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Em um post do Tio Rei, reproduzindo matéria do Estadão sobre o relatório da PF no caso Dantas, colho esta frase do advogado de pseudo-banqueiro:

(…) Como chamar de fraudulenta uma gestão marcada pelo sucesso?

Quer dizer, se o critério moral que deve prevalecer é o “sucesso”, estamos, literalmente, roubados.

Mas não deixa de ser uma filosofia própria para advogados.

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Ainda na seção PETA:

Para se defender, criança morde pitbull e perde o dente em MG

Um menino de 11 anos foi surpreendido por um cachorro da raça pitbull quando brincava no quintal da casa do tio no bairro Vila Nova Vista, em Sabará, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG), na tarde de ontem. Para se defender do ataque, o garoto mordeu o animal e acabou perdendo um dos dentes. A informação é do jornal ‘Super Notícia’.

Segundo relato do Corpo de Bombeiros, Gabriel Alexandre da Silva teria provocado o cachorro, que se chama Titan e tem seis anos de idade.

Ao ser atacado, o garoto teria gritado por socorro, mas como a ajuda demorou a aparecer, ele tentou se desvencilhar do pitbull usando os próprios dentes. Com o impacto da mordida, Gabriel perdeu um dos dentes, que ficou preso à pele do animal.

Testemunhas relataram que o cachorro era manso e estava preso a uma corrente, de acordo com o jornal. Pedreiros que trabalhavam em uma casa vizinha ajudaram a conter o pitbull, que mordeu o braço do menino.

O cachorro foi levado ao Centro de Controle de Zoonoses de Sabará, onde ficará em observação por dez dias. O garoto foi levado para o hospital e levou seis pontos no braço.

Quero ver alguém propor a castração e a proibição do porte de crianças mineiras sem corrente e mordaça, agora.

O comentário do Márcio me despertou o desejo de aprofundar os nossos conhecimentos sobre o festival do porquinho da índia no Peru:

Olha, comer um animal que é “como se fosse da família” eu entendo. O que eu acho meio esquisito é fazer festa para o bicho e colocar roupas nele. Isso realmente é comer alguém que faz parte da família. Há que traçar a linha em algum lugar. Bicho de estimação é bicho de estimação, refeição é refeição.

Fiquei pensando: bom, ele está olhando com os nossos olhos. Como será que os peruanos vêem a coisa?

Corri atrás, e, bem _ isto é interessante:

Peru Celebrates Guinea Pig Festival

Peru is celebrating the second annual festival of the Cuy, or Guinea Pig, and the festivities include competitions for the best-dressed guinea pig, the biggest guinea pig, and the tastiest guinea pig.

The animals are sold fried, grilled or baked, and one seller, Teresa Figeroa, yells from her stand “Zero cholesterol! Protein for anemia!” A serve of guinea pig costs about US$7 at the festival.

One festival goer, Nicolas Campos Sanchez, munching down on some guinea pig said: “This isn’t common. We’re very proud of it.”” [grifo meu]

A matéria é de 2007. Daí, fui em busca do the real thing:

Melesia Trujillo Segura sonríe como una niña orgullosa de su travesura. Los parlantes acaban de anunciar su triunfo: el cuy al que vistió como una cantante folclórica ha obtenido el primer puesto en el concurso El Cuy Fashion del III Festival del Cuy Huacho 2008. Todos la felicitan, mientras ella, con las pequeñas polleras doradas entre las manos que ya han liberado al roedor, explica que no solo cosió el vestido sino que se inventó un personaje que el premiado cuy caracterizó muy bien.

“Se me ocurrió inventarme a una cantante y le puse Yasmina del Amor”, dice y vuelve a sonreír. Parece una niña grande que en vez de muñeca vistió a uno de los cuyes (no sabe cuál) que son parte importante en la alimentación y en los pequeños negocios de las comunidades campesinas de la provincia de Lima que forman parte de la zona de influencia de la empresa minera Los Quenuales.

En realidad, fue la minera la que hace tres años creó el Festival del Cuy de Huacho para impulsar la mejora genética del animal en la región y crear un espacio de camaradería entre los comuneros que compiten en diversas categorías: el mejor criador de cuyes, el cuy más grande, el cuy más veloz, entre otras.

En la jornada de ayer también se premió al plato más sabroso del día hecho, por supuesto, de cuy. En esa categoría el primer puesto fue para la pachamanca elaborada por la comunidad campesina de Curay, el segundo lugar lo obtuvo el riquísimo San Pedrano, de las comuneras de Palpas, y el tercer premio fue para las campesinas de San Martín de Taucur, a la que pertenece Melesia. Se tuvo en cuenta la preparación tradicional de la carne de cuy y el uso de productos nativos.

O que eu pensei ser uma tradição secular dos povos andinos é, portanto, criação de uma empresa mineradora peruana, exploradora de não ferrosos como zinco, chumbo e prata.

OK, vamos nuançar a história: o porquinho da Índia, conhecido em inglês como Guinea Pig, não é de fato original nem da Guiné (nova ou velha), nem da Índia _ ele é mesmo nativo da região andina. Portanto, comê-los é, certamente, uma tradição secular, senão milenar, dos povos da região. A novidade está no festival, cujo objetivo declarado ao menos é melhorar a genética do bicho e aprofundar os laços entre os criadores da iguaria.  Outra matéria deixa mais claro que a coisa é parte do programa de responsabilidade social da empresa, que deve estar com medo de ser estatizada pelo Humala. Embora faça parte do grupo suíço Glencore (que também tem participação na Xstrata…), 76,88% de suas ações são de propriedade de uma empresa de prateleira das Bermudas, segundo o Google Finance.

Em outras palavras: nos Andes, o porquinho da Índia sempre foi comida _ de fato, ele foi domesticado pra isso. O “descobrimento’ é que permitiu ao bicho sair de lá e galgar o posto de animal de estimação fora da região andina _ não sem antes passar pela duvidosa honra de tornar-se “organismo modelo” na pesquisa biológica no início do Séc. XX (o porquinho da Índia é o mesmo bicho que nós chamamos de “cobaia”). O nosso estranhamento é, portanto, um artefato.

Segways na China, no melhor espírito olímpico _ competir é o que exporta:

It is always fascinating to see once-cuddly technologies turn dark.  Consider the Segway, that sweetly geeky gizmo that was supposed to drive autos out of our cities and save the planet.  Well, Segways have arrived, but instead of transporting happy auto-eschewing citizens on their daily errands, the Segway has become  the personal chariot of cops adopting the gyro-stabilized two-wheeler for patrol and crowd control work.  Seqway-riding security dudes are turning up at airports and convention centers, and now are finding their way into the security mix at lock-down events like the G8 Summit and the upcoming Beijing Olympics.  No cuddly here, just pure menace, like the rent-a-samurai in full battle rattle riding a nobby-tired industrial Segway at the this month’s G8 summit (pic below). Watching the transformation is like discovering that one’s favorite teddy bear has fangs and a taste for human flesh. Before long, I’ll bet we’ll see squads of Segway cops in full riot gear running down fleeing demonstrators at some future anti-globalization demonstration.

Paul Saffo, via Kevin Kelly.

Nunca vi uma Segway em Brasília, mas a Fundação Álvares Penteado em São Paulo usa uma na segurança.

Na infância eu costumava passar as férias na casa de uma tia nas Minas Gerais.  Este ramo da família tinha extração rural, vieram do campo para a cidade.

Uma coisa interessante nisso é que no mundo rural a relação entre homens e animais é bem diferente daquela a que nos acostumamos na cidade, onde os animais domésticos, que diacho, são animais de companhia e não de abate.

Durante um bom tempo a família hospedou um pato, o Risonho.  Era um pato grande, enorme, engraçado como todos os patos.  Para mim, fazia parte da família.  Até que um dia minha mãe me avisou que tinham comido o Risonho.  Eu não sabia, mas o Risonho não estava sendo “hospedado”: estava sendo é cevado.

Por isso entendo que as imagens veiculadas pelo Telegraph sobre a festa do porquinho da índia no Peru estejam causando certa começão na blogoseira gringa.  Trata-se de gente que está acostumada a comprar comida em supermercado, em embalagens onde a natureza animal da refeição é irreconhecível, e que se choca ao ver um bicho sendo torrado:

(clique para ampliar)

A isso só tenho a acrescentar a frase dita por um comentarista nesta thread do Reddit:

If God wanted us to eat animals, he would have added more salt and roasted it a bit more than rare.

Como bom ateu, eu continuo com o meu churrasco.  Não necessariamente de porquinhos da índia, é claro.

Interessante artigo no Valor de hoje sobre o crescimento da indústria brasileira de livros infantis:

Nem só de Paulo Coelho vive a literatura brasileira no exterior. O mercado editorial nacional faturou R$ 14,4 milhões com a venda de direitos autorais a outras nações em 2006, uma alta de 4,2% em relação ao ano anterior. O valor ainda é pouco representativo se comparado aos R$ 194 milhões desembolsados pelas casas editoriais para compra de obras estrangeiras. Mas há sinais de que a exportação de direitos autorais de obras brasileiras continua crescendo e que o livro infantil, em especial, atrai interesse dos estrangeiros.

Este trecho é curioso:

Mas para entrar no mercado editorial internacional não basta ter uma história de carochinha bem ilustrada. Cada país tem características próprias e nem sempre é um conto de fadas. Nos Estados Unidos, maior mercado editorial do mundo com vendas de cerca de R$ 35 bilhões, segundo dados da consultoria Euromonitor, há resistência a livros infantis brasileiros, atesta a Melhoramentos. “Os americanos são super conservadores, gostam de histórias com reis e rainhas“, conta Lerner, com experiência de três décadas no mercado internacional.” [grifou meu]

Enquanto isso, o Ministério da Cultura vai dobrando as mangas da camisa:

Com orçamento de R$ 1,2 bilhões para 2008, o Ministério da Cultura (MinC) pretende intensificar as políticas públicas para direitos autorais no País. Isso inclui a criação de uma diretoria de propriedade intelectual, dentro do ministério, e a tentativa de tirar do papel o projeto de uma agência nacional que cuide do assunto.

As informações são do secretário de políticas culturais do MinC, Alfredo Manevy, que falou durante o Fórum Internacional de Economia Criativa, em São Paulo. “A cultura brasileira é o que temos de mais representativo, porém não nos gera riqueza, porque não tivemos um histórico voltado para o licenciamento de direitos autorais.” [grifo meu]

Na íntegra, abaixo do folder, o artigo sobre livros infantis, para os sem-Valor.

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Or, the Fairness Doctrine redux?

Será que ele fez confusão?

Deu no Estadão:

Christian Bale é liberado após pagar fiança em Londres

LONDRES – O ator Christian Bale, que encarna o super-herói Batman, no último filme da série, Batman – O Cavaleiro das Trevas, foi posto em liberdade após pagamento de fiança. Bale foi detido nesta terça-feira, 22, por suposta agressão a dois membros de sua família, informou a polícia.

Bale, que na segunda-feira, 21, assistiu em Londres à estréia do filme, saiu em liberdade após ter sido preso na manhã desta terça, 22, ao atender ao pedido de uma comissária londrinense para ser interrogado por supostamente ter agredido sua mãe, Jenny, 61, e a irmã Sharon, 40, na suíte do hotel Dorchester, no domingo.

Ao que tudo indica, as duas mulheres, que vivem em Dorset (oeste da Inglaterra), apresentaram a denúncia na segunda, em uma delegacia local, que passou a queixa para a Polícia Metropolitana de Londres(MET).

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