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A Miss chavista ganha o concurso de Miss Universo deixando a Miss uribenha em segundo lugar.

Para piorar, a Miss USA leva um tombo na passarela.

***

E depois esse pessoal duvida da necessidade de uma Quarta Frota.  Ô, povinho.

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A Scientific American tem um artigo sobre a Física do Batman:

How would all those beat-downs have affected his longevity?
Keeping in mind that being Batman means never losing: If you look at consecutive events where professional fighters have to defend their titles—Muhammad Ali, George Foreman, Ultimate Fighters—the longest period you’re going to find is about two to three years. That dovetails nicely with the average career for NFL running backs. It’s about three years. (That’s the statistic I got from the NFL Players Association Web site.) The point is, it’s not very long. It’s really hard to become Batman in the first place, and it’s hard to maintain it when you get there.

Os links da matéria são ótimos.

O Guardian informa que uma meticulosa investigação do jornal The Mail on Sunday descobriu a verdadeira identidade de Banksy, artista britânico famoso pelos seus graffitis em Londres e alhures (Israel, por exemplo).

Aparentemente alguns fãs ficaram chocados ao saber que Bansky é um mero Robert Gunningham, inglês, classe média, estudou, mora no subúrbio.  Provavelmente esperavam um grafiteiro rebelde.

Bem, espero que a descoberta não reprima o instinto artístico do cara, já que ele é muito bom _ independente de ser ou não um revoltado.  Aliás, alguns de seus graffitis foram preservados pelos donos das paredes onde foram desenhados e vendidos como obra de arte.  Além disso suas obras são expostas em galerias (por ele mesmo, apesar do anonimato) e compradas por celebridades, inclusive para Brad Pitt e Angelina Jolie, dizem.

Texto de Dalmo de Abreu Dallari sobre Gilmar Mendes na Folha de São Paulo quando de sua indicação para o STF por FHC, em 2002:

Degradação do Judiciário

Dalmo de Abreu Dallari

Nenhum Estado moderno pode ser considerado democrático e civilizado se não tiver um Poder Judiciário independente e imparcial, que tome por parâmetro máximo a Constituição e que tenha condições efetivas para impedir arbitrariedades e corrupção, assegurando, desse modo, os direitos consagrados nos dispositivos constitucionais.

Sem o respeito aos direitos e aos órgãos e instituições encarregados de protegê-los, o que resta é a lei do mais forte, do mais atrevido, do mais astucioso, do mais oportunista, do mais demagogo, do mais distanciado da ética.

Essas considerações, que apenas reproduzem e sintetizam o que tem sido afirmado e reafirmado por todos os teóricos do Estado democrático de Direito, são necessárias e oportunas em face da notícia de que o presidente da República, com afoiteza e imprudência muito estranhas, encaminhou ao Senado uma indicação para membro do Supremo Tribunal Federal, que pode ser considerada verdadeira declaração de guerra do Poder Executivo federal ao Poder Judiciário, ao Ministério Público, à Ordem dos Advogados do Brasil e a toda a comunidade jurídica.

Se essa indicação vier a ser aprovada pelo Senado, não há exagero em afirmar que estarão correndo sério risco a proteção dos direitos no Brasil, o combate à corrupção e a própria normalidade constitucional. Por isso é necessário chamar a atenção para alguns fatos graves, a fim de que o povo e a imprensa fiquem vigilantes e exijam das autoridades o cumprimento rigoroso e honesto de suas atribuições constitucionais, com a firmeza e transparência indispensáveis num sistema democrático.

Segundo vem sendo divulgado por vários órgãos da imprensa, estaria sendo montada uma grande operação para anular o Supremo Tribunal Federal, tornando-o completamente submisso ao atual chefe do Executivo, mesmo depois do término de seu mandato. Um sinal dessa investida seria a indicação, agora concretizada, do atual advogado-geral da União, Gilmar Mendes, alto funcionário subordinado ao presidente da República, para a próxima vaga na Suprema Corte. Além da estranha afoiteza do presidente -pois a indicação foi noticiada antes que se formalizasse a abertura da vaga-, o nome indicado está longe de preencher os requisitos necessários para que alguém seja membro da mais alta corte do país.

É oportuno lembrar que o STF dá a última palavra sobre a constitucionalidade das leis e dos atos das autoridades públicas e terá papel fundamental na promoção da responsabilidade do presidente da República pela prática de ilegalidades e corrupção.

É importante assinalar que aquele alto funcionário do Executivo especializou-se em “inventar” soluções jurídicas no interesse do governo. Ele foi assessor muito próximo do ex-presidente Collor, que nunca se notabilizou pelo respeito ao direito. Já no governo Fernando Henrique, o mesmo dr. Gilmar Mendes, que pertence ao Ministério Público da União, aparece assessorando o ministro da Justiça Nelson Jobim, na tentativa de anular a demarcação de áreas indígenas. Alegando inconstitucionalidade, duas vezes negada pelo STF, “inventaram” uma tese jurídica, que serviu de base para um decreto do presidente Fernando Henrique revogando o decreto em que se baseavam as demarcações. Mais recentemente, o advogado-geral da União, derrotado no Judiciário em outro caso, recomendou aos órgãos da administração que não cumprissem decisões judiciais.

Medidas desse tipo, propostas e adotadas por sugestão do advogado-geral da União, muitas vezes eram claramente inconstitucionais e deram fundamento para a concessão de liminares e decisões de juízes e tribunais, contra atos de autoridades federais.

Indignado com essas derrotas judiciais, o dr. Gilmar Mendes fez inúmeros pronunciamentos pela imprensa, agredindo grosseiramente juízes e tribunais, o que culminou com sua afirmação textual de que o sistema judiciário brasileiro é um “manicômio judiciário”.

Obviamente isso ofendeu gravemente a todos os juízes brasileiros ciosos de sua dignidade, o que ficou claramente expresso em artigo publicado no “Informe”, veículo de divulgação do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (edição 107, dezembro de 2001). Num texto sereno e objetivo, significativamente intitulado “Manicômio Judiciário” e assinado pelo presidente daquele tribunal, observa-se que “não são decisões injustas que causam a irritação, a iracúndia, a irritabilidade do advogado-geral da União, mas as decisões contrárias às medidas do Poder Executivo”.

E não faltaram injúrias aos advogados, pois, na opinião do dr. Gilmar Mendes, toda liminar concedida contra ato do governo federal é produto de conluio corrupto entre advogados e juízes, sócios na “indústria de liminares”.

A par desse desrespeito pelas instituições jurídicas, existe mais um problema ético. Revelou a revista “Época” (22/4/ 02, pág. 40) que a chefia da Advocacia Geral da União, isso é, o dr. Gilmar Mendes, pagou R$ 32.400 ao Instituto Brasiliense de Direito Público -do qual o mesmo dr. Gilmar Mendes é um dos proprietários- para que seus subordinados lá fizessem cursos. Isso é contrário à ética e à probidade administrativa, estando muito longe de se enquadrar na “reputação ilibada”, exigida pelo artigo 101 da Constituição, para que alguém integre o Supremo.

A comunidade jurídica sabe quem é o indicado e não pode assistir calada e submissa à consumação dessa escolha notoriamente inadequada, contribuindo, com sua omissão, para que a arguição pública do candidato pelo Senado, prevista no artigo 52 da Constituição, seja apenas uma simulação ou “ação entre amigos”. É assim que se degradam as instituições e se corrompem os fundamentos da ordem constitucional democrática.

Informa o Valor:

A Opportunity Asset Management terminou a semana tentando retomar a normalidade, com a volta de seu principal executivo, Dorio Ferman, e de vários diretores que foram presos pela Polícia Federal. De terça, quando foi deflagrada a operação Satiagraha, a sexta-feira, os saques atingiram 6,8% (R$ 1,1 bilhão) de um patrimônio total de R$ 16,1 bilhões, segundo fontes da instituição. As retiradas teriam diminuído na sexta-feira e foram consideradas até pequenas pela gestora, tendo em vista a forte repercussão das prisões.

Libertado na quarta-feira graças a um “habeas corpus”, Dorio teria também retomado sua rotina na gestora e passou a sexta-feira discutindo estratégias para a gestão dos fundos de ações da casa.

Dorio Ferman?  Quem é esse cara?  IstoÉ Dinheiro informa, em matéria intitulada (profeticamente) “O Fundo que Já Viu Tudo“:

O engenheiro nordestino (nascido em Natal, criado em Recife e radicado no Rio de Janeiro) que há 10 anos fundou o Opportunity ao lado de Daniel Dantas é também o criador e o principal gestor do Opportunity Lógica II, o mais antigo fundo de investimento em ações do País. Lançado em março de 1986, um mês depois do início do Plano Cruzado, ele passou por traumas como o confisco do Plano Collor, as crises do México, da Ásia e da Rússia, além do estouro da bolha da Nasdaq, do atentado terrorista de 11 de setembro e da conturbada eleição do presidente Lula. Tudo isso sem nunca perder em rentabilidade para o Ibovespa. Quem investiu US$ 10 mil no lançamento do fundo obteve um retorno anual médio de 37,25% em dólar e chegou ao final de 2003 com um patrimônio de US$ 2,8 milhões. O mesmo capital remunerado pelo Ibovespa não passaria de US$ 34,6 mil.

Bem, Dório Ferman é O CARA.  Um dos mais respeitados operadores do país, diversas publicações noticiaram que sua prisão poderia abalar o Opportunity de forma definitiva.

O que torna moderadamente inexplicável este diálogo entre Daniel e Verônica Dantas, flagrado pela escuta da PF e transcrito pela Folha de Sâo Paulo, hoje:

DANTAS: Quem é que “run” o Opportunity Fund…(inaudível)? Quem que toma o universo disso aí?

VERÔNICA: Ah, uma empresa aqui, Opportunity… eu tentei te mandar aqui…

DANTAS: Mas quem é a pessoa?

VERÔNICA: Deixa eu olhar quem é a pessoa da empresa, acho que é o Felipe…

DANTAS: É Dório? Não, mas quem é que eu digo aqui?

VERÔNICA: Eu acho que eu já disse que a mesa de operações é comandada pelo Felipe Pádua.

DANTAS: Mas e quem… o “asset manegement” é do Dório?

VERÔNICA: Ah, vou ter que olhar, porque são várias companhias diferentes.

DANTAS: Então veja, e tente olhar quem…

VERÔNICA: Quem faz o que e aonde.

DANTAS: Ele quer saber basicamente, vamos dizer, quem toma as decisões de investimento do Opportunity Fund, tá?

Quer dizer, Daniel Dantas, gênio do mal, e sua irmã, não sabem dizer na ponta da língua quem é O CARA.  Isto é muito estranho.

Quem tem alguma memória talvez se lembre que, na época da fusão entre Antarctica e Brahma, os defensores da operação juravam de pés-juntos de que ela seria necessária para ganhar escala e combater as marcas estrangeiras.

Dizia a Veja, no longínquo ano da graça de 1999:

(…)Em outros tempos, com as fronteiras do país fechadas, a notícia do surgimento de um conglomerado monstruoso desses seria assustadora para o consumidor brasileiro. Uma empresa tão grande, que concentra quase três quartos do mercado, poderia fazer um estrago e tanto. Poderia tabelar preços, esmagar a concorrência, controlar os pontos-de-venda e submetê-los a contratos leoninos e piorar a qualidade dos produtos que fabrica. Tudo isso sem muito risco. Por que não agora?

Numa economia global, a fusão das cervejarias Brahma e Antarctica aparentemente não oferece esses perigos. De acordo com os especialistas, tudo conspira para que aconteça justamente o contrário. Fortalecida pelos números que a operação envolve, a AmBev estará em condições de baixar seus custos operacionais, o que pode ser ótimo para quem compra cerveja. Além disso, fica em condições de brigar de igual para igual no mercado internacional. “Se as companhias brasileiras não ganharem robustez acabarão sendo compradas pelas concorrentes estrangeiras”, afirma Marcel Telles, de 49 anos, presidente do conselho de administração da AmBev, mesmo cargo que ocupava na antiga Brahma.

Nem o bom velhinho barbudo, o Carlos, escapava de colaborar para uma argumentação porca que a Veja e seus colaboradores parecem, misteriosamente, ter esquecido quando se trata de aplicá-la ao negócio de telefonia:

O negócio marca a entrada do Brasil na era das superfusões de empresas, a característica mais significativa do capitalismo mundial (veja reportagem). Há uma espécie de relógio correndo, que acelera inevitavelmente as fusões. O relógio atende pelo nome de Alca, o bloco comercial que em 2005 integrará as economias das Américas. Cairão as barreiras tarifárias entre os países e em vários setores, como o de bebidas, quem não produzir como gente grande corre o risco de ser varrido do mapa. Ou ter de se contentar com uma fatia modesta de mercado. O futuro vem acompanhado de uma competição darwiniana. Só os maiores, mais fortes e mais eficientes sobrevivem.

Saudade, né? Era um tempo, aliás, em que a Veja era especialmente condescendente com lobbies privados em gabinetes públicos:

A estratégia para obter o apoio do governo e a aprovação do Cade incluiu uma passagem pelos gabinetes do presidente Fernando Henrique Cardoso e de Ruy Coutinho. Na tarde de quarta-feira passada, foi feito o pedido para que o presidente abrisse espaço em sua agenda, no dia seguinte pela manhã, para receber os empresários. Deu mais do que certo. Eles teriam dez minutos para a conversa, mas o encontro prolongou-se por 45 minutos. “O Brasil precisa internacionalizar-se para não ser internacionalizado”, disse o presidente a Telles e De Marchi. A visita seguinte, ao secretário de Direito Econômico, foi mais formal. Ele simplesmente recebeu a comitiva e ouviu uma rápida exposição sobre a idéia da fusão.

Ô, tempo bão que não volta mais.

Pois é, a fusão foi feita, a AmBev vendida para os belgas da InBev, e agora, nos diz o Valor que…

AmBev fará da Bud a marca número 1 no país

Que se cuide a Skol. A cerveja mais vendida do país – a cada dez garrafas ou latas da bebida abertas, três são Skol – está com seus dias de líder contados. Com o negócio entre a belgo-brasileira InBev e a americana Anheuser-Busch fechado ontem à noite, a Budweiser deve ocupar seu lugar estratégico na AmBev (Companhia de Bebidas das Américas). A marca é uma verdadeira obsessão para os executivos da InBev, controladora da empresa brasileira.

“A Budweiser será trabalhada como marca mundial e virá para cá. Será a estrela do portfólio da AmBev, batendo de frente com a Skol”, diz Adalberto Viviani, da consultoria Concept, especializada no mercado de bebidas.

Legal, né? Agora o Joe Six Pack também é nosso!

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