Ontem, no Rio, comprei a nova Piauí.

Bem, confirmei minha primeira impressão: a revista é boa. Também acho que o Samurai está errado ao dizer que é revista de banqueiro. Revista de banqueiro é a Forbes. No Brasil…bom, no Brasil eu duvido que algum banqueiro que se respeite leia o lixo que é a Veja, por exemplo.

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Ao comprar a Piauí na livraria do aeroporto, ganhei de brinde um negócio que eu achei que fosse um shampoo. Ao chegar em casa, depositei o pseudo-shampoo na penteadeira da minha digníssima cara-metade e o esqueci.

De manhã, a Sra. Hermenauta me pergunta, com o treco na mão:

_Que diabo é isso?

E eu tive que me explicar. E muito, porque o negócio não era um shampoo: era um tal creme que as mulheres usam para ajudar no penteado, uma maravilha da cosmética moderna de cuja existência eu sequer suspeitava. Infelizmente para mim, tratava-se de um cosmético um tanto bandeiroso, cujo porte não-autorizado sinaliza para qualquer esposa que se preze um indício de possíveis conexões extra-conjugais.

Aqui cabe uma nota informativa para o neófito na vida de casado: para um homem, casar é entrar no maravilhoso mundo da indústria química. A penteadeira de dona Hermenauta faria salivar de satisfação um oficial de guerra química da Wermacht. Portanto, o grande lance da história é: como, dentre tantos frasquinhos, frascões, vidros, potes, etc, ela conseguiu singularizar o inocente pote de pseudo-shampoo e reconhecê-lo como “non self“.

Depois falam das fêmeas de tartaruga.