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Escreve Tio Rei sobre a Operação Satiagraha (que mais uma vez comprova que se a PF usasse metade do tempo que gasta pensando em nomes para suas investigações haveria muito mais gente presa neste país):

Mais uma vez, um espetáculo vergonhoso protagonizado pela Polícia Federal. Está errado. Posso até achar que o lugar dessas três notórias figuras seja a cadeia, mas não cabe à PF montar uma operação literalmente midiática para efetuar as prisões. Especialmente porque estamos falando de prisões temporárias — inicialmente, de cinco dias —, daquelas decretadas “para não prejudicar a investigação”, o que já é um critério discutível porque força o investigado a colaborar com o que pode prejudicá-lo. Renderia já um bom debate.” [grifo meu]

Pois é.  Bacana mesmo seria se a PF prendesse as pessoas sem avisar ninguém, certo?  Nem seus advogados.

Tio Rei: se beber, não dirija.

Dantesco

Muita gente vai conhecer o Inferno nos próximos dias.

Todos os nove círculos.

O Paulo do FYI, que está convencido de que eu sofro de um irrefreável complexo de inferioridade, parece decidido a demonstrar sua tese linkando para cá uma vez por semana:

Não leio muito o Reinaldo Azevedo (principalmente porque depois de 11 anos fora os detalhes da política brasileira são insuportáveis), mas esse texto dele está muito bom:

De oprimidos e opressores

I wonder what his biggest fan will have to say about this.

***

Interessante que o Paulo, que no próprio post admite estar fora do Brasil há 11 anos e não se interessar pela política brasileira, prefere tomar partido em um discurso de Reinaldo Azevedo sem demonstrar conhecer absolutamente nada sobre a política fundiária brasileira. Nem da do seu novo país de adoção, ao que parece. Prova. Prova.

Mas se quer mesmo saber o que eu acho, eu digo em uma palavra: “asneiras”. Satisfeito?

Ativos que não param de subir

Do Financial Times:

Heidi Klum: a model investment?

Want to outperform the Dow Jones Industrial Average? Invest in Heidi Klum.

According to the folks at Stockerblog, the Heidi Klum Stock Index – which consists of companies for which the German supermodel has acted as a spokesperson – has out shone the Dow over the past six months.

In this crisis-stricken environment, that means the HKSI is only down 4 per cent, compared with 14 per cent for the Dow.

(hat tip: Samurai)

Sob os auspícios do Partido Republicano, os EUA vão se transformando paulatinamente em um lugar cada vez mais curioso:

A senior government official with the U.S. Department of Homeland Security (DHS) has expressed great interest in a so-called safety bracelet that would serve as a stun device, similar to that of a police Taser®. According to this promotional video found at the Lamperd Less Lethal website, the bracelet would be worn by all airline passengers.

This bracelet would:

• take the place of an airline boarding pass

• contain personal information about the traveler

• be able to monitor the whereabouts of each passenger and his/her luggage

shock the wearer on command, completely immobilizing him/her for several minutes

The Electronic ID Bracelet, as it’s referred to as, would be worn by every traveler “until they disembark the flight at their destination.” ” [grifos meus]

Sério, os Monty Python não fariam melhor.

***

Claro, sempre haverá “libertários” dispostos a sacrificar um pouquinho mais da sua liberdade em nome da segurança, sem se preocupar muito a respeito de até que ponto a insegurança está sendo fabricada pelas posições que apóiam. Mas depois não digam que eu não avisei. 🙂

Em matéria no Valor de hoje sobre a abertura do capital da Infraero, uma admissão de culpa (e de insistência no erro):

Após o acidente com o avião da TAM em Congonhas, a maior crítica à Infraero foi de ter investido mais na transformação de seus terminais de passageiros em shopping centers do que nas pistas de pouso. Segundo o presidente, que faz uma espécie de “mea culpa”, embora a prioridade continue sendo a segurança e o investimento em pistas, a Infraero deve apostar novamente nos shoppings. Em 2007, a exploração comercial dos aeroportos rendeu mais de R$ 613 milhões – ou 27% de toda sua arrecadação.

“Durante muito tempo, criticou-se muito a idéia dos shoppings nos aeroportos. Agora a crítica terá de ser revertida”, observa Gaudenzi, que diz ter reforçado sua opinião em recentes viagens internacionais. “Cada vez mais os aeroportos europeus estão tentando tirar receitas dos aeroshoppings para não onerar mais os passageiros. O que nós encaramos como desastre, eles estão encarando como solução.”

***

Agora, se essa é a visão do presidente de uma autarquia federal, imagine se a Infraero tivesse um CEO…

A conspiração para matar Tio Rei do coração estende-se ao Financial Times:

Surfing a big wave of confidence

By Jonathan Wheatley and Richard Lapper

Published: July 8 2008 00:29 | Last updated: July 8 2008 00:29

Brazil’s prospects, it seems, have never been better. Economically and politically stable, the country has become a poster child on international financial markets – the most fashionable, perhaps, of the so-called Bric group of large emerging markets that also includes Russia, India and China.

At a time of rising global demand for food and energy, Brazil is uniquely placed. Already the world’s biggest producer of almost any farm product you like to mention, including ethanol made from sugar cane, Brazil is the fourth biggest manufacturer of cars and will soon become an important oil exporter.

Its home markets are booming and have become a huge magnet for foreign direct investment. Its capital markets are attracting massive inflows from overseas. Meanwhile, Brazilian society is being transformed as incomes rise and inequality falls.

Much of this has been made possible by reforms enacted over the past 15 years that have borne fruit during the past few years. It has all been helped along by international conditions that, for Brazil, have never been so benign.

It is no exaggeration to say that Brazil is on the verge of superpower status.

***

Ok, o resto do artigo (transcrito na íntegra abaixo do folder para os sem-FT) é cheio de cautionary tales, mas enfim, há uns anos atrás ninguém pensaria em ver coisas assim escritas ali, não é mesmo?

Aliás, a série toda de reportagens sobre o Brasil está muito boa.

Continue lendo »

Deu no NYT: “Quietly, Brazil Eclipses an Ally“.  A Folha resumiu e publicou:

Silenciosamente, Brasil ofusca a Venezuela, diz “NYT”

da BBC

Um artigo publicado nesta segunda-feira pelo jornal americano “The New York Times” afirma que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vem aos poucos “se distanciando do líder da Venezuela (Hugo Chávez) e suplantando-o discretamente enquanto vai transformando o Brasil numa potência regional”.

Segundo o artigo intitulado “Silenciosamente, o Brasil ofusca um aliado”, Lula “diversificou a já forte base industrial brasileira e criou uma ampla coalizão política com quase uma dúzia de vizinhos”.

Já a influência de Chávez, diz o jornal, “permanece limitada a um punhado das nações mais pobres da região Bolívia, Cuba, Dominica e Nicarágua membros da Alba” (Alternativa Bolivariana para as Américas).

Além disso, as “credenciais regionais” do presidente venezuelano teriam sofrido na semana passada quando “seu rival ideológico, o presidente Álvaro Uribe, da Colômbia, organizou um resgate dramático de 15 reféns mantidos na mata por rebeldes colombianos”.

“A chave para o sucesso do Brasil tem sido a bem afortunada confluência de tendências econômicas globais, como o aumento da demanda por commodities como soja e álcool da cana-de-açúcar, mas também a discreta gestão de Silva, um ex-operário de uma montadora de automóveis”, disse o jornal.

“Ele elevou o perfil do Brasil em toda a região, em parte, ao adotar uma abordagem de menos confronto em relação a Chávez do que os Estados Unidos.”

***

Acho que alguém no NYT quer matar Tio Rei do coração.

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