itself, and be an ally in the War on Terror.

    Porque bocejamos quando vemos algum bocejando?

    Psicologistas evolucionários acham que se trata de uma característica coletiva de grupos humanos que surgiu para coordenar as horas de sono.  De fato, se um grupo dorme mas um indivíduo fica acordado fazendo barulho, a probabilidade de que o barulhento atraia um predador para o grupo é maior.

    Agora, um estudo mostra que labradores (e outros cães) têm maior probabilidade de bocejar quando vêem um humano bocejando.  À primeira vista parece uma contraprova da tese evo-psi, pois como explicar esta transferência de características entre várias espécies?

    Na verdade acho que a tese evo-psi se sustenta, já que os cães estão com os humanos há muito tempo e, se querem participar da festa, tiveram que se adaptar.  Em outras palavras, cães pré-históricos que faziam barulho quando o grupo ia dormir foram parar na panela.

    Deu no Estadão:

    Erro em texto obriga Obama a prestar juramento pela 2ª vez
    Uma palavra estava fora da sequência correta quando ele foi empossado na terça-feira

    WASHINGTON – O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, precisou prestar juramento como presidente do país pela segunda vez na quarta-feira, 21, na Casa Branca. Uma palavra estava fora da sequência correta quando ele foi empossado na terça-feira e por isso foi feito novamente.

    O chefe de Justiça John Roberts ministrou o juramento ao presidente em frente a jornalistas.

    A Casa Branca informou em um comunicado que o juramento foi feito pela segunda vez por “excesso de zelo”.”

    ***

    O gozado é que o erro no juramento foi bastante comentado por aí. Na Clusterstock, o editor fez bazófia dizendo que Obama já começou errando no inglês, no que foi lembrado pelos seus leitores que o erro foi do juiz Roberts.  No Crooked Timber, Kieran Healy explicou o ocorrido, enquanto os leitores fizeram graça sobre a probabilidade de que os republicanos começassem a dizer que Obama não era ainda presidente por ter errado o juramento.

    Pelo visto a Casa Branca levou esta possibilidade bem a sério…

    whitehouse

    (clique para ampliar)

    O blog da Casa Branca:

    http://www.whitehouse.gov/blog/

    Saiu uma lista das 10 mulheres mais desejáveis em 2009:

    1 – Eva Mendes 
    2 – Megan Fox 
    3 – Marisa Miller 
    4 – Keeley Hazell 
    5 – Anne Hathaway 
    6 – Alessandra Ambrósio 
    7 – Scarlett Johansson 
    8 – Rihanna 
    9 – Kristen Bell 
    10- Kate Beckinsale

    Fez-se justiça a Eva Mendes, creio eu.  Que anda dando um azar desgraçado no cinema, aliás.

    Bom, na última Piauí o Mário Sergio Conti entrevistou Lula sobre a…imprensa.

    Uma das coisas que o Conti fez foi perguntar ao presidente o que achava de alguns jornalistas.  Eis as perguntas e as respostas:

    Pedi ao presidente que desse sua opinião sobre alguns jornalistas brasileiros. A cada nome, ele disse umas poucas frases.

    Elio Gaspari, colunista da Folha e de O Globo: “Tenho um profundo respeito pelo Elio Gaspari. É um dos grandes jornalistas brasileiros, independente de eu concordar ou não com ele.”

    Merval Pereira, colunista de O Globo e da GloboNews: “Acho o Merval, às vezes, um jornalista com um pensamento só: o pensamento contra o governo.”

    Clóvis Rossi, repórter e colunista da Folha: “Sou muito amigo do Clóvis Rossi.”

    Ali Kamel, editor-executivo da Central Globo de Jornalismo e colunista de O Globo: “O Ali já fez artigos me defendendo do preconceito. Mas tenho profundo ressentimento da cobertura da Globo na campanha de 2006. Não expresso esse ressentimento no meu comportamento, nas minhas atitudes, na minha relação com a imprensa e muito menos com a Globo. É uma coisa que está comigo.”

    (Na véspera do primeiro turno, o Jornal Nacional exibiu imagens de montes de dinheiro apreendidos pela Polícia Federal, com petistas que tentavam comprar um dossiê falso contra José Serra, candidato do PSDB ao governo de São Paulo*. No governo e no PT, atribuiu-se a necessidade do segundo turno a essa reportagem.)

    Janio de Freitas, colunista da Folha: “Sou um admirador do Janio de Freitas mesmo quando ele fala mal do governo.”

    Diogo Mainardi, colunista de Veja e do programa Manhattan Connection, da GNT: “Confesso que não leio.”

    Luis Nassif, blogueiro: “Gosto muito do Nassif, é um dos grandes analistas econômicos do país.”

    Paulo Henrique Amorim, apresentador do Domingo Espetacular, da Rede Record, e blogueiro: “Sempre tive admiração pelo Paulo Henrique Amorim, desde o tempo em que ele era analista da Globo. Acho que, quando foi trabalhar na Bandeirantes, enveredou por um caminho errado, assessorado por um jornalista que não trabalha mais com ele, que cometeu erros crônicos. Mesmo quando ele critica, você percebe que tem fundamento. Isso é o importante: não quero que as pessoas falem bem de mim. Tenho 63 anos e nunca um jornalista ouviu da minha boca um pedido para que fizesse uma matéria favorável. Gostaria que ele noticiasse apenas o fato como ele é. E depois, se quiser fazer análise pessoal, que faça. Mas sou defensor de que o fato seja a razão de ser da imprensa.”

    Na hora das despedidas, chegou Marco Aurélio Garcia, assessor especial da Presidência da República para assuntos internacionais. “Como a Clara e você, o Marco Aurélio foi trotskista, mas ele nega”, disse Lula. Garcia tentou se explicar, e Lula o interrompeu, perguntando: “Sabe como chama o filho do Marco Aurélio? Chama Leon, e ele nega que é trotskista!“”

    ***

    Nem uma palavra sobre Reinaldo Azevedo.  Será que o Conti se esqueceu de citar o sacripanta?  Afinal, também faltou gente muito mais importante que o Reinaldo, como o Larry Rother e o Sergio Leo.   🙂

    Não creio, dado este trecho da matéria:

    (…) Nos dias de folga, o presidente pesca, joga cartas, conversa com os filhos e amigos – desde que não sejam políticos nem estejam no governo.

    “Saio pouquíssimo”, disse. “Esse ano, só fui às festas de aniversário do Pão de Açúcar e da Andrade Gutierrez.” Perguntei se era amigo dos donos das empresas. “Não, fui porque completavam 60 anos, o que no Brasil é importante”. E por que então não foi ao aniversário de 40 anos de Veja? “Porque me dou ao respeito”, respondeu. “Aprendi que se alguém me xinga durante anos, não devo ir à sua casa.” (No site da revista, o presidente é chamado mais de 6 800 vezes de “apedeuta”, sinônimo de “ignorante” e “sem educação”.)” [grifo meu]

    Hummm…o Google mostra que:

    “Apedeuta” aparece 8.050 vezes na página da Veja.

    “Apedeuta” aparece 8.020 vezes no blog de Reinaldo.

    Acho que o Conti deixou o Reinaldo na geladeira…

    ***

    Aliás, Reinaldão ainda não deu um pio sobre a entrevista acusou o golpe. (hat tip – Matamoros)

    Uma das minhas diversões atuais é observar o comportamento da blogoseira anaeróbica diante da posse de Obama.  Há um mundo de diferenças entre o mundo anaeróbico Antes de Obama e Depois de Obama.

    Sob todos os aspectos, a reação que mais se observa nos EUA hoje é a de um profundo espírito cívico, embalado pela esperança trazida pelo novo presidente.   Se todas as manifestações que estamos vendo estivessem sendo dirigidas a um Presidente McCain, não tenho a menor dúvida de que os blogs anaeróbicos estariam em total triunfalismo.

    Como ocorreu da vitória ser Democrata, os blogs anaeróbicos entraram em profundo estado de recusa da realidade.   Para eles, o espirito cívico que está nas ruas é pura demonstração de fanatismo, e torcem para que logo logo a lua de mel da cidadania com Obama se interrompa, se possível, da pior maneira concebível.

    A mais recente novidade é ver os blogs de direita circulando um material apócrifo (por sua vez completamente alucinado) sobre o sistema de governo americano.  Eles talvez não saibam, mas o que estão veiculando é um material produzido pela John Birch Society _ um agregado curioso reunindo posturas de extremismo político de direita, conservadorismo social e isolacionismo radical (a ponto de ser extremamente anti-Bush justamente por sua total aversão à agenda imperial neocon).

    O interessante é que, mesmo possivelmente sem conhecer sua origem, o vídeo agradou aos blogs de direita porque propugna por uma “moderação” do governo, e alerta sobre os perigos do exercício da vontade da maioria sobre a minoria (mal-disfarçando um ataque frontal aos ideais democráticos).  Mesmo desconsiderando a mistura ideológica decorrente de alianças de ocasião, não deixa de ser interessante que este apelo à modéstia ocorra agora, após a derrota republicana, mas não tenha ocorrido a ninguém do campo anaeróbico quando os republicanos tinham a Presidência e a maioria nas duas casas do Congresso, passando com um rolo compressor sobre a minoria democrata.

    Tem gente que não se manca.

    Palavra mais ouvida no aeroporto de Congonhas:  “cliente”

    Palavra mais ouvida no aeroporto Juscelino Kubitschek de Brasília:  “senador”

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