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Deu no Estadão:

Garotinho lança filha candidata a vereadora no Rio

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Brincadeira!

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É de se perguntar que diabos Clarissa Garotinho tem em seu currículo _ além do sobrenome _ para se candidatar a vereança carioca.  Bem, vasculhando a internets descobri que:

1) Ela é madrinha do navio “Skandi Fluminense“.

2) Que existe um projeto de resolução de 2005 da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, de autoria do deputado Samuel Malafaia, conferindo o título de Benemérita do Estado do Rio de Janeiro à “universitária Clarissa Barros Assed Matheus de Oliveira”, que vem a ser a garotinha da foto.  Na justificativa, consta que:

Estudante de jornalismo, Clarissa foi eleita presidente do Diretório Central de Estudantes (DCE) das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha). “Sempre defendi a importãncia do movimento estudantil, mas nunca tinha estado a frente de um processo eleitoral”. Quis dar exemplo e a nossa chapa acabou vitoriosa, explica.

O gosto pela política, Clarissa herdou dos pais – a Governadora Rosinha Garotinho e o Secretário Estadual de Governo, Anthony Garotinho – a determinação e a coragem para enfrentar novos desafios.

Consciente de sua responsabilidade como uma das mais importantes lideranças jovens na política fluminense, Clarissa Matheus tem organizado seminários sobre temas nacionais e regionais e tem se posicionado em defesa de uma maior conscientização e participação da juventude na política, incentivando-os a se organizarem de modo a ser possível influenciarem nas tomadas de decisões, criarem projetos que possam se transformar em leis. Enfim serem peças atuantes no fortalecimento da cidadania e participantes na decisão dos rumos de nosso Estado e de nosso País.

É isso, eis a grande contribuição de Clarissa ao povo carioca: ela é presidente do DCE da Facha.

Let the games begin.

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Diferentemente do que eu imaginava, a notícia de que Daniel Dantas não é o dono do Opportunity não pareceu comover ninguém.  Não vi nenhuma cobertura específica do assunto nesta segunda feira.  Viajei no fim de semana, mas pelo que vi na internet, os principais jornais também não deram bola para o assunto.  Pra falar a verdade, nem a própria Míriam Leitão voltou ao tema.

Confessem: vocês todos, inclusive o Samurai e a Míriam Leitão, se uniram para me pregar uma pegadinha, vai!

Previsto para começar a funcionar em 1994, o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa foi aprovado pelo parlamento português em 16 de maio e, informa a Folha, promulgado hoje pelo Presidente português. Não que a coisa seja consensual. Intelectuais portugueses lutaram até o último minuto contra a ratificação, e fizeram uma petição online contra o acordo _ que penso eu, mesmo para os padrões portugueses (dada a sua pequena população) não foi muito popular: no momento em que acesso, constam registradas apenas 86.982 assinaturas.

Embora nem no manifesto da petição nem na imprensa portuguesa eu tenha visto qualquer sinal disso, uma olhada em alguns blogs dá impressão de que pelo fato de apenas São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e Brasil terem ratificado o Acordo até sua ratificação por Portugal, o mesmo vem sendo identificado como fruto de uma pressão brasileira. Em um blog português achei a seguinte conclamação:

A Todos os filhos da LINGUA DE CAMÕES…Não se excluam de uma decisão que é de todos nós. Alguns Portugueses e alguns Brasileiros querem apoderar-se de um Património que é de todos. PORTUGAL; ANGOLA;MOÇAMBIQUE;TIMOR;GOA;MACAU;DIO;GUINÉ:CABOVERDE e BRASIL (1º a ser independente) No Brasil existiam ÍNDIOS assim como em África, os Africanos… A Lingua é de todos nós. Não é exclusiva de ninguém e muito menos de “Brasileiros” … BRASILEIROS É O RESULTADO DA FUSÃO de Escravos Índios( donos do Brasil) ;Escravos Africanos(levados de África); Portugueses;Espanhóis;Italianos; Japoneses…

Um comentário em outro blog diz:

Realmente, é mesmo um dia de luto. Em vez de serem os outros países a assumir a verdadeira lingua portuguesa é Portugal a assumir as atrocidades dos outros países! É caso para dizer “Isto é bué legal cara!”

Finalmente, um outro senhor, ignorando que também se escreve mal em português brasileiro, antes de começar seu discurso contra o Acordo, faz a seguinte advertência prévia:

Nota Prévia: a Lusofonia no seu melhor! Recebi recentemente a seguinte mensagem: «Olá, Eu sou Brasileiro e estou a procura de um dicionário automobilistico French/English, percebi que você tem bastante coisa no seu site, você tem alguma coisa boa para me indicar ou vender. Grato. Agradeço desde já. Obs. Eu não sei se o Português do Brasil é parecido com o de Portugal, por isso escrevi em dois idiomas. Hello, I’m brazilian and I’m looking for a automotive dictionary French/English, I realize that you have a lot of things in your website, do you have something good to indicate to me or to sell me. Thanks. Note: I don’t know if the brazilian Portuguese is similar with the Portuguese of Portugal, that’s why I wrote it in two languages. Best regards.»”

É claro que a oposição ao Acordo não é prerrogativa de Portugal. Aí está o Pedro 7 Câmara, escrevendo no blog da Atlântico, que não me deixa mentir ao desfiar sua já conhecida falta de intimidade com argumentos com um pé na realidade:

Dizem que o tal acordo ortográfico aproximaria os países lusófonos. Pois não me parece que usar as mesmas roupas criaria qualquer espécie de atração. No caso específico de Brasil e Portugal, creio que a aproximação pode acontecer simplesmente pela existência de interesses comuns que nada têm a ver com a mil vezes enfadonha questão das identidades nacionais. Por exemplo, em minha experiência vejo que brasileiros e portugueses são reunidos pelo interesse na liberdade. Ou por determinadas questões filosóficas. Não por um querer enxergar-se no exotismo do outro. É claro que um idioma comum ajuda, mas sem uma afinidade que vá além do meio de expressão não há razão para conversa. Exatamente como você e seu vizinho: ele pode falar a mesma língua e até morar a seu lado, e continuar sendo um estranho cordial. Talvez um dia você descubra que ele também percebe que Ricardo Reis é o melhor dos heterônimos e vocês possam passar algumas tardes falando de poesia. Talvez nada nunca aconteça. O certo é que não se pode forçar a amizade. Colocar acentos em determinadas palavras não interfere mininamente na questão.

De uma penada, nosso querido 7 resolve que tudo o que pode importar no Acordo Ortográfico se resume à capacidade de portugueses e brasileiros se interessarem por seus respectivos exotismos, quando o que interessa é a possibilidade de uma maior circulação de bens culturais entre uns e outros _ sejam ou não exóticos.

Por outro lado, é bem verdade que também em Portugal há grande apoio ao Acordo, como se vê em alguns comentários feitos em matérias de jornal, como por exemplo estes dois comentando uma entrevista do principal porta-voz do movimento opositor, Vasco Graça Moura, importante poeta português:

Sr. Vasco, o seu manifesto não é em defesa da língua, mas sim contra a mesma. O que pretende? Que Portugal fique orgulhosamente só? Pois os PALOP, podem adoptar a grafia do Brasil quando quiserem. Pois no Brasil é que está o seu problema, com a importância que terá no futuro da nossa língua. Aceitar o acordo, é levar a língua a um dos mais importantes idiomas universais. Ponta Delgada.

O que deseja com isso o sr. Vasco? Tenho contatos estreitos com a língua castelhana e vejo o viço que ela experimenta em nível mundial, justamente devido à sua “unidade”, isto é, há uma única variante do idioma de Cervantes com diferentes sotaques. A língua portuguesa deveria já há muito tempo ter uma única variante “escrita” para que possa gozar do reconhecimento merecido inclusive na ONU.

O curioso é que a argumentação contrária ao Acordo, embora obviamente sirva de abrigo ao nacionalismo português, também encontra justificativas anticolonialistas (ao menos formalmente). Diz um artigo do próprio Vasco Graça Moura (“Acordo Ortográfico: a perspectiva do desastre“):

Na verdade, o Acordo considerou apenas duas pronúncias-padrão, a brasileira (que, aliás, não é apenas uma no imenso território do Brasil) e a portuguesa, como se estivéssemos ainda a viver nos tempos do Império colonial…

Isto é, o Acordo de algum modo comunga ainda da mentalidade colonial e darwinista que pressupõe que os PALOP seguem cegamente o que Portugal decidir, sem terem em conta a realidade do português falado nos seus territórios.

Sem querer ser indelicado para com nossos irmãos portugueses, me parece que a adoção do Acordo é realmente o melhor caminho para Portugal. Diz a Wikipedia que existem 215 milhões de falantes da língua portuguesa; em assim sendo, o Brasil concentra portanto entre 87% (estimativa populacional IBGE) e 89% (estimativa CIA Factbook) dos falantes do português no mundo. Já Portugal tem pouco mais de 10 milhões de habitantes. Embora eu seja um grande defensor da visão linguística/evolucionária dos idiomas em detrimento da visão gramatical/normativa, me parece que do ponto de vista econômico não há muita dúvida de que o Brasil será o grande centro de gravidade da língua portuguesa até onde a vista alcança. E embora eu concorde que encarar as modificações vá ser um pé no saco para a atual geração, isto não é insuperável. Já tivemos reformas ortográficas, eu mesmo passei por uma, e acho que isto é coisa que se resolve no máximo em uma geração, com amplos benefícios, creio eu. Digo isto porque recentemente tive que adaptar um texto volumoso do português de Portugal para o brasileiro e posso dizer, de cátedra, que trata-se de tarefa apenas aparentemente fácil.

“Quem me criou foi o tempo, foi o ar. Ninguém me criou. Aprendi como as galinhas, ciscando, o que não me fazia sofrer eu achava bom”

_ Dercy Gonçalves

(estou maluco ou ela era a cara da Giulia Gam quando nova??)

Na Folha Online de hoje, uma noticiazinha interessante sobre as artes do baiano Daniel Dantas:

BrT tinha “sala de escuta” durante a gestão de Dantas

Alvo de interceptação de telefones e e-mails, feita com ordem judicial na Operação Satiagraha da Polícia Federal, o banqueiro Daniel Dantas montou uma “sala de escuta” durante sua passagem pela companhia telefônica Brasil Telecom, controlada pelo banco Opportunity até 2005, informa nesta segunda-feira reportagem de Rubens Valente, publicada pela Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

(…)

A Folha informa que, no teto da sala, os auditores encontraram cabos para “monitorar outros ambientes”. O local seria freqüentado por fornecedores da empresa, jornalistas e outros visitantes.

O que me preocupa não é bem isso. O que me preocupa é que se trata, afinal, de uma empresa telefônica _ a empresa telefônica que presta serviços à capital federal, diga-se de passagem.

E se a BrT se “autogrampeou” sob a gestão Dantas?

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